Explicando o enredo de The Witcher, o game


Pois bem, caros leitores, hoje é dia de falar de uma das séries mais geniais e bem feitas que já tive o prazer de conhecer. Tão incrível que não se limitou apenas aos livros bem sucedidos como também migrou para o mundo dos games. The Witcher , que por razões que desconheço não fez muito sucesso aqui no Brasil, (talvez pela complexidade do gameplay), é uma obra extremamente madura, que trata de inúmeros temas bem densos, que vão bem além do sexo, pra você interessado apenas na mulher nua da capa...

Sim é com você mesmo que estou falando!

Trarei explicações cronologicas e um RESUMÃO sobre esse fascinante universo, que como já é de praxe, vai conter SPOILERS. 


E pra quem estiver interessado em mais discussões, recomendo o grupo The Witcher Brasil, podem acessa-lo AQUI



Venham os corajosos a fim de entender essa obra fascinante e comecemos de uma vez!

Elementos do universo

Witcher




Um guerreiro de elite forjado por rituais mágicos, compostos mutagênicos e um treino extenso, preparado para se tornar uma espécie de caçador de monstros, uma arma mortal. Eles possuem força e velocidade sobre-humana, além de um básico controle sobre feitiçaria, conhecido como Sinais.

Em outras palavras, um Witcher é um guerreiro mutante. As mutações que todos compartilham geralmente são: Longevidade, com alguns chegando a alguns séculos de idade. Esterilidade, como toda transformação em Witcher é um processo único o que implica numa seleção de pessoas de fora,  já que não podem se reproduzir e transmitir suas características.

Enorme resistência a doenças e toxinas, graças ao processo de transformação e como incríveis alquimistas, usuários de vários tipos de poções, o que os dá praticamente uma imunidade geral completa, além de servir como potencializador de suas já incríveis habilidades de combate. Poções que seriam um veneno mortal para humanos, mas que witchers podem aguentar graças ao seu corpo preparado, (com o devido cuidado), o uso das poções também possui limitações.

Por suas capacidades regenerativas e velocidade, eles se tornam formidáveis em combate, mas não necessariamente imbatíveis, eles ainda podem cometer erros ou serem surpreendidos, sendo superados por humanos ou por outras criaturas, em combate ou em outro momento.


Witchers são abeis com qualquer tipo de arma, mas tem como preferência usar uma espada longa de metal de meteorito, para adversários mundanos e uma espada longa de prata, para criaturas sobrenaturais.

Eles são facilmente reconhecidos por seus olhos, mas o padrão pra o reconhecimento de um é o medalhão, (lobo, grifo, gato, etc) que geralmente carregam, representado sua “escola”, o lugar onde são treinados. As lendas alimentam sua fama como homens sem sentimentos com o único propósito de matar, talvez pelo seu treinamento e isolamento social, mas isso é subjetivo

"Witcher" é derivado de "Wiedźmin" da língua polonesa. O autor dos livros preferiu usar "The Hexer" no filme e série, o que mudou quando a empresa do game lançou os jogos, deixando oficialmente "The Witcher".

No final, tudo dá na mesma, o significado de ambos tem semelhança. Witcher tem o significado de "bruxo", o que muitos erroneamente acham errado, porque eles assumem que só existe bruxo do jeito que eles conhecem e não pode existir outra derivação idealizada por outros autores. Pois bem, saibam que "Bruxos" nesse universo são desse jeito, então parem de reclamar dessa besteira.


Raças 

Como toda boa obra inspirada no ilustríssimo Tolkien, The Witcher também possui sua miscigenação de raças espalhadas pelo continente. E como o continente está praticamente no poderio humano, essas raças são conhecidas como “não-humanos”, (são referidos assim qualquer de outra raça humanoide que não seja realmente humana... Obvio). Exemplos comuns são: Gnomos, Elfos, Anões, Dryads entre outros. 


Fato interessante aqui é como a obra trata de racismo de forma inteligente, os conceitos de preconceito que os humanos inconscientemente tendem a empregar, hostilizando os anões ou elfos são muito claros e demonstram como a sociedade é incompreensível. Pois é, você não leu errado, elfos aqui são criaturas hostilizadas que perderam suas terras para os humanos, não passam de seres esfarrapados andando sem rumo ou isolados nos subúrbios, vítimas de um ciclo de ódio que pode nunca acabar. 

                      Que diferença dos elfos limpinhos de Tolkien, huh?                     


        
Scoia'tael

Um grupo de não-humanos guerrilheiros que vivem nas florestas, conhecidos como "Esquilos" por seu estilo de vida em bosques. São necessariamente os revoltados pelo racismo que os atinge, principalmente no norte e lutam contra a discriminação, apesar dos métodos serem pouco ortodoxos.



Geralmente composto por elfos, não é incomum ver outras raças em seu bando, como anões ou halflings (seres ainda menores que anões).

Reinos


                       


Nilfgaard é o império humano mais poderoso da história, e logicamente o mais poderoso do continente, localizado na parte sul do mesmo, (diferente de várias obras onde temos o poderio capital vindo do norte). Aqui temos alguns reis que exercem autoridade sobre a área, mas nada comparado ao Imperador, o homem mais poderoso entre eles.

No norte temos um grupo de reinos localizado nas montanhas. Além dos seres humanos que dominam,  há um vasto número de não-humanos vivendo como uma espécie de cidadãos de segunda classe, e logicamente sendo bastante hostilizados. Pode-se dizer que é a área do continente mais “tensa”, com problemas sociais, guerras e afins. É parcialmente dominada pelos nilfgaardianos.

The Wild Hunt ( A Caçada Selvagem)



Muito comum em lendas da cultura europeia e retratada em The Witcher de forma semelhante. Um grupo de espectros, liderado pelo seu líder, o Rei da Wild Hunt. Cavalgando pelos céus com formas esqueléticas e obscuras, são considerados um presságio de desgraça e morte.

Responsáveis por grandes acontecimentos no enredo também, e é interessante que na obra, mesmo que alguns humanos considerem um conto de fadas, no fundo ainda a temem completamente.

Já as outras raças parecem ter alguma espécie de "rabo preso" com a Wild Hunt. Por exemplo, os elfos nunca comentam sobre isso e os anões parecem ignorar sua existência. As pessoas raptadas pela Caçada parecem entrar em outro plano astral, do qual as leis comuns do tempo não podem afeta-las.

Lei da Surpresa

Um costume tão antigo quanto a própria humanidade, é o preço que um homem que salva o outro pode exigir. É um pedido que nem o salvador nem o que foi salvo conhecem, até o homem salvo voltar para o seu lar. Geralmente o preço a pagar acaba sendo uma criança que nasceu enquanto o pai estava fora.

Os pedidos se baseiam em “A primeira coisa que vem cumprimenta-lo ao chegar”, ou “algo que você encontra em casa que não esperava”. É algo subjetivo, mas é um costume completamente comum no universo social de The Witcher, e representa uma mudança do destino considerável na obra.

Kaer Morhen 



Uma fortaleza antiga e quase inacessível, localizada nas montanhas e há algum tempo usada como local de treinamento e experiências com witchers. Anos atrás foi atacada por uma horda de fanáticos incitados por várias publicações difamatórias. E muito provavelmente com ajuda de magos (já que simples homens não conseguiriam) invadiram o forte e mataram quase todos os que lá residiam.

Apenas um sobreviveu. Pois é, witchers, por serem poderosos demais também causam medo, o que fortalece um certo preconceito dos humanos.


Personagens

Geralt de Rivia, um witcher conhecido pelo nome de Gwynbleidd, que significa Lobo Branco na língua ancestral élfica, (Elder Speech). É o protagonista da obra, e foi levado ainda criança para a escola de witchers, onde treinou e sobreviveu às mutações da transformação. Atingiu ótimos resultados físicos, o que o levou a mais perigosos “experimentos adicionais” do qual foi o único sobrevivente. Seus cabelos prateados sem nenhuma pigmentação são efeitos secundários dos processos, junto do aumento das suas já incríveis capacidades.


Ciri Fiona Elen Riannon é uma princesa de Cintra, cidade do norte conquistada por Nilfgaard. Eventos passados fizeram com que se envolvesse com Geralt, se tornando uma espécie de filha adotiva para o mesmo. Passou por treinamentos especiais e se transformou parcialmente em witcher, além de receber também treinamento mágico de suas mentoras.
Yennefer de Vengerberg, uma poderosa feiticeira. É apaixonada por Geralt e é correspondida da mesma forma. Ela é estéril como a maioria das feiticeiras e também foi uma  figura materna para Ciri, dando seu amor a ela e a treinando. É famosa por sua beleza e sempre se veste de preto.


Triss Merigold é uma poderosa e belíssima feiticeira, amiga de Yennefer e ama Geralt, por sinal passa os dois jogos praticamente cuidando dele. Foi quase uma "irmã mais velha" para Ciri, e em um momento impediu que ela tomasse hormônios nocivos (da transformação de witcher) que trariam impactos negativos a beleza feminina da mesma.


Vesemir, o mais velho e experiente witcher vivo, e uma figura paterna para Geralt e os outros witchers. É um grande guerreiro e possui um vasto conhecimento sobre monstros. Foi o único sobrevivente ao ataque de Kaer Morhen. (Geralt e outros poucos sobreviventes estavam fora nessa época, provavelmente em missão).
Dandelion, humano,  bardo e melhor amigo de Geralt. Com o passar dos anos ganhou muita fama por suas canções, inclusive a de "maior mulherengo do mundo". Escreveu suas memórias em suas viagens com Geralt, e em determinadas partes do segundo jogo, narra os acontecimentos do enredo.
Zoltan, um anão veterano da Segunda Guerra de Nilfgaard contra o norte e também amigo próximo de Geralt e Dadelion. Está presente em ambos os jogos e se faz útil para ajudar seus amigos e lutar contra o preconceito aos não-humanos.

Emhyr var Emreis, o imperador nilfgaardiano, comanda seu império com punhos de ferro e é um brilhante e inteligente líder.
É com certeza um dos personagens mais incríveis dessa série, e responsável por eventos no mínimo impressionantes.
Ele é dublado por Charles Dance no terceiro jogo, e essa foi uma decisão mais que FENOMENAL.







Enredo


Como você já deve saber, a série possui dois games, Witcher 1 e Witcher 2, cada um se foca especificamente em um conjunto de acontecimentos, e juntos levam ao terceiro jogo. Mas há um certo detalhe que devo explicar aqui. Apesar do terceiro jogo abordar sobre coisas do primeiro e segundo, todo o entendimento irá depender do que antecede todos eles. Digo, uma espécie de “Witcher 0” como costumo falar. “E o que diabos é isso?”, você pergunta.

É o conteúdo que brevemente aparece em flashbacks nos jogos e que esta em peso nos livros, apesar de existir algumas diferenças entre eles e os jogos. Os livros são INCRÍVEIS e vocês devem ler! Espero que The Witcher provoque um grande sucesso e finalmente todos sejam lançados aqui, porque realmente são muito bons. Enfim, como boa parte dos ansiosos por TW3 não estão muito familiarizados com o enredo, irei tentar montar os eventos sobre o mesmo nesse enorme artigo, sob minha perspectiva, claro.

"The Witcher 0 e seus segredos"

Geralt é um incrível witcher que vaga pelo mundo em busca de missões. Caçar monstros, desfazer maldições, assassinatos etc, coisas do ramo. Consequentemente conhecendo e se envolvendo com inúmeros personagens. Apesar de não acreditar no destino, Geralt acaba se metendo em uma “tramoia” bem interessante ao longo de suas missões e viagens.


Em determinadas parte do enredo, Geralt acaba por salvar Duny, o pai da Ciri. Com isso, o witcher teve o direito de pedir o seu “prêmio” (lei da surpresa), que por ventura acabou sendo a filha do mesmo, nessa época ainda na barriga de sua mãe, Pavetta, uma princesa de Cintra. Geralt foi embora prometendo voltar depois de uns anos para leva-la à Kaer Morhen.

Enquanto Ciri ainda era um bebê, seus pais foram vítimas de uma grande tempestade no mar e dados como mortos. Então ela passou sua juventude em Cintra (uma cidade do reino do norte) e nas ilhas Skellige, (um arquipélago local) sob o cuidado de sua avó, a rainha. Ela acaba por se perder numa floresta e quase é tomada pelas Dryads, uma raça humanoide que vive em florestas, onde todas são fêmeas, uma espécie de ninfas.

Nesses eventos ela conhece Geralt, por um acaso, e inesperadamente recebe o direito de escolha do seu próprio destino pela rainha das Dryads, em ir com o witcher ou ficar entre elas... Ela escolhe ir com o Geralt.



Ele a deixa com um druida que trabalhava diretamente para a rainha (avó de Ciri e mãe de Pavetta) de Cintra, segura. E parte para uma guerra que se ocasionou na cidade, uma das ultimas batalhas da “Primeira Guerra de Nilfgaard” contra o norte. Nessa invasão, Ciri acabou sendo sequestrada por um cavaleiro nilfgaardiano, mas conseguiu escapar e vagou sem rumo pelas localidades até ser adotada por uma família de um comerciante.

Sim, vida agitada dessa menina.

Por coicidência ou destino, Geralt também tinha sido ajudado por esse comerciante e vejam só, eles se encontram de novo! Dessa vez, Geralt  leva Ciri para Kaer Morhen, sob a supervisão de Triss para treinar e acaba por se transformar parcialmente em witcher. Logo após, também começa seu treinamento de feitiços com Yannefer.

Yennefer leva Ciri à uma conferência de magos, e é nesse momento que o mesmo homem que tentou captura-la da ultima vez volta em busca de cumprir sua missão. Ela acaba por entrar num portal instável sumindo e indo parar em um local totalmente diferente, escapando mais uma vez. ("Hey, portais funcionam assim seu pedaço de fogo que escreve, não nos explique o óbvio!")

De agora em diante Ciri está por si só no mundo, e muitos eventos acontecem na vida agitada dessa moça.




É nessa época que o imperador Emhyr var Emreis assume o império e tenta a conquista do norte. Começa por Cintra, uma poderosa cidade nortenha localizada próxima ao sul que é dominada pelo imperador na Primeira Guerra Nilfgaardiana Contra o Norte.  Na Segunda Guerra, Cintra se torna um estado “independente”, mas ainda comandado por Emhyr, que acaba por se casar com Cirilla.

“Mas quem diabos é Cirilla?” Você me pergunta.

Cirilla é uma "fake" de Ciri, a princesa de Cintra que sumiu e foi substituída por uma garota que se parecia demais com ela. O imperador logo notou que não era a verdadeira, mas casou mesmo assim para manter o domínio, todos os nilfgaardianos acharam que era Ciri e ele a manteve como imperatriz, consequentemente se nutrindo "amor" por Cirilla.

Também continuou em busca da real Ciri, e com seus insanos planos de conquista de território, em segredo.


Após os acontecimentos da ultima grande guerra, A Wild Hunt veio e raptou Yennefer, que acaba sendo salva por Geralt, que oferece sua alma em troca da mesma, seu paradeiro é desconhecido desde então. Geralt passou um tempo com a Wild Hunt até finalmente conseguir escapar.

Cinco anos depois da grande guerra, os reinos do norte ainda sofrem. A miséria assola, as brigas raciais são cada vez maiores e o mundo esta em crise, apodrecendo (principalmente no norte). As pessoas clamam por um herói, alguém que viria para tirar o desespero daqueles que sofriam, eles o chamavam de “A Espada do Destino”.

Geralt é encontrado perto de Kaer Morhen ferido e sem memória enquanto os boatos sobre a Wild Hunt tomam mais força. Geralt se recupera de suas feridas com a ajuda de Triss, mas não suas memórias. Logo a calmaria se cessa, e Kaer Morhen é novamente invadido. Os poucos witchers que sobraram tentam revidar os bandidos, que mesmo repelidos conseguem seu objetivo: os segredos seculares das mutações dos witchers. 

"Witcher 1, Apresentando o universo"



O jogo começa com uma cena em CG, narrando o primeiro conto ("Witcher 0") do primeiro livro da série. Geralt em um confronto com a terrível Striga, um ser monstruoso amaldiçoado por seu nascimento “pecaminoso”. Ou será que há um responsável pela maldição?

Uma batalha mais emocionante no livro que no jogo, mas que não deixa de mostrar sua qualidade.

Apesar da introdução com a Striga ser de extrema importância para a continuação de todo o enredo, logo o jogo resume ao que se passou recentemente. A guerra, a perda de memória de Geralt e os segredos dos witchers roubados de Kaer Morhen. É então que a busca começa, os witchers restantes saem atrás dos culpados e de recuperar o que foi perdido.




Os responsáveis pelo jogo são os poloneses da CD Project Red, uma ótima e respeitosa empresa que se baseou na série de livros de Andrzej Spakowski, também polonês e o autor desse universo genial. O jogo foi lançado em 2007, logo não espere gráficos incríveis como Witcher 2 ou 3, apesar que pra época, e pro gênero, eram pertinentes. É um jogo de escolhas, que não necessariamente devem ser divididas em “boas ou ruins”, você quem decide isso, cada uma possui seu peso e consequência.

Graças a esse sistema de gameplay, existe certas mudanças entre o enredo dos livros, mas nada, talvez, muito significativo no conjunto final. A perda de memória de Geralt aqui, é usada como uma ferramenta para nos apresentar o universo. Com ele reaprendendo e relembrando tudo, nós aprendemos com ele e somos introduzidos aos acontecimentos.

No processo, Geralt lentamente vai recuperando suas memórias e acaba por achar os responsáveis em suas investigações em Vizima, uma cidade nortenha, onde rei Foltest comanda, apesar de ausente no momento. Essa era uma guilda brutal chamada Salamandra que se envolve em atitudes criminosas.

Na perseguição dos líderes da Salamandra, Geralt acaba por se envolver em uma confusão social em um pântano perto de Vizima.



The Order of Flaming Roses (A Ordem da Rosa Flamejante) grupo militar que protege Temerian, um dos reinos nortenhos mais poderosos (Vizima é sua capital) entra em conflito com os Scoai’tael.

Nesse momento Geralt se encontra com os responsáveis pelo roubo dos segredos dos witchers. O Professor e Azer Javed, um mago extremamente poderoso que surpreende e derrota Geralt, o deixando a mercê de monstros no pântano.

Triss consegue salvar Geralt, e o apresenta a pessoas influentes para que esse rapaz consiga algum trabalho e não vire um mendigão witcher e também para que ganhe aliados na sua busca por Salamandra. Com Foltest fora, A Ordem das Rosas Flamejantes está deixando o ambiente cada vez mais tenso com suas atitudes violentas contra os não-humanos.

Nesses momentos, o jogo nos apresenta muitas escolhas que definem o andamento do enredo, e é muito conteúdo relativo que você só vai saber se jogar o jogo!

Resumindo, Geralt começa a enfrentar a Salamandra, e no processo acha e mata o Professor. Posteriormente achando Azer Javad também, mas dessa vez estava preparado... E o mata também.


Ainda assim, os segredos não estavam com nenhum dos dois e sim com Jacques Aldersberg, o grão mestre da Ordem das Rosas Flamejantes, com um passado não muito conhecido. (que não é dos melhores).

A situação em Vizima finalmente explode, os não-humanos começam uma guerra, provocados pelos cavaleiros da Ordem, exatamente o que Jacques queria. Ele responde a rebelião com seus soldados mutantes, graças ao segredos roubados dos witchers, uma tremenda confusão se dissemina na cidade, o plano dele era justamente roubar o trono do rei.

Então Foltest volta com seu exército. Sabendo o responsável, o rei manda Geralt à procura de Jacques, o usurpador manipulador sem escrúpulos Grão mestre da Ordem.



Geralt, em sua busca confronta-o. O tão temido “monstro humano” mostra o outro lado da história.

Em uma visão Jacques viu que o mundo todo seria envolvido em uma nevasca que destruiria tudo que nele vive, independente de qualquer raça. Seu plano era fazer com que as pessoas sobrevivessem devido suas mutações, que ele planejava gerar. Geralt rejeita essa visão do maníaco Jacques e perfura o seu coração,

Porque sua visão não era nada mais que o pesadelo de um homem louco.

... Será?


Galera da CD Project lançou um vídeo que resume basicamente os acontecimentos do primeiro jogo, claro, não é pra quem não jogou, é pra dar um "recap" pra quem jogou, o vídeo é atropelado e bastante sucinto, você pode usar esse artigo como "apoio", se quiser.


Bom, foi o que Geralt pensou, e nunca seria seguro tais segredos com um lunático desses, realmente.
Geralt recupera os segredos e Vizima declara Geralt um herói, o que fortalece ainda mais a relação com Foltest.

No jogo, o embate de Geralt contra a Striga mais uma vez acontece,  aqui, fica ao critério do jogador o que fazer, graças ao fator "gameplay" que nos dá o direito de escolha.




A Striga é a filha bastarda do rei foltest, fruto do relacionamento incestuoso com a própria irmã, que morreu no parto. Apesar de ser bastarda e um monstro amaldiçoado, Foltest não a "abandonou", assim como também não abandonou outros de seus bastardos, uma atitude nobre, apesar de todo o contexto.

“Mas a vida não é um conto de fadas, uma história termina, outra começa.”

Nos eventos finais do primeiro jogo, Foltest é atacado por um homem encapuzado, pro azar dele, Geralt estava perto e os dois começam a lutar. Geralt o surpreende e consegue vencer, matando-o no processo. É então que Geralt tira o capuz e reconhece os olhos do homem... Era uma witcher.


"Witcher 2 Os Assassinos de Reis"




Mais uma vez o jogo começa com uma CG, dessa vez, com gráficos bem mais impressionantes. Um witcher do tamanho de uma geladeira invade um navio sem ser percebido, surpreende os guardas e degola o desesperado rei que lá estava.

Importante ressaltar que com a segunda parte da trama os desenvolvedores tiveram mais liberdade para manusear os fatos do enredo, adicionando bem mais coisas que não estão no livro, in game, o que não deve ser considerado algo ruim, de forma alguma, afinal, personagens ótimos foram acrescentados. Sem falar da modelagem deles que melhoraram DEMAIS.


                                       

O jogo começa com Geralt confuso, semi despido em meio a floresta até ser capturado por soldados de Temeria. Na sua prisão, após ser bastante torturado, tem um encontro com Roche, um personagem importantíssimo.

Ele começa a interroga-lo, afinal, Geralt está sendo culpado de ter matado o rei, Foltest. As respostas ao interrogatório são contadas em flashbacks, que além de explicar os eventos seguidos diretamente do primeiro jogo, servem como introdução ao gameplay.

E que bela forma de introdução....

Vamos aos fatos, Faltest se relaciona com uma baronesa chamada Louisa La Valette, que por sinal, é casada. Logo, rumores surgem que os filhos da baronesa não são resultado do relacionamento com seu marido, o velho barão La Velette.

O rei está envolvido em uma batalha com tropas rebeldes leais aos La Valette. Geralt, após os acontecimentos do primeiro jogo se torna guarda costas pessoal de Foltest, apesar de ter decidido viver uma vida tranquila em outro local, diz que essa seria a ultima missão ao lado do rei. E bem, Triss é a feiticeira conselheira do rei, logo eles estão juntos nessa.

(Geralt ainda está com suas memórias confusas, e por isso nem tudo que pensa agora é relevante.)

Foltest quer pegar a todo custo os seus filhos, e o conflito se instaura. As crianças estão acima de um monastério, na cidadela, do qual o exercito do rei invade, junto com Geralt que consegue chegar mesmo com as defesas rebeldes do local. (E UM DRANGÃO QUE APARECEU "DO NADA".)

Foltest logo em seguida aparece, e finalmente chega até suas crianças. Seus filhos estão sendo cuidados por um “monge cego”, aparentemente livre de suspeitas.


É por um rápido momento de descuido de todos que o "monge" age. Revela ser o "witcher geladeira" da intro do jogo, que rapidamente corta a garganta de Foltest e pula pela janela, não deixando nem que Geralt tenha tempo de reagir. Os soldados do rei chegam e veem a cena.

Geralt em pé e o rei morto no chão.


É, Geralt... não tem muito o que fazer aí, hein...?

E então voltamos para o presente, onde Geralt conversa com Roche, o líder dos Listras Azuis, uma milícia especial de Temeria. Geralt conta o que houve e que viu alguns Scoia-tael ajudando o "Geladeira". Promete ir atrás do regicida e limpar seu nome, então Roche, que quer o mesmo, o ajuda a fugir.

Witcher 2 oficialmente começa, e Geralt ainda sofrendo com alguns problemas de memória (fator de introdução) parte em busca do seu objetivo. Ele reencontra sua amiga "especial", Triss, e vai para Flotsan, uma pequena cidade comandada por Loredo, localizada próxima aos domínios Scoia-tael.

Mais uma vez, Geralt está em um conflito entre humanos e Scoia-tael, algo comum nesses tempos. Somos apresentados a um novo personagem com um background incrível, Iorveth, o comandante deles. Ele e Roche são os principais divisores no quesito “escolhas que mudam o gameplay” e tendem a mudar os acontecimentos do game consideravelmente.

O segundo jogo é bem menos linear que o primeiro, e tem vários finais e formas de chegar a ele. Também é bem mais “político”, envolvendo vários reinos nortenhos e seus conflitos.

Chegando lá, Geralt encontra seus dois amigos, Zoltan e Dandelion, (e o desagradável fdp do Loredo). Nos eventos que se soltam no decorrer do jogo, Triss busca um encanto para fazer com que a memória de Geralt volte rapidamente, mas antes de prepara-la, acaba sendo sequestrada por Letho, o witcher regicida do tamanho de uma geladeira que já conhecemos! Nesse momento você tem a escolha de usar a ajuda de Roche ou Iorveth na busca contra o regicida.

Se for sua primeira vez jogando, o aconselho a seguir Roche. Por sinal, é minha favorita.

Independente da escolha, Geralt parte para Aerdin, exatamente numa época de conflito entre as tropas do Rei Henselt e a cidade de Vergen, (mais um conflito de reinos do norte) uma cidade originalmente de anões, mas com vários não-humanos e sua líder, Saskia, A Matadora de Dragões.



O conflito ativa uma maldição de uma bruxa já morta que envolve todos em questão, uma névoa mortal com vários perigos.


Apesar de Geralt encontrar pistas de Triss, ele ainda não consegue acha-la, e tem que continuar sua procura.

                                        

É um pouco complicado falar dos eventos desse jogo, já que existem várias possibilidades e caminhos, e eu não quero ter o direito de escolher um e deixa-lo como “o certo”, logo, irei me ater apenas aos detalhes imutáveis, assim como fiz com Witcher 1, e caso queira saber exatamente o que acontece... (e acontece coisa pra caralho!)

VÁ JOGA-LOS. 

Enquanto o jogo continua, Geralt começa a lembrar do seu passado. De já ter conhecido Letho em suas aventuras, de Yennefer e da captura da Wild Hunt. Enfim, Geralt vai parar em Loc Muinne, cidade dominada por nilfgaardianos, seguindo as pistas do paradeiro de Triss.


Essa é a parte final, os acontecimentos aqui serão definidos por suas escolhas durante o jogo. A luta com o dragão acontece (e você escolhe se o deixa vivo ou não), Geralt consegue recuperar Triss, suas memórias e parar os planos das feiticeiras que tanto manipularam as atitudes dos reis no norte.


Você também entra num embate com Letho, um witcher que conhece parte do passado de Geralt. Ele, revela que apenas usou Triss para teletransportar e que só a deixou viva porque no passado Geralt o salvou da morte certa, foi um "pagamento" pelo favor.


Revela pistas do paradeiro de Yennefer, e também que há alguém MUITO poderoso por trás dos witchers regicidas, (aquele do final do primeiro jogo também) e que fez isso para reestruturar sua escola witcher, Víbora (Viper School). Fica ao critério do jogador se Geralt o enfrenta e o mata ou o deixa ir embora.


Independente da sua escolha, o final geral se resume ao conflito entre os reinos tomando novas proporções.




Dá pra ver que há diferenças entre ambos os jogos, enquanto o primeiro jogo foca-se nos contos e em algo mais pessoal sobre Geralt, o outro concentra-se em temas mais políticos sobre o continente e conspirações, que é algo muito interessante também. Fica ao seu critério decidir o melhor, mas também fica claro que ambos tratam de narrativas diferentes e se completam, no final.

The Witcher 3



Já deu pra sacar o quão grande TW3 vai ser, e não falo só do fator gameplay. O enredo com certeza será incrível, e vai tratar tudo que me fascina da obra, os contos, o mundo, o conflito dos impérios e os conflitos entre os personagens. Todos estão em busca de Ciri, a Wild Hunt, o Imperador, e até Geralt e seus companheiros, cada um com um objetivo diferente. Ela é a "Espada do Destino", e carrega consigo algo de extrema importância, que não irei falar, claro.

Estou bastante feliz que ela será uma character jogável também.

Sem falar que teremos mais detalhes sobre a Wild Hunt!



Se aprofundem mais no universo de The Witcher e esperem bem mais que um jogo com gráficos e jogabilidade impressionantes, podem ter certeza!

Triss Yennefer e Geralt



Em todos os jogos, a única mulher em questão definida como "amor" de Geralt foi Triss Merigold, mas claro, pelas razões cronologicas em que os jogos se passam, Yennefer realmente não está com Geralt. Ora, isso poderia ter sido resolvido com flashbacks ou qualquer outro modo de por Yennefer no enredo, mas não aconteceu. No segundo jogo até que tentaram, mas sinceramente, não foi algo muito funcional.

Pois é, a maravilhosa Triss Merigold não é o amor de Geralt, e sim Yennefer.

Fato curioso sobre as feiticeiras, e mais precisamente sobre Yennefer: ela não era essa linda morena no passado, seu corpo era totalmente diferente, e indícios mostram até que era corcunda. Geralt percebe por uma leve curvatura de sua coluna e ombros, mas claro, não liga. Sim, feiticeiras manipulam seu corpo com magia, o que explicaria o porquê de toda sua beleza. O jogo talvez conte com a opção de escolher Triss, entre ambas, já que é a personagem que todos os que jogaram se afeiçoaram, mas isso é uma questão totalmente irrelevante que estou divagando agora...

Porque eu realmente adoro essa personagem!



Considerações finais

The Witcher é uma obra intensa e trata de vários temas pesados. Racismo, violência e crueldade humana. E a própria duvida em instaurar o conceito de monstros na realidade, já que humanos também entram nesse quesito. Mas também trata de uma filosofia incrível e inspiradora, e devo tratar disso no meu próximo artigo sobre essa série, que deve sair dia MIL. Pra vocês que já conhecem The Witcher, meus parabéns, e pra vocês aí com preguiça de jogar os jogos, ou ler os livros, NÃO SABEM O QUE ESTÃO PERDENDO, vão logo ou vou mandar o Geralt morder o dedo de vocês. 



Sim, vocês podem pegar The Witcher 3 e entender os acontecimentos só com esse artigo... Podem sim, mas não será NADA comparado se vocês realmente se aprofundarem nas obras, isso eu garanto! 

Enfim, criei esse artigo primeiramente por ser um grande fã, e também porque aqui no brasil não tem nada relevante sobre The Witcher (e em outros cantos gringos também, putz, é difícil, exceto pela Wikia, que é ótima), o que deverá mudar depois do lançamento do terceiro game, HYPE TRAIN!

Bem, Pesquisei bastante e usei meus conhecimentos que adquiri jogando e lendo os livros também. E bem... Esse deve ser o primeiro artigo abordando essa série DESSA FORMA aqui no brasil, coisa que deverá mudar perto do lançamento do jogo. Com certeza deverá mudar...

Enfim, espero que tenham curtido.

Até o dia MIL pra vocês!

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