A ascensão e a queda dos jogos de plataforma 3D




Hoje vou falar de um gênero de games que desde sempre é um dos meus preferidos... E que infelizmente anda meio sumido ultimamente: os games de plataforma 3D. Bora ver como esse tipo de jogo, que de um dos mais constantes em lançamentos no passado, está a margem da indústria hoje em dia.

O que vou focar aqui é na vertente mais caricata do gênero, como Mario ou Rayman, portanto não esperem que eu fale de Prince of Persia  por exemplo.

O inicio de tudo e a difícil transição para o 3D

A geração 16 bits foi um período muito foda, mas no seu final, lá no meio dos anos 90, estava vivendo um período de marasmo. Não é que não tinha jogos bons, muito pelo contrário, tinha muito jogo foda, porém era meio difícil pros caras fazerem uma grande revolução, muito pela limitação dos consoles da época. Os jogos tinham em sua base a mesma premissa desde a geração anterior, por isso precisava de uma grande ‘’chacoalhada’’ para dar uma renovação na indústria. Essa renovação estava engatilhando desde o inicio dos anos 90 com um tipo completamente novo de jogo: os games 3D.


Ter jogos em uma dimensão nova assim deve ter sido incrível naquela época, e um desafio fodido para os desenvolvedores, afinal os jogos já tinham estabelecido uma base, tipo, uma característica de como eles eram, e todos já estavam acostumados com isso (e até um pouco de saco cheio), transitar para algo totalmente novo como o 3D poderia muito bem dar em merda e levar tempo para estabelecer um padrão de qualidade a ser seguido por todos. E foi assim que aconteceu. Pela dificuldade de mexer com uma tecnologia nova e complexa, vários games falharam, inclusive franquias que eram muito legais em 2D, como Eatrhworm Jim e Gex, o que custou caro para elas, já que seus games em 3D foram tão ruins que destruíram definitivamente as duas franquias. Mas nenhum jogo se tornou tão merda nessa transição para 3D quanto Bugsy 3D



Olha pra essa merda! Os outros dois jogos que eu citei acima são extremamente ruins... Mas é compreensível, dado a complexidade da nova tecnologia e blablabla, mas esse Bubsy 3D não tem desculpa nenhuma, o game é uma completa aberração. Tudo no jogo é amador, os cenários, a jogabilidade terrível, os gráficos, absolutamente tudo! E pra completar, o Bubsy não para de falar um segundo sequer durante o jogo... O que desconfio que foi feito de propósito para irritar ainda mais o jogador. Os criadores desse jogo devem ser sádicos. Nem precisa falar que esse jogo é considerado um dos piores da história, e que a série Bubsy foi obliterada da existência depois dele, né?

Tá, mas eu disse mesmo assim.



Enfim devido a toda essa dificuldade das desenvolvedoras a se aventurar na criação de jogos em 3D, alguém tinha que sair na frente e criar um padrão que seria seguido pelo resto, certo?

Pois bem, seja por casualidade do destino ou por pura genialidade, assim como Super Mario Bros lá nos anos 80 foi o responsável por criar um padrão para os jogos 2D que serviria de base por todo mundo nas geração 8 bits e 16 bits, novamente a Nintendo com o encanador mais famoso do mundo consegue  repetir o feito, dessa vez para os jogos 3D, em 1996 com um dos games mais importantes da história e que injustamente é chamado de overrated por alguns imbecis.

A ascensão do gênero e os principais jogos

So long, gay Bowser !

Super Mario 64, quer você goste dele ou não, talvez seja o game 3D mais importante de todos, e não estou exagerando. Apesar de não ser o primeiro 3D, foi esse jogo que criou MIL mecânicas que foram copiadas e aperfeiçoadas no futuro por todo mundo, e que são a base para os jogos 3D até hoje em dia (se acha isso um delírio meu, até um dos criadores de GTA disse isso).

Porra, pela primeira vez controlar um carinha em um mundo 3D era realmente prazeroso, Mario poderia correr, dar um monte de pulos diferentes, nadar, dar soco, chute, voar, pegar objetos, se pendurar, além de ter um sistema de câmera inovador para a época, e um hub World para se explorar (o castelo da Bitch Peach) com diversas fases. Por falar em fases, o game jogava pela janela a premissa dos games de plataforma 2D de ir reto com objetivo de chegar ao final da fase e colocava um totalmente novo e arriscado: encontrar estrelas nas fases, que abrem portas do castelo, até chegar no ultimo andar e enfrentar Bowser.

Isso foi foda porque, as fases não eram lineares, era um mapa relativamente grande pra época, onde tu tinha que cumprir um monte de objetivos diferentes para pegar as estrelas ou simplesmente encontra-las escondidas, o que nem sempre era fácil. Isso agregou muito para que o jogo se tornasse mais variado, e somado com a jogabilidade, tornava a experiência inesquecível. Ah, é claro, ainda tínhamos essa trilha sonora...



Lembro que quando eu era criança — apesar de não jogar muito —, assistia meu irmão jogar e ficava encantando com o jogo, era a melhor coisa que eu tinha visto até então.

Claro que o jogo não é perfeito, e tem algumas pequenas coisas que envelheceram mal, mas nada que diminua sua importância na história dos jogos e sua diversão. Bons tempos esses em que a Nintendo realmente fazia coisas relevantes para a indústria dos games em geral... ops, disse algo?

Enfim, com Mario 64 se iniciou um "buuum" de games de plataforma 3D surgindo por todo lado, principalmente no N64 que é rei nesse tipo de jogo. Mas apesar disso, talvez o game mais relevante do gênero depois de Super Mario 64, não por revolucionar a indústria tecnicamente ou algo do tipo, mas por ser foda e ter marcado a infância de muita gente, é o clássico Crash Bandicoot da Nautghy Dog (aquela mesmo, daquele tal de Uncharted) exclusivo de PS1. Fez tanto sucesso que se tornou não oficialmente o mascote da Sony na época.

Se Super Mario 64 elevou a um novo patamar não só os games de plataforma como também os jogos 3D em geral, Crash não tinha toda essa ambição, fazendo uma transição bem mais simples dos jogos de plataforma 2D para o 3D.

Sonic's Ass

Pois é, talvez Crash, de todos os games de plataforma 3D que surgiram naquela época, seja o game mais parecido com os 2D do passado, com o simples objetivo de chegar ao final das fases, geralmente de maneira linear seguindo em linha reta, com alguns segredos aqui e ali, mas claro, sem atrapalhar a diversão. Talvez esse seja um dos motivos dele ser tão amado pelos saudosistas que colocam Super Mario World num pedestal, ele segue a mesma formula, e de maneira tão divertida quanto o clássico do SNES. Então de seu jeito, pode-se dizer que ele inovou ao ir na contra mão de todo mundo trazendo a simplicidade do 2D para o 3D.  Além disso os personagens eram bem carismáticos e a dublagem excelente, principalmente pra época. Infelizmente depois de 3 games lendários e mais um de corrida muito foda, a ND perdeu os direitos da franquia, que caiu em um abismo... E  pelo jeito sem continue.

Com o sucesso desses games, o gênero de plataforma 3D estava tão em alta que obrigou a Ubisoft a remodelar a continuação de seu game Rayman, que inicialmente seria 2D, para um game completamente novo em 3D, uma mudança muito radical que poderia muito bem ter dado em merda.

Mas o que a Ubi fez com esse jogo foi mágica, criando um dos melhores jogos de plataforma de todos os tempos, e um dos mais marcantes de minha irrelevante vida: Rayman 2: The Great Escape.



Um protagonista totalmente desajustado (sem braços, sem pernas, wtf?) e um dos universos fantasiosos mais legais desses games de plataforma na minha opinião (coisa que o Origins/Legends cagaram ), sua missão é salvar o mundo de um monte de VannBroes piratas robôs intergalácticos que querem escravizar tudo e a todos, e no processo ainda fodem com o coração do planeta, dividindo-o em MIL lums de energia que devem ser recuperados se você quiser fazer 100%.

O bacana do universo desse jogo é que NADA faz sentido nenhum... Tá, em Mario e Crash também não fazem, mas Mario é um encanador corno que salva a princesa de um lagartão, Crash é um cachorro humanoide que tem como inimigo um cientista maluco, mas e Rayman? O que diabos é o Rayman? Ou o Globox? Tudo nesse jogo não faz sentido NENHUM, ele extrapolou todos os limites do surrealismo... E talvez esse seja um dos motivos do game ser tão foda!

Sem dúvida, pelo menos em termos de game de plataforma, Rayman 2 é a obra-prima da Ubisoft, tanto que é um dos jogos mais relançados que tem por ai, tem versão para N64, PC, PS1, Dreamcast, PS2, DS, 3DS, e muito em breve é capaz que lancem para ventilador e pro relógio do Silvio Santos. (Será que perderam a capacidade de criar um Rayman 3D inédito?)

Dessas muitas versões, a única realmente relevante, pois trouxe mudanças significativas, foi a versão do PS2, que foi renomeada para Rayman 2 Revolution. 



Colocaram um hub world aos moldes do castelo do Super Mario 64, mudaram algumas coisas da jogabilidade, das fases, e até aumentaram a dificuldade!  Mesmo  tendo sido bastante elogiado pela mídia (principalmente a versão do Dreamcast) e de ter sido relançado tantas vezes, ainda acho que Rayman 2 merecia ser mais lembrado do que é...  Sei lá, esse jogo, pelo menos pra mim, é lendário.

Enfim, o gênero estava no auge, e a Rare, criadora da maravilhosa trilogia Donkey Kong Country do SNES, não poderia ficar fora dessa festa, né? Por isso em 1998 ela entra com o pé direito, lançando um dos melhores do gênero: Banjo Kazooie! Eu tenho jogado esse jogo recentemente... E é incrível como ele se parece com Super Mario 64.

É como se ele fosse um sucessor espiritual dele, mais até do que o próprio Mario Sunshine anos depois, sério. A premissa é a mesma, explorar um hub world e entrar em diversas fases para coletar as peças de quebra cabeça (que seriam as estrelas do Mario) para abrir mais fases, e assim indo até chegar no topo da Spiral Mountain e enfrentar a Regina Cazé Grutilda, vilã do jogo.

Mas Banjo expande consideravelmente o que Mario fez dois anos antes, trazendo mais colecionáveis, mais variedade na jogabilidade, e um hub world muito maior que o castelo da princesa Bitch Peach. E a Rare não parou por ai, nos anos seguintes lançou a continuação Banjo Tooie, lançou Conker, que é um game meio mamilos por... Bem, usar a base de um game de plataforma comum, com um esquilo fofinho como protagonista...  Porém recheado de palavrões, tiro, sangue, e todo esse tipo de coisa que a titia Nintendo não curte, o que certamente gerou muita treta interna. Será que esse foi um dos motivos da Rare ter sido comprada pela MS depois? Oh, o mistério.



O game de plataforma definitivo da Rare para o N64 é da franquia que a consagrou lá no inicio: Donkey Kong. DK 64 é um game tão ambicioso que acho que foi meio mal compreendido na época, pela critica, pelos fãs, enfim, o game é tão grandioso que deixou a galerinha meio desnorteada. São quase 50 horas de jogo caso você queira fazer tudo, uma duração digna de RPGs ! Criticaram o excesso de coisas a se fazer e o número de personagens jogáveis... Porra, nunca vi variedade de conteúdo ser motivo de critica! O que diabos esses críticos tem na cabeça hein? Vão se fuder.

Ok, já falei da maioria dos grandes jogos de plataforma 3D do auge desse gênero... Mas onde diabos está Sonic? O principal rival de Mario na era 2D, passou muito tempo no limbo antes de ser transformado em um game 3D. Pois é, a Sega teve vários problemas com essa transição, e isso ficou conhecido muito bem com um game cancelado do Sega Saturn, Sonic X-Treme.




Primeiro de tudo, o Sega Saturn era um console muito melhor para games 2D do que 3D(o que é uma burrada colossal da Sega, já que games 3D estavam no auge), portanto criar um game 3D, ainda mais um Sonic com toda a sua fama, foi uma tarefa difícil demais para a pobre Sega, que graças a problemas internos cancelou o jogo. Tá, ele não parecia tããão promissor assim, mas o tempo gasto nele, e consequentemente perdido, foi um dos principais fatores do fracasso do Saturn. Onde já se viu um console sem um game inédito de sua principal franquia? Era como se Mario não saísse para um console da Nintendo. Que merda hein Sega? Mas isso não quer dizer que o Saturn passou em branco em questão de jogos de plataforma 3D, pois ele tem Nights into Dreams, um dos games mais originais desse gênero .

A premissa do game é estar voando dentro de um sonho, por isso espere muita coisa surreal aqui, inclusive o protagonista (que até hoje não entendi direito o que é). Esse jogo aparenta ser genial... porém não tenho muito o que dizer sobre ele, pois nunca joguei (se eu não me engano saiu na Live e PSN, se sim, vou dar um jeito de pegar) mas eu sei que o game tem até um controle exclusivo, e o design do tal controle provavelmente inspirou o controle do Dreamcast anos mais tarde.

E falando no meu querido Dreamcast, é nele que a Sega finalmente consegue transitar o Sonic para o universo 3D, em um ambicioso projeto remodelando todo o universo do personagem em um game que saiu junto com o próprio console: Sonic Adventure

Esse jogo (que pra mim é nostalgia nível MIL) é muito hateado de forma injusta... ta, vou tentar controlar minha nostalgia e o carinho que eu tenho por ele...mas sério, não é um jogo ruim. Sim, sofre de terríveis problemas de câmera e alguns bugs, e queria saber quem foi o retardado que teve a ideia de colocar aquele gordão como personagem jogável obrigatório, que a unica coisa que faz é pescar.De longe a parte mais maçante de jogo! Mas que merda hein Sega?²

Mas porra, no geral, o jogo é muito bom, principalmente a campanha do Sonic que é de longe a melhor , (lembro de jogar a campanha do Sonic toda o dia todo, todos os dias, pois não tinha o VMU do DC para gravar o jogo...bons tempos) e o plot  — apesar de eu odiar muita complicação em enredos de jogos desse tipo — é legal, fazendo bastante referencia ao Sonic 3 do Mega Drive. Ah,  e esse é um dos poucos jogos do gênero que me deu calafrios na batalha final de tão épico que é, isso é algo a se considerar (mesmo eu sendo criança na época), sem falar na trilha sonora, que também é fodona.


                                                                    Oh, the feels...

Nos anos seguintes a situação estava ficando pior para Sega e seu Dreamcast, mas mesmo assim, em 2001, ela lança o que pra mim (e creio que pra muita gente também) é o melhor game do Sonic em 3D: Sonic Adventure 2. Trazendo duas equipes, uma de heróis e outra de vilões, com 3 personagens jogáveis cada uma, excluindo uns personagens bobões do jogo anterior e colocando uns legais, melhorando a jogabilidade, além de ter um monte de upgrade secreto nas fases...porra esse jogo é foda demais! Tinha até um modo multiplayer de corrida que era muito massa. É uma pena que foi lançado tarde demais, quando o Dreamcast já estava moribundo e por isso não teve o reconhecimento que merece.

Claro que não é um Super Mario 64 ou um Crash da vida, mas ainda assim, merecia muito mais reconhecimento, além do mais, esse jogo passou anos sendo o ultimo grande jogo do Sonic (isso até o lançamento de Sonic Generations...ou Colors, sei lá).

Enfim, não da pra negar que o auge dos jogos de plataforma foi na geração 32/64/pré128 bits sei lá como chamar essa porra, onde games desse estilo brotavam em tudo que era lado. Mas mesmo com esse grande número, não ofuscava outros tipos de jogos, como de luta, terror, ou RPGs que tinham de monte também, sem dúvida foi uma época de bastante variedade...bons tempos.

A era 128 bits e o começo do declínio


E então veio a geração seguinte. Sega fora do mercado de consoles, Microsoft chega nas tretas com seu Xbox, Nintendo tenta se recuperar com seu Game Cube...e a Sony se mantinha no topo com o lendário Playstation 2. Apesar dessa geração de certa forma manter a variedade de jogos da anterior( principalmente com o PS2), alguns gêneros infelizmente começaram a entrar em decadência, como por exemplo os jogos de luta, que em comparação com a geração anterior foram praticamente inexistentes, com King of Fighters caindo no ostracismo, Street Fighter ausente por 10 anos, Mortal Kombat se perdendo a cada jogo lançado, etc...

Os games de plataforma 3D não caíram tão drasticamente assim nessa geração mas... Era notável que não tinham a mesma força do passado. A primeira coisa a destacar é a queda de qualidade de algumas franquias consagradas. Crash Bandicoot por exemplo, saiu das mãos da Naugthy Dog, se tornou multiplataforma, e nunca mais atingiu o status de ''lenda'' como na época do PS1. Ainda assim suas duas primeiras tentativas nessa nova geração não foram tão desastrosas, Wrath of Cortex e Twinsanity são games legais até... Mas passaram longe de fazer o mesmo sucesso da trilogia da ND.

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Até ai tudo bem,o pior é que depois disso tudo foi ladeira abaixo pois fizeram uma espécie de ''reboot'' tenebroso chamado Crash of the Titans, transformando uma franquia lendária em um game extremamente genérico e com desafio para crianças de 5 anos. Sério, eu prefiro o jogo da Era do Gelo do que essa bosta! E falando em gelo, agora Crash está na geladeira da Activision a anos, que além de não fazer nenhum game dele, não larga a franquia de jeito nenhum (é tipo o que a Globo quis fazer com Cavaleiros do Zodíaco, pelo jeito). Um fim lamentável para uma franquia marcante...

Outro exemplo de franquia em decadência, pelo menos como plataforma 3D infelizmente é Rayman.

O segundo game foi um marco para o gênero...então o que a Ubisoft faz? Pega tudo que o 2 trouxe de foda e joga pela janela, recriando sem necessidade alguma todo aquele universo maravilhoso. Pois é...assim foi criado Rayman 3: Hoodlum Havock. Não foi um reboot completo, afinal como vocês perceberam, ainda temos um ''3'' no título indicando uma continuação...mas estranhamente o que se vê no jogo não parece em nada com uma sequência.

Há bem poucas referências ao game anterior, tanto no universo em si como na própria jogabilidade, muito mais linear e focada na ação do que um game de plataforma propriamente dito (meio que prevendo o que os games se tornariam no futuro). A recepção do game foi tão morna por parte de crítica e público, que até hoje nenhum game inédito em 3D  da franquia foi criado. Uma pena né? E o que falar de Sonic então? Sua transição para o 3D não foi nada fácil...mas sua transição para a nova geração foi terrível com Sonic Heroes.

Quando todos esperavam um game de proporções épicas como um Sonic Adventure 3, a Sega nos lança um game fraco e problemático, tentando incorporar em um game só os elementos dos antecessores, falhando miseravelmente no processo.

Claro que tem que se considerar que esse foi o primeiro Sonic inédito que a Sega fez após sua retirada do mercado de consoles, agora fazendo jogos para várias plataformas, o que pode ter dificultado o desenvolvimento dele, mas isso não tira o sentimento de decepção, principalmente pra quem jogou os Adventures (tipo eu por exemplo). A partir daí só veio escória, como a desgraça do Shadow The Hedgehog...que é um spin off que não faz parte da série principal, mas o game é tão podre que pode ser considerado uma mancha para a marca Sonic de qualquer jeito...isso sem falar daqueles games de corridas porcos que ele teve (exceto a série All-Stars Racing, que é foda). Pelo jeito a Sega estava reservando suas forças para voltar com força total na geração seguinte. Pelo menos é o que parecia...

Enfim, nem mesmo a Nintendo escapou de uma queda de qualidade e quantidade em jogos de plataforma 3D nessa geração. Sim, até a Nintendo! Depois de revolucionar a porra toda com o maravilhoso Super Mario 64, e de ter MIL games de plataforma para o N64, todos esperavam que o console seguinte seguisse esse caminho, além de se possível, ter mais variedade que o console anterior...que convenhamos, tinha muita pouco estilo de jogo diferente disponível (jogos de luta ao estilo KoF e JRPGs por exemplo, foram praticamente ausentes no N64), ainda mais agora que a Nintendo precisava recuperar o ''trono'' dos games que havia perdido para a Sony na geração anterior.

Conker cortar o logo do N64 na intro de seu game deve ter pegado mal com a Nintendo

Pois é, mas tudo começou mal, pelo menos para o gênero de plataforma, quando a Rare foi comprada pela Microsoft. Ou seja, nada de Banjo, Conker, e nem mesmo Donkey Kong para o Game Cube (claro que DK ainda continuou com a Nintendo, mas pra Game Cube ganhou apenas um game musical e mais nada). Porra, a maioria dos games de plataforma geniais do N64 eram da Rare, agora com ela fora da parada, a Nintendo tava em uma situação difícil! E para piorar, Game Cube não teve nenhum game do Mario no lançamento, algo raro na história da Nintendo.

Até que um ano depois finalmente é lançado Super Mario Sunshine, com a enorme responsa de suceder um dos jogos mais revolucionários de todos os tempos. O game, apesar de ser muito bom, ficou muito longe de cumprir as expectativas, principalmente porque desde Super Mario 64 havia uma lenda de que a Nintendo cedo ou tarde traria um sucessor a altura, que ficou conhecido popularmente como ''Super Mario 128''...porém Sunshine não parecia ser o tal Mario 128 e por incrível que pareça passou meio que despercebido por todo mundo — o motivo eu não sei dizer. Talvez as novas mecânicas não agradaram, talvez o game não seja tão genial quando o seu antecessor...ou talvez seja um sinal de que o interesse por esse tipo de jogo  estava aos poucos diminuindo.

O sol não brilhou muito bem para o Mario Sunshine....ta,parei

Afinal, mesmo com os pesares, ainda tivemos alguns games de plataforma espetaculares. A Sony mesmo, investiu pra caralho no gênero, criando um trio de franquias originais e ambiciosas como Jak & Daxter, a tentativa da Naughty Dog de voltar com as glórias da época de Crash, Sly Cooper da Sucker Punch, pra mim o melhor game de plataforma dessa geração, e por ultimo Marmota Ratchet and Clank da Insomniac Games.

Sly Cooper, o Assassins Creed ''infantil'' e sem bugs horrendos

Todos esses jogos são bem feitos pra caralho, mas por essa queda de interesse nesse tipo de jogo, também passaram meio que  despercebidos por todo mundo. Sim, eles foram bastante elogiados tanto pela crítica quanto por quem jogou, mas não eram mais os protagonistas da indústria como no passado. Isso sem falar de Psychonauts, que foi aclamado pela crítica, mas que é um dos games de plataforma mais obscuros que existem. Eu mesmo nunca joguei...

Tá, é normal que um gênero entre em um período de marasmo e que o interesse por ele caia, mas isso acontece quando não há inovação e todo jogo parece igual, como no caso do maior representante dos games de luta, The King of Fighters, que passou mais de 10 anos com a mesma engine e é um simbolo de como os games de luta estavam mal das pernas nessa geração. Mas não é o caso dos games de plataforma, ainda tínhamos uma boa variedade, claro que menor que no passado, mas o gênero não estava tão estagnado assim. Então, por que diabos de uma hora pra outra o interesse por esse tipo de jogo caiu tanto??? Quem ou o que será o grande culpado disso?

''Hoje em dia eles só querem atirar em coisas''

Em 2005 se inicia a então nova geração. Microsoft, mais experiente no ramo de consoles com seu Xbox 360 batendo de frente com o inicialmente problemático PS3 da Sony...e correndo por fora, o Wii da Nintendo, tentando mais uma vez revolucionar como sempre fez na indústria, dessa vez com as porcarias controle de movimento, o Wii Mote. A Nintendo, mesmo com um console inferior tecnicamente em relação aos outros, estava querendo causar uma mudança drástica na porra toda como só ela sabe fazer, e em 2007, um ano depois do lançamento do Wii, o game definitivo de sua principal franquia é lançado: Super Mario Galaxy. Sim, depois desse game o futuro parecia promissor para os games de plataforma 3D —ao contrário dos últimos tempos — tanto que ele recebeu uma continuação em 2010, algo raro de acontecer em uma só geração.



Isso porque Super Mario Galaxy é um game espetacularmente foda em todos os aspectos, o sonhado Super Mario 128 (pelo menos espiritualmente), esse game transcendia os limites do — para muitos,desgastado — mascote da Nintendo, o levando literalmente para o espaço. Um jogo tão foda que tinha potencial para ressuscitar e transformar os games de plataforma 3D, chacoalhando a industria assim como Super Mario 64 fez no passado. Mas não foi bem assim...

Eram outros tempos e a Nintendo, que sempre foi muito auto-centrada, muito fechada em si mesmo, nessa época estava pior ainda (e é assim até hoje em dia). Com um console indo na contramão dos outros, sendo considerado pela galera apenas como uma alternativa legal e ''casual'' em relação ao Xbox 360 e PS3,ou seja, como um console ''reserva''. Essa tática deu certo financeiramente pra Nintendo, atingindo um novo público mais amplo (de pessoas que não jogam videogame e de pessoas que já tinham o Xbox 360/PS3 e queriam um console...diferente), o Wii foi um sucesso financeiramente, um dos consoles mais vendidos da história...mas como eu disse antes, ele é um caso peculiar pois parecia um console separado daquela geração, ficando lá isolado,enquanto o PS3 e Xbox 360 se matavam.

Então, talvez por o Wii ser um console assim tão fechado em si mesmo, Super Mario Galaxy , mesmo sendo mundialmente aclamado pela crítica e publico como um dos melhores jogos que existem, passou longe de causar o mesmo impacto de Super Mario 64 onze anos antes. A indústria não se remodelou por causa do game, ninguém tentou se adaptar as novas mecânicas dele nem nada, muito menos o gênero de plataforma 3D conseguiu retomar as forças — muito pelo contrário. Um game tão foda como esse, que tinha potencial para ser a marca de uma geração, se tornou apenas um game genial, separado de todo o resto. Resto esse, que foi — infelizmente para uns e felizmente para outros — marcado por outro jogo.

Ainda em 2007, mesmo ano de Super Mario Galaxy, um certo game de tiro consegue desbancar o bigodudo da Nintendo e infelizmente se tornar a marca dessa geração. Esse game é um dos mais amados e também odiados de todos :Call of Duty 4: Modern Warfare.




Por mais que você não goste desse jogo, não da pra negar que seu impacto nessa geração foi absurdo! Ele iniciou um fenômeno bem...peculiar. Na verdade a indústria já estava a alguns anos caminhando para esse ''fenômeno'', na geração anterior mesmo, franquias de FPS vinham surgindo e tendo cada vez mais sucesso, como o próprio Call of Duty, Battlefield, Black, e claro, Halo, que popularizou nos consoles o multiplayer online. Mas foi com CoD 4 que esse fenômeno se intensificou, se expandiu, e contaminou como um vírus toda a indústria dos jogos. Ah, claro, não posso esquecer de Gears of War, outro que também definiu essa geração, pois depois de seu sucesso vários jogos começaram a copiar seu sistema de cover, que praticamente se tornou um padrão pra todos os jogos de tiro.

Enfim, de uma hora pra outra vários jogos de FPS ou TPS genéricos surgiram, cada vez mais e mais. O gênero de TIRU dominou a porra toda. No passado, quando um gênero virava uma febre, ele não ofuscava os outros, garantindo assim bastante variedade para os jogadores e para a indústria no geral. Mas com os FPS,TPS, sei lá, jogos de tiro em geral, isso foi diferente, ele se tornou um gênero praticamente onipresente, ofuscando todos os outros. Por exemplo, games de terror começaram a tentar se adaptar a nova demanda de ''atirar em tudo que se move'', e Resident Evil virou um shooter genérico com clima de filme da Tela Quente...oh merda ( e não estou falando de RE 4, esse é foda!) Até mesmo Dead Space, que começou sendo o fodão no gênero de terror e talz, no terceiro game se vendeu mudou totalmente e também se adaptou aos shooters...e hoje a franquia não tem previsão para voltar. Se a situação estava assim tão fudida, o que dizer então dos games de plataforma 3D? Se eles estavam sem mercado antes, imagine agora...

Alguns até mesmo tentaram se adaptar a demanda dos jogos de tiro, ainda antes de isso se tornar uma febre assim. Foi o caso de Jak & Daxter, que no primeiro game era um plataforma 3D genuíno, com elementos de seu parente distante Crash e influências de Mario 64, com hub worlds e fases explorativas...mas a  partir do segundo game tudo isso foi jogado pela janela e o jogo se transformou em uma mistura genérica de plataforma, GTA e shooter, o que é lamentável (pelo menos alguns dos elementos legais do primeiro game voltaram em um spin off para PSP estrelando como protagonista apenas o Daxter, e é um jogo muito foda).

Mas pra mim o game que melhor define essa situação decadente do gênero de plataforma, e da indústria em geral é Banjo Kazooie: Nuts & Bolts



Esse jogo era uma das grandes apostas da Rare desde que foi comprada pela Microsoft, e todos os fãs de Banjo estavam ansiosos pra caralho, afinal fazia muito tempo que um game da série não saia. No entanto quando o jogo saiu o que vimos foi um game totalmente diferente dos anteriores, fazendo piada a todo instante da decadência do gênero de plataforma e da proliferação dos jogos de tiro. Banjo começa o jogo obeso e patético, jogando Xbox 360 provavelmente online, enquanto podemos ver o N64 ao lado, todo remendado, fudido e mofando. Sem dúvida uma intro simbolicamente genial! Até que Banjo  resolve dar uma volta, (mal conseguindo andar) e encontra com a vilã da franquia, Regina Cazé Grutilda...ou melhor, só a cabeça dela, que foi o que restou. Tanto Banjo quanto Grutilda estão deploráveis e esquecidos...será que eles representam o estado dos games de plataforma 3D ? Quem sabe...



Até que aparece uma criatura se dizendo ser o criador de todos os jogos, Lord of Games. Ele, após aloprar tanto Banjo quanto Grutilda, resolve dar uma ultima chance para eles, emagrecendo Banjo e dando um corpo para Grutilda, para acabar com essa treta de uma vez por todas. Um ultimo desafio: quem ganhar fica com a Spiral Mountain pra sempre, e quem perder vai ter que trabalhar pra ele em sua fábrica de jogos. Mas esse desafio vai ser feito de maneira diferente, nada de pular em plataformas ou coletar coisas, afinal como o próprio LoG diz ''hoje em dia eles não querem mais saber de coletar esses itens inúteis. Eles só querem atirar em coisas...'', então ele reformula todo o game, transformando o que era antes um dos melhores jogos de plataforma em um jogo patético de veículos e mini-games imbecis, alguns até mesmo envolvendo, claro, tiros, afinal é isso que a galera gosta hoje em dia. Esse personagem é uma maneira genial da Rare de se auto-zuar e de criticar de maneira hilária a indústria dos games no geral. Se ela perdeu a manha de fazer jogos, pelo menos não perdeu o seu humor ácido, felizmente. Mas isso não salvou o game de ser uma das maiores decepções da geração, e até hoje a franquia está no limbo.

Sem dúvida essa foi a pior geração para os games de plataforma 3D. Sonic por exemplo enfrentando altos e baixos, começando com o pior game de sua história e mais bugado que os games da Bethesda, Sonic 2006, até a uma ascensão meteórica de qualidade com Sonic Colors e Sonic Generations...para depois cair na merda de novo recentemente com Sonic Boom. Pois é, ta foda.

E quanto aos jogos que prestam, tipo Sly novo do PS3? Continua passando despercebido por todo mundo. Mas, será que isso é só culpa dos jogos de tiro mesmo? Será que só criticar os jogos de tiro pelas desgraças da industria dos games hoje, não seria uma crítica genérica? É tipo chamar todo político de ladrão...e só. Sem tentar enxergar a verdadeira natureza do problema. Tem que se perguntar, porque diabos temos tantos jogos de tiro, ou melhor, por que temos tantos jogos iguais, repetitivos, feitos de qualquer jeito hoje em dia? Não será porque o publico aceita? Nesse caso, o maior culpado pelas desgraças da indústria na verdade são os próprio jogadores.

Não generalizando mas...essa geração atual de jogadores, a maioria, ou são moleques retardados que mal saíram das fraudas e passam o dia inteiro jogando CoD online dizendo que vai comer a mãe do outro, ou adultos imbecis que se sentem diminuídos se forem jogar um game com aparência ‘’infantil’’. Pra esse tipo de gente não importa se o jogo é uma merda genérica sem desafio nenhum, desde que seja ‘’adulto’’ e tenha TIRU, SANGUI e SECSU eles vão jogar sem pensar duas vezes...até por que eles raramente pensam mais que duas vezes mesmo. Tipo, você pode ver isso quando por exemplo, um game de plataforma é anunciado. Não importa se o game é desafiador, com vários coletáveis e horas de diversão (como Rayman Origins por exemplo)  analise os comentários na internet e vocês verão um monte de retardado falando ‘’ain, esse jogu é legau, mas num vo pagá 250 reais nesse joguinho de criansa’’.  Mas esse mesmo estrume paga sorridente os mesmos 250 em, por exemplo, Assassins Creed Unity, um jogo todo cagado e repleto de bugs...ah, mas é adulto, é cool, o cara tem capuz, óia que foda, então ta de boas! (desculpem fãs de AC, mas o que a Ubisoft está fazendo com essa franquia que já foi foda, é digno de pena) 

Sim, ninguém é obrigado a gostar de games de plataforma, ou de luta, ou de JRPGs filosóficos, ou de terror, sei lá, mas na boa, por causa desse tipo de jogador imbecil que a indústria está se transformando cada vez mais em um antro de falta de criatividade. Salvo umas exceções, essa galerinha não aceita um game que não tem a premissa de ser ‘’real’’, pra eles todo jogo tem que ser o mais real possível...sendo que essa nunca foi a proposta dos video games, porra ! Também não quero dizer que essa geração recém acabada ou a recém chegada são completas bostas, pois sim, ainda temos um monte de jogo foda (Dark Souls está acenando) mas não da pra negar que a indústria vive um marasmo.

O problema não é só os jogos serem adultos demais ou adultos de menos, e sim os jogos serem cada vez mais imbecis, repetitivos, sem inovação e desafio nenhum.

É engraçado como, antes quando os games eram focados em crianças, lááá na era 32 bits por exemplo, eram bem mais desafiadores e duradouros...e hoje que o foco são os adultos, eles são feitos pra serem zerados em um dia com o tutorial segurando a mãozinha. Oh, que ironia!

Os games estão cada vez mais caros, e as empresas precisam de um retorno financeiro para se manterem...se eles fazem porcarias de qualquer jeito, e vendem mesmo assim, pra que eles vão se incomodar gastando mais, caprichando mais, investindo mais? Claro que nem todas as empresas seguem essa filosofia preguiçosa e oportunista, algumas realmente querem criar um produto bom acima de tudo, mas as Activisions, EAs, Capcoms, e mais recentemente, Ubisofts da vida estão se cagando pra isso. Elas só pensam em imprimir dinheiro e já era! E se os jogadores aceitam as porcarias que elas fazem de braços abertos, elas continuaram mandando as porcarias, todo ano, todas iguais, e a indústria continuará contaminada por merda por um bom tempo.

Considerações finais 

Mas talvez a indústria esteja passando por um processo de transição, sei lá, talvez seja apenas uma fase temporária. Sim, geralmente não sou muito otimista, mas veja só, outros gêneros que estavam praticamente mortos de uma hora pra outra ressuscitaram milagrosamente quando ninguém tinha mais esperanças, por que isso não pode acontecer com os plataformas 3D também? Por exemplo os jogos de luta 2D, que ressurgiu graças a Street Fighter IV, iniciando um modesto ''boom'' de games desse estilo, como KoF XIII, Blazblue, novo Guilty Gear, Mortal Kombat 9, Marvel vs Capcom 3, etc. É uma safra excelente de jogos, apesar de não chegar nem perto da febre dos anos 90. Até mesmo os jogos de plataforma 2D estão ganhando mais notoriedade, graças a jogos como Rayman Origins, Duck Tales HD e Donkey Kong Country Returns. Ainda está longe do ideal pois os jogos de tiro e de ação ainda dominam o mercado, mas pelo menos é uma luz no fim do túnel. 

Será assim o Banjo do Xbox One? Hue.

Talvez surja no futuro um game que tome a responsabilidade e consiga enfim ressuscitar os games de plataforma 3D. Esse retorno repentino de plataformas em 2D pode ser um indicio disso...quem sabe uma nova transição para o 3D? Pode ser! Esse ano mesmo tão falando que vai ser o ano da Rare, e tem uns rumores que Banjo ou Conker podem voltar. Killer Instinct deu um novo ânimo para a empresa — talvez eles acertem dessa vez, quem sabe. O que acaba com esse meu otimismo é que não adianta nada as empresas tentarem voltar a apostar no gênero se os jogadores não aceitarem, tudo depende deles. Se não aceitarem algo diferente e só se contentar com o mesmo, nada vai mudar. O que é uma pena pois, minha crítica não é uma hateragem barata contra os FPS, TPS, ou jogos de ação em geral...o que eu critico é esse tipo de jogo ofuscar todos os outros, por culpa dos jogadores imbecis. O que eu quero para essa nova geração é variedade! Seja no Xbox One, PS4, Wii U, tanto faz, só quero que o mercado tenha espaço para RPGs, JRPGs, jogos de luta, de ação, FPS, TPS, jogos indies, plataforma 2D, 3D, enfim, pra todo tipo de jogo. Seria pedir demais? Pelo jeito sim, infelizmente...

Volto no dia MIL com mais um artigo random. Até lá.


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