Um MIL sobre New Wave (e um pouco de post-punk)


Me retirando de responsabilidades externas, enfim retirar da cachola algo que estava programando fazia alguns dias. Como alguns já sabem, mesmo mal tendo saído das fraudas em comparação aos meus colegas da redação desta renomada página (rs), eu sou um grande fã de cultura dos anos 80. Entre filmes, jogos, desenhos e outras coisinhas, o que mais se destaca, sem dúvida alguma meus amigos, é a música. Das mais de 500 músicas de meu celular, posso dizer que 70% pertence à esse período.


Vou falar de músicas do anos 80? Bem, sim, eu vou. Mas não algo tão geral assim (até pra não ficar algo extremamente genérico, né?), mas me focando no principal movimento musical desta época (que, digamos, engloba uma grande parte dos hits do período), a New Wave (Nova Onda).

Um pouco das Origens

O termo New Wave surgiu como um nome variante para o Punk, vertente do Rock que estava se popularizando com muita força na Inglaterra. Haviam jornalistas que usavam o mesmo termo para o mesmo estilo de música, mas alguns utilizavam “New Wave” apenas para músicas que não fossem exatamente Punk, mas que também estavam envolvidas com o movimento musical daquela época.

A Sire Records, uma gravadora americana, usou o termo New Wave para o Punk pelo fato do mesmo estar sendo considerado um movimento passageiro. Acabou que Punk ficou pra um estilo de música mais parecido com Sex Pistols, por exemplo, enquanto bandas com sons mais experimentais e elaborados ficaram no New Wave, a exemplo de Talking Heads e Blondie. Se for pra dar uma data para a origem do gênero, ficaria entre 1976 e 77.



Além dessas bandas novas, também haviam músicos já com bagagem que ajudaram nesse processo, sendo muito influenciado pela música eletrônica que estava surgindo em determinados países, principalmente na Alemanha, como verão mais à frente. Um exemplo é David Bowie (esse que já havia feito parte do chamado "protopunk", o chamado pai do punk), que em sua aclamada trilogia de Berlim (Low, Heroes e Lodger) já misturava rock com música eletrônica, pegando elementos os quais conheceu na Alemanha, sendo uma influência sempre citada pelas bandas do New Wave, tanto em características sonoras como na caracterização, ou simplesmente pelo simbolo de rebeldia que havia sido anos antes.



Simplificando, o New Wave seria algo mais “singelo e inocente” comparado ao Post-Punk, unindo desde tons totalmente alegres e coloridos como DEVO, até aquele lado mais triste e “sombrio”, como The Cure, normalmente com elementos eletrônicos. Acabou substituindo as músicas de discoteca, ocupando o posto de pop dos anos 80.

Talking Heads
Logo em seus primeiros anos o gênero adotou o uso dos sintetizadores. Sério, como eu amo esse instrumento, EU ADORO SINTETIZADOR! Talvez tenha sido algo que tenha caracterizado de vez as bandas do New Wave... Ou não. Logo em seu início essas bandas já estavam conseguindo um bom sucesso, daí já sabe, né? O que faz sucesso, logo logo alguém copia. Com isso em mente é obvio que outras, que nem mesmo pertenciam ao movimento, começaram à usá-lo. E bem, isso torna as coisas bem confusas, por isso que “New Wave” e “música dos anos 80” acaba muitas vezes sendo usados como sinônimos. De forma errônea, talvez.

Algo que ajudou a popularizar o gênero foi a MTV. Criada em 1981, ela expandiu muito mais a música New Wave, apresentando videoclipes principalmente de bandas britânicas que pertenciam ao movimento, isso até o fim dos anos 80, quando o estilo foi substituído por rocks mais pesados.

Várias categorias



Bem, o rock é algo que possui subgêneros dentro de subgêneros, isso não é mistério pra ninguém, assim como outros gêneros (até porque o rock possui influencias do blues). No caso do New Wave não seria diferente. Com isso irei citar apenas os gêneros daquela época, nada mais moderno com influência do mesmo (bandas retrô). Nesses gêneros irão se enquadrar vertentes também do punk, já que, como expliquei, os dois surgiram juntos, então é um tanto complicado separar os dois. Ah, não se preocupem, várias das bandas realmente participavam de mais de um subgênero. Na verdade tem alguns que são gêneros diferentes, mas como andavam em rotas parecidas... Decidi colocar. Oras, o autor sou eu. É só um resuminho básico de alguns que selecionei, mais pra vocês terem uma ideia.

New Romantic


Duran Duran
Talvez o subgênero mais popular, principalmente para o público feminino. Como o nome já diz, é um gênero voltado mais pra um clima romântico, algo que fortaleceu muito a cultura dos clubes de dança, que ficou em alta durante um bom tempo após essa fase. Basicamente a maioria dos grupos pop eram deste gênero.

No geral eram aquelas bandas que utilizavam muito o sintetizador, além de outros instrumentos eletrônicos. Normalmente os membros utilizavam cores vibrantes em suas roupas, fashions, com estética retrofuturista e postura anarquista, sendo as bandas que mais tinham videoclipes exibidos na MTV, uma justificava a mais para seu sucesso. As principais influências do subgênero foram Bryan Ferry (do Roxy Music), David Bowie (principalmente no aspecto visual) e os alemães da banda Kraftwerk.



Entre os principais nomes temos A-HA, Alphaville, The Buggles, Culture Club, Depeche Mode, Duran Duran, Eurythmics, A Flock of Seagulls, Information Society, Kim Wilde, New Order, Ultravox, Pet Shop Boys e até mesmo RPM (brasileira).

Synthpop



Considerado como um gênero por completo, ele surgiu poucos anos após o movimento New Wave, junto com o Pós-Punk. Para muitos é a junção perfeita de música eletrônica com o rock e o pop. Possui forte semelhanças com o New Romantic, se diversificando um pouco mais nas vestimentas e por se dedicarem ainda mais à música eletrônica.

Como disse, várias bandas possuíam mais de um gênero, logo boa parte das que participavam do New Romantic também estavam envolvidos com o gênero Synthpop. Entre as bandas de destaque temos A-HA, Pet Shop Boys, New Order, Erasure e, principalmente, Ultravox, que introduziu o gênero na Inglaterra, e Devo, que introduziu nos Estados Unidos.


Post-Punk


Joy Division
Mais uma vez não é exatamente um subgênero, mas um gênero em si que andou junto com o New Wave, sendo que no caso desse dava pra fazer um artigo do mesmo só pra ele, mas é até mais interessante introduzi-lo aqui, pra matar 2 coelhos de uma vez (não vai ser a única vez que vou falar de coelhos nesse artigo).

O post-punk (ou pós-punk) surgiu logo após a poeira do punk ter baixado um pouco. Quando o punk saiu da Inglaterra e foi pros EUA, muito do ar revolucionário e anarquista acabou se perdendo. Com isso, novas bandas, bem mais introvertidas, começaram a surgir. Essas bandas, denominadas como post-punk, possuíam um ar mais experimental (assim como o New Wave), utilizando sintetizadores e técnicas de baixo dos Dub jamaicanos e com influencias do Funk americano.


Por mais parecido que seja o post-punk com o new wave, o post-punk ficou como a “versão alternativa” do new wave, com bem menos foco comercial. Por muitas dessas bandas possuírem um clima mais tranquilo e até mesmo triste, elas também participaram de vertentes da new wave (aí está o principal motivo de eu ter colocado esse tópico). Eu poderia explicar muito mais sobre ele, mas fugiria demais do tema proposto (nada impede de eu fazer outro artigo).

Entre as principais bandas do movimento nós temos Magazine, Ramones, Blondie, The Cure, Siousxie & The Banshees, U2, Echo & The Bunnyman, The Smiths e Joy Division (que deu origem ao New Order, após o suicídio do Ian Curtis).


Dance-Punk

INXS

Voltando para outros subgêneros do New Wave. Agora vocês vão começar a entender o motivo de eu ter encaixado o post-punk acima.

No caso, o Dance-Punk é bem simples: a mistura do rock com a música eletrônica, somente isso. Quase um resumo de boa parte do movimento New Wave, mas agora se tratando de bandas focadas ainda mais nesses dois gêneros, os misturando.

As principais bandas eram INXS, Siousxie & The Banshees, Depeche Mode, Eurythics, The Cure e Killing Joke.



Dark Wave

Siouxsie Sioux (sim, ela inspirou a Morte do Sandman)

Como o nome deixa mais claro, é o lado “dark” do New Wave. Bandas que fugiam quase totalmente do ar colorido e alegre das bandas mais mainstream, com letras mais tristes e depressivas, tendo características ligadas ao movimento gótico. Talvez o subgênero do new wave que mais se aproximou do post-punk.

Entre as bandas de destaque temos New Order, Joy Division, Siousxie & The Banshees, The Cure, Killing Joke, Gary Numan, Fields of the Nephilim e Soft Cell. 



As Bandas

Agora, vamos falar daqueles que realmente tornaram o New Wave algo real: os cantores e bandas. Sério, não tem nada melhor pra explicar o movimento new wave que explicar sobre as principais bandas desse período. No caso, escolhi algumas das minhas bandas favoritas e aquelas que realmente tiveram uma grande importância no cenário na época, fazendo um resumão delas e, claro, colocando músicas.

Duran Duran


Vamos começar com uma das mais populares, se não A mais popular. Duran Duran deve ter sido, junto ao Tears For Fears, a banda com mais sucessos daquele início de anos 80. Uma banda inglesa de New Romantic, que simplesmente invadiu os Estados Unidos com suas músicas na MTV, um verdadeiro estouro, meu amigos.

A banda se iniciou em 1978, tendo 3 integrantes: Stephen Duffy no vocal, Nick Rhodes no teclado e John Taylor na guitarra. Logo em seguida chegou John Colley como baixista. Duffy saiu em 79, sendo substituído por Andy Wickett, que ficou até 1980 (mesmo assim participou da composição de Rio, clássico da banda). Colley também saiu, e John Taylor assumiu o baixo. Em seguida chegou o baterista Roger Taylor (não, não é o do Queen). Contrataram também Alan Curtis como guitarrista e Jeff Thomas como vocalista (sim, teve 3 vocalistas em um curto período de tempo), mas ambos ficaram pouco tempo. Pouco tempo depois, enfim, a banda teve sua formação concluída, com a entrada de Andy Taylor na guitarra e Simon Le Bon no vocal. Assim, a banda ficou:

Simon Le Bon – Vocal
Roger Taylor – Bateria
Nick Rhodes – Teclado
John Taylor – Baixo
Andy Taylor – Guitarra



Tendo como primeiro hit a música Planet Earth de 1981, Duran Duran conseguiu uma sequência incrível de singles extremamente populares, a maioria do segundo álbum, Rio. Focando em Rio, o álbum é considerado um dos melhores de todos os tempos, e não é para menos. No álbum havia as músicas My Own Way, Hungry Like the Wolf, Rio e Save a Prayer. Para se ter ideia do sucesso da banda, ela era a favorita da já falecida Princesa Diana.

Arte de "Rio"
Um dos motivos do enorme sucesso do Duran Duran sem dúvida alguma foi o enorme planejamento gráfico da banda. Apresentando uma sensualidade atraente para garotas, o grupo sempre se vestia de maneira extremamente fashion, trabalhando com estilistas famosos como Giorgio Armani para criar uma imagem elegante. Além disso, o tão aclamado álbum Rio, tem como principal destaque a belíssima capa. A capa, assim como algumas outras da banda, teve como designer o excelente Malcolm Garret, apresentando um design que até hoje é facilmente relacionado ao New Wave. Já sobre a incrível arte da mulher (será?) no centro da capa, os créditos ficam para o genial Patrick Nagel. Aliás, uma galeria de arte de Nagel deve ir ao ar em breve aqui no blog.

Uma curiosidade é que o nome da banda surgiu do nome do Dr. Durand Durand, vilão do filme baseado em quadrinhos Barabarella, protagonizado por Jane Fonda.

Aqui ficam algumas das melhores músicas deles para vocês ouvirem:




Tears For Fears


A banda britânica tem como seus dois membros base Roland Orzabal (guitarrista) e Curt Smith (baixista), ambos vocalistas da banda, com outros membros variando ao passar do tempo. Eles iniciaram a carreira como membros auxiliares da banda Neon (essa que possuía Peter Byrne e Rob Fisher, da banda Naked Eyes). Eles só foram conseguir um pouco mais de destaque com a banda Graduate de 1980. A banda conseguiu um sucesso considerável na Espanha e na Suíça, mas não obteve muito impacto no Reino Unido.


Roland e Curt então resolveram se desvincular da banda e formarem outra diferente, essa chamada de History of Headaches, tendo influencias de Talking Heads, Peter Gabriel e outros artistas da época. A banda mais tarde se tornou Tears For Fears, nome inspirado na terapia primal do psicanalista Arthur Janov, que ficou conhecido por ter John Lennon como paciente.

Os dois se uniram a Manny Elias, baterista também vindo do Neon e Ian Stanley, tecladista. Assim, eles gravaram o álbum The Hurting, de 1983, isso depois de já terem lançados os singles Suffer the Children e Pale Shelter, que não fizeram tanto sucesso na época.



The Hurting conseguiu um grande sucesso, sendo o único da banda realmente conceitual, com músicas focadas no sofrimento emocional, na terapia primal e na amarga infância de Roland. Entre os hits estavam Mad World, Change e uma regravação de Pale Shelter.

A fama internacional da banda veio finalmente em 1984, com o álbum From the Big Chair, tendo a música Shout um sucesso imenso mundialmente. O álbum apresentava Mother’s Talk, Everybody Wants to Rule the World, Head Over Heels e I Believe. O nome do álbum, aliás, foi inspirado no livro e no telefilme Sybil, que tratava de uma mulher com síndrome de múltiplas personalidades, procurando refúgio na cadeira de seu analista (a “Big Chair”). Segundo Roland e Curt, cada música do álbum representava personalidades distintas deles.

Abaixo mais algumas ótimas músicas da banda para vocês ouvirem:




The Smiths


The Smiths é mais uma banda britânica, essa que se iniciou em 1982, sendo bem mais uma banda de rock alternativo e post-punk que New Wave (mas o artigo é meu, se quiser boto Ney Matogrosso). Ela se iniciou com a parceria do escritor e ex-vocalista do The Nosebleeds, Steven Morrissey, com o guitarrista Johnny Marr. O nome da banda foi criado para fugir de alguns nomes pretensiosos da época, como Spandau Ballet, mostrando que era o momento das pessoas comuns mostrarem seus rostos, logo um sobrenome extremamente comum como Smith acabou sendo escolhido.



Os primeiros singles da banda surgiram em 1983, com Hand In Glove, This Charming Man e What Difference Does It Make?. O primeiro álbum só saiu no ano seguinte, sendo aclamado pelo público, mesmo se envolvendo em polêmicas, já que alguns jornalistas diziam que algumas músicas tratavam de pedofilia. Mas a maior polêmica estava na música Suffer Little Children, que assumidamente pela banda, tratava de uma série de assassinatos de crianças e adolescentes nos anos 60, causando revolta de familiares daquelas vítimas.


Em 1985 produziram o álbum Meat Is Murder, tratando de temas mais políticos, além de tratar do ativismo vegetariano, com Morrissey proibindo que os outros membros da banda comessem carne em locais aonde pudessem ser fotografados. Nesta época Morrissey estava extremamente “afiado”, mandando críticas desde ao governo inglês até o projeto Band Aid (que irei falar mais pra frente).

A banda foi encerrada alguns álbuns depois, em 1987. O que aconteceu após isso ficou marcado por processos envolvendo membros da banda pelos royalties das composições das músicas, aonde Andy e Mike não eram creditados, mesmo participando. Atualmente o único que possui um pouco mais de destaque é Morrissey (até por ser o vocalista e “rosto” da banda), gerando polêmicas envolvendo suas declarações preconceituosas nos últimos anos. Marr durante os anos 90 ainda compôs várias músicas para grupos famosos como Pet Shop Boys.

Mais músicas ótimas da banda para vocês ouvirem:



The Cure


Mais uma banda britânica. Foi formada inicialmente em 1973 com o grupo The Obelisk, com membros da Notre Dame Middle School, sendo eles Robert Smith como pianista, Michael Dempsey e Marc Ceccagno como guitarristas, Lou Tolhurst na percussão e Alan Hill como baixista. Mais tarde, Ceccagno criou o Malice, com Robert como guitarrista e Michael como baixista, além de outros dois colegas da escola St. Wilfrid’s Catholic. Ceccagno saiu e Touhurst (agora de baterista) acompanhado de Porl Thompson (guitarrista) entraram, assim como Peter O’ Toole (vocalista). Mais tarde a banda se tornou Easy Cure, conseguindo contrato com a Hansa Records, gravadora que abandonaram sem nenhuma música lançada, pois a mesma queria os tornar uma banda teen comum. Na mesma época, 1977, O’ Toole saiu e Robert assumiu o vocal.

Com a banda com o nome já alterado para The Cure, Thompson também saiu, sobrando apenas Robert (vocal e guitarra), Lou (bateria) e Michael (baixo). O primeiro álbum veio a sair em 79, chamado Three Imaginary Boys, não apresentando os membros da banda nem o nome das músicas no encarte do disco, algo que dava um ar misterioso para a banda.

Capa do Three Inaginary Boys
Após um bom sucesso do primeiro álbum, eles se tornaram banda de suporte da Siouxsie & The Banshees. Mais tarde Robert se ofereceu para ser guitarrista da banda, se apresentando pelas duas. Logo após gravarem Boys Don’t Cry (que não fez sucesso), Dempsey saiu, e entraram Simon Gallup (baixista) e Matthieu Hartley (teclista), ex-membros da banda The Magspies. 

Mais tarde, entre 1980 e 1982, eles se envolveram em seus 3 próximos álbuns (Seventeen Seconds, Faith e Pornography), esses conhecidos como a “trilogia sombria”. Foi nessa época que eles adotaram um clima mais dark e depressivo, tanto é que Hartley saiu já em 1980, por se sentir desconfortável com o clima “suicida” da banda. Segundo Smith, eles queriam equilibrar nessa época as músicas mais depressivas com algumas mais tranquilas, mas no fim dos shows era notável que todos os membros da banda ficavam totalmente abatidos (chegando a chorar), ou seja, aquelas músicas já estavam afetando seu psicológico de maneira muito forte.



Esse clima “bad” da banda ficou ainda mais claro em 1982 com o Pornography. Nesta época a banda utilizava todo tipo de droga, já pouco ligavam pra suas vidas. Eles começaram a adotar também algo mais visual, passando batom nos olhos (assim, ao suar, parecia sangue escorrendo dos olhos), além de deixarem os cabelos longos e desarrumados. A banda estava no fim, chegando ao ponto de Gallup e Smith brigarem fisicamente durante um show. Mais tarde Gallup foi embora e, com o fim da turnê, a banda praticamente havia acabado.
Imagem random de Lex Luthor Billy Corgan,  Yoshikage Kira David Bowie, Lou Reed e Morpheus Robert chapadão
Robert continuou nos Banshees, mantendo sua carreira apenas como guitarrista. Resolveu adotar visual igual da vocalista da banda, Siouxsie Sioux, com maquiagem, olhos pintados, batom e cabelo desarrumado. O dono da gravadora do The Cure, vendo que Robert iria se dedicar apenas aos Banshees, pediu pra ele voltar a banda, e Robert acabou aceitando, gravando músicas mais comerciais e menos depressivas, agora com Lou como tecladista, Andy Anderson de baterista e Phil Thornalley de baixista, conseguindo alguns singles de sucesso como Let’s Go To Bed.



O novo álbum veio a ser The Top, agora com Porl Thompson de volta como guitarrista. O álbum é cultuado por alguns, mas recebeu várias críticas negativas, que Robert chegou a concordar, dizendo que chegou a tocar quase todos os instrumentos durante a gravação do álbum. Simon Gallup retornou, e Anderson foi substituído por Boris Williams. A banda só conseguiu, enfim, o ápice de seu sucesso com o álbum The Head on The Door, trazendo hits como Close to Me e In Between Days.

Algumas músicas para vocês ouvirem:




New Order


Talvez a mais “cult” aqui da lista. Vou resumir um pouco mais as origens, por motivos que vocês irão entender. Três dos quatro integrantes da banda eram do Joy Division, banda inglesa de post-punk, talvez umas das mais cultuadas do gênero, com vários clássicos, que surgiu em 1976. A banda era formada por Ian Curtis (vocalista), Bernard Sumner (guitarrista e tecladista), Peter Hook (vocalista e baixista) e Stephen Morris (percussionista e baterista). Como muitos já devem saber, Ian Curtis se matou enforcado ainda com 23 anos, em 1980. Como os membros já haviam decidido desde o início, se algum membro deixasse a banda ou morresse, ela seria desfeita. Os três restantes então decidiram formar outra banda, a New Order. Eu poderia me estender mais, mas Joy Division não foi apenas uma “banda de origem”, então talvez mereça algo mais detalhado em algum artigo futuro, quem sabe.



O New Order mantinha obviamente algumas características do Joy Division, mas apresentava diferenças muito notáveis. O foco agora da banda estava na música eletrônica e no uso de sintetizadores. Todos os membros normalmente utilizavam os sintetizadores, além de seus instrumentos que eram acostumados no Joy. O vocal ficou com Sumner. A banda acabou sendo uma das pioneiras na música eletrônica, ao menos no mainstream mundial, já que, por exemplo, já havia o Kraftwerk na Alemanha e Giorgio Moroder na Itália (maior influência do Daft Punk, aliás).


Em 1980 a banda começou a gravar as primeiras músicas e a fazer as primeiras apresentações. Durante o processo, Gillian Gilbert, namorada de Morris (e atual esposa), foi introduzida a banda como tecladista, ela que pertencia a um trio feminino punk que gravava próximo ao Joy Division. O primeiro single foi Ceremony, que chegou a ser apresentado na época do Joy Division, mas que não havia sido completamente concluída. O primeiro álbum veio a sair em 1981, se chamando Movement, ainda com boas semelhanças com Joy Division, mas já com bastante uso de sintetizadores.

A banda simplesmente criou uma enorme mudança no cenário musical da época, e isso ficou ainda maior em 1983, com o segundo álbum, chamado Power, Corruption & Lies. O álbum elevou o aspecto da música eletrônica a um patamar ainda mais alto, criando uma verdadeira revolução musical, tanto é que Blue Monday, o maior hit do álbum e até mesmo da banda, é a música com maior duração a entrar nos tops musicais da Inglaterra.


O grupo estava conseguindo unir os principais detalhes do pós-punk e do new wave, simplesmente criando um novo gênero, o Dance Rock. Nesse momento, New Order era classificada como a maior banda indie do planeta. Power, Corruption & Lies foi seguido por Low-Life (1985) e Brotherhood (1986), que mantiveram o mesmo enorme sucesso, sendo que o segundo trazia outro dos maiores hits da história da banda: Bizarre Love Triangle.


Após alguns hiatos e pausas, assim como as outras bandas citadas até aqui (tirando The Smiths), continua na ativa, com o destaque de ainda produzir novas músicas, isso simplesmente sem fugir das origens, muito pelo fato do New Order já ser à frente de seu tempo quando surgiu, sendo a influência primal de muitas bandas modernas. É incrível notar como músicas extremamente recentes da banda ainda possuem uma qualidade incrível, mostrando que não estão nem um pouco enferrujados.

Aqui mais algumas obras primas pra vocês ouvirem:





Talking Heads


Considerada uma das percursoras do New Wave, a banda americana surgiu em 1974. Sendo inicialmente uma dupla formada por David Byrne no vocal e guitarra e Chris Frantz na bateria, com o nome de The Artistics. Algum tempo depois a namorada de Chris, Tina Weymouth (baixista), entrou pra banda, com David trocando o nome da banda pra Talking Heads. Em 1976, mais um membro entrou pro grupo, Jerry Harrison, ex-guitarrista e tecladista da banda The Modern Lovers, assim completando a formação da banda.

O primeiro single da banda foi Love Goes To Building on Fire. Logo em seguida saiu o primeiro álbum da banda, o Talking Heads:77, esse que possuía o primeiro clássico da banda, Psycho Killer, escrito ainda na época do The Artistics. Nos anos seguintes eles começaram a trabalhar com o produtor Bryan Eno, assim possuindo 4 discos até 1980, sendo eles, além de “Talking Heads:77”: More Songs About Buldings and Food (1978), Fear of Music (1979) e Remain in Light (1980). O de 78 foi o primeiro a receber um bom destaque dos críticos, criando uma boa fama pra banda. Já o de 79, como o nome indica, possuía um clima mais dark, sendo mais voltado para o pós-punk. Enquanto isso, o de 1980 possuía um foco maior pro world music, possuindo bastante influência de ritmos africanos.



O próximo álbum só veio a sair em em 1973, Speaking in Tongues, sendo o maior sucesso da banda, principalmente pelo famoso hit Stop Make Sense. Após isso a banda voltou a produzir álbuns de forma rápida, lançando Little Criatures (1985), True Stories (1986) e Naked (1988). O maior destaque desses três sem dúvida foi True Stories, que foi feito como trilha sonora de um filme dirigido pelo próprio vocalista, David Byrne.

A banda foi uma das mais influentes de todos os tempos, muito devido a qualidade da mesma em misturar vários estilos e unir em grandes músicas, possuindo características desde o rock até o funk, se inspirando em ritmos de outros países, desde africanos até latinos (incluindo brasileiros). A banda acabou sendo desfeita em 1991, após um hiato desde o último álbum de 1988.

Aqui mais algumas músicas para ouvirem:





Bônus: Tom Tom Club


Já fazia algum tempo que queria uma brecha pra falar de Tom Tom Club, e agora é o momento perfeito.



Tom Tom Club foi uma banda formada em 1981, pelo casal Chris Frantz e Tina Weymouth. É uma banda também de New Wave, que foi criada no hiato entre Remain in Light e Speaking in Tongues, com focos mais pro funk e pro reggae. A banda tinha foco mais comercial, mas acabou fazendo menos sucesso que Talking Heads (rsrs).

É uma banda que ainda existe até hoje, mas que não grava discos desde 2001, sendo os maiores hits ainda no início da banda. As músicas mais conhecidas são Under the Boardwalk, Genius of Love e Wordy Happinghood.



Entre os membros temporários da banda estavam o tecladista jamaicano Steve Stanley do Uhuru e o guitarrista americano Adrian Belew, da banda King Crimson.

Vale mencionar ainda que Tina Weymouth já fez parte da percussão do Gorillaz, também fazendo os vocais da personagem Noodle (mais sobre o Gorillaz aqui). 

 Nena


Agora vamos para a Alemanha, falar talvez da banda mais popular mundialmente do país (do gênero, é claro). A banda Nena surgiu em 1981, mas teve suas origens ainda em 1979, com a banda The Stripes. A banda já possuía a vocalista Gabriele Kerner (apelidada de Nena, ainda pequena por seus país em férias na Espanha) e o baterista Rolf Brendel (namorado de Nena naquela época). A banda ainda possuía Rainer Kitzmann como guitarrista, Frank Röller como baixista e Andy Kirnberger como tecladista. Era uma banda de pop-rock, que tocava apenas músicas cantadas em inglês, lançando um único álbum, que fez pouco sucesso.



Gabriele e Rolf, em Berlim, com o The Stripes já desfeito, formaram outra banda, agora de New Wave, se influenciando pelos sucessos que estavam surgindo na Inglaterra e nos Estados Unidos. A banda, além deles, agora possuía Jörn-Uwe Fahrenkrog-Petersen como tecladista, Carlo Karges como guitarrista e Jürgen Dehmel como baixista. Logo no single de estreia, Nur geträumt, a banda alcançou a vice liderança das rádios locais.

O primeiro álbum, chamado apenas de Nena, acabou sendo um sucesso, lançando o maior hit da banda: 99 Luftballons. A música, idealizada por Carlo, possui uma história interessante. Karges teve a ideia da música assistindo um show dos Rolling Stones na Berlim Ocidental aonde foram soltos vários balões no céu, vendo aquilo ele ficou imaginando aqueles balões atravessando a fronteira e indo para a Alemanha Oriental. A música, com essa ideia, faz críticas a Guerra Fria, que em muito era simbolizada pelo Muro de Berlim.



99 Luftballons ganhou força, e acabou fazendo sucesso nos EUA e Inglaterra, levando a banda a gravar uma versão em inglês da música, 99 Red Balloons (que eu particularmente acho bem sem ritmo). Enquanto isso, na Alemanha, a banda não parava de soltar novos hits nas rádios, se tornando um sucesso absoluto. Nur geträumt também recebeu uma versão em inglês, Just a Dream, mas que acabou fracassando (ironicamente essa eu prefiro bem mais que 99 Red Balloons).

A banda depois disso acabou seguindo uma onda de fracassos até mesmo na Alemanha e, acompanhado do fim do relacionamento de Nena com Brendel, assim como o divórcio de Dehmel com a irmã de Gabriele, a banda chegou ao fim em 1987.


Depois disso, Gabriele manteve o nome artístico de Nena, e seguiu carreira solo, mesmo não fazendo o mesmo sucesso. Ela chegou a voltar a ter um pouco mais de sucesso em 2002, quando lançou Anyplace, Anywhere, Anytime (versão em inglês do hit Irgendwie, Irgendwo, Irgendwann, em um dueto com Kim Wilde, outra cantora famosa dos anos 80).



Nena em sua carreira sempre ficou marcada pelas suas camisetas do Rolling Stones, sua banda favorita, além de sua grande agitação que alguns acreditavam ser por uso de drogas, mas segundo seus colegas ela era a única da banda que não se drogava. Atualmente ela ainda grava novos álbuns, além de recentemente ter sido jurada no programa The Voice da Alemanha.

Mais algumas ótimas músicas da banda:



Siouxsie & The Banshees



A banda britânica surgiu em 1976, focada no pós-punk e no rock alternativo, mas com elementos da New Wave. A banda era formada por Siouxsie Sioux (vocalista), que viria a ser conhecida por seu visual "dark" que inspirou Robert Smith, acompanhada de Steve Havok (baixista), Sid Vicious (baterista) e Marco Pirroni (guitarrista). A banda surgiu apresentando alguns covers e acabaram agradando o assistente do empresário dos Sex Pistols, que os chamou para participar de turnês com a banda, participando como banda de abertura. Nesse período Vicious e Pirroni saíram, pra Kenny Morris (baterista) e John McKay (guitarrista) entrarem.

O sucesso da banda ocorreu muito rápido, com o primeiro single Hong Kong Garden fazendo um imenso sucesso, assim como o primeiro álbum, The Scream, tudo em 1978. No ano seguinte ainda lançaram Join Hands, esse que possuía a música The Lord’s Prayer, essa que havia chamado a atenção do assistente do empresário do Pistols, por possuir 20 minutos (mas a versão do álbum “só” possui 14). Durante a turnê do álbum, Kenny e John saíram para a entrada de Budgie (ex-baterista do The Slits) e Robert Smith (como citado na parte do The Cure) durante o resto da turnê.



O álbum de maior sucesso da banda foi de 1980, Kaleidoscope, sendo muito bem aceito por possuir músicas mais bem trabalhadas e compostas, além de apresentar elementos eletrônicos em algumas das músicas. No ano seguinte também saiu o álbum Juju, mas não com tanto impacto.

Outros álbuns que podemos ainda citar é Nocturne (1983), gravado ao vivo e Hyaena (1984). Nesses dois anos, Robert Smith era membro oficial da banda (já que em 1979 ele apenas substituiu durante a turnê). Ele saiu ainda em 1984, substituído por John Carruthers Valentine (ex-guitarrista do Clock DVA). Em 1986 saiu outro dos maiores álbuns da banda, Tinderbox, esse que possui o maior hit da banda, Cities in Dust, baseado na tragédia do vulcão de Pompeia, na Itália.


Depois disso o sucesso da banda acabou reduzindo, com poucos hits, sendo o mais notável Face To Face, feito para o filme Batman Returns. A banda acabou terminando após 20 anos de sua origem, em 1996. A banda chegou a retornar rapidamente em 2002, fazendo uma pequena turnê. 

Ouçam mais alguns hits da banda:






Cyndi Lauper


Uma das cantoras mais influentes das novas gerações musicais, a cantora americana Cyndi Lauper, conhecida como Rainha do Pop-Rock, foi um dos maiores destaques do período do New Wave, muito pelo aspecto visual. Cyndi iniciou sua carreira em 1976, fazendo apresentações de covers de bandas de rock, como Bad Company e Led Zeppelin. Mesmo logo no início da carreira danificando as cordas vocais, quase não podendo não cantar mais, ela seguiu a carreira e, em 1978, se tornou vocalista da banda Blue Angel. Eles lançaram apenas um álbum, que teve grande aceitação da crítica, mas que teve vendas muito fracas.



Com o fracasso, a banda se desfez e Cyndi Lauper seguiu em carreira solo, lançando seu primeiro álbum em 1983, She’s So Unusual. O álbum fez um sucesso espetacular, ficando no top 5 da Billboard logo no seu lançamento, sendo extremamente aceito pela crítica e pelo público, conseguindo inúmeros fãs. O maior hit de Cyndi Lauper está presente no álbum, Girls Just Wanna Have Fun, que até hoje é um hino das mulheres.


Boa parte de She’s So Unusual se tornou singles de enorme sucesso. Entre eles temos Time After Time, She Bop, All Through the Night e Money Changes Everything. Mesmo assim, Girls Just Wanna Have Fun ainda era o hit absoluto, possuindo um dos clipes de maiores sucessos de todos os tempos da MTV.



Após esse sucesso imediato, Cyndi participou do USA for Africa, gravando o clássico We Are The World. Na mesma época produziu a trilha sonora do filme Goonies, utilizando músicas dela e da banda The Bangles, com quem ela veio a trabalhar depois. O tema principal do filme era The Goonies ‘R’ Good Enough, que se tornou um dos maiores sucessos dela.




O álbum seguinte foi True Colors (1986), esse produzido em conjunto com The Bangles, Adrian Belew (já citado na parte do Tom Tom Club), Billy Joel, entre outros nomes. O álbum foi outro sucesso, tendo como principais hits True Colors e Change of the Heart. Em seguida, em 1989, saiu A Night To Remember, que, mesmo possuindo o hit I Drove All Night, fracassou em vendas.

Após A Night To Remember, Cyndi Lauper acabou perdendo bastante do sucesso, sendo ignorada nos anos seguintes. Ela continua a lançar novas músicas, agora com foco no blues. Atualmente ela é mais conhecida por ser ativista do movimento LGBT.


Ouçam mais algumas músicas de Cyndi Lauper:





RPM


Bem, pra não parecer apenas um paga pau de música gringa, decidi também escolher alguma banda brasileira que tenha participado do New Wave. Avaliando as bandas da época e a fama atual delas, decidi escolher RPM, por ser a mais conhecida dessa época e com as características do New Wave.

A banda se iniciou em 1980, quando Paulo Ricardo, cantor que estava começando a carreira de crítico musical, conheceu Luiz Schiavon, pianista que ensaiava com a cantora May East na frente da casa da namorada de Paulo. Após várias conversas entre os dois, Paulo foi convidado a participar da banda de Luiz, Aura, banda de jazz-rock que além dele e May, possuía Paulinho Valenza como baterista e Edu Coelho como guitarrista. A banda ensaiou por 3 anos e não fez nenhuma apresentação, levando Schiavon a buscar influencias da música eletrônica, enquanto Paulo Ricardo estava na Europa escrevendo sobre música. Com os dois vivenciando aquela nova cultura, eles decidiram alterar o projeto, agora em 1983.

Nesse novo projeto eles compuseram vários dos maiores hits da banda, como Olhar 43. O nome da banda inicialmente seria 45 RPM (rotações por minuto), mas eles retiraram o “45” e deixaram RPM como a sigla de Revoluções por Minuto, reforçando o caráter revolucionário das bandas da época. Eles convidaram o guitarrista Fernando Deluqui e o baterista Junior Moreno, que acabou abandonando o projeto por possuir 15 anos e não poder participar de futuras turnês, assim sendo substituído por Charles Gavin. Durante a gravação do primeiro álbum a banda também teve como membro convidado Paulo P. A. Pagni, baterista que veio a substituir Charles após a saída do mesmo pros Titãs.



Antes de gravarem o primeiro álbum, eles lançaram um compilado pela Sony Music em 1984, com as músicas Louras Geladas e Revoluções por Minuto. Enquanto a primeira acabou sendo censurada (estávamos no fim da ditadura militar), a segunda rapidamente se tornou um enorme sucesso em danceterias.

O álbum de estreia conseguiu um sucesso arrasador. Sendo lançado em março de 1985, poucos meses após a morte de Tancredo Neves, o álbum fazia enormes críticas a econômica e política nacionais e internacionais, conseguindo criar uma série incrível de hits, sendo que 8 das 11 músicas do álbum eram sucessos das rádios, conseguindo a venda de mais de 300 mil discos.



No ano seguinte, saiu Rádio Pirata Ao Vivo, compilado de trechos de shows da banda, aproveitando o hiato sem músicas novas. O álbum foi outro sucesso, com quase 3 milhões de cópias vendidas. Nessa época Paulo Ricardo começou a ser visto na mídia muito mais como um sex symbol que um cantor.

Com o passar dos anos a banda teve várias desavenças e, após alguns fracassos comerciais, a banda se separou várias vezes. Ela continua na ativa, mas com uma série de hiatos de período em período.


Algumas outras músicas do RPM:



Outras Bandas

Aqui mais algumas bandas para vocês ouvirem quando tiverem tempo:

A-HA


Pet Shop Boys


Echo and the Bunnyman


B-52


Eurythmics


Kim Wilde


The Psychedelic Furs


Depache Mode


DEVO


Zero


Simple Minds


Ultravox


Alphaville


Roxy Music


Band Aid

Esse é um caso mais específico. Fundado em 1984, o grupo era formado pelos principais cantores do Reino Unido e, como pudemos ver no artigo, o principal gênero por lá era o New Wave. No caso a banda foi responsável pelo hit Do They Know It’s Christimas, música que saiu no natal daquele ano. O dinheiro arrecadado foi todo doado para as crianças da Etiópia. A música, assim como a apresentação de 1985 Live Aid, foram sucessos imensos, fazendo que esse pessoal se reunisse mais 3 vezes: 1989, 2004 e 2014, todos com a mesma música reformulada para suas épocas. O Band Aid serviu de clara inspiração para o USA for Africa, grupo do clássico We Are the World.



A formação de 1984 contava com Phil Collins, Chris Cross e Midge Ure (Ultravox), Boy George, David Bowie, George Michael, Spandau Ballet, Paul McCartney, Duran Duran, Bono Vox e Bananarama. Na segunda formação (agora com fundo musical mais similar ao dos anos 90), o foco maior ficou em Kylie Minogue, Wet Wet Wet, Technotronic e Bananarama. Na versão de 2004 vários da primeira formação retornaram, como Midge Ure, Paul McCartney e Bono Vox, agora tendo como maior destaque os membros da banda The Darkness, Chris Martin (Coldplay), Dido e Damon Albarn (Gorillaz). A de 2014 contém Ure, Bono Vox, One Direction, Roger Taylor (Queen), Ellie Goulding, entre outros.


Algumas Coisinhas a Mais

Eu poderia me estender muito mais com esse artigo, mas posso tornar isso uma bagunça, então por hoje só vou falar de música mesmo. Eu poderia falar da moda e até mesma características gráficas que foram popularizadas por essas bandas, mas acho que isso eu posso deixar pra um artigo mais específico dos anos 80 (sobre parte gráfica, vai ter um artigo disso).

Algo que, como a maioria sabe, costumo fazer nos artigos é botar algumas trivias e tals. No caso de hoje, vou citar alguns filmes e obras que vocês podem encontrar um pouco (ou muito) de New Wave.

Grand Theft Auto: Vice City


Tanto o original do PS2, quando seu “prólogo” do PSP (Vice City Stories) são REPLETOS de New Wave, por um motivo mais do que obvio que é o fato de se passarem numa paródia de Miami dos anos 80. Você pode encontrar várias músicas do movimento nas rádios Flash FM e na Emotion, mas a rádio que se foca 100% no New Wave é a Wave103. Na Wave 103 dos dois jogos temos desde hits de bandas famosas para até mesmo músicas mais desconhecidas, mas quase todas de ótima qualidade. Abaixo as duas rádios completas pra vocês ouvirem quando tiverem tempo (mas claro, vão jogar essas duas maravilhas).





Saints Row (The Mix 107.77)


A franquia Saints Row é repleta de referências e paródias aos anos 80, logo não podia faltar uma rádio focada nas músicas dessa época. A Mix é sem dúvida a melhor rádio desde o Saints Row 2 (o 1 não tinha ela) e desde então é repleta de ótimas músicas. Obviamente tem algumas New Wave no meio, como Tears For Fears e Culture Club.




Bioshock Infinite


Um dos melhores jogos que já joguei na vida, sem sombra de dúvidas. O último game da franquia Bioshock faz diversas brincadeiras com músicas do futuro (o jogo se passa no início do século XX), entre elas temos Girls Just Wanna Have Fun da Cyndi Lauper e Everybody Wants to Rule the World do Tears for Fears, incluindo regravações delas “a moda antiga”.



Donnie Darko


Um filme que o Flames ficou falando pra mim assistir e que eu acabei adorando. Ele saiu no começo dos anos 2000, mas se passa no fim dos anos 80. Envolvendo um garoto esquizofrênico e um coelho com cara de caveira, são boas as chances de alguém daqui fazer um artigo dele. Mas voltando ao foco musical, a trilha sonora é toda composta por New Wave e Post-Punk, algo que combina perfeitamente com o filme.



Afinado no Amor


Um filme de 1998 do Adam Sandler, ele também se passa nos anos 80. O filme fala de um cantor de festas de casamento que acaba se apaixonando, sendo uma daquelas comédias românticas bem genéricas dele, mas que ficou marcado por ser a primeira parceria dele com a Drew Barrymore. Como o foco é em um cantor nos anos 80, não preciso dizer que a trilha sonora é algo de muito destaque no filme, com vários hits da época.



Sandman


É até estranho um livro/HQ estar em uma lista de obras envolvendo música, mas não tem exagero nenhum. Sandman é repleto de citações de músicas do New Wave e do Post-Punk (começou a ser publicado pela DC Comics no fim dos anos 80). Mas o maior destaque vai para 3 dos perpétuos, que são claramente frutos desse período. Enquanto o protagonista Morpheus é obviamente inspirado no Robert Smith, sua irmã Morte é inspiradíssima na Siouxie Sioux e sua(seu) irmã(o) Desejo é uma mistura de Annie Lennox, David Bowie e das artes de Patrick Nagel (principalmente a capa de Rio do Duran Duran).



Deutschland 83

Uma série que conheci recentemente (nem era pra estar no artigo, mas como isso aqui demorou pra sair, se é que saiu...), resolvi encaixar. É uma série bem recente, lançada em 2015. Se trata de uma produção alemã que conta a história de um espião da Alemanha Oriental na Alemanha Ocidental. É uma série muito bacana e interessante, que ajuda bem a entender a realidade de um país que foi símbolo da Guerra Fria (e que simbolizou o fim dela também). Se passando nos anos 80, a série usa e abusa da música da época. Em todos os episódios temos músicas incríveis daquela época e, entre David Bowie e Phil Collins, obviamente temos muito New Wave. Nena, The Cure, Duran Duran, Tears For Fears e New Order são apenas alguns exemplos dessa trilha sonora que é, no mínimo, espetacular.


Metal Gear Solid V: The Phantom Pain


Por mais questionável que seja o roteiro do game (incluindo polêmicos retcons nos 2 primeiros jogos), algo que é impossível discordar é da qualidade da trilha sonora do "último" game da franquia Metal Gear. Repleto de fitas cassetes perdidas pelo Afeganistão, a maioria delas é de New Wave, tendo The Cure, Spandau Ballet, Japan, entre outras bandas. Isso sem contar que o tema principal do game (música de introdução) é uma regravação de The Man Who Sold the World (David Bowie) regravada por Midge Ure. Também não vamos esquecer que o trailer da E3 2015 tinha Elegia do New Order.


JoJo’s Bizarre Adventure


Outro caso de livro/mangá na lista, mas nesse caso tem anime também. JoJo é todo repleto de referências musicais, de todas as épocas e gêneros, desde em nome de golpes, stands ou até mesmo de personagens. Mesmo a maioria ainda sendo mais nomes de bandas de rock, ainda temos casos como Oingo Boingo e Pet Shop. Além disso, a segunda música de encerramento do anime é Walk Like an Egyptian da banda The Bangles.



Filmes dos Anos 80


Sugestão bem óbvia. A maioria dos hits, em qualquer época, acaba virando trilha sonora de filme, isso é mais do que verdade. Então, se tá afim de achar filmes com bastante New Wave, é só correr atrás de filmes dessa época. Talvez um dos filmes com maior destaque musical dessa época tenha sido Mulher Nota MIL, que teve trilha sonora da banda Oingo Boingo. Mas sério, procura aqueles filmes de Sessão da Tarde que a Globo passava quando ela era legal (Goonies que já citei, por exemplo).



Concluindo...


Enfim o artigo está encerrado. Decidi explicar um pouco sobre o gênero em si e falar das principais bandas da época (já que foram elas que moldaram aquela geração). Claro, faltou falar mais de várias outras bandas bacanas, mas acabaria ficando exagerado. Ao escolher as bandas, misturei meus gostos pessoais com as bandas de maior importância da época e que achei que foi uma boa decisão (se não concordam, podem comentar, é sempre bom). Também pode ter acontecido algumas precipitações envolvendo a categoria das bandas, mas como expliquei, é uma área meio complexa de se trabalhar. 



Espero muito que vocês tenham gostado, para eu tentar seguir essa formula para outros assuntos. Pode ser que saiam mais artigos meus de agora em diante, mas não prometo nada (já havia dito isso da última vez, se não me engano). Bem, por hoje é só, pessoal!




Postar um comentário

[facebook]

Flames

PedroTreck

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget