Sandman e as areias do sonhar


Não me considero um grande fã de HQs, na verdade, minha vibe de leitura é justamente outra... Independente disso tenho Sandman como uma das melhores experiências de leitura de toda minha vida, apesar de ser diferente do que estou acostumado. Um grande exemplo da capacidade e a sensibilidade que uma "simples" revista em quadrinhos pode expor para seu leitor.

É bom entender basicamente do que Sandman tende a tratar, e quando falo "basicamente", é BASICAMENTE MESMO, afinal, é uma HQ que trata de uma complexidade tremenda, o que o torna quase impossível de entender completamente, se você não se ater realmente a todos os detalhes.
Um entendimento que aguça sua sensibilidade e a concepção dos elementos que compõe o universo real e imaginário, que se entrelaçam em sua mente enquanto você recebe as mensagens do mundo fictício da mente do próprio autor — olha só que insano... Até já me perdi... Bom, quero explicar um pouco dos conceitos desse universo e mostrar minha visão também. Quem sabe, fazer com que vocês que ainda não conhecem venham a conhecer, como é de praxe, spoilers leves a espreita, estejam avisados!

Enfim, comecemos de uma vez.

Sandman, o início e as inspirações



Sandman ou João Pestana, em Portugal e no Brasil, é a entidade do sono. Em outras palavras, a emanação personificada da ideia do sono que se originou no folclore europeu e se disseminou pelo mundo.  É o ser que chega silenciosamente em nossos quartos e nos faz dormir, jogando areias nos nossos olhos para que tenhamos sonhos no processo.


E foi nele que o primeiro Sandman da DC Comics foi inspirado, isso lá em meados de 1940, na era de ouro da DC. Era um homem normal mascarado que usava um sobretudo, chapéu, máscara de gás e uma arma que disparava gases soníferos. Okay, era bem legal isso aí. Como a entidade folclórica que é bem mais difundida nos EUA que aqui no Brasil, usava suas táticas pra botar o povo pra dormir, no caso aqui combatia os criminosos na cidade.

Foi então que, em uma era onde esse herói já estava esquecido nas profundezas da DC, Neil Gaiman, um jovem escritor e grande conhecedor do mundo antigo da editora, resolve criar um personagem diferente inspirado inicialmente pelos citados acima, e em 1988 reformula um novo Sandman, mudando completamente o universo da DC Comics de uma forma mais que fenomenal.


Gaiman também foi bastante inspirado pela moda da época, e com certeza era um grande apreciador de new-wave e postpunk, dá pra ver que as aparências dos seus personagens são baseadas nas tendências dessa era, The Cure, Duran Duran, artistas da época e seus visuais, é bem fácil notar as similaridades.

Conceitos do universo multiverso

Como eu já disse antes, Neil, em Sandman, transmutou todo o universo da DC comics, adicionando ainda mais conceitos para a criação do multiverso da mesma. Ele criou e recriou concepções sobre as dimensões e todos os personagens dos inúmeros universos ficcionais da editora, algo no mínimo formidável, consequentemente se unindo às ideias sensacionais de Grant Morrison, que apesar de não gostar, devo reconhecer a genialidade do infeliz.


O próprio entendimento de tudo que é Sandman é bastante subjetivo, tentarei mostrar alguns dos conceitos aqui e explicar no processo, começando por um dos meus favoritos: Os Perpétuos: que são nada mais, nada menos que as personificações das ideias que regem a realidade de TODOS os multiversos. Como toda ideia personificada, eles tem suas personalidades difundidas pela visão do autor/criador, um ponto de vista pra cada.

Eles habitam e governam um mundo ou reino próprio, dos quais moldam como bem entendem, cada um com sua própria simbologia. Eles não são deuses, são existências bem mais complexas que definem o equilíbrio do próprio existir. Algo fascinante por si só, e no momento em que você esta imerso na obra, é ainda mais interessante vê-los interagindo entre si ou com o próprio universo e todos os seus elementos.

Vamos à eles:

Destino:


O irmão mais velho dos perpétuos, e a personificação da ideia que antecede tudo e todos, a força inalterável que dita o que acontece e vai acontecer durante a existência daquilo que chamamos de realidade, e até daquilo que não está nela. Sua personificação é a de um homem aparentemente mais maduro, talvez cego e acorrentado a um livro, livro esse que contém o destino de TUDO que existe registrado até o fim, até quando nada mais existir.


Pois é, tudo que você pensou, pensa e pensará em fazer, fez, faz e fará, está nesse livro. Apesar de não demonstrar uma personalidade bem difundida como seus irmãos, na minha visão, ele é justamente a demostração do ponto de vista sobre o que é o destino, algo centrado e certo em suas decisões e formas de pensar, e consequentemente, formas agir. 


Morte:


É a segunda irmã mais velha entre os perpétuos, e personifica a coisa mais natural e normal pra tudo aquilo que "vive": a morte. E é justamente isso que a define, a normalidade! Bem, deixe me explicar. A personificação de uma das forças mais definitivas da existência é apenas uma adolescente que se veste de forma comum.

E o que isso representa? É só a forma de expor a ideia de algo tão ordinário, que é a morte, geralmente mostrada como uma criatura medonha que representa tudo aquilo que nos dá medo e nos ceifa sem pestanejar para o submundo de foma forçada, em outras personificações por aí. Algo que faz a morte parecer algo terrível e anormal.

Mas aqui, não. Aqui ela é só uma entidade, que apesar de ser algo tão intangível, age de forma comum, como um guia que nos encaminha por essa etapa tão natural e definitiva de tudo aquilo que vive, que é morrer — genial, huh?


Outra forma de identificar essa ideia é notando os balões de fala dos perpétuos, ou até de outras criaturas extraordinárias que aqui existem. Cada um possui seu próprio balão estilizado que identifica sua forma “diferente” de falar, por exemplo, Morpheus possui um balão escuro com letras brancas, que me remete a ideia de uma fala profunda com um tom melancólico... Ou o balão de fala da Delírio, que se mostra uma bagunça de cores e formas, expressando basicamente a natureza da mesma, que tende a ser um caos. Bem, ok, e o balão da morte? É só um balão comum, exatamente igual ao de todas as pessoas normais que falam na obra. 




Outra coisa interessante: Morte age como uma irmã mais velha para o seu "confuso" e melancólico irmão mais novo, Sonho, que tende a complicar certas coisas simples, algo da personalidade do mesmo. Ela é despojada, e tem a visão do universo mais simples e coesa que já vi num personagem em toda minha vida, é de fato cativante.

Ela é madura e vê tudo que nós vemos de forma complicada, de uma forma simples, creio que é a mensagem para pararmos de complicar tanto tudo, e vermos as coisas com mais naturalidade e simplicidade, ou só a forma de Gaiman expressar o nível diferente de nós, simples humanos em comparação à uma criatura incrível como essa.

"Quando a primeira coisa viva existiu, eu estava lá, esperando".
Essa visão da Morte criada por ele é tão famosa e absoluta que acabou se tornando oficial até em universos de editoras diferentes, por exemplo.

o n h o:


Desde que a primeira existência capaz de raciocinar surgiu e idealizou algo em sua existência, Sonho nasceu, também conhecido como Morpheus, entre vários nomes. Ele governa o sonhar, o mundo dos sonhos onde todos damos uma volta quando dormimos ou quando idealizamos algo, enfim. Morpheus, assim como seus dois irmãos mais velhos, é bem centrado em seus deveres de existência.Demonstra ser uma criatura com grande sabedoria, apesar de ainda estar em "aprendizado", em auto conhecimento, o que acaba por mudar suas opiniões e formas de enxergar tudo que existe durante a obra. Um personagem que te faz refletir e se apegar, por seus traços existenciais semelhantes aos nossos.


Graças à essas desavenças emocionais, ele acaba levando altos puxões de orelha da sua irmã mais velha, a morte, o que é algo admirável de se ver, engraçado também, e que nos é palpável, afinal, ver dois seres que existem desde uma época impossível de se definir, agindo como dois irmãos normais é muito interessante e tangível, ou só eu que acho isso?

Geralmente usa uma grande e longa peça de tecido, é alto pálido e esguio, "se veste com a noite", apesar de inicialmente ter todo os seus utensílios inspirados no primeiro Sandman.


Morpheus é o protagonista da obra, e  se envolve em muitas tramoias durante suas interações com as dimensões que formam o universo e o multiverso da DC.
e s t r u i ç ã o:


Bem diferente do visual dark que seus irmãos possuem, é o perpétuo que largou seu dever de existência e foi curtir a sua própria, como indivíduo "normal" pelas dimensões, algo que considero completamente foda, causando vários conflitos com seus irmãos e por consequência se afastando deles. É fascinado por tarefas criativas, mas demonstra pouco talento para tal, algo a se discutir mais na frente.


Ele é responsável por vários dos melhores plots de toda a HQ, e questiona diretamente as responsabilidades de seus irmãos, o que nos faz refletir sobre as personificações e as funções das quais exercem.

"Nós somos ecos das trevas e nada mais. Não temos direito de brincar com a vida deles, ordenar seus sonhos e desejos. Até mesmo nossas existências são breves e limitadas. Nenhum de nós vai durar mais que esta versão do universo" –  Destruição, sobre os Perpétuos.

Desejo:

Desejo é um ser andrógino, sem gênero definido, assim crendo eu, aparecendo para o observador conforme este desejar, mulher ou homem. Tem uma certa rivalidade com o Sonho, o que o torna, em certas vezes um antagonista na obra.

É o irmão gêmeo, porém mais velho, de Desespero. É um dos mais jovens perpétuos, e por sua personalidade, tende a brincar com aqueles que o anseiam, como os humanos, mas isso serve pra qualquer criatura.

Capa do album Rio - Duran Duran
Interessante a ligação que Gaiman faz entre os perpétuos. Desejo vendo o Sonho como rival, e tendo o Desespero como sua irmã gêmea, é algo no mínimo "profundo". Dos sonhos nasce o desejo, do desejo se idealizam os sonhos, o desejo gera um sentimento de "querer, almejar" que enquanto não se cessa, nos frusta, nos desespera.

Desespero:


Sim, essa é a irmã gêmea de Desejo, apesar da aparência... Ela é velha, nua e gorda, de cabelo embaraçado que constantemente se fere com um gancho acoplado em seu anel. Apesar de ajudar Desejo em suas tramoias contra seus irmãos, demonstra um imenso carinho por eles. Seu mundo é composto por espelhos, dos quais observa o desespero de todos, sua voz não vai além de um sussurro, mas todos que a ouvem vivenciam... O desespero.



Delírio:



A irmã mais nova dos perpétuos, uma vez já foi Deleite, mas ninguém sabe o por quê de sua mudança, isso nunca fica totalmente claro na obra. "Ela cheira a suor, vinho azedo, noites tardias e couro velho." É frustada por ser mais velha que todas as estrelas,  mas ainda assim a mais nova dos perpétuos. Delírio sempre muda de aparência, apesar de todas se resumirem em uma garota jovem e magra.

Como todo perpétuo, possui seu próprio reino, (com uma ideia incrível por sinal) do qual todos que adentram não conseguem bem definir o que viram ou que acontece. Seus olhos de cores diferentes enxergam o mundo de uma forma única que apenas ela conhece.


É fácil adquirir um certo carinho por delírio durante a HQ, é com certeza uma das minhas personagens favoritas.

Olha que fofura dessa moça

Perpétuos e suas dualidades

É importante ressaltar que apesar das características usuais dos irmãos perpétuos, eles possuem diferenças para cada observador de sua personificação, de gatos à humanos, de aliens à deuses, cada um com sua forma pessoal de enxerga-los, apesar das características terem suas similaridades. 

As formas de Morpheus em vários pontos de vista de um observador

Pra terminar de falar dos perpétuos, quero falar de suas respectivas ideias de dualidade, algo que Gaiman projetou de forma BEM mais discreta, talvez nem consciente, mas que em minha opinião, está bem sintetizada na trama. Os perpétuos tendem a assumir os conceitos opostos daquilo que eles assumem, algo que talvez nem eles percebam. Por exemplo: O fato de Morpheus ter mudado totalmente a REALIDADE apenas porque uma raça inteira sonhou em conjunto almejando a mudança.



Em outras palavras, Morpheus tem o poder não só de moldar os sonhos, como também a própria realidade. O fato da Morte além de guiar aqueles que morrem, também guiar aqueles que começam a viver, Destruição, mudando sua natureza e se focando em criar coisas, algo que vai totalmente contra a ideia dele mesmo, (apesar que pode ser entendido como uma atitude de se rebelar contra sua natureza de existência também). Desejo que demonstra frieza e desapego, e em alguns momentos ódio. Desespero, apesar de mostrar saudade do seu irmão, Destruição, também mostra esperança de reencontra-lo, e Delírio, mesmo em seus devaneios de raciocínio , mostra uma visão extremamente sana sobre as atitudes do seus irmãos e da natureza do universo.

Os mundos 

Sandman abrange o multiverso da DC comics, e se querem uma ideia do quão grande isto é, existe um artigo AQUI tratando exclusivamente disso, logo dezenas de dimensões, raças, deuses e mais outras centenas de seres fazem ponta aqui. Inferno, Céu, Asgard, Olimpo e suas respectivas criaturas são só exemplos extremamente básicos das dimensões e mundos que Sandman tende a tratar.


O sonhar

O mundo dos sonhos é com certeza o mais bem aproveitado dos mundos em Sandman, o que é lógico até, vendo quem é o protagonista. E nesse mundo existem conceitos fantásticos! Como vocês devem saber, o mundo dos sonhos é um local onde a mente de todas as criaturas com tal capacidade estão conectadas, um reino mais que imenso que está em constante mudança, que possui inúmeras realidades, provavelmente bilhões de vezes maiores que todo o multiverso da DC.

É composto por "lugares conscientes e inconscientes", entidades não necessariamente geradas no sonhar, personificações de pesadelos, todos trabalhando para manter a ordem, (tá, nem sempre) desse mundo cheio de locais tão imensuráveis. Um desses locais, do qual gosto muito, é a biblioteca que abriga um número infinito de livros, nos quais se resumem histórias e ideias que nunca foram escritas no mundo real.


Outra ideia fantástica é o que o mundo dos sonhos é capaz de criar. Já pararam pra pensar como nascem as personificações de ideias? As divindades são um belo exemplo de personificações famosas, e nascem desse local, nascem das mentes criativas, dos sonhos, dos devaneios, da inspiração, e apenas cumprem o seu papel assim como foram imaginadas. Mais uma ideia da dualidade e da moldagem da "realidade" que o sonho consegue prover, e que Gaiman sintetiza mais uma vez, de forma excelente.

Enredo




A história começa quando uma ceita arquiteta um plano mais que imbecil ambicioso, eles desejam capturar a essência da Morte, ignorantes do quão perigoso isso seria pra TODA A PORRA DO UNIVERSO. Bom, pra sorte deles, ou não, eles acabaram capturando o irmão mais novo dela, Sonho (Morpheus). O que acarretou muitas consequências também, apesar de serem bem menores do que imagino se eles realmente tivessem capturado a Morte.

Enfim, depois de décadas aprisionado, Morpheus se liberta, se vinga e vai atrás dos seus pertences roubados, vagando pelas dimensões, e assim começa o primeiro arco da HQ, e um dos meus favoritos.

Agora, na moral, como simples humanos conseguiram capturar um ser desses?! Mas o que a foda? Seja lá a macumba que fizeram, já merecem respeito por isso, mesmo com a ignorância das consequências...


Nas viagens pelas dimensões, nos são mostrados brevemente vários personagens, muitos já do universo da DC conhecidos da galera, como John Constantine, Superman, Marciano ou até Lúcifer, um personagem com inúmeras versões no universo, mais especificamente da Vertigo, apesar de com Neil Gaiman ter tido provavelmente sua forma mais famosa (e foda, creio eu).


Outros, personagens novos, muitos deles sensacionais dos qual guardo e guardarei imenso carinho sempre. Em todos os arcos temos historias incríveis, algumas da qual vemos o mundo pela ótica de outros, simples humanos vivendo sua vida na terra e seus problemas, tendo Morpheus apenas como uma força existente fora e dentro da realidade deles.

Mattew > all
A narrativa, apesar de fragmentada une todas as pontas soltas que deixa durante todos os arcos. Sim, é importante ressaltar que a leitura de Sandman, como de muitas outras HQs, muitas da Vertigo, não é sequencial, em outras palavras, totalmente não linear. O que pra muitos pode ser confuso pela falta de costume, então estejam preparados se forem ler, e se esforcem, oras! No final, vendo tudo se encaixando, é bem realizador.

Morpheus, por Amano, uma mistura mais que sensacional

A ideia, evolução e transformação do que já é perpétuo

Vocês sabem exatamente o que quer dizer "perpétuo"? Bom, o significado exato é de algo que não se cessa, que dura sempre, algo eterno. Para nós humanos já é quase que intangível apenas imaginar uma coisa dessas, algo tão complexo que nos dá medo e insegurança apenas de pensar sobre. Talvez por isso, numa tentativa de explicar e entender ideias tão complexas como essas, criamos personificações desses elementos há milênios, idealizando deuses e outras entidades, em outras palavras, criamos um ponto de vista de uma ideia, (e isso resume bem os mitos criados pela humanidade).


Em Sandman, temos uma visão bem interessante sobre os Perpétuos, e até das outras entidades, não só de suas personalidades, mas também da própria filosofia de suas existências. Acompanhamos uma jornada, a jornada de Morpheus pelo auto conhecimento, pela transformação. Ele perambula através das eras, mundos e dimensões, se envolvendo com vários personagens. Como personificação, detêm sentimentos, amizades e romances durante a obra, apesar de toda sua introspecção, o que de alguma forma o "humaniza" e o torna mais palpável para seus leitores.


É muito interessante vê-lo evoluindo como "individuo" e isso só torna a leitura mais prazerosa. Um personagem bem trabalhado e em evolução, é algo que sempre vai ser fascinante pra mim, SEMPRE.

Considerações finais



Mostrando a forma sensacional que Dave Mackean criava as capas  de Sandman numa era onde Photoshop nem sonhava em existir

A mensagem final de Sandman é justamente sobre mudança, e lembro de ter lido numa época que eu não tava muito bem, fase deprê de anos atrás, sabe, e geralmente quando leio ou jogo algo nessas "fases ruins", tenho o costume de ter uma nostalgia desconfortável sobre elas, mas com Sandman foi bem diferente, na verdade, Morpheus e todo seu conceito pessoal de ser, até acabou me ajudando e inspirando na época. 

Como já deve ter ficado claro no texto, tenho enorme carinho por essa HQ, afinal, aborda tudo que admiro, principalmente o conceito de ideias e seus pontos de vistas como personificações. Filosofia, psicologia, e uma visão sobre todo o universo, se você se interessa por um desses assuntos, recomendo fortemente essa HQ. VÃO LER DE UMA VEZ, SEUS INFELIZES! 

Entrem nesse incrível mundo do sonhar, só não esqueçam de despertar.

Até dia MIL procês!



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