Metal Gear & Metal Gear 2: Um pequeno salto gráfico, mas um grande salto para o que estaria por vir


Como fiz com Policenauts (para quem não, leu CLIQUE AQUI), vou trazer outros dois jogos do Kojima um pouco desconhecidos: Metal Gear e Metal Gear 2: Solid Snake. Claro, qualquer fã sabe que esses dois existiram antes de Metal Gear Solid de 1998 do Playstation, mas... QUEM JOGOU? Muitos nunca se deram ao trabalho de jogar esses dois jogos, que hoje são facílimos de jogar via HD Collection . 

A História de um Japa muito louco


Kojima estiloso

Kojima durante a infância era um moleque solitário viciado em filmes e séries. Sempre tentava arrumar um ramo artístico, mas não manjava de desenho, escrevia textos longos demais para serem publicados e bem, a situação econômica do Japão era crítica. Foi fazer faculdade de economia, ficou entediado e resolveu ir atrás de algo novo e acabou parando, em 1986, no setor de MSX da Konami. Lá trabalhou no jogo Penguin Adventure, sequência de Antarctic Adventure, um clássico da Konami. 


O problema é que depois disso, Kojima começou a desenvolver Lost Warld, um jogo de plataforma de guerra protagonizado por uma mascarada, mas que a Konami simplesmente cancelou. Eis que a Konami deu um ultimato: Kojima deveria fazer um jogo de guerra interessante (mesmo com Contra já em produção) ou estaria demitido. Ele começou a desenvolver Metal Gear, um jogo de guerra com câmera superior, mas durante o processo Kojima começou a pensar que seria idiota um soldado invadir uma base sozinho e sair matando todo mundo. Eis que ele cria um novo gênero de games chamado “stealth”, aonde o objetivo era não ser visto por guardas, se inspirando em Fugindo do Inferno, de 1963, estrelado por Steve McQueen.

Metal Gear: Para tudo há um começo



Compreendendo todo o contexto, acho que já podemos prosseguir. Como já foi dito, Metal Gear é o primeiro jogo Stealth, com temática bélica em visão superior. O jogo se inicia com Solid Snake, um soldado da FOXHOUND, grupo de operações especiais de alta tecnologia dos EUA, invadindo a fortaleza de Outer Heaven, criada nos anos 80 por um lendário mercenário, na região fictícia de Galzburg, na África. Ao entrar na base, Solid Snake recebe as indicações de seu líder, Big Boss, um lendário soldado americano, do que deveria fazer. No caso seria encontrar Gray Fox (único soldado com a honraria de “Fox” na FOXHOUND) e destruir a máquina de destruição em massa chamada Metal Gear, na chamada Operation Intrude N313, essa se passando dias após a Operation Intrude N312, na qual Gray Fox foi espionar Outer Heaven e acabou preso dizendo como últimas palavras “Metal Gear”. No primeiro trecho temos que passar escondidos por guardas e ir até um elevador. SIM, VOCÊ CONHECE ESSE INÍCIO! A cena é relembrada na maioria dos Metal Gears, sendo eles Metal Gear 2, Metal Gear Solid (com Snake saindo da água e tudo) e a segunda parte de Metal Gear Solid 2 (também com Raiden saindo da água).
Solid Snake fumando e refletindo o tão vacilão que Big Boss é para mandá-lo numa missão suicida dessas.

A turminha do barulho

Inicialmente o jogo girará apenas ao redor de conversas momentâneas entre Snake e Big Boss, além da busca por Gray Fox. Ao avançar da trama novos personagens vão aparecendo, entre eles Dr. Drago Pettrovich Madnar, raptado pelo líder de Outer Heaven para construir a Metal Gear, e sua filha Ellen, também sequestrada. Além deles teremos a Resistência, rebeldes que querem salvar os prisioneiros de Outer Heaven, que são os sul-africanos Diane, Kyle Schneider e Jennifer. Já entre os inimigos teremos vários guardas armados com diversas armas como metralhadoras e bombas, além de ciborgues TX-11 chamados Arnold (o nome foi alterado para Bloody Brad pela clara referência ao T-800 de O Exterminador do Futuro, interpretado por Arnold Schwarzenegger, evitando algum possível processo) e outros quatro mercenários: Shoot Gunner (alterado para Shotmaker), Machinegun Kid, Fire Trooper e Coward Duck (alterado para Dirty Duck, pela semelhança com “Howard the Duck”, pato da Marvel). Além de todos esses inimigos temos um helicóptero Hind-D, a Metal Gear TX-55 e, claro, o misterioso líder de Outer Heaven).


Repetindo sem parar...

A trilha sonora do game é boa. Não chega a ser tão grandiosa quanto dos jogos seguintes, mas é muito boa, sendo as mais marcantes a de alerta (que sim, vai tocar muito) e Theme of Tara que bem... Toca o jogo INTEIRO! Pra quem acha que não conhece Theme of Tara, é aquela mesma música que toca nas VR Missions do Metal Gear Solid. É um clássico dos games, mas depois que você zera você realmente fica irritado de ouvi-la por ser repetitiva de modo que beira ao absurdo.



Itens e mais itens 

O gameplay é simples: você pode andar, socar, atirar e usar itens. O melhor método de não morrer é não ser visto por guardas e câmeras, ficando atrás de paredes quando os mesmos estiverem por perto, se movimentando enquanto estão de costas. O alerta é representado por “!”. Caso apenas for visto, aparecerá “!”, apenas os guardas daquela tela irão atacar, logo basta ir para a tela ao lado para terminar o alerta. Caso apareça “!!” é porque foi utilizada alguma arma sem silenciador, ou você foi visto por algum infravermelho ou câmera. Para terminar o alerta é necessário matar todos os guardas, ou fugir para outro andar ou entrando em uma sala de boss. Para avançar no game você abre portas, essas que são abertas com cartões magnéticos ganhos derrotando certos inimigos, mas que ocupam grande parte do inventário (já que diferente de MGS e MGS2, os cartões Lvl4 não abrem portar Lvl3, por exemplo). Entre itens temos: os cartões (no total de 8), binóculos (observar outras telas), máscara de gás (obviamente para passar por áreas com gases tóxicos), rations (latas de alimento que aumentam o life), entre alguns outros itens, havendo dois infames e clássicos que são o cigarro (que tem a grande utilidade de TIRAR o life do jogador, um método estranho de ensinar os jovens a não fumar) e a caixa (na qual Snake se esconde para não ser visto, e pode sair andando por aí). Já entre as armas temos pistolas, metralhadoras, bazucas, entre algumas outras. Também existem prisioneiros de guerra para salvar (algo que retornou em Peace Walker). A cada 5 salvos você recebe uma estrela em seu Rank (com máximo de 4 estrelas), que aumenta sua barra de energia e sua munição. Você perde uma estrela se matar um prisioneiro.


Um conceito iniciando uma saga

A história é muito pouco desenvolvida, se resumindo a 116 mensagens (reduzidas para 86 na primeira versão europeia), sendo a maioria de tutoriais. A trama é simples, mas na última hora de jogo o jogo se torna estranho e frenético, te deixando curioso para saber o porquê de certas coisas estarem acontecendo. Entretanto, existia MUITA informação nos manuais do game, algo benéfico, tanto que no que contei da história do jogo, não há nada que foi incluído em retcons (no máximo a localidade e origem de Outer Heaven, algo que creio ser original).
Não, você não terá que derrotar o Toguro, pode ficar sossegado ;)

AVISO: Á partir de agora será sobre Metal Gear 2: Solid Snake. Infelizmente, para que eu não fique fazendo uma explicação idiota, escondendo identidades de personagens, sou obrigado a dar alguns spoilers do primeiro Metal Gear. São spoilers que muitos já sabem por causa dos jogos mais recentes, principalmente de Metal Gear Solid, mas que podem prejudicar quem quer jogar o primeiro game. Se você não vê problema em spoilers desses jogos, pode continuar a ler. Se não, muito obrigado pela leitura.


Metal Gear 2 Solid Snake: Na guerra não existem heróis


Metal Gear D: A nova Metal Gear que criaram para esquentar a cabeça de Snake

Metal Gear foi revolucionário e bem recebido pelos jogadores e crítica. A qualidade levou a um port mal feito para NES, que mesmo infiel ao original, vendeu bem para a época. Eis que a Konami, sem intervenção de Hideo Kojima, decide lançar apenas para o ocidente e para o NES o game Snake’s Revenge, um Metal Gear 2. Kojima descobriu a existência desse jogo alguns anos depois, agora mais consagrado ainda com o jogo Snatcher, um clássico do MSX2 inspirado em Blade Runner. Hideo achou a ideia interessante e resolveu ele mesmo desenvolver uma sequência oficial, agora para o MSX2, plataforma da qual sempre foi habituado. O jogo então foi chamado de Metal Gear 2: Solid Snake, agora tendo muito mais foco no protagonista. Lançado exclusivamente para o Japão, recebeu traduções de fãs na década de 90 (inclusive em português) mas só foi oficialmente lançado por essas bandas em 2006 junto com Metal Gear em Metal Gear Solid 3: Subsistance.

A política e problemas globais ganhando importância

Quatro anos se passaram desde o incidente em Outer Heaven. Snake conseguiu destruir o protótipo da Metal Gear e descobriu que seu mestre, Big Boss, era na verdade o líder de Outer Heaven, e que ele estava apenas em um teatro de armadilhas montado pelo mesmo. Tiroteios. Metal Gear destruída. Outer Heaven em auto-destruição. OTAN intervindo. Outer Heaven explodida. Agora em 1999, Guerra Fria terminou, mas agora temos um novo problema: Combustível. As jazidas de petróleo estão secando e agora o mundo luta para descobrir fontes alternativas de energia, ou algum modo de encontrar mais petróleo. Eis que um cientista Checo chamado Kio Marv descobre através da bioengenharia uma alga da qual denominou de OILIX, da qual seria possível extrair petróleo de forma rápida e eficaz. Saindo da Conferência Mundial de Energia em Praga e indo para os EUA, Marv acabou sendo sequestrado pelos soldados de uma nação chamada Zanzibar Land, recém formada por militares e que vem dominando países vizinhos. A OTAN descobre que Zanzibar possuía um grande controle em armas nucleares, e que planejava monopolizar o petróleo, transformando o mundo em refém deles. Com isso, o novo líder da FOXHOUND, Roy Campbell é obrigado a trazer de volta Solid Snake, agora aposentado, de volta ao grupo, com o objetivo de resgatar Kio Marv na missão Operation Intrude F014. Snake é mandado de paraquedas sobre a fronteira do Afeganistão, invadindo sem ser visto pela segurança de Zanzibar Land (o método de entrada é inspirado no mesmo usado em Metal Gear de NES. O mesmo seria repetido em Metal Gear Solid 3: Snake Eater).

Tela de carregamento, com o logo da FOXHOUND
O jogo se inicia com duas cenas de corte. A primeira é um texto explicando a situação atual, falando basicamente o que disse acima (algumas das coisas estavam presente no manual original) ao som de Zanzibar Breeze. A segunda é uma cena de créditos iniciais mostrando a montagem de uma nova Metal Gear, revelando que Snake ficará frente à frente com mais uma dessas, tudo ao som de Theme of Solid Snake. Inicialmente recebemos uma ligação de Campbell explicando o que deveremos fazer. Após isso teremos que passar por guardas e entrar dentro da base e seguir para um elevador (como já havia comentado no primeiro jogo).

Master Miller mostrando pro Snake o resultado de uma alimentação saudável (sem exagerar no video game)


A turminha do barulho - Parte II

Durante o jogo teremos vários personagens de apoio, bem mais que no primeiro jogo. Além disso agora podemos ver o rosto de quem estamos conversando, diferente do primeiro aonde vemos somente o rosto de Solid Snake. Entre os “ajudantes” teremos Campbell que dará as instruções de como seguir durante o jogo, Miller que lhe dará instruções de saúde e alimentação (enchendo seu saco mandando você não jogar por tanto tempo) e Kasler, soldado da FOXHOUND infiltrado em Zanzibar Land, lhe dando instruções de como derrotar inimigos. Além de outros ajudantes via rádio (como Jacobsen), teremos alguns personagens que também encontraremos durante o gameplay, como Holly White, uma soldado da CIA que dá dicas e apoio a Snake na missão (serviu claramente de inspiração para Meryl). Já como inimigos, teremos membros da força de Zanzibar Breeze, que serão Black Ninja (originalmente Black Color), Running Man, Red Blaster, Four Horseman (originalmente Ultra Box), Jungle Evil (originalmente Predator), Night Fright (originalmente Night Sight), além de alguns outros inimigos, como outro Hind D.



Você é o que você come 

O gameplay em si não foi alterado, mas novas mecânicas foram adicionadas, principalmente aos inimigos, que agora possuem campo de visão de 45°, podem mover a cabeça para os lados, conseguem se mover para outras telas, perseguindo Snake em qualquer delas. Agora possui um novo sistema de alerta, aonde se passa um certo tempo, o qual quando acaba os guardas param de te perseguir. Agora também existe um radar que colabora e muito com o gameplay, mas que é desligado no modo de alerta. Como foi possível ver, quase todos os elementos aqui se mantiveram até Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty, logo podemos ter uma breve ideia do tão importante esse jogo é, e isso ficará cada vez mais claro durante esse texto. Sobre itens e armas, são quase todos os mesmos, algo que também se manteria até Metal Gear Solid 2, sendo fruto do primeiro Metal Gear. Os cartões ainda não são “atualizáveis”, mas há uma mudança curiosa nos itens. Agora existem TRÊS tipos de rations, e cada um possui uma descrição de que comidas estão dentro delas, deixando claro que são “marmitas”. Inicialmente isso é apenas uma frescura, mas ao passar do game saber o que há em cada um, e saber economizar cada um deles, é visto como realmente necessário. Infelizmente é algo que não voltou em jogos seguintes, no máximo parecido com Metal Gear Solid 3: Snake Eater. Sobre os cartões, felizmente existem 3 cartões mestres sendo o vermelho para portas 1-3, azul para 4-6 e verde para 7-9. Agora além de se esconder em caixas, é possível fazer isso em baldes.



Agora sim!

Bem, a trilha sonora... Diferente do primeiro que possuía uma trilha boa, esse possui uma trilha ESPETACULAR, completamente superior a do primeiro game. Além das duas músicas principais de introdução (Zanzibar Breeze e Theme of Solid Snake) também possuímos as músicas padrões de gameplay, além de outras para momentos de morte e de drama (e sim, esses momentos vão ocorrer muitas vezes). Destaque para o hino nacional de Zanzibar Land, que pode ser ouvido dentro de uma sala de controle.


Bem e Mal? Herói e Vilão? Ou um emaranhado de assassinos com justificativas contrárias?

Agora falta falar do que? Enredo, certo? Pois bem, agora vamos falar da MELHOR PARTE DE TODO O JOGO. Diferente do primeiro game, aonde a história é apenas um motivo para tudo acontecer, nesse game a história é incrível e totalmente importante. É realmente sensacional pensar que um jogo 8-bits de 1990 pudesse ter uma trama tão bem bolada e aprofunda como a que possui. Claro, o próprio Kojima já havia produzido Snatcher em 1988, mas esse era uma novel jogável, e assim como point-and-clicks, é necessário uma boa trama. A história possui um grande debate sobre heroísmo em uma guerra, se realmente há um lada bom e um mal, SE HÁ REALMENTE UM VILÃO.

O jogo faz uma série de retcons sobre o jogo anterior, acrescentando fatos que não foram contados e quem o próprio Solid Snake possuía ideia. Você passa a cada vez mais ver o tão cruel e desgraçada é uma guerra, e começa a sentir, junto ao próprio protagonista, um sentimento de culpa por ter se envolvido em algo tão podre como foi o incidente em Outer Heaven.

Agora o jogo possui muito mais personagens carismáticos, diálogos muito mais elaborados, alguns elementos de humor, algumas aulas interessantes de química e biologia através de dicas de seus ajudantes, além de romances que agora ficam muito mais claros. O game apresenta puzzles muito mais geniais, chegando a dar uma curta utilidade ao cigarro de Snake e te obrigando a aprender o Tap Code, um código similar ao Código Morse, utilizando batidas para descobrir um número de codec (claro, você pode simplesmente procurar na internet, mas é muito mais divertido descobrir por si mesmo, mesmo sendo necessário usar uma tabela que fica no manual, esse que na HD Collection fica dentro do disco, mas que você precisa entrar no menu de seleção de jogos para abri-lo, logo é mais fácil procurar o mesmo na internet). Também existem crianças vagando por Zanzibar Land, as quais conversam com Snake, e acabam dando pistas de quem está envolvido.




Como ficou claro, o segundo jogo é infinitamente superior ao primeiro, sendo feito com maestria pelo Kojima, lembrando muito mais seu sucessor Metal Gear Solid do que seu antecessor Metal Gear, sendo um MGS 0.5, por assim dizer. Muito da personalidade de Snake presente nos jogos recentes, como Metal Gear Solid e Metal Gear Solid 4: Guns of Patriots se deve aos acontecimentos desse game, que cada vez mais deixam Snake enlouquecido e depressivo, perdendo as esperanças pela humanidade e se classificando cada vez como um simples assassino envolvido por cadáveres por onde ele passa. Um dos melhores games dessa fantástica saga, mas que infelizmente e subestimado e que poucos se sentem interessados em jogar. Para esses, sinto dizer que estão perdendo um incrível game.


A curiosidade é sua amiga

Agora vamos para aquela parte sempre interessante dos artigos: referências, easter eggs e curiosidades:

  • O nome da missão de Gray Fox, a Operation Intrude N312, é referência a um projeto cancelado por Kojima chamado Project N312;
  • Em Snatcher existe um robô chamado Metal Gear Mk.II, esse que ajuda Gillian Seed a desvendar mistérios. O mesmo apareceu como ajudante de Snake em Metal Gear Solid 4: Guns of Patriots;
    Alguém me explica o motivo de em 2047 a Mk.II ter uma tela de tubo e em 2014 uma de LCD?
  • Também em Snatcher existe um bar chamado Outer Heaven, aonde existem vários cosplayers de personagens da Konami assistindo a shows eróticos;
  • Solid Snake, na capa do primeiro game, é baseado no ator Michael Biehn em uma cena de O Exterminador do Futuro, aonde interpretava Kyle Reese;
    Tem muita capa nesse plágio
  • Solid Snake e Big Boss tiveram inspirações em Kurt Russell no filme Fuga de Nova Iorque, aonde interpreta Snake Plissken, tanto que originalmente o tapa-olho de Big Boss era no seu olho esquerdo como em Plissken. Plissken voltaria a ser referenciado em Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty, com o personagem Iroquois Pliskin (o qual eu faço referência em meu nickname);
    Agora Kojima inventou que não teve inspiração nenhuma...
  • Os Bloody Brad foram claramente inspirados no T-800 de O Exterminador do Futuro, tanto que se chamavam Arnold na versão original;
  • Vários nomes de ambos os jogos foram alterados para evitar processos por nomes parecidos ou referências obvias;
  • Todos os rostos de Metal Gear 2 foram redesenhados;
  • No Metal Gear 2 original, todos os rations possuem a cor verde;
  • Quase todos os personagens de Metal Gear 2 foram inspirados em atores ou pessoas famosas;
  • Assim como Snake, Jonathan Ingram de Policenauts também foi inspirado em Mel Gibson;
    Esse Big Boss do Sean Connery rende umas piadas internas aqui...
  • Para quem não sabe, o ator no qual Big Boss foi inspirado, Sean Connery, foi ninguém menos que o primeiro James Bond, de 007. Em outras palavras, Big Boss realmente é o lendário espião;
    Sean Connery antes de virar Mestre dos Magos
  • A ideia base para Metal Gear veio do filme Fugindo do Inferno, de 1963, com Steve McQueen;
  • O nome Madnar, no Japão, se pronuncia Madonna;
    Quando ela ainda era bonita...
  • Em um trecho do game, Kasler diz sobre um boato de que Big Boss morreu em Outer Heaven mas foi reconstruído em um Project Snatcher (referência ao outro game de Kojima) e foi transformado em ciborgue, após perder o outro olho e quase todos os membros. Até hoje há dúvidas se isso realmente tem um fundo de verdade;
  • [ATUALIZADO]O sobrenome Madnar só surgiu em Metal Gear 2: Solid Snake. "Madnar" é uma clara referência à um cientista de Snatcher[ATUALIZADO];
  • Black Ninja foi o primeiro ninja da franquia, como as mesmas características dos sucessores, sendo esse um projeto da NASA;
  • O número de Holly (140.15) é o mesmo de Meryl em Metal Gear Solid. Curiosamente para descobrir o número de Meryl é necessário observar a contra-capa do game;
  • [SPOILER]Antes de morrer, em Metal Gear 2, Big Boss solta um “It’s not over yet!”, frase clássica de Liquid Snake em Metal Gear Solid [SPOILER];
  • [SPOILER]O fato de Snake ser filho de Big Boss foi um retcon feito em Metal Gear Solid. Na batalha final de Metal Gear 2 nada disso é dito[SPOILER];
    O estado de Solid Snake após Zanzibar
  • [ATUALIZADO]Na época dos primeiros games da franquia, a Konami lançou um livro-jogo chamado Metal Gear, aonde a (provável) criança lia a história e fazia escolhas que mudavam o desenvolvimento. Nele, Solid Snake é descrito: "Normalmente um ilustrador mal sucedido, sua verdadeira identidade é um membro da unidade secreta FOXHOUND. Frio e calculista, porém um guerreiro habilidoso com atos corajosos." O livro possui um visual de mangá, e apresenta uma personagem a qual não se possuem informações.[ATUALIZADO].
    Kenshiro+Yamcha+Rambo=Solid Snake?
Bem, isso é tudo por hoje. Agradeço muito por terem lido tudo e desejo a todos vocês um feliz e próspero ano novo, e que continuem a visitar nosso blog.

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