Série Devil May Cry: Entre o Céu e o Inferno


Para você que deve ter estranhado minha presença, eu sou um dos dois personagens desbloqueáveis que Raabs mencionou, eu sei que você gostava do Noob Saibot na tela de seleção, mas um dos leitores conseguiu fazer a proeza de me liberar quando venceu um The King of Fighters usando um time só de bosses (Sim Jiraiya, não adianta fingir que não é com você).

Em 2011 eu era um fã repugnante da série Devil May Cry, não tinha como não gostar do visual, das armas e do gameplay visceral daquele game, eu era um gamer ignorante na época e não sabia o que era realmente bom, então Devil May Cry logo marcou sua presença, fazer 100% de DMC 3 com Vergil e Dante, apesar do tempo perdido, é algo que não me arrependo até hoje.

Hoje tenho a mente moldada por games como Crisis Core, Dark Souls, Shadow of The Colossus, Metal Gear Solid 3 e outros mitos do mundo dos games, minha fanboiolagem com o tempo sumiu, mas é claro que ainda tenho um carinho enorme por essa série. Por essas e outras vou comentar sobre a série em geral, incluindo o reboot, aproveitando pra mostrar os pontos fortes e criticar cada uma das duas fases, vamos ver o que sai desse fruto do puro amadorismo de um ex-youtuber resmunguento:

A Divina Comédia: A ida de Dante pelo inferno, purgatório e paraíso.

 

 Olha onde o UOR vai parar se continuar a fazer baitolagens.

Talvez um nome dado a um personagem nunca tenha caído tanto como uma luva quanto foi para esse tão famoso caçador de demônios, não é preciso dizer que seu nome foi homenagem a Dante Alighieri, que conheceu todos os planos do cristianismo que ouvimos falar desde crianças, podemos dizer que com Dante, filho de Sparda, o destino não foi diferente ao desse italiano biruta.
 
Vamos começar pelo paraíso da série Devil May Cry, que foi lá em meados de 2001, quando os executivos da Capcom se reuniram pra fumar uma erva brava e deixaram nas mãos de Hideki Kamiya a responsabilidade nada pequena de fazer o Resident Evil 4, Kamiya como bom oportunista safado que era, fez uma série totalmente fora do contexto de Resident Evil e "acidentalmente" fez uma série nova, que envolvia um protagonista arrogante, piadas fora de hora, demônios, chefes marcantes, espadas, armas de fogo e uma guitarra ex-vampira tesuda que da choquinho. Devil May Cry é considerado até hoje o game que criou os moldes principais pra se considerar um jogo do gênero hack n' slash, o tornando finalmente independente de seu pai, o beat n' up (pancadarias como Streets of Rage, Final Fight e afins), as lembranças de um possível Resident Evil estava apenas no enorme castelo do vilão Mundus, com sua arquitetura gótica e escura, do seu menu imbecil e da famosa câmera estática e panorâmica, no mais, Devil May Cry era um game que forçava o jogador a criar várias sequências, criar seus combos, encher sua barra de combo e ao mesmo tempo desviar dos inimigos, tudo isso com uma fantástica trilha sonora de fundo e uma dificuldade que desafiava o jogador a andar na linha, testando o aprendizado do mesmo, o game criou um gameplay inovador e extremamente frenético, a forma com que os movimentos se desenvolvia nas mãos do jogador fascinava qualquer cara que tinha vindo da geração passada, DMC mostrou que o PS2 era dono de um potencial desconhecido e pronto pra ser descoberto.
Engole ai seu Resident Evil 4, chapa.

Na história, Dante é um caçador de demônios profissional, filho de um demônio lendário e ex general do Diablo, com uma humana chamada Eva, quando os dois morreram, ele e seu irmão gêmeo Vergil receberam cada um, um amuleto e uma arma, Dante ficando com a espada mágica Rebellion e Vergil com a katana Yamato. Os paradeiros de Vergil eram desconhecidos no game e Dante estava trabalhando pra livrar uma ilha de demônios a serviço de uma mulher que estranhamente possuía o rosto de sua mãe.

Durante suas passagens na ilha, bosses como uma geléia que te faz lutar contra outros chefes, uma aranha gigante (que não é a Freja), um Griffon insano e um Cavaleiro Negro apareciam para interromper o caminho de Dante pelo local, é notável o esmero que tiveram pra formular esses chefes, que apesar de possuírem 3 lutas cada durante o jogo, todas se diferenciavam entre si, causando uma experiência única e diversa das anteriores. Nelo Angelo, o dito Cavaleiro Negro, conseguia com facilidade se destacar entre todos, não somente por carregar uma armadura e uma espada de fazer qualquer moleque de 14 anos pirar, mas porque este usava suas armas de uma maneira semelhante a de Dante, as vezes demonstrando até estar fazendo "mímica" de seu rival, Nelo Angelo até retribuia as provocações de Dante, sendo um dos poucos que caçoaram do protagonista, a ligação entre Dante e Angelo é revelada apenas na última luta, causando umas das cenas mais memoráveis da série até os dias de hoje.

Entre as armas que Dante possuía, destacavam-se a espada do julgamento, Alastor e os punhos de fogo Ifrit (sei que você conhece esse pelo Final Fantasy, seu safado), que receberiam encarnações futuras em jogos posteriores, ambas são capazes de desbloquear o poder oculto de Dante, fazendo ele se transformar no demônio que foi selado em cada arma. Dentre outros méritos, o jogo trazia um sistema de evolução alheio ao antigo sistema de níveis de action-RPGs, nele você liberava damage, combos e habilidades passivas para Dante e suas armas, adicionando uma estratégia inovadora a ação que também estava lá pra inovar.

O sucesso foi uma consequência clara, todos que jogaram gostaram do novo presente que o novo gênero estava dando, Dante também era um personagem diferente do habitual, seu carisma se focava em seu jeito arrogante de caçoar até dos inimigos mais ameaçadores, nas suas entradas triunfais e no senses e de seu jeito brega de se mostrar superior, além de um enredo com um ótimo background e que a cada game era explorado de forma mais densa. A Capcom se sentiu em sua zona de conforto e lançou a encarnação mais repudiada da série, Dante caia de vez no inferno em Devil May Cry 2 (o interessante é que ele realmente vai pro inferno no game).

The Highway to Hell

Acreditem ou não, já conheci gente que gosta desse game, Devil May Cry 2 teve muita coisa nova, mas poucas aproveitáveis, uma delas era o Bloody Palace, o modo survivor do game que seria algo marca da série e seria copiado por games posteriores e o movimento de esquiva, que se tornaria um Style no game posterior (explico mais tarde que jujubas é isso).

Não é difícil listar onde DMC 2 errou, minha jogatina nesse game foi maçante e cansativa, de nada valeram os aprimores na movimentação e nos gráficos, já que recebi em troca uma trilha ruim, inimigos sem criatividade alguma, um jogo mais mamão com açúcar que Super Bomberman ( mas que não era tão divertido quanto), um plot totalmente filler e sem graça, um protagonista totalmente sem personalidade e um romance mais digno de novela mexicana que o par Squall e Rinoa. Não precisa de comentários sobre ter que enfrentar golems de pedra e tanques de guerra nessa continuação, mas realmente, o plot não acrescenta em nada na série, Dante recebe o trabalho de uma velha pobre para livrar sua vila do MAL, essa senhora era vó de Lucia, cuja verdadeira natureza ainda havia de ser revelada e que se tornaria o affair de Dante (também é jogável no disco 2, mas seu gameplay é chato que dói). O enredo se passa muitos após Devil May Cry 1, tentaram mostrar um Dante mais maduro, que seguia os passos de seu pai de forma fiel e capaz, porém... para isso deixaram ele sério, muito sério, e de nada ajudou o truque da moeda de faces iguais que ele usa no game, Dante ficou sem graça e raso quanto um vídeo de Minecraft, pra piorar, o romancinho que ele tinha com Lucia não convencia, a relação quase-incestuosa que ele teve com Trish em DMC 1 por mais que seja triste dizer, foi muito mais convincente, tínhamos perdido ai um personagem que teve participação na fundação de uma das fases mais grandiosas dos games.

Heihachi tenta fazer uma aparição no game pra deixa-lo menos ruim... sem sucesso.

Ainda houve sucesso nas vendas de DMC 2, isso é inegável, porém foi algo muito abaixo do esperado, sem contar que muitos que compraram ficaram decepcionados com o que ganharam, a série passa a ter um rumo incerto, apesar disso Dante sai do inferno de moto (hahaha, que ridículo) no final do game, e o que ele encontra é um mundo apocalíptico onde deuses e demônios de todas as mitologias estão fazendo da Terra seu playground (jogue Shin Megami Tensei 3: Nocturne e entenda), mas não iremos falar sobre isso, a passada pelo purgatório onde Dante paga pelos seus pecados é o nosso próximo tópico:


Stairway to Heaven

Porque inovar apenas uma vez não é suficiente. 

Já dizia Akira Toriyama durante o desenvolvimento da Saga Cell: "Se o futuro foi destruído, é melhor voltar pra consertar o passado"... tá, ele nunca disse isso, eu inventei pra começar de um jeito legal, tá bom?

Seguindo essa frase do autor, ao moldarem erroneamente a personalidade de Dante em sua encarnação mais distante, uma forma de restaurar Dante aos seus melhores dias era nada mais que mostrar como tudo começou, Devil May Cry 3: Dante's Awakening iria recontar a história de Dante desde sua adolescência, os produtores se aproveitaram de várias coisas que poderiam ser exploradas e criaram um plot único, com um novo Dante, cuja imaturidade e egocentrismo do mesmo o tornou o personagem mais "ame ou odeie" de todas séries hack n' slash que deram as caras por ai (não me venha falar que o Nero é assim também, porque ele merece ser SÓ odiado).

Devil May Cry 3 tinha a difícil missão de redimir a série para seus fãs, a escolha de voltar no tempo e explorar o que não tinha sido foi muito inteligente, mas eles teriam também que trazer de volta os inimigos icônicos, os chefes incríveis e deixar o mais frenético e funcional possível os combos de Dante, uma tarefa que não seria fácil, porém, no plot eles souberam usar o vilão do game de forma magistral para o desenvolvimento do game, da mesma maneira que Virgil guiou Dante Alighieri durante sua visita ao inferno, Vergil, irmão gêmeo de Dante, seria aquele que ditaria os rumos que DMC 3 tomaria.

The Tour Guide of The Underworld

Não perca no Casos de Família de hoje: "Meu irmão soltou demônios na Terra e quer fazer de tudo pra conseguir o poder do meu pai."
A par de Dante, Devil May Cry nunca teve um enorme cast de personagens interessantes, nisso Devil May Cry 3 já está um salto a frente de seus antecessores, somos introduzidos a Mary, a caçadora de demônios com roupa de colegial e uma bazuca, Jester, o porquê de não devermos injetar drogas no Coringa, e Vergil, cuja a única similaridade com Dante era sua aparência, a morte de seus pais transformaram Vergil em uma pessoa fria e calculista, sem demonstrar nenhum sentimento para coisa alguma, tínhamos então um personagem totalmente oposto a Dante, que desprezava seu lado humano, era completamente fissurado por poder e por sua linhagem, podendo passar por cima de qualquer um sem hesitar para conseguir o que quer.

Dante por sua vez, é dotado de uma arrogância e exibicionismo tão grandes, que ele proporcionou a nós nesse game várias das cenas mais vergonha alheia dos games, na mesma hora que riamos de suas atitudes, em segundo momento nos perguntávamos por que caralhos ainda levávamos o jogo a sério, se a cena onde ele faz pose pra atender um telefone não convenceu você, acompanhe a cena que ganhou o troféu "Sou idiota mas sou feliz" do ano de 2005:

 

Mas vamos deixar isso de lado e vamos pro enredo, Vergil para conseguir o poder de seu pai, ele liberta a torre-prisão Temen-ni-gru, que planejava usar ela e Dante para abrir o portal para o reino dos demônios, por isso tratou de atrair seu irmão babaca para o local, Temen-ni-gru foi o local onde Sparda prendeu vários demônios e ainda por cima, só para mostrar que é o pica das galáxias, colocou o cachorrinho de Hades pra proteger a abertura do local. Sem levar em conta esses velhos residentes da torre, Dante ainda vai ter que lidar com os Seven Hells (baseados nos sete pecados capitais), demônios que aparecem em períodos de instabilidade entre os dois mundos, portanto, por mais que nenhum demônio esteja sobre controle de Vergil, ele orquestrou tudo, e Dante sabendo ou não disso, só está seguindo o caminho que seu irmão traçou para ele na torre.

As cenas entre os gêmeos são muito bacanas, e a primeira luta com certeza é o melhor momento do jogo, mas a frieza excessiva de Vergil impediu algo que só seria visto no reboot: Os dois realmente tendo uma verdadeira relação de irmãos (eu sei que você já brincou de lutinha ou cravou uma espada em seu irmão, mas não é só disso que a fraternidade sobrevive).

O enredo do game revela muitas coisas, incluindo o estranho vínculo "Jedi" que Dante possui com Rebellion, aliás, TODO game da série, Dante é empalado pela própria espada em algum momento, nem o anime ruim se salvou dessa regra unânime.

Do The Evolution

Apesar do roteirista de Heavy Rain alegar o contrário, um game não sobrevive só com um bom enredo, o gameplay sempre vai ser a chave de um game hack n' slash, não importa o quanto você acha densa a narrativa de Kratos desconstruindo o Olimpo inteiro ou a de um cavaleiro do apocalipse de meia idade tentando consertar a cagada que fez.

Devil May Cry 3 superou de forma absurda os seus antecessores nesse aspecto, existe um abismo tão grande entre a jogabilidade desses games que eu não duvidaria se saísse uma serpente com gengivite do meio dele. Todos os combos foram reformulados, Dante agora tinha 5 tipos diferentes de Devil Arms (como o nunchaku do Sub-Zero) e 5 tipos de armas de fogo, retornando dos games anteriores apenas Rebellion, Ebony & Ivory, a Shotgun e uma descendente da Ifrit, essas armas posteriormente seriam conhecidas como o arsenal "básico" de Dante, vale mencionar que a transformação demônio da Rebellion se adaptava a cada arma que era utilizada, mudando sua forma. No início de cada missão você podia escolher entre duas armas de cada gênero, podendo fazer combinações incríveis, com direito a finalizações e tudo mais, os combos aéreos enormes e fáceis de serem conectados, eram fantásticos pra época e agradou até o mais cético e birrento dos jogadores (não posso dizer o mesmo de Isaac Newton) e virou uma das grandes atrações do game, Dante tinha sua arrogância transmitida até mesmo no gameplay, onde você podia surfar nos inimigos, rodar em um pole dance e as clássicas provocações, a variedade era impressionante, e a chave disso, era os movimentos adicionais oriundos de uma mecânica totalmente inovadora que deixava o jogador escolher o posicionamento de batalha no jogo.

Os assim chamados Styles eram movimentos de um botão adicional que realizariam ações conforme o estilo de jogo que você aderiu: Swordmaster (o mais famoso e utilizado), focava-se nos Demon's Arms, gerando 3 novos moves pra cada arma, incluindo a "Dança Macabra", com certeza uma das sequências mais insanas que Dante pode realizar, Gunslayer funcionava de forma semelhante, mas para armas de fogo, permitindo que Dante fizesse manobras com  sua Shotgun que até Chuck Norris se sentiria inseguro ao fazer e poder mudar o foco de suas pistolas enquanto mirava. Os dois styles que mais prestavam suporte para a defesa era o Trickster, que garantia uma enorme variedade de esquivas, e o Royalguard, o estilo inútil que permitia bloqueios e contra ataques, posteriormente no game, você ganhava também o Doppelganger, que criava uma sombra que atacava ao lado de Dante e o Quicksilver, que era responsável por parar o tempo (WRYYYYYYYYYYYYYY), mas esses Styles consumiam energia caso você não tivesse liberado o último outfit do game.

ZA WARUDO!

O game também vinha com muitas (muitas mesmo) lutas insanas contra bosses e uma variedade enorme de demônios, algo importante, graças a particularidade de vários deles, haviam teletransportadores, summoners, explosivos, arqueiros, o Puro Osso... é algo que não se repete muito hoje em dia (né Ryse?), a trilha sonora tinha muito rock, incluindo o icônico "Devils Never Cry", a ambientação era deslumbrante pra época e vários acertos dos antigos games foram trazidos de volta, incluindo os outfits desbloqueáveis, a grande quantidade de níveis de dificuldade, acrescentando alguns a mais (maior fator replay do game, sem dúvida) e o Bloody Palace, porém dificultaram muito o jogo no processo, consequência de uma birra que pegaram das reclamações sobre a dificuldade de DMC 2. Devil May Cry 3 se tornou facilmente conhecido por ser um dos jogos mais hardcores do PS2 (tirem os jogadores de Assassin's Creed e Call of Duty da sala).

Um ano mais tarde, saiu a Special Edition do game, trazendo como adições Boss Fights contra o Jester, a dificuldade em forma mais amena e a possibilidade de jogar a campanha com Vergil, tendo acesso as 3 armas que ele usa no game, as suas Summoned Swords e seu estilo próprio, Darkslayer, sendo uma variação do Trickster muito mais eficaz (falo sério, houveram tempos onde nada me acertava nessa droga de jogo), o interessante era a transformação em Nelo Angelo de um de seus outfits, que diferente da transformação em Sparda de Dante, Nelo Angelo recebia de volta os movimentos do primeiro game, Special Edition com certeza é um "must own" do Playstation 2, Devil May Cry 3 finalmente fez a série pagar pelos seus pecados e Dante havia retornado ao seu lugar de direito, pena que a Capcom adora fazer um charminho...

Heaven or Hell

A personalidade adolescente de Dante, com seu jeito extremamente sarcástico, rebelde e egocêntrico,teve uma grande aceitação do público e a Capcom quis continuar insistindo nisso porque é mais fácil que tentar produzir algo com chance de desaprovação, a mesma lógica que a ENIX sempre usou antes de lançar um Dragon Quest novo.

Devil May Cry 4 vinha com um peso nas costas quase tão grande quanto o do 3, ele tinha que seguir um padrão de qualidade semelhante ao seu antecessor e ainda conseguir ingressar a série na nova geração, a Capcom pra isso usou a estonteante engine gráfica de Resident Evil 5 nesse game (motor gráfico que surpreende até os dias atuais, a menos que o jogo em questão se chame "Resident Evil 6"), e houve uma significativa expansão no universo da série.

O enredo se passa alguns anos depois de Devil May Cry 1 (antes do Dante virar um cara de bunda), na belíssima cidade de Fortuna, nesta cidade afastada existe uma igreja onde não louvam Deus, nem o Griffith, muito menos Adventure Time e a Ubisoft, mas sim, o tão renomado salvador da raça humana, Cavaleiro Negro Sparda. Essa igreja tem uma ordem própria de cavaleiros que são incumbidos de caçar demônios, uma espécie de templários com roupas do Altair. No inicio do game somos apresentados a Nero, o novo protagonista da série, meio humano, meio demônio (já ouvi essa história), órfão, que foi criado desde pequeno ao lado de Kyrie, irmã biológica do capitão da guarda, responsável por cantar no coral da igreja (música gospel que louva capeta não falta no game).

Nero ia presentear Kyrie com um colar no fim da apresentação da igreja, mas Dante, o eterno zoeiro e empata-foda nas horas vagas invade o local, mata o padre, tira com a cara de Nero e vaza, deixando claro que a mentalidade dele continua sendo a de um imbecil. É mostrado depois de sua saída que demônios estão surgindo em Fortuna, virando responsabilidade da ordem erradica-los, Nero putinho da vida por ser zoado na frente da sua mina, promete ao irmão de Kyrie que vai capturar Dante, o que nos leva a uma caçada estilo "Papa-léguas e Coyote", já que Nero nunca alcança Dante e só se ferra pelo caminho.

É claro que o enredo se desenvolve melhor, de fato, a história é muito melhor que aparenta, não ficando atrás da de DMC 3, o problema foi escolher um novo protagonista: Nero é um personagem extremamente rebelde, anti-social e sério demais (parece que to descrevendo um personagem de Final Fantasy), ele tem seus momentos onde caçoa dos outros a volta, mas não o suficiente pra torna-lo sarcástico, sua personalidade não se desenvolve durante o game, o que você pode me contra-argumentar que Dante só mudou de personalidade de game pra game, sim, você tem razão, mas com exceção da do 2, as personalidades que ele mantém são suportáveis e também tornam ele um personagem de carisma, relembrando ainda mais Devil May Cry 2, o amor de Nero por Kyrie tinha tudo pra dar certo, mas novamente não é um romance convincente, mesmo com as várias baladas e climas românticos que foram atribuídos na trama, Kyrie também é uma personagem tão rasa que só consigo defini-la como "donzela em perigo" e nada além disso, aliás, Nero teve aulas de atuação com Seiya de Pégaso, algo que pode ser notado em várias cenas do game:

*Kyrie esta sendo atacada por demônio random*
Nero: KYRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIE!!!

*Kyrie é pega com outro cara na quermesse da igreja*
Nero: KYRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIE!!!

*Aumentou o preço do tomate em Fortuna*
Nero: KYRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIE!!!

*Dante revela que Nero nunca mais vai protagonizar um game da série*
Nero: KYRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIE!!!

Sim, é chato, forçado, e chato também. DMC 4 introduz poucos personagens interessantes e a maioria deles são demônios que escaparam e atuam como chefes das missões. Dante nesse game não tem quase nenhuma relação pessoal com o serviço que recebe de Mary na cidade, seu desapego é tão grande que só foi porque Trish quis, e apenas isso... o fato dele estar cagando e andando por que acontece na cidade e só estar trabalhando por mera brincadeira deixa ele 2x mais sarcástico que estava no 3, ele zoa todos que ele vê pela frente, sem exceção, parecendo que tudo aquilo não oferece desafio algum pra ele (o que é provado em inúmeras cutscenes).

Mas como eu disse, a história do game se desenvolve bem, existem boas reviravoltas e é muito bem passada paras os jogadores, vale citar que tem cenas incrivelmente memoráveis, como a primeira luta entre Dante e Nero, misturando muito bem uma boss fight de cutscenes muito bem trabalhadas com um tutorial para introduzir a pessoa ao game, algo muito bem bolado e é impressionante como funcionou, o game realmente tem um começo que empolga o jogador.


Os vários momentos da luta mostram o potencial oculto de Nero e o abismo que existe entre ele e Dante.

Porém, é no gameplay que o jogo entristece:

Nero é o personagem jogável em 70% das missões, o que não seria ruim, se não fosse o caso dele ter apenas um style e duas armas diferentes, é claro que houve um capricho fantástico nessa combinação de 3 fatores, a espada de Nero "Red Queen", é a arma com o gameplay mais completo da série, ela faz combinações de movimentos que seriam necessárias no mínimo duas armas do Dante pra fazer, ela é semelhante as espadas dos cavaleiros da ordem, mas ela conta com uma espécie de "motor com embreagem" onde Nero pode trocar as "marchas" da espada, deixando ela vermelha e brilhante (dai vem o nome dãããã), garantindo mais poder nos próximos movimentos e tendo acesso a versões aprimoradas de vários golpes, uma mecânica bacana e simples, que funcionou bem apesar da ideia de colocar motor em uma espada é digna da mente fértil de um garoto de oito anos que assistiu muito Thundercats na TV. O revólver de Nero "Blue Rose", apesar do design fantástico, não tem nada de diferente das Ebony & Ivory, tirando o tempo de disparo e o charge shot de efeito diferente, porém cumpre seu papel. Restando falar apenas do Style: O braço demônio que surge em Nero no início da trama, responsável por um dos maiores mistérios do game, "Devil Bringer", é responsável por invocar o braço de um "espírito" que pode puxar (mais um nome óbvio pra coleção) e levantar inimigos próximos, muito útil pra complementar combos, e também pode ser usado pra interagir com o cenário, o melhor exemplo disso é fazer Nero se movimentar por "ganchos", de um local para outro (algo que seria muito melhor explorado em DmC: Devil May Cry), as utilidades eram apenas essas, mas depois que Nero teve acesso a espada Yamato de Vergil, o espírito do braço acorda completamente (assumindo uma forma muito semelhante ao Devil Trigger de Vergil), e passa a imitar os movimentos de Nero com a Red Queen usando a Yamato na transformação, essa forma também garante dois tipos de super moves coringas que podem ser usados em qualquer inimigo, e várias finalizações específicas pra todos os inimigos do game (os grandes garantem as finalizações mais bem trabalhadas) e pros bosses caídos, garantindo um movimento único exclusivo pra cada um deles, sempre arrancando enormes "bifes" de vida.

 PERSONA!

Como vocês devem ter notado, Nero trouxe muita coisa bacana pra série, eu realmente gosto da complexidade da Red Queen e acho o Devil Trigger dele o mais legal da série, mas ele não tem nada além disso e o gameplay dele enjoa fácil, é maçante ter que percorrer 14 missões com apenas uma Devil Arm, sendo que Dante carregava cinco delas na encarnação anterior, parecia que a Capcom tinha esquecido uma das chaves de um hack n' slash.

Por outro lado, em 30% do game, Dante assume o game, tendo acesso a seu gameplay em seu auge, o personagem agora podia trocar entre os seus quatro styles básicos durante as batalhas, podendo agora até mesmo "combar" os movimentos deles, complementando ao máximo a mecânica, novos movimentos foram adicionados as suas armas básicas presentes e duas armas novas foram adicionadas (destaque para a maleta Pandora, que pode assumir 7 formas diferentes pra cada movimento que Dante executava com ela), Dante também podia ter acesso a espada de seu irmão Vergil por meio de um style novo, tendo acesso ao seu moveset antigo, apesar de ter apenas 3 armas para cada categoria, ele não está mais limitado a ter que selecioná-las na tela de seleção, podendo trocá-las livremente entre as missões e criando combinações cada vez mais espetaculares.

Dante refaz de forma muito impressionante o caminho feito por Nero no jogo, é uma gota de água fresca no game, uma pena que ele participe de uma parte tão escassa do game e não existe modo no jogo onde ele é jogável em todos os momentos do plot (participando apenas do Bloody Palace).

Devil May Cry 4 pode ser caracterizado pela dicotomia que existem em duas partes do game, cuja a primeira devia ser melhor explorada e a segunda podia ser extendida e também pelas tentativas de renovar a face da série trazendo muita coisa nova, mas que poucas obtiveram êxito, apesar de sua chatisse aguda, Nero era promissor, existindo a possibilidade de desenvolver a personalidade dele, mas não havia ainda a necessidade de um novo protagonista. As vendas fora do esperado pela Capcom (que não foram ruins, acredite), fez que eles tomassem uma decisão infantil e drástica, para eles, para que a série se salvasse...


Dante Must Die



A decisão de fazer um reboot, deixando tudo isso a cargo da Ninja Theory, era algo arriscado, porém foi feito sem pensar duas vezes, a nova desenvolvedora ia ter que aguentar um peso enorme nas costas mas não sabiam a encrenca que arrajaram. O tão infame reboot de Devil May Cry não podia ter começado mais com o pé esquerdo do que foi em seu trailer de anúncio, lá víamos um punk (ou emo, para muitos), fumando, andando totalmente surrado, derrotando inimigos e sendo interrogado PELA VOZ POR TRÁS DAS CÂMERAS, onde ele afirmava ser Dante, tudo ao som de uma trilha horrível e difícil de se definir.


Esse trailer causou um alvoroço enorme onde os fãs  não admitiam a possibilidade de Dante ser substituído por um personagem que não conheciam e não podiam julgar mas o faziam mesmo assim. A verdade é, ninguém gostou desse trailer, e com razão, o que tava sendo mostrado ali era bastante zoado, porém, a Ninja Theory ouvindo as reclamações, mudaram muita coisa no ano posterior, mudaram o design do personagem, mantendo o visual punk mas nem tão exagerado quanto antes, removeram o tão reclamado cigarro, nada semelhante a música do trailer reapareceu nos novos materiais apresentado sobre o jogo e eles procuraram respeitar mais o material original, parecia que eles realmente pegaram o rumo certo pra apresentar um conteúdo de qualidade, algo que no mínimo merecia ser "experimentado" antes de ser julgado.

Mas os fanboys sossegaram o facho? Claro que si... não, não sossegaram porra nenhuma. A fanbase de Devil May Cry se mostrou um grupo de fanboys tão infantis quanto pessoas que ficam vendo gameplays de Slender na internet. Onde pintava notícias do game, era motivo de flamewar e haters saiam de toda parte, várias montagens surgiam na internet caçoando do "novo Dante", vídeos de revolta brotavam pelo Youtube junto de promessas de boicote e alguns chegaram ao cúmulo de ameaçar de morte funcionários da Ninja Theory caso eles lançassem o jogo.

E você pensava que as fãs do Justin Biba que eram retardadas... Infelizmente essa repudia dos fãs trouxe graves consequências pro game, a mais imediata foi a demora de 3 anos que o game teve pra sair desde seu anúncio, é quase certo que pensaram em cancelar o jogo nesse período, o que é mais frustrante, é que as reclamações mais se baseavam no visual do novo Dante que no fato da história estar sendo recomeçada, a própria Ninja Theory queria fazer um visual próximo ao do antigo dono, mas foi a própria CAPCOM que quis o contrário.

Porém, graças aos céus, em 2013 DmC: Devil May Cry teve seu lançamento, podemos ver com clareza que o objetivo do jogo principal do jogo era atrair um novo público, criando uma ambientação mais receptiva que o núcleo fechado que a antiga série tinha, apresentando uma trama mais urbanizada, trazendo elementos de narrativa menos fechados e mais voltada para o que vinha sendo mostrado nos tempos atuais, pode-se dizer que o reboot tem um visual mais "jovial" que sua antiga encarnação, a tentativa de agradar os fãs antigos também existia, mas não obteve sucesso, graças a grande maioria dos fãs da série terem provado serem um grupo de retardados, nem ao menos dando uma chance pro game.

A trama mostra uma cidade onde demônios vigiam e manipulam as pessoas, assumindo a forma de políticos, jornalistas, banqueiros, pessoas com influência e poder, enquanto câmeras ocultas  observam cada movimento das pessoas, instrumentos midiáticos e bebidas (uma espécie de Coca Cola que promete dar "virilidade" é mostrada constantemente no game) ajudam a manter elas na linha.

Dante é mostrado como um vagabundo que mora sozinho em seu trailer, cujo perdeu sua memória em um "acidente de carro", toda sua vida muda quando ele encontra com Kat, uma moça com poderes psíquicos que trabalhava para Vergil, líder de um grupo revolucionário de hackers terroristas que querem derrubar Mundus do poder, este que é o demônio mais poderoso da cidade, e quem sabe, do mundo. Quando relutantemente se encontra com Vergil, Dante descobre que sua perda de memória não é fruto de um simples acidente, e que sua mãe era uma anja chamada Eva e seu pai, um antigo servente de Mundus chamado Sparda que se revelou contra ele. Dante e seu irmão Vergil eram sobreviventes de um ataque que havia matado Eva, Vergil aproveitou a reunião para contar a Dante que o assassino era um demônio, há quem é o motivo da luta de seu grupo e que o apoio dele era indispensável para o sucesso, Dante acaba topando em ajudar seu irmão ao lado de Kat.

Os três personagens principais da trama são muito bem desenvolvidos, Dante evolui muito durante o jogo e passa a ver as pessoas a sua volta com mais apego e preocupação, diferente de seu descaso e arrogância inicial, Kat era vítima de abusos de seu pai, o que a tornou uma pessoa extremamente forte, porém mantém uma grande devoção por Vergil, este por sua vez, é finalmente visto interagindo como um irmão de verdade com Dante, tendo um carinho e uma relação verdadeiramente amigável com ele, mas a morte da mãe dos dois tornou ele em uma pessoa extremamente manipuladora e calculista, é visível que Dante é a única pessoa no grupo pela qual Vergil tem algum tipo de consideração.

O enredo se desenvolve muito bem também, é possível identificar "mini-arcos" onde eles estão tentando cumprir uma determinada fase de seu plano de ação, a equipe se preocupou até em lançar HQs que contam sobre o que aconteceu antes do game, também é interessante notar as várias referências que o game tem, o plano dos demônios, que parece uma forma distorcida da cidade, lembra bastante o inferno no filme de Constantine, a extrema vigilância é uma referência a Big Brother (o livro, não aquela merda que os demônios usam pra manipular as pessoas na TV), a máscara usada pelo grupo de hackers de Vergil é uma clara menção aos Anonymous, e não pense que você vai ver apenas essas no game.

Como muitos hackers se sentem, mas na verdade eles são assim.

Um dos principais erros da Ninja Theory nesse game foi comprar briga com os fãs birrentos, logo na primeira missão do jogo, uma peruca que "parece" o cabelo do antigo Dante "acidentalmente" cai por "coincidência" na cabeça do novo Dante, o resultado vocês podem conferir abaixo:

 

Muitos levaram essa clara brincadeira como uma afronta e resolveram causar ainda mais rage sobre o game, você sabe que falar pra um funkeiro parar de ouvir merda não da certo, você sabe que dizer a um petista que manter PT no poder só fode o país só vai criar uma enorme discussão no Facebook, você sabe que dizer pra um grupo de moleques de 12 anos parar de fazer baderna em um cinema só vai causar mais barulheira, mas pelo visto a Ninja Theory não sabe de nada disso.

DmC: Devil May Cry traz uma visão totalmente reformulada do gameplay de Dante, houve uma tentativa muito bem sucedida de adicionar todos os styles de Dante a um gameplay único, não havendo mais a necessidade de troca-los pra ter acesso aos seus movimentos, Rebellion voltou com um gancho chamado Ophion, que podia atrair Dante para estruturas ou inimigos, ou movimenta-los, Ebony & Ivory e a Shotgun também voltavam como suportes, uma ótima novidade é que agora haviam duas armas para cada lado de Dante, o lado azul, proveniente da natureza angelical de Dante, possuindo armas rápidas e o lado vermelho, encarnação do lado demoníaco de Dante, trazendo armas fortes, porém lentas e pesadas. Dante agora podia fazer combinações enormes de combos no chão ou no ar, as várias armas, combinadas a Ophion (que colaborava a manter Dante no ar, atraindo ele para inimigos ou puxando eles para perto), tornava impossível a queda dele para os jogadores mais experientes. O capricho dos desenvolvedores também pode ser visto quando as duas novas adições (os "lados" de Dante e o gancho Ophion) são usados para estratégias contra inimigos ou pra se locomover pelo cenário, uma evolução ao que a campanha de Nero já havia mostrado, porém de forma mais simplória.

O design dos demônios teve uma mudança drástica, a variedade é enorme e é bem diversificada, é legal ver como eles se encaixaram muito bem no novo "feeling" que o jogo traz, os bosses também mudaram seu visual comum para serem mais horrendos e disformes, também se adequando ao que o novo game pedia.

Apesar de extremamente divertido, DmC também é curto e fácil, porém suas necessidades de longevidade e desafio são facilmente supridas com os MIL níveis de dificuldade que são de praxe na série, sendo que alguns níveis de dificuldade, até muda os inimigos que deveriam aparecer em alguns cenários.

Inferno Pessoal

DmC também é caracterizado por ser o único game da série a contar com DLCs, algumas que mudam o outfit e até mesmo as skins das armas (fica um luxo!), como também o Bloody Palace, que felizmente é gratuito e a grande estrela dos nossos conteúdos baixáveis, a campanha extra "Vergil's Downfall".

A DLC vem como uma homenagem ao modo em que jogamos com Vergil na Special Edition de Devil May Cry 3, o enredo se passa após os eventos do game e tenta mostrar como Vergil vai sucumbir ao lado negro da força (ah, vai dizer que você não imaginava que isso ia acontecer?), ambientando-se no seu sub-consciente, Vergil é obrigado a enfrentar a si mesmo, no caminho ele se depara com sua mãe, uma versão muito filha da puta de seu irmão e outra de Kat, todas essas encarnações representam algo de Vergil: Kat seria a humanidade e a compaixão de Vergil, algo que é mostrado pelas tentativas dele de salva-la, porém essa se distorce quando Kat vira um demônio, Dante é a representação do amor fraterno e do ódio de Vergil depois da "traição" do irmão, "Hollow Vergil" (responsável por dar ordens a Vergil na DLC) é a manifestação de todo egoísmo e ansia de poder de Vergil, capaz de atropelar tudo e todos para conseguir o que quer, as aparições da mãe de Vergil é o seu lado anjo, que "morre" durante a sua caminhada pelo seu sub-consciente, que é mostrado como um local totalmente distorcido e disperso, graças ao fato de Vergil estar confuso sobre o caminho que irá tomar.

Eu curti muito essa simbologia que o game possui, e fiquei me perguntando se mais pessoas notaram isso, pra minha felicidade, quando fiz a análise do game no Youtube, várias pessoas compartilharam isso comigo, o que achei muito bacana.

As cutscenes são apresentadas em um estilo HQ, uma forma muito inteligente e original de economizar nas cenas do game.

A DLC tem apenas duas horas mesmo com uma boa exploração dos cenários, todavia o gameplay é muito bem trabalhado, existem enormes semelhanças com o moveset do antigo Vergil, mas tudo foi adaptado de forma excelente para os novos moldes do reboot, Yamato agora possui 3 formas diferentes (funcionando como 3 armas distintas), as Summoned Swords também serviam de forma semelhante ao Ophion de Dante, mas se misturavam com o Darkslayer pra fazer isso de forma muito mais rápida e precisa, elas garantem muito mais estabilidade nos combos, já que você não precisa parar os movimentos para usa-las, facilitando ainda mais os combos aéreos que já eram impressionante na campanha principal, se você gostou do reboot, esse adicional é necessário e faz jus ao conteúdo original, poucas expansões conseguem ser tão divertidas quanto esta.

Another One Bites The Dust

O reboot como um todo me agradou e divertiu muito, aposto que todos os fãs revoltados que deram uma chance pro game morderam a língua e gostaram muito do que viram, apesar do apoio de vários novos jogadores, o boicote daqueles que eram a maior garantia de vendas das série, causou um lucro mínimo que decepcionou a Capcom, apesar dos fortes indícios de sequência na DLC, a nova série não vai ser continuada tão cedo, uma realidade triste que mostra até onde os fãs podem ir pra destruir aquilo que gostam por pura alienação.

Enquanto isso, Hideki Kamiya nada no dinheiro fazendo a sequência de Bayonetta, a prima vadia de Dante cujo o novo cafetão é nosso querido Miyamoto, sinceramente, gosto de Bayonetta 1, até comprei ele na última Black Friday, mas sejamos francos, receber nota 100? Sério mesmo? Aposto que isso é porque é o único game exclusivo do Wii U que agrada os jogadores "mais maduros" (prefiro muito mais Super Smash Bros, Mario Kart 8 ou a remaster de Wind Waker) e a Nintendo tava louca pra popularizar o game, aliás, é ridículo ver a Bayonetta com roupas do Link, da Peach e outras roupas totalmente fora de contexto, sendo que a graça do jogo é ver ela quase pelada.

A Platinum também apresentou Scalebound, um jogo de hack n' slash cujo o background vem me lembrando muito Monster Hunter, os dois personagens parecem vagamente com os gêmios de DMC, gerando confusão nos mais leigos (acredite, houve confusão) que acharam que ia ser uma sequência do reboot, aparentemente, Scalebound vai ser mais um primo de Devil May Cry que vai dar as caras por ai.


Livin' On a Prayer

Vocês que leram o artigo até aqui (isso, você que deu scroll até o final não conta), acompanharam o relato de alguém que acompanhou uma série entre seus altos e baixos, a montanha-russa que Devil May Cry viveu teve um final trágico, mas prova que uma franquia não é nada sem o esforço de sua desenvolvedora ou o carinho dos fãs (não vale só para games), aqueles que queriam tão incessantemente o antigo Dante de volta, quase mataram de vez a série e deram fim em uma história que realmente tinha conteúdo, algo que até hoje não fizeram com quem merece, como Call of Duty ou Battlefield.

Porém, diferente de séries que caíram no esquecimento de nossa velha Capcom, como Megaman, Onimusha, Dino Crisis e tantas outras, a Capcom vai dar mais uma chance para o caçador de demônios mais infame dos vídeo games, algo impressionante para alguém como essa mercenária infeliz... Tanto o reboot quanto DMC 4 receberam Special Editions, no 4, ainda teremos uma campanha que podemos jogar com o Vergil. É provável que isso seja indícios de um Devil May Cry 5 prestes a dar as caras nessa nova geração, eu não sei o que esperar desse game referente ao seu enredo, DMC 4 deixou vários buracos na série que podiam ser esclarecidos e explorados. O que eu sei é que, eu sinto que virá algo muito promissor disso, algo que pode trazer a série de novo aos seus tempos mais dourados, afinal, Devil May Cry é uma série que foi ao céu e ao inferno tantas vezes, que até já conhece de cor e salteado o caminho até o paraíso, só custa tentar novamente.


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