Explicando o Lore de Dark Souls - Cronologia parte 2



"Somente, nas antigas lendas afirma-se, que um dia um "undead" deve ser escolhido para deixar o asilo dos mortos-vivos, em peregrinação, para a terra dos antigos Lords, Lordran."

E Dark Souls está de volta no blog MIL!!! YEEEEEEEEE!

Como eu havia dito, antes mesmo de criar o blog, eu já tinha em mente a vontade de falar deste que eu considero o meu terceiro mindblow no mundo dos games. Que pra mim, entrou na categoria “jogo que te faz jogar até seus dedos caírem e nascerem de novo”, e ainda foi além, por me fazer repetir esse processo mais do que o normal. 

Mas enfim, não pretendo contar o quanto esse jogo foi relevante para mim, pelo menos não de forma convencional. Nesse momento, eu irei continuar diretamente uma das minhas primeiras séries AQUI do blog, Cronologia do lore de Dark Souls, agora com o foco no que acontece IN-GAME. Como vocês devem saber, Dark Souls possui dois finais que redefinem um ciclo de eterno retorno em seu enredo.


Mas, e os fatos e caminhos para se chegar nesses destinos? E a história por trás do mundo atual, dos lugares e sobre os seres que nele vivem? Hoje no globo repórter... É justamente sobre isso que eu irei abordar aqui. Com certeza eu terei mais espaço e tempo para divagar sobre detalhes que tanto me fascinam nesse misterioso mundo do jogo e ainda a oportunidade de linkar os eventos com sua continuação, Dark Souls 2, que por sinal também já tem sua cronologia AQUI.

E mais uma vez, ressalto que praticamente tudo nessa série é ambíguo e isso não dá direito de ninguém afirmar 100% quase nada. Aqui irei expor observações pessoais, interpretações e teorias, explicando no processo, junto dos acontecimentos do game. Sinta-se livre para indagar, afinal, é o certo a se fazer quando estamos "loreando" Dark Souls.

Então, leitores que pairam nesse recinto multiversal, deixemos de enrolar e comecemos com esse artigo de uma vez!



A lenda do Chosen Undead


Recapitulando o final da parte 1 da cronologia, somos introduzidos no universo de Dark Souls na pele de um simples undead trancado em uma cela. Não temos uma linha de diálogo ou sequer um guia de expressão individual sobre esse personagem no jogo. Em outras palavras, ele é um "Silent Hero". Isso é comum em vários jogos, principalmente em rpgs. Digamos que essa é uma ferramenta para te emergir no enredo de forma mais contundente. Acaba nos dando a impressão que todas as criaturas do game e tudo que acontece no decorrer, interage diretamente com você, o player. 

No caso de Dark Souls, usando o conceito da “hollowficação” – perda da individualidade, das memórias –  isso ainda fica mais admirável. Já comentei isso, mas é interessante demais como esse é um jogo que mistura as mecânicas de gameplay diretamente com os elementos do próprio enredo.

Explorando o local, encontramos Oscar of Astora, que impossibilitado de cumprir sua missão – por muito provavelmente ter atingido o limite de sua transformação hollow – nos confia o destino de mudar o mundo, como diz a lenda.

É interessante pensar no porquê de Oscar "nos" ajudar. Ele provavelmente chega no Asylum buscando seguir o caminho do escolhido, porém acaba gravemente ferido no telhado pelo Stray Demon. Talvez antes, num lapso de desconfiança, ele deixa a chave da cela propositalmente para que outro tivesse a chance de ser o escolhido. Ou também pode ser considerado um fato randômico, afinal ele pode ter jogado simplesmente um corpo lá que "por ventura" tinha uma chave. Seria o destino.

Eu to morrendo cara, quebra esse galho pra mim aí.
Daí você pode se perguntar "e quem diabos espalhou essa lenda do escolhido?", o que é bem curioso de se divagar também. Certamente, a responsabilidade cai nos "ombros" das serpentes, que visam suas respectivas ambições. O fato de isso ser uma iluminação profética é bem evidente, afinal, os acontecimentos parecem se delinear como "casualidades do destino", por mais que isso tenha sido premeditado, acontece de forma bem natural. E as serpentes estão lá à espreita tentando te conduzir para o caminho que elas querem que você siga, o que te deixa num impasse de realmente não saber no que acreditar.

Me faz pensar realmente quem teve essa "iluminação profética". Acredito que as divindades, (ou uma em especial) possa ter sido "iluminada" sobre esse destino. E as serpentes agiram como mensageiras da lenda, manipulando a informação individualmente. 

Provavelmente, logo depois dessa lenda ser espalhada, o Northern Undead Asylum virou um "depósito de undeads", certamente trazidos por pessoas que alimentavam a esperança de que a lenda fosse verdadeira. É plausível também pensar que como os undeads são vistos como uma praga, prende-los em lugar afastado seria deveras providencial. E é uma coisa que vemos bastante nessa série, não é mesmo? Então podemos afirmar que ambas linhas de pensamento se juntam e se complementam. 

Enfim, após derrotar o "guarda barrigudo" do local que provavelmente impedia que os undeads incapazes saíssem, Chosen Undead agora possuía a "Grande Chave do Peregrino" e é levado pelo "destino" para Lordran.

Detalhe pra um Tauros Demon na concept, o que nos revela que ele deveria ser o guardião daqui na primeira ideia do game, e não o Stray Demon.

Lordran


Lordran é um complexo de lugares forjados pelos responsáveis da (quase) extinção dos dragões, seu panteão de divindades e seus servos. Porém, pouco reflete os seus tempos de glória do passado. Lodran agora está decadente e a melancolia fica bem evidente logo de cara, em Firelink Shrine, com uma melódia que traduz bastante o estado atual do lugar e do mundo.  

É importante ressaltar que Lordran é bem imaterial. Parece haver uma espécie de distorção temporal, criando um delay dimensional nos acontecimentos. Tudo parece se conectar geograficamente, dimensionalmente e temporalmente, de alguma forma, mas a ideia de acontecimentos externos é bem... "sinuoso". É bastante subjetivo, mas creio que ficará mais claro dando seguimento no artigo.

Olha a cara do Petrus, que cara de arrombado.

Como todo mundo sabe, Dark Souls é um jogo que te dá várias opções de como seguir e que a cada decisão nos mostra uma perspectiva diferente dos acontecimentos no enredo. Eu irei trilhar uma linha de gameplay, mas no processo, irei explicar todas as opções importantes para o entendimento de tudo (ou quase) que acontece no lore principal, de acordo de como eu ir explorando

Eu sinceramente já perdi as contas de quantas vezes zerei esse jogo, e enquanto escrever esse artigo, estarei mais uma vez fazendo um gameplay pra ficar mais imerso nessa vibe e criar um "caminho" pra expor os eventos no artigo. Aqui, lhes apresento o guia do roteiro:

Prazer, seus putos.

Educação não é o forte dele...

Sinos do despertar

"Após tocados, os sinos mostrarão o verdadeiro destino do escolhido."

Crestfallen é o primeiro a compartilhar os seus conhecimentos sobre o local e indicar as possibilidades dos caminhos. E apesar de todo o sarcasmo, é notável ver que ele está no seu limite de desespero e dor.

Um dos sinos se encontra numa torre na parte superior a Firelink Shrine, mais precisamente em Undead Parish, (Paróquia). Essa que é rodeada por Undead Burg, (Forte) um local provavelmente criado por humanos que certamente viviam em função dos deuses antes da eclosão da maldição. É provável que o forte e a paróquia deviam receber bastantes viajantes em peregrinação para Anor Londo, que fica bem próximo. Após a maldição, virou apenas um antro de hollows bem agressivos que protegiam o local, entre outros seres...





"As coisas estão ficando traiçoeiras por essas bandas. Uma cabra demônio horrível se moveu em baixo (de undead burg). E lá em cima, há aquele Drake monstruoso e um touro demônio também. Se você ficar por aqui, ele pode acabar virando seu túmulo. NeheheHEHEHEH " - Undead Male Merchant

E é aqui onde Chosen Undead encontra algumas “personalidades” do jogo. Dá de cara com o Tauros (o touro dêmonio), começa sua saudável parceria com Solaire of Astora, conhece o ferreiro Andre of Astora, o grandíssimo filho da puta Lautrec e após derrotar as gárgulas no telhado da igreja e tocar o sino, conhece Oswald of Carim, que é um servo perdoador de Velka, uma das várias divindades misteriosas do mundo de Dark Souls.


Fato curioso, Andre revela que o lugar onde ele trabalha agora era a antiga igreja, que após um incidente fez com que a congregação (Way of White) acabasse por mudar para a igreja onde lutamos no telhado.

Motivos? Provavelmente pelo Titanite Demon que foi morar lá em baixo. O que seria um bom motivo... né.

O outro sino reside nos Domínios de Queelag, esse que é bem mais complicado de chegar. Diferente do outro sino, esse está localizado bem em baixo da superfície, perto dos domínios da destruída Lost Izalith. 

Uma forma de chegar até ele, é indo pela parte de baixo de Undead Burg. Uma espécie de vila, que fica bem próxima a Dephts, uma área de "descarte" localizada nas profundezas do pequeno forte. De seres banidos a simples lixo, como se fosse uma grande rede de esgotos. Nas redondezas da vila, encontramos Griggs of Vinheim, preso em uma das casas, e um ilustre Capra Demon, mais um demônio de Lost Izalith que conseguiu escapar e agora aterroriza qualquer novato que ousar explorar suas áreas.


Mais profundamente, em Dephts, encontramos Lawrentius, um pyromancer preso em um barril, Kirk, O Cavaleiro dos Espinhos, e  o temível Gaping Dragon. E esse dragão é de longe uma das criaturas mais medonhas da série (e do mundo, caramba!) e é, pra muitos, o primeiro real contato com um dragão no jogo. E provavelmente faz você se perguntar o que diabos aconteceu pra ele ficar assim ou se os dragões são realmente desse jeito em Dark Souls. O plot por trás dessa criatura é de despertar a curiosidade. É dito que Gaping (literalmente "Boquiaberto") é um descendente dos dragões eternos, mas em algum momento, sua eterna fome acabou transformando todo seu corpo em uma boca gigante.


Um reflexo da loucura e desespero que esse dragão deve ter vivido em sua vida de incontáveis anos? Alguma mutação irreal causada pelo fluxo de acender e apagar da chama, ou simplesmente uma condição da própria espécie em se metamorfosear de acordo com a "necessidade"? São muitas perguntas e poucas respostas. Mas apesar de não ser um oponente tão perigoso in-game, é de longe uma das, se não a mais assustadora dentre as criaturas da série, e todo seu mistério é bastante fascinante. Por fim, nos confins de Dephts, ainda mais profundo, Chosen Undead chega ao próximo local destinado.

Uma pequena cidade, localizada próxima a Lost Izalith, provavelmente, com uma população de humanos, era conhecida como Blightown. É possível que os habitantes aqui serviam a Izalith num passado distante ou até mesmo a Quelaag e sua irmã, num passado não tão distante. Não temos informações que comprovem isso totalmente, apenas sabemos que foi mais uma cidade vítima do ciclo da maldição.

Mas, quem eram exatamente a Bruxa do Caos Quelaag e sua irmã?


Já expliquei isso na primeira parte da cronologia com mais detalhes, mas em resumo, as irmãs são duas das filhas da bruxa Izalith. Vítimas da uma tragédia causada pela mesma, que resultou numa transformação parcial demoníaca em ambas. (Entre outras coisas que ainda vamos explorar.) 

Acredito eu, que após o colapso na sua cidade, hoje conhecida como Lost Izalith, elas migraram pras adjacências e fizeram de lá o seu lar. E como já observamos antes, vemos que a decadência geral do mundo ganha forma no processo do "apagar da Chama" e parece que traz consigo uma torrente de tragédia. Os habitantes próximos, em algum momento, ficaram doentes por um motivo não muito claro. Adquiriram o "blightpus", uma infecção terrível que os causava dor absurda. Imagino que essa doença adicionada com o "bônus da imortalidade" da maldição dos undeads deveria criar um amontoado de "dor eterna" nesses pobres indivíduos.


A irmã de Queelag, se padecendo com a situação,"absorveu" essa infecção de cada um deles, os transmutando no processo, mas os livrando da dor. É aí que se você para pra pensar, você vê que eles se tornaram bem deformados com o processo e tiveram uma perda considerável de locomoção. Mesmo assim, permanecem eternamente gratos à sua "Querida Senhora", (Fair Lady). Imaginem o tamanho do sofrimento deles pra preferirem viver assim, do que com a dor.

Vish

Porém, a absorvição de toda essa doença afetava drasticamente a saúde da bondosa senhora, e mesmo Queelag logicamente sendo contra a essa decisão, não foi o suficiente para convence-la a parar. Fair Lady opta por continuar o ato de bondade e isso acaba resultando num estado de degradação do seu corpo, a deixando cega e bastante debilitada.

Em suma, parece que "alimentar" a Fair Lady com Humanidades sanava suas aflições. É aí que, mais um dos ajudados por ela  – Eingiy, um antigo pyromancer banido por causa de suas técnicas pouco ortodoxas – acabou sendo o "mediador" do Convenant da mesma. Que tinha como objetivo angariar humanidades. É plausível pensar que a própria Quelaag agia não só como defensora do covil da irmã e do sino, como também buscava fazer o mesmo (conseguir Humanidades) para irmã e tentar também sanar sua dor.

Oh, dear sister.

É também observável que todo o local está repleto de ovos. Ovos de filhotes da Fair Lady, filhotes que nasceram natimortos devido ao estado de saúde de sua mãe. Pois é... Numa tentativa de desespero e talvez prepotência de Izalith, ela não só afundou sua cidade em lava, ela criou um progenitor de demônios e transmutou sua família, a condenando a uma vida de bastante sofrimento. 

É realmente um dos plots mais FEELs do jogo.


Aqui também conhecemos Queelana, uma mestre pyromancer que parece ter envolvimento direto com todo lugar, e que irei divagar mais lá na frente. Após a derrota de Queelag, é possível tocar o sino, e continuar com o destino do escolhido, que nos leva à uma cutscene onde um gigante abre o portão para o próximo importante destino, Sen's Frotress.

Engrenagem de acontecimentos

Na medida em que você toca os sinos, alguns acontecimentos moldam Lodran. Quando Chosen Undead volta para Firelink Shrine, a bonfire está apagada, Crestfallen está profundamente perturbado com algo, e é possível escutar um barulho esquisito mais a frente (é possível antes, mas agora está mais evidente). O responsável por esse barulho é nada mais, nada menos, que uma das serpentes primordiais e uma amiga de Gwyn, Frampt the Kingseeker.

"Porra, que fedor ... E eu estava realmente começando a gostar daqui! (Suspiro) Talvez seja hora de eu fazer algo sobre isso ..."

A razão para o descontentamento de Crestfallen é o hálito de Frampt... E julgando pela aparência dos seus dentes, é de se esperar. Mas, o lance aqui é mais uma vez a escolha entre dois caminhos a seguir.
Como vocês já devem saber, existem várias serpentes primordiais no mundo, porém duas dessas estão tentando moldar o destino do escolhido NESSE jogo.

Serpentes manipulando o destino como elas acham pertinente, dá pra se notar uma certa semelhança de referências aí, huh? 

Ambas te orientam a pegar o item chamado de Lordvessel, que resumidamente é um dispositivo para se depositar as Lord Souls e assim funcionar como uma chave para atingir o objetivo final do escolhido. Mas o resultado desse objetivo é singelamente diferente do outro.

Frampt  quer que você suceda Gwyn como grande sacrifício para manter a Era do Fogo no ciclo principal mais uma vez. E Darkstalker Kaathe, que está em outro local, (bem mais difícil de achar) não quer que você prolongue o ciclo, ele quer que o escolhido governe o mundo, e que a era dos deuses finalmente termine. Irei expor melhor esse assunto mais a frente, no artigo.

A outra mudança no local, a bonfire apagada se dá ao fator da Firekeeper de Shrine ter sido assassinada. Lautrec consegue escapar da prisão que ele estava em Parish, (independente ou não de ajuda) e por um motivo não muito claro acaba por cometer esse assassinato.


Lautrec desperta bastante curiosidade. Além da dublagem que é fenomenal, (como toda a do jogo) seu passado e suas motivações são bem misteriosas, mas podemos tentar traçar algumas teorias com o pouco que temos. Além do fato da voz e atitude de Lautrec nos mostrar que ele é bastante FDP, outras coisas me intrigam.

Lautrec é um cavaleiro de Carim e um seguidor devoto da deusa Fina, uma deusa conhecida por sua grande beleza. Seu anel, (muito útil pra minha build) e sua armadura, (com braços envoltos sobre seu busto) representam a proteção e o amor dessa deusa por ele. O que podemos ver como uma característica, talvez, padrão do trajar desses seguidores de Fina. É dito também, que Lautrec foi um homem "tocado" pelo amor de sua deusa. Ele vivia em grande solidão, e acabou por largar tudo e servi-la, com fé nessa divindade.

Em algum momento, enquanto Lautrec estava em Lordran, ele foi trancafiado em uma cela. Motivos pra isso? Bom, ele é de longe alguém suspeito, é bem plausível que sua prisão tenha sido justa, a questão é, quem o fez?

Uma TEORIA que acho pertinente, é a de Lautrec ter sido preso por seguidores da própria igreja, há bastante tempo. Afinal, vemos a chave do lado de fora, e é provável que um deles, em fuga do lugar por estar decaindo devido a maldição, tenha deixado cair. Mas por que exatamente ele seria preso? Vemos uma firekeeper morta na igreja, ele poderia ter sido o responsável, APESAR, de aquilo ser um altar, e eu pessoalmente acreditar que ela realmente tenha sido sacrificada pela própria congregação. Mas enfim, você pode pensar o que quiser. Alguns tentam ligar esse fator com o Six-Eyed Channeler que está lá, um servo de Seath, que pode ter o capturado visando traze-lo para o seu senhor, como uma nova cobaia, mas eu não acredito muito nessa teoria pelo fato da chave estar do lado de fora do lugar.

Eu nunca precisei dela, afinal, meu item de SEMPRE é a Masterkey. Mas estou divagando...

Khehehehehehehehehehehe

Agora a pergunta é: por que Lautrec iria querer matar a firekeeper de Firelink Shrine?

"Essa Keeper me serviu bem, mas... Basta com ela... Keh hehehehe

Lautrec parece demostrar alguma espécie de fascínio pela Keeper do local, ficando em sua frente, a observando... e diante de certas conversas, observamos que ele parece saber de muitos acontecimentos e conhecer várias pessoas que estão em Lordran. É plausível pensar que ele conhecia o passado da Keeper, mas por que mata-la? Eu tenho certas epifanias sobre isso, mas vamos ver isso em breve.

Agora cabe ao undead vingar a firekeeper morta. E nesse momento, ele tem duas escolhas, a de seguir Frampt ou a de seguir Kaathe – apesar de essa estar bem "oculta" no contexto do momento do jogo. Pessoalmente, gosto bastante dos diálogos de Kaathe, mas não irei segui-lo nesse gameplay, e o motivo vocês deverão saber no momento certo também. Porém, claro, irei detalhar esse path, porque ele possui diálogos sensacionais.  

Dando continuidade, Chosen é informado sobre o Lordvessel, e parte para Anor Londo, só precisa passar por Sen's Fortress antes. Um local cheio de armadilhas, criado justamente para ser uma provação para quem ousar explorar Anor Londo.

O caminho do Escolhido



Sen's Fortress é um lugar curioso. Para marinheiros de primeira viagem, pode ser um grande inferno na terra, mas para os mais experientes, um passeio tranquilo de cinco minutos. Aqui estão personagens bem interessantes. Pra começar, temos o Cebola Siegmeyer de Catarina, um cavaleiro atrapalhado que veio para Lordran em busca de aventura e se encontra "impedido de prosseguir" em Fortress, mas ajudado por Chosen, futuramente ele pode seguir o seu caminho, (ao abrir umas das quests mais complicadas do jogo). O outro a ser encontrado é Big Hat Logan, um mago extremamente conhecido de Vinheim, preso em uma cela suspensa. E seguindo, o ultimo a ser encontrado é o Undead Prince Ricard, que por sua vestimenta, (elite set) podemos presumir que ele seja de Astora. Mas, não temos qualquer fato além desse que prove realmente. Tudo que sabemos é que ele era uma realeza, e que saiu em uma viagem não muito planejada... É dito que ele sumiu nas terras do norte e virou um Undead, e agora vemos que ele guarda a torre localizada na parte de cima de Fortress.


E o ultimo desafio do lugar, Iron Golem, que após derrotado, libera uma espécie de chave para adentrar Anor Londo. Esse que é um dos momentos mais INCRÍVEIS de Dark Souls!

Até hoje me perguntando porque essas criaturas não voam quando são chutadas por nós...

A chegada profetizada


Na parte um da cronologia, eu já expliquei um pouco sobre o passado desse maravilhoso lugar, porém, existe bem mais coisas a se abordar. É aqui onde a dúvida do tempo distorcido em Dark Souls ganha mais forma. E também, é aqui que conhecemos uma outra Fire Keeper de Lordran, The Darkmoon Knightess. 

"Hm, o que é? O que eu sou? Bem ... Eu sou a Fire Keeper. Se não fosse por mim, o que "iluminaria" nessa cidade perdida?"


Explorando mais essa arquitetônica cidade de deuses, nós conhecemos a milícia uma vez comandada por Ciaran no passado, guardando uma sala com um quadro gigante. Local esse que só é acessível graças a uma janela quebrada próxima.

Mas quebrada por quem?


Black Iron Tarkus, que certamente deve ser um cavaleiro do reino de Berenike, já que eles são conhecidos por seu tamanho, força e por trajar armaduras bem pesadas. Mas, Tarkus ainda ia além em força e habilidade mesmo dentre os seus semelhantes, sendo notável e conhecido por isso. Ele é com certeza um dos undead que chegaram mais longe tentando completar a profecia, e mesmo passando por Sen's Fortress, acabou caindo, um pouco mais adiante em Anor Londo. Caindo tanto, que se tornou um "cadáver". 

Mas, peraí, peraí! Você pode se perguntar, "e como diabos esse Tarkus chegou até aí? Ele não deveria ter matado a Queelag e as Gárgulas do telhado e tocado os sinos primeiro que "nós"? E por que ele não virou um hollow e apenas um cadáver lá em baixo? Mas o que diabos?!" Isso vale o mesmo para o Solaire, carambolas!!"


Conceito de "mundos", as realidades de Dark Souls

Como eu já mencionei antes, Lordran é mais complexo do que imaginamos. Há varias realidades temporais nesse lugar, vários "mundos" dimensionais, separados apenas por fatores de tempo. Isso explicaria a "invasão" dos mundos. Digamos que cada ser que pisa em Lordran, ganha uma "realidade" própria. E isso, seria uma genuína mesclagem com os fatores de gameplay  online de Dark Souls. Misturando mecânicas do jogo diretamente com o enredo, como já é de praxe na série. 

É complexo, e não temos nenhuma resposta pra isso, mas é como se o tempo fosse distorcido pra todos, e o destino de cada um acontecesse em tempos diferentes em cada mundo. Por exemplo, Tarkus parece ter caído tanto desse lugar, que além de ter virado um hollow,  virou uma carcaça que nem se movimenta mais. Talvez, o extremo da transformação em hollow? Uma carcaça que nem pode mais se mover. Mas isso é só uma especulação minha. Mas sempre me incomodou ver corpos imóveis como se fossem cadáveres nesses jogos, tendo a ideia de maldição tão exposta.

Acredito que a "hollowficação" tenha "níveis": o primeiro, da mente se esvair, mas ainda assim, permanecer com alguns resquícios de pensamento, como atacar, reverenciar, se mover. O outro nível, seria o máximo da transformação. Onde eles viram apenas um pedaço de carne imóvel, apesar de "ter um traço de existência" ali.

Eu só levanto esse pensamento pelo fato da maldição "cancelar" a ideia que temos de morrer completamente. E ver esses "cadáveres" por aí é bem intrigante. É uma interpretação pessoal, apenas ESPECULAÇÃO


A outro fato é que, quando ele invade o nosso mundo para nos auxiliar em Fortress, ele ainda está vivo no próprio mundo. Mas no nosso, ele já morreu, talvez há anos! Seria mais ou menos a lógica de uma distorção temporal semelhante a de um buraco negro – já viram Interstellar? É a coisa mais recente no mundo pop que consegui pensar pra ilustrar esse pensamento, não é a comparação mais sensata, mas foi o máximo que consegui, me julguem.

Outra coisa pra se observar é que os deuses usam o fator de "invasão de mundos" – multiversos temporais – para perseguir pecadores, por exemplo. Talvez porque no mundo e tempo em que o punidor se encontra, o pecador ainda não apareceu, ou sequer cometeu o ato. Ou você pode ir pra outro mundo só pra caçar humanidades e almas, ou simplesmente pra fazer o mal e atazanar as pessoas.


Então abrimos OUTRO fodendo-impasse. Como diabos Tarkus chegou ali NO NOSSO mundo, se quem tocou o sino fomos nós, e não ele? Por que o corpo dele está ali?

Em algum momento, é possível que essas dimensões separadas se choquem, e as suas realidades se fundam. Em outras palavras, é como se Lordran fosse um multiverso de possibilidades e acontecimentos, que em algum momento se unem e criam uma linha de realidade única. Solaire cita em uma conversa que o fluxo de tempo em si é complicado. Heróis de várias eras se relacionando dentro e fora em uma camada de tempo que oscila. 

"Não há como dizer quanto tempo os nossos mundos estarão conectados." - Solaire

Então dá pra sacar que em algum momento, todos os fatos dimensionais se juntam, e tudo fica conectado, criando uma única realidade.

Multiverso é um tema muito referente no blog, né... Enfim, é uma ideia sensacional que me deixa extasiado, e uma das formas mais originais e incríveis de mesclar o enredo do jogo com detalhes de gameplay, Dark Souls é o melhor exemplo desse aspecto que consigo imaginar!

Seguindo a profecia 


Explorando Lordran mais a fundo, podemos observar que os deuses formavam uma população bem especial aqui. Não dá pra saber muito sobre a vida das pessoas nessa cidade, exceto pelos quadros que devem, provavelmente, retratar sua população. O que me faz perceber que, exceto pela família de Gwyn que podemos ver, (ele e dois de seus filhos) os outros que aparecem nos quadros (provavelmente deuses) tinham um estilo de vestimenta bem diferente. Mais... "nobreza do século quinze", creio. Já Gwyn e seus filhos, (mostrados) me remetem a um estilo bem mais antigo, grego talvez, e isso serve pra boa parte das estátuas do lugar. Enfim, apenas uma observação.

Chosen Undead aqui também conhece o ferreiro da raça dos gigantes, que parece não se comunicar tanto, como Smough faz, por exemplo.  E finalmente, encontramos duas figuras bem conhecidas por todos que jogaram esse jogo. 


Essa batalha possui um tópico que me deixa inquieto, principalmente depois da aparição de Ornstein em DS2. Como eu já expliquei na primeira parte, boa parte dos seres que interagem em Anor Londo são meras ilusões criadas por Gwyndolin. O que faz muitos questionarem se Gough e Ornstein são mesmo reais aqui.

Outro fator curioso é que alguns acham que esses dois são irmãos... E eu não sei de onde caralhas tiraram essa ideia, porque em nenhum momento isso se mostra no jogo. O máximo é, alguma espécie de habilidade semelhante entre ambos de "absorvição" de poderes, mas isso não prova NADA. 

Outra coisa que observo bastante na comunidade, principalmente entre os artistas que fazem fanarts. Claro que algumas vezes é proposital, mas, talvez alguns não saibam.  

Créditos por essa edição profissional: Eu
Eu até compreendo essa confusão. O design dele realmente é confuso. Lembrando, eu nunca achei nada que comprovasse isso, mas cara, é só observar a anatomia dos sujeitos, a não ser que eles sejam bem esquisitos, é impossível isso... Enfim, essa lógica é a mesma com o Smough também. Se vocês já sabiam do detalhe dos elmos, ignorem.

E é depois dessa luta difícil que vivemos um dos momentos mais tranquilizadores jogando Dark Souls. Embalado a uma ost bem especial (de vitória, na minha mente), nos encontramos com a imagem incrível e confortante de Gwynevere, a Rainha da Luz Solar. Ela entrega o Lordvessel ao escolhido, que agora deve seguir o seu destino.

Isso acontece até se você for mulher, não adianta negar.

Vingança 



Ainda em Anor Londo, Chosen Undead tem a oportunidade de invadir o mundo de Lautrec e vingar a morte da Fire Keeper. Após o fato, é possível de alguma forma revive-la. E aí descobrimos o seu nome, Anastacia of Astora. Em algum momento do passado, ela perdeu sua língua e é por isso que ela era incapaz de conversar. Agora, revivida, sua língua foi restaurada com ela.

"Perdoe-me ... ... ... Eu sou impura, minha língua ser restaurada não foi algo intencional. ... Por favor, se você tem algum coração ... ... Deixe-me... ... Eu não quero falar..."

Creio que seja a dublagem desse jogo que é tão perfeita, mas a forma que os personagens falam é tão impactante que é impossível você não sentir a aflição deles.

Depois de falar com ela ficamos assim
É dito que sua língua foi cortada por uma blasfêmia contra os deuses, o que me faz questionar. Numa cena da intro do jogo, ela se mostra solta, e se padecendo por um cavaleiro de Astora. Talvez alguém que ela se importasse bastante? Acredito que esse fato tivesse a feito contestar os deuses, assim ela acabou punida no processo e ficou absurdamente deprimida com tudo.


Não temos essa informação, infelizmente. E essa é com certeza uma das coisas que mais me deixam curioso nesse jogo. Outra coisa é, a razão de Lautrec ter a assassinado. Alguns pensam que ele estaria fazendo isso por pena, tentando livra-la do fardo de viver com esse sofrimento, sendo obrigada a cumprir o seu dever de Fire Keeper. Mas, vendo a atitude do Lautrec ao agir, é meio difícil acreditar nisso. Apesar que, sua adoração a sua deusa parece bem verdadeira, o que intriga. De fato, é notável que ele tem algum sentimento nele. É um personagem bastante fascinante.

Não dá pra ter certeza realmente dos motivos, só a de que isso foi deixado em aberto para criar várias linhas de interpretação. E é justamente a beleza desse lore.


Posicionando o Lordvessel

Chega o momento do Chosen Undead ativar o Lordvessel, liberando áreas seladas que antes não podiam ser exploradas. Agora ele deve conseguir as Lord Souls de seus donos.


Como eu já disse MIL vezes, há várias formas de se chegar aqui, mas como estou seguindo um roteiro, irei divagar mais sobre esses detalhes depois.

+Adicional: O caminho do Dark Lord


Se você vai até Sif pegar o Covenant of Artorias – coisa que eu fazia mais vezes antes da DLC – e adentra New Londo até derrotar os Four Kings, Kaathe aparece. E caso você escolha o caminho que ele lhe propõe, ele te revela a "verdade".

Conta que Pigmy reivindicou a Dark Soul e esperou o ciclo da chama diminuir até que a Age of Dark chegasse, a era dos seus descendentes, os humanos. Gwyn, tentando se apegar a era dos deuses, tomou várias atitudes desesperadas em sua vida, o que já vimos na primeira parte do artigo. Em resumo, tudo que Gwyn fez junto do seu panteão, foi tentar impedir o nascimento do Lord que iria conduzir a era das trevas.


A Dark Soul é conhecida por ser especial e diferente das outras Lord Souls. Ela provavelmente transcendeu a existência de Pigmy pra um patamar que talvez nunca poderemos compreender.

Kaathe diz que agora tenta corrigir os "erros do passado" – que foi prolongar forçadamente a era do fogo, destruindo o equilíbrio–  buscando o verdadeiro senhor. Enquanto Frampt "se perdeu" e virou amigo de Gwyn.

É notável que cada serpente age pelo que elas acham melhor de seguir. É possível que elas se beneficiem com seus caminhos, é possível que elas realmente se importem com o destino do mundo e estejam inerentes aos fatos ou elas estejam fora desse ciclo e apenas observem e manipulem as coisas pra passar o tempo.

Com o fato de Kaathe dizer que procura "consertar erros do passado", podemos observar que isso tem alguma ligação com o "primeiro pecado" que Aldia menciona em Dark Souls 2. Antes, apesar de levantar a hipótese, eu ficava "em cima do muro", sobre o fato de que Gwyn fosse o real culpado pelo primeiro pecado. Porém, hoje, depois de me debruçar em pensar a respeito e juntar evidências, eu acredito mais nisso, fica bastante implícito, realmente. Mas, claro, nada confirmado por enquanto, quem sabe em Dark Souls 3?

As serpentes são bem misteriosas, e claro, acentuam ainda mais a linha de interpretações. O que acho estranho é o fato delas não aparecerem diretamente em DS2, o que me faz pensar bastante sobre isso.


Kaathe também é líder do covenant dos Darkwraights, aqueles inimigos de tudo aquilo que possui uma alma. Também fica implícito dele ser o responsável por fazer com que os habitantes de Oolacile tenham acordado Manus.

E se você se pergunta qual é o caminho canônico para os fatos de Dark Souls 2, isso foi explicado na sua cronologia.

Curiosidade adicional:

Não deve  ser novidade pra muitos que a From Soft pega muitas referências de Berserk e usa em seus jogos. Apesar de algumas vezes alguns exagerarem na forçação de barra com as comparações.

Mesmo assim, existem comparações interessantes, afinal a From Soft é uma empresa que gosta de trabalhar com referências, muitas. Uma delas, em especial, é essa da imagem abaixo.


Primeiro, parabéns pra quem percebeu isso, porque eu só saquei essa depois de ver a imagem. A cena em questão do mangá, se bem me lembro, é a de espíritos malignos do outro mundo desaparecendo graças a luz do dia. E o visual é bastante semelhante ao das serpentes, e bem...

Isso me faz pensar a respeito... Estou pensado agora mesmo, pensem também.

Outra curiosidade, agora do blog: Quem me encheu a paciência pra ir jogar Dark Souls há uns 3 anos foi o meu parça do blog, Uor. Logo depois eu fiquei extremamente um pouco fascinado pela série. Dá pra ver pelos artigos...

Detalhe, logo depois eu que enchi a paciência dele pra ler Berserk, e vejam só a coincidência, ele ficou louco levemente interessado na trama, vide seus ARTIGOS  aqui no blog.

Curioso.

Aproveitando o momento para dizer que Abyssword > Moonlightsword, Uor, seu infeliz.

Considerações finais

E chegamos ao fim dessa parte do artigo! Pois é... ele ficaria muito enorme se eu deixasse tudo em um só, e também, há questões de tempo. Eu não posso me dedicar tanto quanto eu gostaria em jogar e escrever. Época de TCC ferrando a vida, vocês sabem.

E pra quem leu os primeiros artigos sobre cronologia e percebeu que esse artigo está bem mais "dissipado" em questão de eventos, eu digo que esse é justamente o objetivo. Eu realmente estava buscando uma chance de tratar de tantos eventos espalhados de alguma forma, então tentei criar um seguimento pra falar de tudo que eu pudesse em "alguma ordem de fatos". Claro, ainda tem muita coisa pra falar, conceitos, lugares, geografia, NPCs, suas quests, e claro, do lore principal. Isso continua na próxima parte.

E eu tô bem ansioso por isso! YEEEEEEEEEEEEEEAH!
Se me perguntam se eu vou fazer o mesmo com DS2, é provável que sim, não sei ao certo.  O fator de gameplay do segundo jogo não me cativa da mesma forma que o primeiro. Mas o enredo sim, então... quem sabe. Também acredito que Demons Souls vai ganhar algo dedicado, esse que também possui sua cronologia AQUI no blog, e ficou em cargo do Uor.

Se você quiser saber sobre as atualizações do blog, só seguir a pagina do face porque eu posto tudo lá. A continuação desse artigo deve ainda sair esse mês! Qualquer comentário é bem vindo, e rages também. Lembrando que tudo isso é fruto de pesquisas nas wikias, in-game, algumas observações pessoais, conversas, ENFIM. Então, qualquer semelhança de teorias não deve ser apenas coincidência.

Pra mais discussões, grupo Firelink Shrine Brasil AQUI.

Até dia MIL pra vocês...


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