Cronologia do lore de Dark Souls 2

"Muitos monarcas chegam e se vão. Um se afogou no veneno, outro sucumbiu nas chamas. Um outro ainda repousa em um reino de gelo. Nenhum deles conseguiu ficar aqui, como você faz agora. Você, conquistador das adversidades. Nos dê a sua resposta."

Todo mundo sabe – ou deveria saber – que o enredo da série Souls é bem fragmentado. Passagens e retalhos de uma história enorme, espalhados quase que randomicamente durante o jogo, mas que se ligam de alguma forma, se você observar do jeito certo.

Digamos que a série Souls é um livro com vários contos não lineares, onde no final, pra você entender, você precisa achar um meio de juntar isso tudo até que faça sentido. Ora, e esse é justamente o charme dessa série, e um dos principais atrativos pra muitos dos jogadores – sem falar do design, do gameplay e outras MIL coisas que existem pra se falar desses jogos, mas que deixarei pra outra ocasião.

Sempre tento montar a cronologia dos fatos destes na minha cabeça, é uma espécie de costume que eu tenho desde que fiquei "levemente" imerso nesse universo da série. Sim, sim, "LEVEMENTE".



Tive a ideia de fazer ESSE artigo sobre a cronologia de Dark Souls no blog logo quando o criei (que vai ser bem importante pra entender esse). Seguindo a vibe, Uor fez o mesmo com Demons Souls, NESSE sensacional artigo. E então chegou a hora de falar do mais fragmentado de todos eles! Finalmente a cronologia de Dark Souls II no recinto. Ou a tentativa de criar uma... De qualquer forma, quero avisar que tentarei focar nos detalhes do enredo principal, já que existem muitos fatores de acontecimentos distintos que complementam, mas não alteram o entendimento sobre tudo.

Uma ideia que define bem Dark Souls é o “Eterno retorno”. Isso já é fácil de observar em DS1, porém fica MUITO mais claro na sua sequência. Não importa o que façamos, sempre haverá, em algum momento da história, a ascensão e o declínio de alguma “hegemonia” diretamente ligada ou não com a Chama Primordial – um elemento totalmente subjetivo desse mundo, que define a vida e a evolução dos seres nesse ambiente.


E quero que vocês tenham esse conceito em mente pra entender tudo que aconteceu antes e após DS1.

Vamos aos fatos!

Preciso avisar que vai ter Spoiler a rodo? AVISANDO.

Dark Souls  tem dois finais:



To Link The Fire: Onde fazemos o mesmo que Gwyn fez no passado e tentamos reascender a chama primordial nos sacrificando no processo e prolongando a era dos deuses – ou em outras palavras, adiando o inevitável, mais uma vez...

Dark Lord: Onde não nos sacrificamos. Consequentemente não reascendendo a chama e se tornando o Senhor desse mundo mergulhado na era das trevas.


Ambos finais dão no mesmo destino. Se você prolonga a força da Chama, uma hora ela irá se apagar, e se você não o faz... bem, não preciso nem falar, né? Então não existe essa de apenas um final "canon", já que ambos  seguem para os acontecimentos de DS2, é algo imutável. 

Por sinal, gosto bastante do final do Dark Lord, além da ost ser incrível, é uma espécie de "libertação" dessa tentativa frustada de manter a era do fogo, o que basicamente só prolongava o sofrimento. E com a era das trevas, talvez governando um mundo com outros objetivos, fosse possível prosperar. Um reino de humanos, talvez. Mas isso é apenas uma especulação. Na verdade não dá pra saber qual dos finais é realmente menos "negativo" ou não.

Mas como eu já disse, o esquema de Dark Souls é pensar, interpretar e teorizar, só não exagerar também...

Continuemos!

Quando somos apresentados ao prólogo de DS2, eventos semelhantes de ascensão e declínio aconteceram várias e várias vezes. Milhares de anos já se passaram desde DS1, tantos anos, que as pessoas mal lembram dos detalhes dessa época tão longínqua. 


Quero dizer aqui que Dark Souls 2 é um jogo pra ser julgado por toda sua totalidade e o porquê você verá ao fim do artigo.

Eterno Retorno

Os Old Ones foram criaturas dotadas de imenso poder (Lord Souls) que moldaram o mundo após a era anciã. A cada ciclo, os Old Ones renascem em outra forma e estão sempre presentes na existência, sempre definindo de algum modo, o destino. Entre eles, a criatura abissal conhecida como Manus, também reemergiu durante as eras, seus fragmentos moldaram o destino durante esses ciclos, não da forma poderosa como o conhecemos em DS1, mas de uma forma mais singela e manipuladora.


Vários reinos emergiram e decaíram ao longo desses séculos, alguns imensos, outros menores. Não existe especificamente uma cronologia exata e oficial sobre o lore, estou aqui para especular e expor minha visão, fica ao seu critério como entender essa organização, mas a ordem em si não importa, o que sabemos é que tudo isso aconteceu antes dos fatos do jogo, mas que o complementam. Vou tentar explica-los no processo. 

Vamos lá: 

Um reino profundo e esquecido

O design desse cenário é espetacular
Em alguma linha do tempo, diferente do "genesis" da população pós anciã do mundo de Dark Souls, houve aqueles que adoraram os dragões. Isso é observável em vários locais do jogo, representados em certos monumentos, gravuras ou estatuas. O Sunken King (Rei Afogado) foi um rei devoto aos dragões, ou mais precisamente, a um em especial. 

Não se sabe de onde esse rei veio, mas ele foi o responsável pela cidade arquitetônica que serviu como santuário para o dragão Sihn em seu sono, nas profundezas do mundo. Essa cidade ficou conhecida como Shulva. Um reino, com hierarquia, guerreiros e sacerdotes fieis ao rei, com seus deveres estabelecidos, o intuito de zelar o lugar e proteger o dragão.

Uma cidade com uma população totalmente devota, focada em rituais e adoração para Sihn. Em algum momento, um fragmento da alma de Manus – Elana – chegou ao reino e se tornou a rainha de Sunken King. Não se sabe muito sobre ela e suas atitudes para com o rei, mas se sabe que ela esteve diretamente ou indiretamente ligada com os eventos que ocorreriam neste lugar.

O local vivia em paz, até que Yorgh e seus Drakeblood Knights chegaram. Eles vinham de uma terra distante e também adoravam os dragões, mas com outro tipo de crença. Na verdade, eles adoravam o sangue dos dragões, acreditavam que o bebendo, conseguiriam iluminação e conhecimento, transcendendo suas existências. Eles invadiram a cidade sagrada de Shulva, destruíram suas defesas e assassinaram o rei.


Ainda buscando seu objetivo, Yorgh consegue ferir o dragão com sua lança, que em resposta solta uma grande rajada de veneno, gerando uma nuvem de miasma que levou toda a cidade de Shulva para a ruína. Um veneno tão poderoso, que acabou transpassando o reino até Black Gulch e suas adjacências – e em teoria,  ele era tão poderoso que chegou até na superfície, onde podemos ver na área de Earthen Peak, veneno brotando da terra, holy fuck!

Mas isso é apenas uma especulação que eu gosto bastante e tenho como verdade apenas para mim, me julguem.

Nas ruínas da cidade, apenas a Esquálida Elana permaneceu, em fúria, querendo se vingar de tudo e todos. Em teoria, diziam que a rainha era ignorada pelo Sunken King, que apenas se concentrava nos esforços para proteger o dragão. Talvez ela tenha se tornado amargurada por isso. Certamente Yorgh acabou com seus planos de usar o reino em beneficio próprio, e ela ficou puta da vida...


Outra teoria é sobre a "canção de ninar" que as sacerdotisas cantavam para o dragão. Elana permaneceu cantando até quando a achamos, no futuro. Isso me leva a crer que ela foi a responsável por deixar o dragão "impuro", e as sacerdotisas foram usadas por ela, no passado.


É dito que o Dragão se tornou puro quando ele expeliu todo o veneno que permanecia nele. Talvez, essa canção fosse algum tipo de maldição, que com o tempo, o deixou impuro, esquálido. Talvez Elana tivesse um plano pra usar esse poder, mas isso está longe de ter uma resposta. De qualquer forma, no futuro, Sinh volta a ter a sua natureza venenosa, certamente causado por Elana, que continuou a cantar.

Um grande reino submerso em ganância


Em outra era, provavelmente mais a frente, outro reino emergiu no ciclo, o Reino do Ferro. A ascensão de um homem simples através do acaso, através da sorte. Agraciado pelos serviços de Sir Alonne, um guerreiro habilidoso que o serviu fielmente, treinando todo seu exercito e lutando ao seu lado. E também agraciado pelo "Scorching Iron Scepter" ou (Cetro de Ferro Escaldante), que o permitiu usar e moldar o ferro proveniente da fusão do material expelido do vulcão. Com isso ele foi capaz de aumentar as forças do seu exercito, criar engenhocas de batalha, manter o seu reinado e prosperar ainda mais.

Mas o poder acabou por erodir a mente do homem simples responsável por esse reino. O Rei do Ferro se tornou presunçoso, ganancioso e vulgar. Criou uma fortaleza inteira de ferro, soldados, e ídolos monumentais, todos criados para expor o seu poderio, a sua vaidade.


Acredito que foi nessa época que Mytha se envolveu com o rei. Uma bela mulher, que era apaixonada por ele, mas acabou não sendo correspondida, já que o rei passou a amar outra. Esse fator fez com que ela enlouquecesse, se tornando obsessiva em se tornar mais bela e buscar isso de todas as formas, até as mais perigosas. Esse processo levou que ela se tornasse um deformado monstro venenoso, e o rei acabou a banindo para Earthen Peak. (Pico de Barro)

Imagem fofa pra quebrar o clima de tragédia
Existia um homem que diziam ser extremamente apaixonado por Mytha, e que estava sempre ao seu lado, apesar de nunca ter sido correspondido. E ele é conhecido por Jabba Covetous Demon, (Demonio Cobiçoso). Acredito que ele passou também por alguma metamorfose.

Ainda quebrando o clima
Durante o reinado do Rei do Ferro, mais uma vez a maldição se alastrou no mundo, e mais uma vez, o soberano da era tentou tomar alguma medida contra isso. O rei passou a ver os Undeads como ameaça, e começou a persegui-los, a tortura-los. Ele que já tinha vários desvios de personalidade e conduta, acabou se corrompendo ainda mais. Com um tempo, passou a sentir prazer na captura e tortura de Undeads.

Huntsman Copse foi um local inteiramente arquitetado para a prisão e tortura destes.
Nessa época Sir Alonne observou que o humilde senhor que ele serviu há tantos anos tinha se transformado em algo terrível, provavelmente foi aí que ele entrou em um conflito pessoal.

Paradoxo temporal

Quando o Bearer of the Curse invade as Memórias do Rei do Ferro, no futuro, ele pôde alterar o passado, causando o paradoxo. Por um mero a caso, o Bearer pode matar o Sir Alonne ou não. Independente do fato, Sir Alonne desaparece, e o Rei fica desamparado.


Com o desaparecimento (ou morte) de Sir Alonne, o Rei resolveu renomear seus soldados em homenagem ao seu fiel companheiro, o que mostra que ele TALVEZ ainda mantinha alguma sanidade em suas atitudes, alguma consideração. O Rei começou a focar seus esforços em criar um novo "soldado", provavelmente, para suprir a falta de Sir Alonne. Ele já tinha alcançado resultados parecidos há muito tempo usando o poder que ele detinha, criando outras criaturas. Então ele ousa e vai ainda mais longe, criando um demônio com vontade própria. Um poderoso monstro nascido para rivalizar com o poder de Sir Alonne, feito unicamente para o rei permanecer com sua vaidade de poder.

Mas ele foi descuidado em criar um monstro desses, uma criatura tão poderosa com vontade própria, um ser que se levantou contra o seu mestre.

O Demônio da Fornalha
*Na DLC podemos ver que uma espécie de beta do Demônio da Fornalha foi criado também.

O demônio vermelho incinerou o Rei em um movimento, queimando a carne do Rei do Ferro, e de alguma forma corrompendo sua alma. O que acarretou num evento cataclísmico, destruindo e inundando todo o reino com lava. Um reino destruído pela ganância de seu rei.


Agora, transformado nessa criatura demoníaca, ele reside na lava, destruindo qualquer coisa que chegue perto. Com a ruína do palácio de ferro, em algum momento esse local se tornou uma fonte de renda para os aventureiros que buscavam seus recursos, o império do Reino de Ferro foi reduzido a apenas isso, e o nome verdadeiro do seu rei permaneceu proibido, até ser esquecido pelas eras.

A atrasada irmã da escuridão

Nadalia, mais um dos fragmentos de Manus, chega ao Reino de Ferro em busca de seu rei. Mas ela chega tarde demais e tudo está em ruínas. Quando Nadalia confirmou que o rei estava morto, "renunciou sua própria carne", em outras palavras sacrificou seu corpo nas chamas e a fumaça dos seus restos se fundiu com o local.


A razão para essa atitude é um mistério. Mas há uma teoria que gosto bastante: A fumaça/neblina proveniente do corpo carbonizado de Nadalia se impregnou no local onde ela foi queimada. Esse local ficou conhecido como Brume Tower (ou Torre da Neblina). E essa fumaça/neblina serviria para atrair os aventureiros, seria uma espécie de farol para eles, dando a ideia de que "existe algo lá".  Mas todos que chegavam na torre eram mortos. As estátuas e os restos das armaduras dos soldados foram possuídos por essa neblina, e agiram como defensores do local, matando qualquer intruso.

Essa teoria faz um certo sentido, porque o objetivo dos fragmentos de Manus é de adquirir poder. Em outras palavras, Souls. E a estratégia da nevoa seria pertinente, nesse caso.


Foi dessa forma que ela atraiu Raime, um habilidoso e honrado guerreiro de Vendrick. Ele foi derrotado por Velstadt em uma luta, e provavelmente desertou e fugiu buscando poder nessas áreas. Acabou se  ligando à Nadalia (por qualquer se seja o motivo) e passou viver em prol da mesma, se tornando seu campeão e provando seu valor.

Talvez, Nadalia esperasse o seu rei de alguma forma, não dá pra saber... Só sabemos que ela condenou-se a um destino miserável.

Um reino criado para apaziguar o caos 


Em algum momento, um guerreiro poderoso atingiu o rank mais alto e respeitoso dos guerreiros de Farossa (provavelmente a terra do deus da guerra Faaram), e se tornou o Ivory King (ou Rei do Marfim). Ele era conhecido por sua honra e defendia seu povo fielmente.

Ele construiu Eleum Royce, um reino criado com intuito de conter “O Caos”.

E o que seria esse Caos?


A Chama do Caos que Izalith criou acidentalmente logo após a era anciã. Ele construiu todo o lugar e posicionou todo seu reino e soldados para defender Eleum e apaziguar a chama. Dedicou toda sua vida a isso.

Mais um soberano, com seu exercito, com sua hierarquia e seus soldados todos com determinadas posições e tarefas no reino. Certo dia, Alsanna, mais um fragmento de manus, veio para esta terra em busca do rei. Ela acabou ganhando a afeição do mesmo e sua proteção. Com o passar do tempo, o rei começou a sentir a degradação de sua alma.


Durante vários anos ele tentou subjugar a Chama, perdendo soldados e se enfraquecendo no processo. E ciente de sua degradação, tentou fazer sua ultima e desesperada empreitada de findar essa fonte de destruição que poderia acabar com o mundo. Ele deixa tudo para sua querida Alsanna, e parte com seus soldados, para nunca mais ser visto.

O rei e os Loyce Knights que foram com o mesmo, tiveram o destino de serem queimados em agonia. Mas a vontade de Ivory King continuou a viver entre seus soldados que restaram e até mesmo em Alsanna.

Ela passa então todo esse tempo procurando alguém que possa liderar os soldados restantes para a destruir a Chama, em honra ao rei. Ela só quer que o seu "amor" seja liberado do insano caos e sofrimento que sua alma se encontra.


Com o tempo, Eleun Loyce foi se tornando um lugar esquecido no frio, o lugar se tornou um antro sem vida, e a única que permaneceu lá foi Alsanna. O frio destruiu tudo, mas conseguiu apaziguar o calor do caos.

As irmãs da escuridão



Elana, Nadalia, Alsanna e Nashandra, fragmentos da alma de Manus, representam também lapsos de suas emoções. Ira, solidão, medo e desejo, respectivamente. A cada novo reino que se erguia, um fragmento de manus estava a espreita, provavelmente todos com o mesmo objetivo. E todos também com a capacidade de se tornar uma considerável "bela mulher".

Mas certas particularidades das emoções de Manus diferiram as atitudes das moças. A mais notável é Alsanna, que representava o medo. Ao ser acolhida e protegida pelo Rei do Marfim, acabou criando uma laço de respeito e apreço. Não se sabe bem se a relação deles era de amor ou não, mas é interessante observar esse tipo de atitude.

Provavelmente a que mais representava os planos de Manus era Nashandra, responsável por várias das tramoias do ultimo reino a surgir, e o próximo a ser discutido.

Mais um grande reino se ergue



O Rei Vendrick foi um monarca que conseguiu as 4 Lord Souls dos Great Ones de sua geração. E se tornou rei ao conquistar Drangleic, com seu exercito. Mais um rei, criando mais um exercito, mais uma hierarquia e funções estabelecidas. Aldia, o irmão do rei e um dos seus principais ajudantes, provavelmente foi o responsável pelos Wyverns que os Dragon Riders – um dos trunfos da ascensão de Vendrick – montavam. O reino de Vendrick foi estabilizado e prosperou.

Então...

Mais uma vez, a maldição começou a se alastrar pelo mundo. O medo atingiu Vendrick – é, você já viu isso em algum lugar – e ele foi mais um que tentou expurga-la.


Lost Bastille deve ter sido criada nessa época, ou já existia, mas começou a ter o propósito de manter selados e afastados todos os amaldiçoados do reino.

Acredito que o Pursuer foi criado nessa época também.



Vendrick e seu irmão buscaram achar um meio que parasse com essa maldição que cada vez mais avançava pelas terras do rei.

Nashandra chega em Drangleic, nessa era. Mais um fragmento de Manus que consegue se instalar ao lado do Rei da época. Ela provavelmente o motiva a buscar um poder especial, um prêmio além do mar, que talvez pudesse parar com a maldição que tanto o amedrontava.

"I AM NASSSSSHANDRA!" Adoro essa dublagem dela.
Vendrick não mede esforços, cruza o mar com o seu exercito em busca desse "prêmio", na terra distante dos gigantes, e rouba algo deles, de forma desesperada e barbara. Uma atitude não esperada do antigo Rei Vendrick, que acabava por mudar... Pelo medo da maldição, pela manipulação de Nashandra.

Imagem explicativa

Não demora muito até a resposta dos gigantes. Eles atacam Drangleic com toda sua força e fúria, e instauram uma guerra... Os guerreiros de Vendrick, dotados de armaduras poderosas dadas pelo mesmo, lutam bravamente para impedir os gigantes, mas poucos voltam vivos. Foram várias décadas, várias gerações de batalhas mortais contra os gigantes em Drangleic, desolando toda a população e enfraquecendo o exercito do rei.

Até um dia que um herói sem nome derrota o rei dos gigantes e põe um basta a essa era de guerras sem fim.

Paradoxo temporal


O undead, o Bearer of the course, chega a Drangleic, de terras distantes, afetado pela maldição, sem memórias do seu passado e numa busca pela cura. É manuseado por Emerald e parte em sua jornada por Drangleic.

Nas Memórias dos Gigantes, ele viaja no tempo, e nós somos salientados que ele mesmo matou o Rei Gigante e pôs um fim a guerra de gerações.

Mas a vitória vem muito tarde, muitos morreram nesses anos, e o reino já encara sua inevitável decadência. Tudo isso foi causado apenas por uma tentativa de parar o imparável...

O poder das Coroas


Não se sabe o porquê delas serem tão poderosas e importantes, mas elas podiam acabar com a maldição de quem as usasse, e juntas, talvez pudessem acabar com o ciclo de maldição do mundo. Enquanto Vendrick estava recluso buscando um jeito de parar a maldição, ele achou uma possibilidade unindo as corôas dos 4 grandes reis, incluindo a dele.

Ambos os irmãos buscavam a cura, cada um de um jeito, mas Aldia começou a ser questionado por não ter limites éticos em suas experiências – até parece que o Vendrick tinha alguma moral depois do lance com os gigantes...

Enfim!

Aldia viu que os Undeads eram a chave para esse mistério. E propagou experimentos terríveis em busca de resultados. Vendrick observa as atitudes abomináveis do seu irmão e o bane para uma mansão distante, cortando seus laços familiares.

Na mansão, Aldia continua com suas experiências. Muitas criaturas terríveis surgiram das experiências dele, como vocês devem saber. Uma dessas, criada a partir da experiência com Souls de gigantes, O Dragão Ancião.




Aldia foi realmente um gênio, afinal ele criou UMA PORRA DE UM DRAGÃO.

Era especulado que esse dragão era Aldia, mas depois da ultima DLC, soubemos a verdade, uma verdade que em minha opinião é BEM MELHOR.


Outra experiência de Aldia, (e que Vendrick provavelmente ajudou) que deve ter acontecido nessa mesma época, foi Shanaloth (Emerald Herald). Uma criatura gerada de dragões e homens. Criada na tentativa de contrariar a maldição.

Talvez ela foi criada para usar o poder das 4 coroas, mas isso é uma especulação minha.

Shanaloth é considerada mais uma falha... Mas não sei bem o que pensar sobre isso. É mais uma questão a ser respondida que Dark Souls 2 deixa no ar.

O fim de um reinado


A decadência continuou, e Vendrick se tornou um Hollow. Em algum momento antes, ele se liga nas reais intenções de Nashandra, e como ele não conseguiu usar as coroas em sua totalidade, ele as espalha e guarda a chave para o destino das mesmas, com ele.


O rei Some do castelo e nunca mais volta. Provavelmente com medo do que Nashandra ou qualquer um com intenções duvidosas pudesse fazer. Vendrick se torna apenas uma casca do que foi um dia, e fica isolado numa crypta distante, protegido pelo seu fiel guerreiro e braço direito, Velstadt

Observando o ciclo


Ok, vamos pausar um pouco aqui e pensar. É possível observar um padrão nos exemplos de reinos que surgiram, certo? Penso eu que dezenas de milhares de reinos surgiram ao longo das eras, mas poucos se tornaram realmente IMENSOS e poderosos, ou tiveram um "rei extremamente poderoso". Sabemos que desses poderosos, 4 deles foram totalmente relevantes durante a história pós anciã e que suas coroas talvez reflitam o poder deles através das eras.

Outra coisa que observamos em Dark Souls 2 é: ele é extremamente focado na maldição.


Também não é relatado que os 3 reis antigos derrotaram os 4 Great Ones de suas respectivas eras, apenas Vendrick é lembrado por isso. Fica meio em aberto, e questiono cada vez mais o porquê dessas coroas serem tão importantes, e de onde vieram.


Você pode dizer "mas nem todos os reinos declinaram por culpa direta da maldição" e eu concordo.

Culpa diretamente, não. Mas indiretamente, sim.

Veja, o reino de Sunken King, por exemplo. Declinou por culpa de um "conflito de fé", diretamente causado por um grupo que buscava "transcender", evoluir. Logo, certamente eles buscavam sair do ciclo amaldiçoado.

Em Eleum Loyce, vemos um Rei totalmente voltado a corrigir um erro causado por um dos primeiros Lords da história. Que errou por culpa do desespero, do enfraquecimento da Chama, da fuga da maldição.

Enquanto em DS1 vemos o avanço do abismo como o maior dos perigos, esse foco muda em DS2. Parece que o Manus tomou um chute nas bolas bem grande e em sua nova geração, por 4 vezes falhou em recuperar sua força. O foco de DS2 é principalmente, a maldição. Mas ambos os jogos, assumem o acender e o apagar da Chama como força motriz dos acontecimentos da roda do destino.

O Primeiro Pecado

Aldia, isolado em suas pesquisas, finalmente percebe. Com estudos e muitas, MUITAS experiências, ele consegue a façanha de sair do ciclo, ter o conhecimento do que havia se perdido através das eras, talvez viajando pelo passado. Aldia se torna uma existência fora da imaginação, que vive além das amarras da realidade.


"O Primeiro Pecado" que Aldia se refere em seu diálogo possui várias interpretações, a mais consensual é qual foi e quem  foi o responsável por esse erro.

Por causa do medo da chama apagar, Gwyn o Senhor das Cinzas quebrou a naturalidade do ciclo, e prolongou o sofrimento de manter a era do fogo.

Não há nenhum indício concreto (ATÉ AGORA) confirmado que mostre realmente que esse é o primeiro pecado. Logo, eu não quero assumir isso como verdade aqui no artigo. Gwyn prolongou a era, durou mais... PONTO. Não acho que isso traria mais complicações pra todas as eras e gerações. A passagem ciclo foi prolongada com Gwyn, e apenas isso.

Mas isso é minha especulação, deixo aberto a interpretações, e você acha o que quiser, interpretações únicas em Dark Souls sempre são interessantes... Tá, quase todas!


Mas, e agora, o que Aldia almeja, além de DAR SUSTOS MALDITOS ENQUANTO VOCÊ ESTÁ JOGANDO? Sim, eu bati no telhado na primeira explosão que esse infeliz me deu... Se você passou pelo mesmo, você sabe.

Aldia queria parar o ciclo, mas a unica coisa que conseguiu foi sair dele. Talvez agora, usando o poder do Monarca (Bearer) ele almeje novos objetivos, maiores! Ir além da luz e escuridão, das ilusões.

"Todos os homes confiam plenamente na ilusão da vida.
Mas, isso é tão errado?
Uma construção, uma fachada, e ainda assim...
Um mundo cheio de calor e esplendor.
Jovem Hollow, você tem a intenção de abalar o jugo, estragando essa maravilhosa falsidade?" 


— Aldia

*Jugo, sentido figurado para submissão, domínio.

O ciclo dos Old Ones


Old ones foram os primeiros 4 Lords. Great Ones são suas reencarnações através das eras.
Como Vendrick tinha derrotado os Great Ones de sua geração, logicamente o renascimento deles deve ter acontecido depois do reino ruir, provavelmente um bom tempo depois. Não dá pra colocar uma ordem aqui, mas digamos que todos eles reencarnaram nessa era pós declínio de Drangleic.

Falar da reencarnação dos Great Ones me deixou num impasse. Eu dialoguei bastante com meus parças do blog Vann e Uor sobre isso.

Já pensaram por que Iron, um rei que antecede Vendrick, possui uma Lord Soul?

Chegamos a uma conclusão/teoria, que acho pertinente expor pra vocês. Levamos em conta que é provável que a Lord Soul siga a característica do seu antigo dono na hora de reencarnar. Temos como exemplo a Freja, que era uma aranha de estimação, que provavelmente passou por experiências do seu insano dono, que talvez envolveram restos de Seath, encontrados em seus minérios. Ela se tornou um monstro gigante e consumiu a cidade do seu dono, quando a Lord Soul reencarnou nela.

Seguindo a lógica da reencarnação, pode-se afirmar que a Lord Soul que está na posse de Iron King seja a dos Four Kings, também levando em conta as características da ganância dos envolvidos.


Outro ponto interessante levantado pelo Vann, é a influência das Lord Souls no ambiente que se encontram. Temos o exemplo do miasma de Sihn, já que na localidade nasceu The Rotten. E temos a ganância de Iron King que inundou seu reino em lava.

Notam as semelhanças? Four Kings com seu reino inundado pela ganância, ou Nito e seu miasma de morte? É só ler ESSE artigo sobre DS1 se quiserem relembrar.


De alguma forma, parece que os fragmentos da Lord Soul de Gwyn se tornaram "individuais", e reencarnaram separadamente como Greats Lords, como vemos no caso da Freja que tem a "Lord Soul" do Seath (Old Pale Drake Soul). Parece que o ciclo também afeta as Lord Souls, e isso renova a balança.

Levando em conta a lógica das que renascem serem apenas as que foram colocadas no Lordvessel pelo primeiro Chosen Undead, só as souls de Seath, 4 kings, Bed e Nito reencarnaram diretamente como Lord Souls, pois são as únicas que colocamos no jogo.

Mesmo assim não dá pra saber como Iron permaneceu ou ganhou sua Lord Soul, talvez ela tenha renascido nele depois do ciclo do Vendrick Monarca... Sinceramente, não dá pra saber, isso é um mistério, e se tiverem alguma teoria sobre isso, vou querer saber.

Mas é bom lembrar que isso tudo é... Especulação apenas por diversão! Não dá pra saber como eles reencarnam, mas dá pra saber mais ou menos quando. Isso só acontece a cada ciclo, no caso, esses 4 Great Ones nasceram após a queda de Vendrick,  é a unica coisa que se dá pra afirmar.

E como isso é uma cronologia, aqui fica a menção do fato, mesmo que ele não tenha uma explicação 100%.

Uma terra em mudança

É realmente impossível dizer com clareza vários dos eventos desse jogo, sequer suas épocas de acontecimento. Em DS1 essa tarefa é bem mais fácil...

Acredito que VÁRIOS reinos se levantaram nessa terra, que um dia já foi Lordran, e que já passou por milhares de mudanças de todos os tipos, principalmente geográficas.


Temos em exemplo um reino, que pode não ter tido um grande Monarca como líder, mas que com certeza, por seus monumentos, deve ter sido grandioso, esse era Heide.

Talvez uma terra de deuses?

Talvez, talvez... Acredito eu que uma terra de remanescentes de Anor Londo, (não necessariamente Londo). Isso explicaria, talvez, o que diabos Ornstein faz aqui.

Ou talvez quem veste a armadura seja também um remanescente?

São várias teorias, uma delas é que esse é apenas um fanservice sem nenhuma ligação com nada... E eu não descarto essa possibilidade. São escassos os detalhes sobre isso. Provavelmente esse é o reino mais antigo do lugar, e todas as informações foram perdidas.



São muito os pequenos eventos que podem ter ocorrido nesse local, sem tanta relevância pra o enredo geral, mas que ainda assim somam bastante pra o entendimento do mundo de Dark Souls 2. Infelizmente não dá pra colocar tudo aqui. Uma faixa de tempo pra esses acontecimento me parece bem difícil de especular. Mas deixo esses pequenos detalhes com a pesquisa e teoria minuciosa de vocês interessados, até porque creio que esse artigo já tá grande demais.

O Portador da Maldição, o Grande Monarca

“Talvez você tenha visto. Talvez em um sonho. Uma terra vazia, obscura. Um local onde almas podem recuperar sua mente aflita. 

Você vai perder tudo. Uma vez marcado. O símbolo da maldição. O presságio da escuridão. Seu passado, futuro. Sua própria luz. 

Ninguém terá significado, e você sequer se importará. Então, você será algo diferente de humano. Algo que se alimenta de almas. Um Vazio. 

Há muito tempo, numa terra isolada, longe ao norte, um grande rei construiu um grande reino. 

Creio que chamavam de Drangleic. Talvez lhe seja familiar. Não, como lhe poderia ser familiar. Mas um dia, você ficará de pé em frente a seu portão decrépito. Sem realmente saber porquê...” 



Ele vem de uma terra distante, em busca da cura, e chega nessa lugar misterioso, onde ele nem imagina o que lhe aguarda. É aí que você parte em busca de talvez concretizar o seu objetivo.

Adicional: Quem é Navlaan?

Muitos teorizaram sobre quem era a verdadeira forma de Aldia, claro, o jogo demorou 1 ano pra mandar o verdadeiro final do jogo, o que considero uma imbecilidade de tamanho infinito. Até porque o enredo ganha um outro ar de importância e relevância pra série depois da ultima DLC...



Enfim, Navlaan foi um dos apontados como real Aldia por um ano, (junto com o Dragon Chime, mas essa sempre foi uma teoria que ignorei). Isso parece bem impossível hoje em dia com a confirmação da forma verdadeira de Aldia na ultima DLC do jogo. Hoje em dia, muitos assumem que Navlaan era algum homem envolvido com a mansão que Aldia ficou isolado – e talvez acabou passando pelos seus experimentos, e adquirindo uma persona assassina (ou medrosa). Mais uma pra coleção de perguntas que DS2 nos trouxe e não respondeu.

Fazendo a menção porque acho esse personagem muito interessante.

Dark Chasm of Old

Mais um pro leque de coisas não respondidas de DS2.

Um local com vários espíritos de guerreiros que provavelmente caíram no abismo?

Talvez. É certamente um lugar não muito detalhado, e que acredito que faz parte de um Abyss enfraquecido, talvez seja uma parte de Manus...

Darklurker é mais um desses mistérios sem resposta, um mistério com um design insano.
Já vi muitas teorias boas, mas nenhuma que me desse alguma certeza realmente, então deixarei aqui a menção em aberto.

Considerações finais

Eu escolhi não colocar muitos pequenos detalhes pra o artigo não ficar ainda mais imenso. Como Majula sendo um depósito de experiências ou a Milfanito presa em Drangleic ou Alva e seu passado etc. Tentei focar apenas no lore principal, e espero não ter desviado tanto.

E chegamos ao fim de mais um artigo no blog MIL! E esse foi de longe o que me deu mais trabalho, mas foi um dos mais empolgantes de fazer, com toda certeza. Enfim pessoal, muita pesquisa na internet, no game, e muito diálogo pra decifrar alguns mistérios!


Dark Souls 2 é considerado por muitos o "menos foda" da série. Não crítico quem pensa assim, acho que a culpa disso é do seu diretor e de quem teve a ideia de mandar o final do jogo 1 ano após o lançamento. QUE RAIOS DE IDEIA FOI ESSA?!

Mas é totalmente injusto dizer que o enredo de DS2 é ruim, principalmente agora. Aldia dá uma vitalidade e renovação imensa pra vibe dessa série, pra mim. E espero uma continuação promissora.

Principalmente se o diretor for o Miyazaki... Vem Dark Souls 3!!!

Dark Souls 2 era apenas um conjunto de historias em ciclo imutável, a mensagem era que isso nunca mudaria... Mas a ultima DLC deu um significado pra tudo isso. Tudo agora teve um sentido no final. Jogo Dark Souls 2 com outros olhos agora e espero que vocês tenham essa sensação também. Quem tinha duvidas sobre o lore, espero que esse artigo os ajude.

Mais um artigo pro conjunto de cronologias do blog! 
Bloodborne deve chegar aí pra fazer parte. 


Quero ressaltar também que o blog PASSOU DOS 200 MIL VIEWS!!!!! E isso dá um baita orgulho! Obrigado a todos que seguem o blog, que acompanham de alguma forma! Deixarei esse artigo como o comemorativo da conquista. Se quiserem ficar mais atualizados sobre o blog, é só seguir a pagina.


Opiniões, sugestões e rages são todos bem vindos. 

Ainda quero fazer uma analise pouco convencional sobre a série Souls, expor minhas opiniões sobre conceitos de direção, plot e design, entre outras coisas, fica pra outra hora.


Até dia MIL procês!

Pra quem se interessar, link do grupo de Dark Souls 3 Brasil: Só clicar AQUI

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