Cronologia do Lore de Dark Souls 3


"Ah, sim. Chama-se Lothric. O lugar onde as terras transitórias dos Lordes das Cinzas convergem. Aventurando-se ao norte, os peregrinos descobrem a verdade das antigas palavras. 

"O fogo desvanece... e os Lordes ficam sem tronos".

Quando a acensão do fogo é ameaçada, o sino toca, trazendo os antigos Lordes das Cinzas de volta dos seus túmulos. 

Aldrich, Santo das Profundezas.
A Legião dos Mortos-vivos de Farron, os Vigilantes do Abismo.
E o recluso Lorde da Capital Profanada, Yhorm, o Gigante.

Contudo, em verdade... Os lordes abandonarão seus tronos e os Inacesos surgirão.
Mortos vivos amaldiçoados e sem nome, indignos até mesmo de se tornarem cinzas.

Assim é que cinzas buscam brasas."

Estava pensando quando deveria postar esse artigo. Sabemos que o jogo ainda está incompleto e que muitas respostas (e novas duvidas) surgirão depois que as DLCs chegarem em nossas mãos. Porém, resolvi que iria atualizar o artigo conforme as mesmas saíssem, e o motivo pra isso é simples, estou numa ABSURDA vibe! Realmente estou com vontade de escrever.

Dito isso, vamos começar com as epifanias que rodeiam esse “ultimo” capítulo da saga em mais uma tentativa de criar uma Cronologia ao estilo MIL, para entendimento mútuo dos fragmentados conteúdos deste jogo.

E vou assumir aqui que todos vocês já conhecem o meu intuito e como esses textos são e foram criados, mas caso não conheçam, vamos aos links:

Cronologia de Dark Souls 1: AQUI

Cronologia de Dark Souls 2: AQUI

E conexões entre DS2 e DS3: AQUI

Recomendo que os leiam antes de começar esse aqui. Por questões de ideias abordadas que serviram pra chegarmos nesta "fase final" de artigos sobre a série, irei usar todas elas. Ah, e não sei se preciso avisar, mas... SPOILERS.

Como já falei muitas vezes, Dark Souls é uma série que nos impõe o “eterno retorno”. A cada faixa de tempo que somos inseridos, convergimos com o destino e nossas escolhas que nos levam por vários caminhos. Entretanto, todos eles nos remete a um futuro cíclico, no final.

Terras se modificaram através das eras, com reinos, reis, lordes, inúmeras coisas poderosas que se ergueram e decaíram, se renovando ou se transformando a cada geração. Mas em algum momento isso parece ter chegado ao seu limite, pois as lacunas que mantém esse decurso desvanecem. A Era do Fogo enfrenta, mais uma vez, o seu fim, mas talvez, apenas talvez, um fim diferente de todos os outros.




Pra entender melhor isso, vamos ao primeiro tópico desse texto. E como é coisa já abordada antes, vamos ser mais diretos.

Recapitulando "O Primeiro Pecado"

Na era anciã, o mundo era cinzento, povoado por dragões e talvez uma diminuta frágil casta de seres vivos. Esse mundo sem forma ganhou disparidade, uma renovação entre os seres que o habitavam e com isso obteve forma. 


Sabemos que a Chama Primordial é um elemento especial e possivelmente "natural" dentro do universo de Dark Souls. Como ela surgiu ou o porquê, não temos ideia. Mas tal casualidade do destino foi a responsável por moldar a primeira era dos deuses, que governaram o mundo por milênios. Já vimos a história e sabemos o que aconteceu, mas, certa vez, algo nos foi revelado. Em dado momento, a Chama começou a enfraquecer. Esse fim, inevitavelmente, os levaria para uma era das trevas, onde certamente eles perderiam tudo o que prosperaram. Numa atitude de medo, talvez por "proteção" ao que lhe era importante, Gwyn resolveu se sacrificar para manter a Era do Fogo viva, e isso custou muito mais do que sua alma...



Talvez o ciclo natural da Chama não envolvesse o "eterno retorno", talvez o fato dela surgir fosse um acontecimento único na existência, pois foi o seu perdurar forçado  que iniciou o "ciclo do pecado". E foi assim que a naturalidade das coisas começou a se perder, condenando o mundo de várias formas, abismo, maldição, caos, insanidade etc.

Esse é o "primeiro pecado", e ele é o principal causador do destino que estamos agora. Pois tantos ciclos de apagar e acender resultaram no desvanecimento da mesma. E isso nos leva ao "sistema de defesa natural" da Chama em se manter, afetando todos aqueles ligados à ela de alguma forma, lordes antigos ou até mesmo undeads, agora conhecidos como "inacesos", que levantam de seus túmulos em busca de dar um destino ao mundo, pois o mesmo encontra-se em seu maior êxtase de anormalidades.


Esse é o contexto de Dark Souls 3! E como isso é uma tentativa de cronologia, vamos olhar os fatos de formas sequenciais. 

Uma terra de transformações

Lordran, a Terra dos Deuses, onde o tempo e a geografia se tornam  instáveis. Em DS1 já tínhamos a ideia da escala de tempo oscilante entre os seres que habitavam esse lugar. Em DS2, conseguimos palpar a ideia de como a geografia é mudada através das eras, acredito eu, transformando a antiga terra dos deuses em Drangleic.

É certo que Drangleic e Lordran possuem semelhanças em várias de suas características, porém Lothric... é um acaso. Hoje em dia, estou convencido em afirmar que esse lugar é uma síntese das anormalidades que a Chama sofre em seu "apocalipse".

"Ah, sim. Chama-se Lothric. O lugar onde as terras transitórias dos Lordes das Cinzas convergem."


Imaginem que todas as terras e lugares que surgiram em Lordran desde sua criação estão unidas, não só geograficamente, mas temporalmente também, num só complexo e conexo lugar. Coisas do passado, do presente e quem sabe até do futuro, convergindo além do tempo e se tornando algo único, numa sinuosa linha de existência.

Isso explicaria porque Anor Londor ainda vive, porque fantasmas do passado ainda residem por essas terras, presos em linhas temporais desde épocas que não podemos imaginar, mas que ainda interagem entre si, formando provavelmente o maior complexo temporal e dimensional DA HISTÓRIA dos enredos desde Planescape. Já discuti sobre isso em outros textos e muitos já devem estar cientes de como a linha temporal de Dark Souls é confusa (intencionalmente), mas creio que em DS3 isso tomou homéricas proporções.

Claro, essa é apenas a minha visão analítica e interpretativa da coisa, existem  várias outras vertentes de pensamentos bem diferentes, talvez até parecidas e melhor difundidas do que essa. Você decide como melhor interpretar.

Divagaremos mais sobre isso mais tarde.

Primeiro...

O legado dos Old ones



Assim como o desvanecer da Chama e as terras de Lothric, os lordes são produto do sistema empregado pelos seus antecessores, desde Gwyn. O ciclo do acendimento, da reencarnação das almas dos Old Ones, da ascensão ao trono e do equilíbrio da balança dos seres denominados lordes de sua geração. Tudo isso nos leva ao sistema atual dos cinco tronos e seus Lordes das Cinzas.

Não temos ideia se surgiram outros Lordes das Cinzas antes, e sabemos que nem todos eles são produto de um ser que proclamou as Lord Souls de sua respectiva geração, mas sabemos que eles são resultado disso, por mais dissipadas que hoje estejam essas almas antigas, por mais que o ascendimento ao trono tenha se repetido inúmeras vezes, em suma, a carga que esses seres possuem dos seus antecessores – mesmo que não estabeleçam uma conexão direta – ainda os fazem representantes dos poderosos antigos que uma vez governaram em seu direito. Eles são seu legado.

"Por acaso sabe do nosso propósito? Cinco tronos receberão cinco lordes como tributo para acender o fogo.  A chama que rápido desvanece deve ser acesa para preservar este mundo. É uma nova interpretação da primeira vez que o fogo foi aceso." - Ludleth


Porém, quando se tornaram Lordes das Cinzas, eles voltaram de seus túmulos com outros objetivos em mente, que por razões únicas e pessoais, ignoram ou torcem para que o "novo sistema" para acender a chama não dê certo. Mas antes de divagarmos mais sobre esse assunto, vamos seguir a sequência temporal.

Nameless King


Não obstante desses acontecimentos, Nameless King, (Rei sem Nome) um dia foi alguém muito importante em Lordran, na era dos primeiros deuses, uma época em que ainda se guerreava mortalmente com os temidos dragões.

É consensual (e óbvio)  que a comunidade o considera como o Firstborn, (Primogênito) de Gwyn. Ele é o antigo deus da guerra esquecido nos anais da história por um erroterrível cometido, que por sinal, foi revelado em DS3.

Vamos lá, Firstborn era incrível, muito certamente aperfeiçoou a técnica da qual era herdeiro, criando uma arte de batalha que unia os raios com sua arma, causando danos mais efetivos e mortais em seus alvos, (técnica que depois deve ter sido passada aos seus discípulos). Ele era respeitado, adorado e certamente possuía vários seguidores, dentre eles o mais notável, Ornstein, O Matador de Dragões, velho amigo nosso.

Melhor fanart de DS3 e tenho dito.

Mas um dia, o Firstborn mudou de lado e "sacrificou tudo", sua honra, seu legado, seu direito como herdeiro e até mesmo seu nome para aliar-se aos dragões antigos, criaturas que ele uma vez caçou.

Assim, ele foi banido para longe.  Não sabemos o que Firstborn pensou. Talvez ele enxergou algo sobre os dragões que jamais entenderíamos, talvez ele viu que o que fazia era errado e que essa guerra não tinha propósito. É totalmente plausível pensar que essa conflito com os dragões evoluiu de uma guerra para apenas um genocídio de lagartões, quem sabe ele se revoltou com isso? Talvez uma razão tão incrível que possa ser revelada em DLCs? Motivos não faltam para nós especularmos.



Quero viver da minha arte...




E se você tá se perguntando sobre o Solaire... bom, eles  não parecem nutrir forte conexão. Desde a primeira cronologia de DS1, eu exponho meu pensamento sobre nunca ter achado que Solaire era o Firstborn de Gwyn, apesar de gostar da teoria. Vi muita gente discordando disso, PORÉM, mesmo que eu tenha "acertado" sobre essa questão, eu não estava certo sobre outra coisa. 

Lembram que eu disse que eu acreditava que era o Ornstein original que estava lutando conosco em Anor Londo? Pois é, creio que achei errado. É assim que são as especulações nessa série, e assim que a gente se diverte (mas, normalmente é legal quando elas tem alguma lógica).

Acreditasse que o mesmo partiu em busca do seu mestre, Firstborn. E claramente também é dito que Smough é o ÚLTIMO cavaleiro a proteger os aposentos de Gwynevere. Levando a crer que Ornstein foi embora muito antes de chegarmos lá, talvez até o próprio Smough nem existisse mais. Então creio que o que enfrentamos naquele lugar eram apenas ilusões. Se isso serve para Gwyndolin também, eu sinceramente não sei.

Ilusões bem cabulosas...

Daí você pode pensar "ora, então aquele Ornstein de DS2 é o original?"

Provavelmente... Talvez Ornstein tentou encontrar o Firsborn por eras e nunca tenha achado. Se seguirmos o pensamento de que Drangleic é Lordran no futuro, talvez um dia Ornstein voltou desiludido por nunca ter achado. Ele devia estar desacreditado, talvez ele simplesmente quisesse falar com o Firstborn, ver com os próprios olhos seu antigo mestre e entender suas razões.

Mas isso nos traz novos questionamentos. É possível que o Firstborn assumiu o nome de Faraam e se tornou um "renovado deus da guerra" com seguidores em terras distantes? Sim, e já existe uma vertente de pensamento na comunidade que muito me apetece.

Pra começar, o primeiro questionamento seria o fato do elmos dos guerreiros de Faaram possuírem um desenho de um guerreiro lutando contra um dragão (ou Drake), o que anularia o fato do Firstborn ter-se aliado a eles e posteriormente ter adquirido um poderoso companheiro conhecido como "Storm Drake", uma criatura provavelmente de casta maior entre os drakes, um amigo especial que o acompanhou em inúmeras batalhas.

Será mesmo?


A razão para o símbolo pode ser simples. Assumindo que ambos são o mesmo deus da guerra, TALVEZ Faraam tenha desafiado o Stormdrake num duelo lendário em qual o deus saiu vitorioso. Em vez de matar o drake, o fez seu companheiro e mostrou que suas reais intenções eram pacificas. Essa batalha de extrema importância virou um símbolo para seus seguidores, sendo imortalizada no elmo.

Também é possível que o elmo simplesmente retrate a antiga e lendária rixa entre os dragões e o deus, que um dia foi resolvida, e esse fato também poderia ter virado um símbolo para seus seguidores.

Quem sabe aquele Drake vermelho de DS1 estava protegendo o templo do Firstborn como prova do seu elo com essa raça? Talvez Myazaki nem tenha pensado nisso na época, mas depois conectou. Ou talvez ele tenha pensado mesmo, não podemos duvidar. Mas é uma observação interessante, sem dúvidas.


Em Forossa, possivelmente Faraam foi adorado como um "deus rei", e isso durou até essas terras serem destruídas pela maldição. Sua civilização ruiu, seu exercito pereceu e os poucos errantes que sobraram se tornaram mercenários em busca de trabalho por aí.


Ambos os pensamentos são plausíveis... talvez. Achei interessante menciona-los.

Um ponto que é muito interessante de se observar é que os cavaleiros de Forrossa eram conhecidos como "guerreiros leoninos", e se tu pega o set do Ornstein, há semelhança aí, huh? Parece que o Firstborn teve uma vida bem conturbada, e num determinado ponto, partiu para "Archdragon Peak" (traduzir o nome aqui tira a graça). E lá permaneceu como Rei Sem Nome (ou Rei da Tempestade).

Achamos o set de Ornstein perto do Nameless King em DS3, aí fica a dúvida, será que ele o reencontrou ou ele realmente pereceu em Heide? Aquele era mesmo Ornstein? Ele parece ter uma natureza "abissal" em seus ataques e isso me deixa com um nó na cabeça. Será que ele o encontrou e se revoltou?

Ele ainda permanece em Heide, o que podemos assumir como uma provável cidade de remanescentes de Anor Londo... Algumas coisas ainda ficam embaçadas e sem resposta para nós, mas notamos a ligação.

Fico me perguntando se Ornstein o encontrasse, ele entenderia os motivos...

Então, sobre o Solaire... Myazaki destruiu os sonhos da comunidade? Ele não é Firstborn?

Bom, eles não parecem nutrir nenhuma ligação em primeira instância. O set e as descrições não tem relação, nem mesmo sua localidade. Mas sinceramente, eu sempre achei justamente isso o mais interessante no Solaire. Ele é um homem normal que procura pelos seus objetivos com determinação. Se esforça em fazer sua armadura, em achar um jeito próprio de lutar e vencer os seus desafios sem ter nada de "divino"... e ele consegue! Provavelmente o character que mais pode ser comparado com o legendário Chosen Undead nesse jogo. Solaire é foda, cambada!

PRAISE THE SUN!
Como eu disse no "mini review" que saiu na nossa página, DS3 nos trouxe muitas respostas, destroçou muitas teorias também, mas as dúvidas continuam, pois esse é o jogo que te deixa com cara de tacho se perguntando sobre MIL coisas após ler um trecho numa bota, e deve manter a tradição!

Pra finalizar o assunto do Firstborn, uma comparação interessante:

"Coroa dourada enterrada no meio de longos fios brancos eriçados em cinzas, é dito que assemelha bastante ao Primeiro Lorde." - Golden Crown 

Continuemos!

Elementos que permanecem

É interessante saber que mesmo após todos esses milhares de séculos ainda existem "manipuladores" que guiam "campeões" para objetivos tão antigos. Fé e predestinação, elementos poderosos para manter costumes e lendas por tanto tempo.

Era do Fogo ainda é almejada por aqueles que foram instruídos pelos deuses e criaturas ancestrais de outrora. E o mesmo pode se dizer daqueles que buscam a Era das Trevas, onde o lendário Dark Lord prometido irá governar.

Dois caminhos antigos que ainda insistem em existir, cada um assumindo ser o certo e nos deixando uma escolha para seguir. Qual dos dois é o verdadeiro? não sabemos, talvez nenhum seja... mas é certo dizer que mais uma vez um Firelink Shrine foi reerguido, e lá as Firekeepers se estabeleceram para guiar campeões em seu destino. Acredito que foi nesse seguimento, em alguma época antiga, que uma Firekeeper adentrou o abismo e conseguiu curar a marca das trevas de seu campeão.


Mais um grande reino se ergue


Podemos assumir que esse lugar nasceu ou pelo menos se converteu, consequentemente almejando aquilo que lhes foi doutrinado, a busca da Era do Fogo. Creio que Lothric é o legado dos reinos de lordes e reis que acenderam a chama em antigas gerações, então digamos que esse lugar sucede Lordran, Drangleic e inúmeros reinos que não podemos contar. 

Caso você não entendeu, toda a região se chama Lothric, a família e os gestores permanecem no castelo de Lothric, a mais alta construção do lugar. E o ultimo príncipe da linhagem também se chama Lothric. Quase a lógica de DBZ com planeta Vegeta, rei Vegeta, príncipe Vegeta, huh?

Ok, parei.


Mesmo que seja confuso, aqui foi e ainda é o palco de muitos acontecimentos que nos permitem inúmeras observações.  Muitos reis devem ter existido em Lothric, e cada um deles parecia manter o foco em gerar um herdeiro digno de acender a chama em sua geração. Até que chegamos em Oceiros, o rei que iria ser conhecido no futuro como "Rei Decaído".

Porém, antes dele decair, talvez tenha sido um bom rei que governou Lothric ao lado de sua esposa, uma mulher que mantem várias conexões que a remetem à Gwynevere, a filha de Gwyn que supostamente abandonou Anor Londor para casar com Flan, deus do fogo, nas primeiras eras de Lordran.

Mas digo aqui que o lore da rainha de Lothric é CONFUSO e nublado pra CARÁLEOU, e se estende para dezenas de especulações absurdas (ou não). Um assunto pra outra hora.

Estátuas de Lothric contam um pouco sobre o passado da cidade, onde mostra que em algum momento eles também foram doutrinados por serpentes, certamente Frampt.

Enfim, esse reino parecia mostrar-se apto na busca de conhecimentos. Possuía uma biblioteca que pesquisava legados de antigos mestres da magia, o Grand Archives, lugar que nutre grande conexão com os "Sábios de Cristal", prováveis estudiosos do legado do Big Hat Logan e consequentemente, Seath. Em dado momento, um desses sábios debandou para a Legião dos Mortos vivos, um grupo especial que lutava contra Abismo.

Lothric também possui um fragmento de lore interessante relacionado a Gertudre, a Filha Celestial. É dito que ela era uma representante de uma fundamento de fé "angelical". Existem certos monumentos e até mesmo guerreiros de Lothric com aparências que nos remetem aos anjos, mas é com certeza um dos muitos mistérios com vagas explicações de Dark Souls 3.


Lothric  também é lar da Armadura Matadora de Dragões, essa que possui uma conexão forte com Firtborn e Ornstein, como diz sua descrição. É dito que ela foi "reanimada" pelo "Pilgrim Butterfly", e se eu fosse arriscar com o que isso estava ligado, apostaria na Grand Archives.

Em resumo, mais um reino, com reis, servos, com importância e objetivo difundidos entre sua sociedade. Um elemento que permanece na série, mais uma vez.


Lapsos do Caos

Existem outras coisas que resistiram ao tempo. A Chama do Caos é uma delas, apesar de parecer manter seus últimos vestígios de poder, isolada em ruínas antigas e esquecidas. Rodeadas por características raízes que devem ter trazido a água do pântano até o subsolo, transformando o lugar num literal "Lago Fumegante".


Aqui se encontram os restos de Lost Izalith, cidade muito familiar pra nós. Existem ídolos de pedra de demônios antigos que devem ter sido adorados por povos remanescentes que ali se instalaram em alguma era. Também é lar do Old Demon King, a última testemunha viva do Caos que se esgueirou por essas terras.

A escuridão do Abismo também ainda permanece, e aqui ela é retratada de uma forma ainda mais misteriosa que o usual. Eu sou fascinado pelos lores que envolvem o abismo e devo dizer que DS3 me veio com uma perspectiva que me gerou muitas reflexões. Isso nos levará ao próximo tópico.

Aqueles que lutam contra o Abismo


Mais uma vez o abismo voltou para essas terras, e nessa época a legião que jurava conter o avanço dessa atrocidade começou a agir. Eles são remanescentes que se inspiraram em uma lenda antiga, Artorias The Abyssalker, o primeiro a desafiar o abismo. Juraram "pelo sangue do lobo" honrar seu dever de fazer o mesmo. Provavelmente uma alusão a Sif, companheiro de batalha de Artorias.


Alguns dizem que Farron é um lugar, outros assumem que Farron é um homem, o fundador da legião, aquele que criou a técnica singular em  usar a espada com movimentos que aludem o modo de caça de um lobo, a qual foi partilhada entre os habilidosos Vigilantes do Abismo. Eu particularmente acredito que houve um mestre dentre eles, não necessariamente "Farron", pois eu creio que assim seja conhecido esse lugar, provavelmente um local remanescente da floresta que surgiu dos restos de Oolacile. Independente de quem quer que tenha criado a Legião, perdeu sua individualidade e junto com seus guerreiros se tornaram uma singular força sem igual.

"O sangue foi distribuído entre os Vigilantes do Abismo, e suas almas estão unidas com a do Mestre do sangue de lobo."


Os Vigilantes atuavam nas sombras em busca de qualquer sinal do abismo, e lutaram uma guerra constante contra suas abominações. É dito que podem e devem ter afundado muitos reinos que mostraram focos abissais durante sua existência, em outras palavras, são guerreiros excepcionais. E isso explica o motivo dos seus chapéus serem símbolos de mau agouro, afinal, se pessoas vissem esses chapéus entrando em algum reino, já era certo que o lugar e todos os envolvidos com ele iriam pro saco.

Vemos claramente que o abismo ainda possuía força e está presente em Dark Souls, contudo creio que ele só foi exponenciado após acontecimentos que vamos explorar um pouco mais à frente. Ou seja... quando a Legião começou a ter "problemas".

Queda Abissal

NADA A FAZER AQUI.

Wolnir foi um antigo conquistador, conhecido por subjugar muitos senhores durante sua vida, consequentemente destruindo suas coroas como símbolo de sua superioridade. Todas elas foram trituradas e se transformaram em uma única, assim Wolnir se tornou o senhor supremo, o Alto Lorde.


Mas ele não parou por aí e certa vez chegou em Carthus, uma terra violenta, lar de piromantes e guerreiros habilidosos em manusear espadas curvadas, que usavam de todas as táticas possíveis para vencer um combate.

Surpreendentemente, Wolnir ganhou a lealdade desses guerreiros e conquistou essas terras, o que mostrava o quão foda era esse senhor, pois ele dominou a maioria dos reinos conhecidos pelo seu povo. Um incrível conquistador, de fato. E ainda parecia não se importar com os deuses.

Ele tinha pulso firme ao lidar com seus fiéis ou talvez era extremamente paranoico, pois sentenciou incontáveis almas para horríveis mortes, INCONTÁVEIS. Mas um dia a sina chegou para Wolnir e ele foi parar no abismo. Não dá pra saber realmente como isso aconteceu, talvez ele tenha explorado demais os limites de Carthus, pois certamente essa cidade fazia fronteira com alguma área abissal. Ou talvez foi a seu destino, pois até os mais poderosos caem um dia.

No abismo, provavelmente experimentando a insanidade que é viver ali, pela primeira e última vez, Wolnir rogou pelos deuses, que em resposta o deram braceletes sagrados e uma espada santa, itens que o garantiram algum alento. Lá na escuridão, ele descobriu algo, uma chama negra. Seus antigos servos tornaram-se vigilantes da sepultura e certamente tentaram aprender mais sobre a piromancia da escuridão, desenvolvendo novas técnicas abissais.

Agora no abismo, Wolnir possivelmente ganhou outra forma, e de lá comanda o exercito de seus antigos guerreiros caídos.

Puta que pariu! O VALMIR não para!

Wolnir deve ter meu lore favorito desse jogo, pois sua trajetória é narrada de forma sensacionalmente poética e misteriosa. Mas ainda há muitas coisas a se pensar sobre o abismo em DS3.

As Profundezas espreitam


Com certeza o elemento que mais me fez questionar e pensar a respeito dentro desse jogo. As Profundezas foram conhecidas como um local calmo e sagrado em outrora, que eventualmente se tornou um lar para o último descanso de coisas abomináveis. Essas que acabaram por corromper o lugar.

Para todos aqueles que ficassem perto das Profundezas, estariam sujeitos a serem infectados pela sua escuridão. Assim, CREIO que talvez surgiram aqueles dedicados a vedação desse local, provavelmente a mando dos deuses. Contudo... esses acabaram por sucumbir ao poder das Profundezas, e nem a chama, nem a fé poderiam salva-los.

E aí você deve estar pensando "Ué, esse é o abismo!".

De fato... vamos divagar sobre isso. Existem algumas teorias sobre o que carambolas são essas "Profundezas", deixe-me resumir de uma forma simples pra vocês. Uma delas é que ela é um lugar físico como "The Guch" de DS2, um lugar normal que acabou se transformando em um entulho de lixo até se corromper e virar um grande bolovo subterrâneo de uma monte de coisa que não presta. Em outras palavras, as Profundezas se tornaram um antro de obscuridade e monstruosidade, e agora corrompem qualquer um que chegar perto.

Outra teoria assume que as Profundezas são um "conceito" de espirito, como se ele surgisse em um lugar metafísico, onde a alma "pura" se corrompe com o que "há de fora". Segundo a teoria, o "abismo" surgiria da própria humanidade. Geralmente usam a Deep Gem e sua descrição como fator que apoie esse pensamento.

"Há uma escuridão que jaz além da compreensão humana."


Teorias pertinentes, de fato. E creio que mesmo que elas surjam de vertentes diferentes, se complementam.  Mas vamos ao que EU acho.  Creio que seja importante que levemos em consideração um item em especial que não vejo muitos prestando atenção: o "Human Dregs" (resíduos humanos), o qual é diretamente relacionado com as Profundezas.

"Resíduos são o que há mais de pesado no corpo humano, e afundam até as profundezas mais abissais, onde se tornam os grilhões que acorrentam esse mundo."

Primeiramente, creio que o abismo nasceu ou pelo menos se expandiu e ganhou forma a partir do desequilíbrio que Primeiro Pecado gerou, uma deformação da naturalidade. Eu também creio que o abismo atual é um produto de resíduos humanos, "humanidades" carregadas de sentimentos dos humanos que tomam forma na escuridão. Digo, talvez o abismo primordial era um lugar calmo e só passou a ter uma natureza "destrutiva" após a humanidade surgir, os herdeiros dos fragmentos da Dark Soul, os herdeiros de Pigmy.

As Profundezas seriam um dos vários lapsos do qual o abismo insiste em avançar. Creio que a localidade seja pertinente também, já que a sua provável fonte surge próxima de Carthus e também próxima ao Forte de Farron. Tenho razões para acreditar que isso está conectado, porém não podemos palpar os "focos" do abismo de uma forma muito precisa em DS3 e isso acaba me deixando com várias duvidas.

É um pensamento daqueles bem "ESPECULAÇÃO FORFUN", que tem boas chances de estar errado, mas acho válido expor pra vocês.

De qualquer forma, é plausível assumir que As Profundezas e o Abismo possuem conexão, mas são diferentes. Por sinal, os itens que causam mais danos à criaturas abissais, causam mais danos aos envolvidos com as Profundezas também.

Enfim.

Os Lordes se tornam cinzas

Finalmente falemos dos benditos e suas peripécias! Certamente devemos assumir que esses são seres únicos e antigos, antigos pra caramba. Mas temos que pensar sobre algo primeiro. Antes de se tornarem Lordes das Cinzas, esses seres foram apenas "lordes". E o que realmente são os Lordes das Cinzas?

Muitos acreditam que você só pode se tornar um Lorde da Cinza depois de linkar a chama e ser bem sucedido nisso, não tem outro jeito, esse é o único caminho. Então podemos assumir que POSSIVELMENTE todos ou quase todos esses Lordes que enfrentamos linkaram a chama alguma vez em suas vidas, por sinal, todos eles assumem uma segunda forma em seus combates que remetem ao fogo e são os únicos bosses que fazem isso no jogo.

Então vamos separar por dois acontecimentos aqui, o que sabemos sobre sua vida de lordes e o que sabemos sobre sua vida de Lordes das Cinzas, porque em algum momento todos esses seres que acenderam o fogo uma vez foram reacordados pela Chama, pois ela desvanece, esse seria seu "sistema de defesa" agindo em prol da sua segurança. E como são assuntos relacionados...



Comecemos por Aldrich, o Santo das Profundezas.

Aldrich veio de Irithyll, ele era um clérigo que certamente possuía conexão com os deuses de Anor Londo (ou mais precisamente, Gwyndolin). Tudo indica que foi encarregado com o dever de conter As Profundezas, lidar com suas monstruosidades e não permitir que inocentes fossem envolvidos com ela.

Mas Aldrich aparenta ter se corrompido pelas Profundezas, e assim começou a devorar carne humana, começou a gostar disso. Isso certamente lhe deu força, provavelmente alguma espécie de absorção de almas alheias. Essa prática o inchou como um porco afogado e logo ele se tornou uma poderosa abominação disforme. Podemos assumir que por "medo" dessa criatura poderosa, os autores do "sistema" o elegeram como um dos Lordes, TALVEZ, quem sabe, com intenções de "controlar" suas ações monstruosas.

"Então eles o prenderam na Catedral das Profundezas e o fizeram um Lorde das Cinzas. Não por virtude, mas por poder" - Hawkwood, o desertor.

Isso nos dá algumas linhas de interpretação e nos permite dizer que ele foi intencionado a acender a chama, não por suas virtudes, mas apenas pelo seu poder, pois ele é um Lorde das Cinzas e voltou do seu túmulo como todos os outros. Acredito que foi um pouco antes dessa época que Aldrich quase devorou Anri de Astora e Horace, já que eles são conhecidos como crianças que escaparam desse maníaco bizarro.



Um dia, Aldrich ponderou sobre o desvanecimento da Chama e teve uma visão de uma "era vindoura de um mar profundo". Isso não é muito claro, mas tdigamos que ele viu o mundo sendo submerso no futuro. Ele temeu e criou a "Igreja das Profundezas", logo sendo considerado um santo por seus adeptos. Assim perdeu o interesse em manter a Chama acesa, na verdade, passou a desejar devorar deuses, talvez não só por apetite, mas também para ganhar força e transcender ainda mais pelo seu objetivo de contrariar um suposto vindouro destino.

Talvez, esse "mar profundo" que ele viu seja um mar de escuridão, um mar abissal que iria surgir das Profundezas... e ele estava se preparando para lidar com isso, sobreviver e controlar isso, quem sabe...


Com o desvanecimento da chama, esses lordes que um dia caíram em um "sono" se reerguerem de seus túmulos. E Aldrich partiu para Irityll em busca do seu objetivo, deixando diáconos importantes em determinados pontos de seu domínio. Certamente unido de seu lacaio, o Pontífice Sullyvan, conseguiu prender Gwyndolin, e então o devorou. Não se sabe se ele devorou outros seres, mas alguns aspectos são curiosos. 

Quando Aldrich consome um deus,  ele assume suas características. Não se sabe se isso é apenas um processo de digestão desse maluco, mas conseguimos notar uma óbvia casca de "Gwyndolin" e suas habilidades quando lutamos com ele. E não só isso, tem uma foice que pertenceu a Priscilla e também uma aparência inferior que nos lembra Nito, inclusive na forma da lamina que nasce na ponta da foice, que também lembra a espada do Lorde caveirão mais de boa que existiu.

E isso me deixa confuso... muito confuso. Mas são coisas sem aparentes respostas até agora. Alguns dizem que Gwyndolin morreu tentando proteger sua "irmã" (certamente adotiva), Yorshka. E muitas teorias rodeiam sobre o que ou quem é realmente essa menina.

Vigilantes do Abismo

Os Vigilantes certamente permaneciam no Forte, eles eram guerreiros solitários que deviam agir apenas em períodos que eram necessários. Então uma vez, juntos, acenderam a chama, certamente para lutar contra a escuridão. Assim, se tornaram lordes das cinzas e as chamas secaram o "sangue do lobo".


Certa vez, os Vigilantes caíram em seu sono e assim o Abismo ficou descontrolado e avançou. Seu lar se tornou podre, criaturas abissais começaram a vagar por essas terras, inclusive Darkwhraits, que certamente buscavam vingança. Quando eventualmente os Vigilantes acordaram, em dado momento viram que seus semelhantes tinham se perdido para o abismo. Se aprisionaram e começaram a lutar entre si, numa guerra sem fim, num ciclo onde eles sempre voltam de seu sono, desesperadamente tentando conter qualquer avanço do abismo.

O Forte de Farron é localizado de uma forma em que ele SELA o acesso da Carthus, levando a crer que antes dessa "crise interna", a Legião se enterrou junto para impedir que o abismo se espalhasse.

Se não fosse por isso, talvez as coisas estivessem ainda piores.



Sobre o Velho Lobo de Farron, não, eu não acho que seja o Sif, definitivamente. Talvez um remanescente, mas de fato, é um ser bastante curioso. Um lobo imóvel que serve apenas como símbolo do pacto. Talvez ele tenha apenas a função de guardar o lugar desses incríveis guerreiros que lutam bravamente contra o seu destino. E aqueles que aderirem ao pacto, possuem a mesma missão, assim como era na época de Alvina e seu covenant.

Yhorm, O Gigante

Um poderoso gigante descendente de um poderoso conquistador. Em certo momento, ele foi convidado para ser o líder de uma nação. Talvez pelo seu forte senso de dever, aceitou tal pedido, governou e lutou pelas pessoas que o clamaram. 

Mas parece que esses não nutriam muita confiança em Yhorm. Provavelmente só o elegeram para usarem sua força em prol deles mesmos. Talvez pelo fato dele ser gigante, talvez pelo fato dele descender de um antigo e "cruel" conquistador...

Sim, alguns fazem ligação com Wolnir, outros assumem que na verdade ele descende do Giant King de DS2. E bom, ambas linhas teóricas fazem um certo sentido e não podemos, por enquanto, afirmar nada.

Certa vez, em batalha, Yhorm perdeu alguém importante e considerou isso uma falha, provavelmente pelo seu já citado forte senso de dever e honra. Assim, abandonou seu escudo e se focou em utilizar seu grande facão com as duas mãos, provavelmente aludindo que agora ele luta furiosamente sem se importar tanto com sua segurança ou de outrem. ONLY ATTACK! 


Como disse, Yhorm não parece inspirar confiança dos seus seguidores, e eu acredito que isso se dava a sua ABSURDA FORÇA, assim ele os presenteou com a Storm Ruler, uma espada que poderia gerar uma lamina de vento poderosa o suficiente para feri-lo. Uma clara referência a Demons Souls, por sinal, DS3 referência MUITO Demons Souls, quem sabe uma hora falamos mais disso. Outros assumem que as pessoas não confiavam nele por sua possível descendência de Wolnir, que era um conquistador cruel. Também é certo acreditar que nessa época de batalhas, (contra não sabemos o que) Yhorm adquiriu um amigo, Siegward.

Certa vez, Yhorm, levado pelo seu instinto, linkou a Chama. Certamente isso parece ter dado errado de alguma forma, pois acreditasse que foi mediante a esses acontecimentos que a Chama Profanada nasceu. Um elemento muito presente em DS3, mas que não sabemos bulhufas!


Levando em conta que para acender a chama usamos almas, "humanidades", e que temos um vasto exemplo de tragédias que ocorreram pelo mal uso desses elementos durante as eras, talvez o fato de Yhorm ser um gigante tenha acentuado a tragédia. Só sabemos que a chama Profanada de alguma forma surgiu, e a cidade que uma vez ele "governou", decaiu. O gigante, provavelmente, se sentiu culpado e abandonou o trono quando voltou do seu sono, trazido pela própria chama para honrar sua próxima renovação.

Curiosamente, essa Chama Profanada é ligada a vários acontecimentos no DS3, inclusive ao próprio Pontifice Sullyvan. Espero a dita cuja em alguma DLC. Sério, ESPERO MUITO.

Ludleth, o Exilado 


Pose pra foto.

O mais irreverente dos lordes! Segundo ele, ligou a Chama há muitas eras, o que pode ser observado ao olhar seu corpo arduamente abrasado. Mas mesmo depois que acordou do seu túmulo, permaneceu no seu trono. Foi o único dos seus semelhantes a honrar a vontade daqueles que buscam a Era do Fogo mais uma vez.

Existem certas teorias sobre Ludleth, mas... eu não diria que as levo muito em consideração, ATÉ AGORA. Porém, quem sabe não discutimos mais sobre ele em outra ocasião. Deixemos aqui o fato cronológico desse exímio personagem e vamos aos últimos dos lordes!

Príncipes Gêmeos

Oceiros e sua rainha tiveram filhos, do qual herdaram o dever de ligar o fogo. Um deles foi Lorian, conhecido como irmão mais velho, um poderoso guerreiro que lutou contra demônios em suas empreitadas heroicas. Um digno e poderoso candidato para cumprir o destino de religar a Chama.

O outro foi Lothric, seu irmão, que nasceu fraco e débil, incapaz de lutar e talvez impossibilitado de cumprir seu destino (que parece ter sido mais desejado que o do seu irmão mais velho).

Lothric pendeu para conhecimentos arcanos e assim teve muitos professores, um em particular conhecido como um "professor não oficial" dele. Ele é referido como "Scholar", automaticamente fazendo muitos ligarem a Aldia, um personagem que com certeza não queria que a Chama fosse ligada e que talvez tenha influenciado Lothric, que consequentemente influenciou seu irmão. É dito que Lorian se tornou deficiente e que essa era sua vontade, talvez para impedir que ele cumprisse seu dever, um plano de sabotagem dele e de seu irmão.

E que BATALHA essa ein? PUTA OST!

Então quem sabe, alguma vez esses irmãos acenderam a chama? Ou talvez eles nunca a acenderam e seu lado da balança dos cinco tronos funciona apenas como um legado, eles são apenas herdeiros do fluxo. Quem sabe a responsabilidade chegou pra eles e os mesmos a ignoraram... E podemos explicar que a natureza em chamas de batalha onde os irmãos lutam contra nós simplesmente preceda da espada de Lorian, amaldiçoada com os resquícios do Caos.

Dado esses acontecimentos, talvez quando Oceiros viu que os irmãos abandonaram o propósito, ele tentou gerar um filho perfeito. Assim, pesquisou sobre antigos e arcanos conhecimentos do pai da magia, nosso bom e velho amigo Seath. O rei se transmutou com alguma natureza "dragonica" e provavelmente assim deve ter tido relações com sua mulher para gerar um descendente que permanecesse com esses genes (que talvez ele achasse perfeito).

"Oceiros, o Rei Decaído, estava empolgado pela busca da Luz da Lua, mas no fim, ela nunca se revelou a ele."

Entretanto Oceiros caiu em loucura, assim como todos aqueles que mexeram com tal conhecimento. Com um tempo, acredito que depois que sua mulher já estava grávida, o rei se tornou uma criatura deformada e monstruosa, muito semelhante ao Seath. Sua mulher, com medo, abandonou  o reino e provavelmente não deixou rastros. O que aconteceu com ela e seu filho Ocelotte, é um mistério. E por enquanto não tenho nenhuma teoria que ache realmente pertinente.

Alguns assumem que por causa dessa infame exploração ao legado dos dragões, talvez até mesmo uma tentativa de reviver essas criaturas, (já que observamos alguma conexão entre Drakes e aquelas formas bizarras e disformes que nascem de alguns mobs do jogo), Irityll tentou agir contra Lothric, assim um conflito aparente nasceu.



Por conta disso, vemos a muralha e a ponte de Lothric em ruínas, e o castelo com lapsos de combate. Então ele se torna um lugar isolado e poucos ladrões em busca de riquezas o espreitam, até agora...

A Chama se defende

Vemos que os Lordes que acenderam o Fogo voltaram, vemos que antigos undeads, hoje conhecidos como inacesos, também voltam de seus túmulos. Como eu já disse, acredito que o fato da Chama desvanecer afete todos aqueles que permeiam alguma ligação com ela.

Porém, os Lordes abandonam seus deveres, muitos dos inacesos que nascem perecem em seu destino, e a Chama cada vez mais enfraquece, o mundo atinge o ápice de suas anormalidades. Para proteger o fogo, uma consciência primordial da Chama é acordada. Uma junção da alma de TODOS AQUELES que uma vez acenderam o fogo, Gwyn, Chosen Undead, Jiban, entre outras dezenas.

Muitos assumem que "o boss final de DS3 é o chosen undead", mas esse é um pensamento descuidado e simplório, pois o buraco é mais embaixo e o conceito é muito mais coerente. E oras, esse é com certeza a final boss fight mais incrível dessa série, tenho dito!


Sombras do passado

Como falei no começo desse artigo, a atual terra dos deuses parece ser uma complexa e absurda fusão de terras de tempos inerentes que convergem entre si. E uma em especial, parece refletir um passado esquecido. Estou falando dos "Túmulos Abandonados", uma espécie de Firelink Shrine predecessor que parece ter se perdido na escuridão de uma época antiga.

Você pode presumir que é apenas uma construção desativada, que isso de conexão dimensional temporal é viagem da cabeça do escritor bobão que escreve o artigo, mas deixe que eu exponha certos pensamentos.

Acredito que mais uma vez algum paradoxo, apesar de ser bem tortuoso, envolve mais uma vez fatos dessa série. E no caso aqui, fatos ocultos. Em determinada época, uma em que os Lordes das Cinzas já existiam e já tinham voltado, um campeão surgiu, Undex Gundyr. Ele era um notável guerreiro e uma das grandes apostas para linkar o fogo na sua geração. Mas Gundyr foi derrotado por alguém e então se tornou "bainha" para testar aqueles que trilhassem o caminho da Chama.


Também conhecido como Gundyr versão SANGUE NOS ÓIO!

Levando em conta que os inacesos, assim como o Lordes das Cinzas, podem ter voltado de seus túmulos imagináveis vezes, acredito que muitos inacesos tentaram acender a Chama e falharam. Todos eles fazem parte de um ciclo que se repetiu várias e várias vezes. O campeão que derrotou Gundyr certamente foi o "Ashen One", em outras palavras, "nós".

O que poderia reforçar esse pensamento é o fato de que se nós explorarmos os Túmulos Esquecidos sem falar com a "Handmaiden" de Firelink, (a véia doida de vermelho) e falar com ela nos Túmulos esquecidos, ela irá lembrar de você quando tu voltar pra Firelink. E cara, quando descobri isso foi... UOW!!!

Então, o que é esse lugar?!

Bom, é um mistério. Especula-se que foi uma era onde alguém falhou em acender o fogo e a escuridão chegou. Podemos ver pela localidade, pela armadura de Artorias, que faz conexão direta com o Abismo (que é um elemento propício da escuridão) e os Olhos da Firekeeper, um "item" especial diretamente relacionado com a Era das Trevas. De qualquer forma, creio que podemos presumir que esse lugar se passa no passado.


É dito que as Firekeepers não podem ter olhos e bem... Isso não era evidenciado em DS1, nem em DS2, então, acredito eu, que o fato de uma dessas mulheres ter a capacidade de "ver a essência das coisas", tenha sido o real motivo delas traírem seu propósito. Sendo assim, um UPDATE das regras surgiu, as privando desses olhos, garantindo uma ignorância para que elas cumprissem seu dever de forma consistente.

Um incrível mistério, evidentemente, e que eu deixei nas partes finais da cronologia, pois ele está conectado com o presente e o passado ao mesmo tempo, e isso o faz pender para os dois lados.

Que exploremos mais desse lugar em outros artigos!

Acontecimentos Paralelos

Sim, muita coisa rolou junto desses acontecimentos. Isolamento de Yorshka, a cultura bizarra do Assentamento dos Mortos Vivos, NPCs e seus destinos, coisas importante que fazem parte do enredo central, mas que não necessariamente o modifica. Em suma, meu objetivo é tratar deles na próxima parte desse artigo, pois não quero desviar tanto do lore principal nesse texto. E devo dizer que esses detalhes minuciosos de DS3 são interessantes DEMAIS e estou ansioso por escrever.

O sino acorda o Campeão

Como disse, acredito que esse sistema das cinzas já dura por bastante tempo, revivendo aqueles que um dia adormeceram, num ciclo. Certa vez, um Campeão parece ter emergido das cinzas, buscando o calor do fogo, e parece que ele estava destinado a cumprir sua missão, da qual só ele decidiria o resultado.

Lá, a Firekeeper dessa geração deverá guia-lo e servi-lo como foi criada para fazer.

Um dos maiores amorzinhos desse DS3, junto da Karla.

Considerações finais

E aqui chegamos ao fim de mais uma Cronologia do blog MIL. Espero não ter debandado demais sobre os assuntos do lore. O intento da cronologia é sequenciar os fatos importantes, mas é tudo tão interessante que talvez eu acabe tentado a desviar e explicar coisas demais.

Porém, para o meu divertimento e quem sabe o de vocês, no próximo artigo pretendo expor e discorrer sobre todos os conceitos que ficam envoltos do enredo desse jogo, sem me concentrar em "cronoligizar" as paradas, assim como fiz com DS1.

Como SEMPRE DIGO, não sou nenhum sabe tudo de Dark Souls, apenas um fã interessado. As informações do texto são produto de pesquisas in game, conversas com amigos e wikias, como sempre. Alguns, ás vezes, recomendam que eu faça vídeos com esses conteúdos, e eu até entendo que isso seria algo interessante, pois vídeos são mais populares que textos. Não descarto a possibilidade, mas por enquanto prefiro permanecer aonde eu mais me divirto, mesmo não sabendo se faço isso muito bem, que é com a escrita! 





Achei melhor falar de assuntos isolados sobre DS3, mas tudo ficaria embaralhado, e sinceramente, já são inúmeras pessoas que traduzem lores por aí, com o novo jogo da série isso ficou ainda MAIOR. Fico feliz pela comunidade crescer cada vez mais, sucesso para aquilo que gostamos gera mais cuidado dos produtores em criar novos conteúdos. Mas preferi tratar dos lores do jeito que sempre tratei, criando uma "suposta cronologia bobona" na cabeça e depois passando em palavras. Para os que tem algum ponto de vista ou xingamentos sintam-se a vontade para expor nos comentários, pra quem quer ficar atualizado, só seguir a página do Blog MIL, postamos tudo lá.

Acessem os grupos para mais discussões:

Dark Souls III® Brasil: AQUI

Firelink Shrine® Brasil: AQUI



E lembrem-se, esse artigo será atualizado após os novos conteúdos!



Sobre a parte dois, não sei quando sai, mas um dia SAI. Ainda tô maluco pra falar dos finais desse jogo, mas terei de esperar...

Então seus infelizes, ATÉ DIA MIL!


Postar um comentário

[facebook]

Flames

PedroTreck

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget