Refletindo sobre os aspectos de How I Met Your Mother




Há uns meses atrás eu comecei a escrever um artigo de How I Met Your Mother, um review geral, com comentários, o simples e básico, cheio de trívias. Bem, vocês provavelmente nunca o verão, joguei completamente fora no mesmo dia que escrevi. Sei lá, acho que a coisa mais comum de se achar por aí é artigo desse tipo sobre HIMYM, fazer o mesmo é chover no molhado e torcer pra achar um guarda-chuva amarelo.

Eu notei que, mesmo em sites gringos, não há muita coisa analisando os aspectos que eu considero de maior importância na série, que são os questionamentos e metáforas. Pra todo lugar que vejo o que escrevem é mais focado no humor do Barney, ou em discussões sobre o polêmico final da série, tudo repleto de gifs do Tumblr (o que não quer dizer que eu não possa colocar gifs aqui também).

“Ah, então você só tá fazendo isso pra ser o diferentão super-criativo, né?”

... É. Ou não. Whatever.

O que importa é: How I Met Your Mother possui uma grande profundidade, o que a torna diferente de várias séries comuns de comédia, e isso deveria ser mais explorado, já que muitos veem os mais de 200 episódios e não pegam esses detalhes. Então vamos analisar esses aspectos e mandar bala. Ah, se ainda não ficou muito claro, artigo é mais focado pra quem já viu a série, então pode rolar uns spoilers meio cabeludos. Se você não viu e não liga pra spoiler, talvez seja uma boa ler, talvez dê alguns motivos para experimentar a série.


Azul, Amarelo e Vermelho

É, são as três cores primárias e também são as cores de 3 objetos relevantes na série. HIMYM tem uma porrada de objetos de destaque, como o abacaxi e o a gravata de patinhos, mas o foco aqui são em 3 que a maioria já deve ter sacado: a trompa, o guarda-chuva e as botas. 3 objetos símbolos da série, principalmente os 2 primeiros, sendo o primeiro relacionado a Robin e o segundo a Tracy (The Mother). Mais do que símbolos de relacionamentos de Ted, esses objetos representam tipos de atração, paixão, enfim. Vamos analisar um por um:

Trompa Azul

A clássica trompa azul, também chamada de pênis de Smurf, é o primeiro a aparecer, logo no episódio piloto. Após o primeiro encontro entre Ted e Robin, no qual eles discutem sobre a trompa azul na parede do restaurante, Ted a rouba pra dá-la a Robin, o que leva ao “Classic Mosby” aonde ele fala que a ama, gerando um belo pé na bunda.

A trompa seria a representação de um relacionamento aonde há o esforço de uma das partes para conquistar a outra pessoa. Ted sempre fez todos os esforços possíveis para conquistar a Robin, sendo o mais incomum o de conseguir fazer chover, no final da primeira temporada, o que leva os dois a namorarem por um ano. A trompa não é necessariamente um símbolo de amor não correspondido, mas sim de realmente ser necessário conquistar o coração da outra pessoa.


Guarda-Chuva Amarelo

A primeira aparição do guarda-chuva ocorre na terceira temporada após uma festa de Dia de São Patrício, aonde após Ted e Barney farrarem a noite toda até apagarem, Ted nota que perdeu o celular e resolve voltar ao local. Lá encontra o celular, mas na hora de voltar pra casa começa a chover, e resolve pegar o guarda-chuva amarelo que estava jogado lá. Na narração em off do Ted de 2030 ele revela que o guarda-chuva era da Mother, o que faz a imagem do “yellow umbrella” se relacionar sempre a Tracy.

O guarda-chuva amarelo é justamente o oposto da trompa azul. Pense, Ted nunca precisou fazer esforços pra encontrar a Tracy, ela simplesmente apareceu, através de uma série de coincidências, o destino. É algo sem esforço, como se realmente tudo no universo conspirasse para que ambos ficassem juntos. Ninguém precisa de esforço nem nada, é tudo natural. Isso não torna essa situação romântica mais verdadeira ou melhor que a outra, é apenas diferente. Tracy era o “destino” de Ted, a pessoa ideal. Aliás, com a Tracy sempre estava chovendo, ele não precisava chover (talvez a analogia mais perfeita em toda a série).

Analisando isso de que a Tracy era o destino de Ted, é possível chegar a um questionamento: Seria a trompa azul para a Robin o que o guarda-chuva era para o Ted? O Ted para ela o que Tracy era para ele? É uma teoria mais minha do que da galera em geral, mas vejam.

Ok, diferente de Ted que demorou para conhecer Tracy, a Robin conviveu com Ted por anos, mas pense que, apesar das recusas de Robin, ela no final assumiu que sabia que a pessoa ideal para ela era o Ted, sempre foi. O Ted seria o destino dela, mas ela sempre fugiu.

“Ah, mas como o Ted seria a pessoa ideal da Robin e da Tracy?”

Simples, Tracy já havia encontrado sua pessoa ideal, era o Max. Assim como Ted perdeu a Tracy, ela também perdeu o Max. O destino foi cruel com ambos, mas tanto Tracy e Max quanto Ted e Tracy foram relacionamentos aproveitados ao máximo. Ah, e assim como a trompa e o guarda-chuva, Tracy tinha o ukelele como símbolo.

Botas Vermelhas

As botas vermelhas, bem diferentes dos outros dois itens, passa um tanto longe do amor. É mais uma representação de pura luxuria, relacionamentos do tipo “ficada”, coisas que não levam a nada.

Ted comprou as botas para tentar agradar uma garota qualquer em uma loja, isso enquanto ainda namorava a Robin. Uma atitude babaca meio involuntária, mas é justamente a babaquice um dos pontos da bota.

Ted costuma se achar o garanhão com as botas, chegando a pedir opinião para um casal gay para saber se as botas caíam bem nele. Assim como uma série de relacionamentos escrotos em que Ted ficava insistindo que aquela seria a “The One”, ele também não aceitava que as botas eram escrotas. A mensagem sobre a bota fica ainda mais clara quando, após as botas serem destruídas, ele decidir nunca mais se envolver numa relação claramente sem futuro, e que ele, a partir daí, só se doaria a um relacionamento com uma provável “The One”.

“Lebenslangerschicksalsschatz” e “Beinaheleidenschaftsgegenstand”

“Lebenslangerschicksalsschatz” e “Beinaheleidenschaftsgegenstand” são dois termos introduzidos no primeiro episódio da oitava temporada. Os termos (fictícios, só pra avisar) são explicados por Klaus, ex-noivo de Victoria, para Ted, justamente na estação de Farhampton, a mesma na qual Ted e Tracy se conheceram. Ted se sente culpado por ser um dos motivos de Victoria abandonar o altar, assim como Stella já fez com ele, porém, com “sorte”, Klaus também não estava feliz com a relação, daí que entra o principal diálogo desse encontro, que vou deixar na integra:

[Klaus] - Existe uma palavra em alemão: Lebenslangerschicksalsschatz. E a mais próxima tradução seria “O tesouro do destino ao longo da vida.” E Victoria é “wunderbar”, mas ela não é minha Lebenslangerschicksalsschatz. Ela é minha Beinaheleidenschaftsgegenstand, sabe? Isso significa “Aquilo que é quase aquilo que você quer…  mas não completamente” e é isso que Victoria é pra mim.

[Ted] - Mas como sabe que ela não é Lebenslangerschicksalsschatz? Talvez com o passar dos anos ela se torne mais Lebenslangerschicksalsschatz.

[Klaus] - Não, não, não. Lebenslangerschicksalsschatz não é algo que se desenvolve ao longo do tempo, é algo que acontece instantaneamente. Atravessa você como água de um rio depois da tempestade, preenchendo e esvaziando você ao mesmo tempo. Você sente isso em todo o seu corpo. Nas suas mãos. No seu coração. No seu estômago. Na sua pele. Já se sentiu assim com alguém?

[Ted] - Acho que sim.

[Klaus] - Se tem que pensar a respeito é porque não sentiu.

[Ted] - E tem absoluta certeza que encontrará isso um dia?

[Klaus] - É claro. Eventualmente todo mundo encontrará. Só que nunca saberá onde ou quando.

Provavelmente uma das cenas mais fodas da série toda, principalmente pelo final


Aqui vemos definições até que semelhantes ao dos objetos que citei anteriormente, mas tá longe de ser exatamente a mesma coisa. É mais do que óbvio que as Beinaheleidenschaftsgegenstand do Ted eram a Robin e a Victoria, praticamente o par perfeito, mas que ainda faltava algo que realmente o completasse, essa que era ninguém menos que a Tracy, a sua Lebenslangerschicksalsschatz, um real tesouro que o destino guardou pra ele, mesmo com as peças que esse mesmo destino fez com o Ted, o ferrando lindamente em todos os sentidos possíveis de relacionamento.

É justamente aí que a crença em destino da série fica bem evidente. Assim como o Ted só resolveu buscar uma alma-gêmea no mesmo dia que a Tracy perdeu o namorado, eles só foram se encontrar logo após Ted perder todas as chances possíveis com a Robin. Curiosamente, Tracy só estava lá por ter tocado no casamento, pelo motivo de Ted preferir uma banda do que um DJ. Além disso, mesmo sem saber, Tracy foi a principal motivação pro Barney conquistar completamente a Robin. Ted e Tracy nunca tinham trocado papo ou olhares até então, mas por atitudes que pareciam bobas até então, eles conseguiram se encontrar.

A Dor de Saber a Verdade


Durante um episódio sobre a paternidade do Barney, aonde ele acredita que o pai dele é um apresentador de TV famoso, todos claramente notam que era lorota da mãe dele, e no fundo ele também sabia, mas ele diz que quando se crê muito em algo por muito tempo, assumir que aquilo não é real pode doer demais.

Basicamente o que rola com o Ted ao perguntar se a Robin ama ele.

No fundo o Ted sempre soube que dificilmente conseguiria ter a Robin de volta, mas era impossível não amar ela. Claro, o sentimento de amor no sentido de amizade claramente se misturava com o de atração, e talvez era isso o que mais doía nele. Ele sempre soube que não era saudável pro seu psicológico aquela situação, mas a Robin assim como era a paixão de sua vida, também era sua melhor amiga. Tentar algo de novo com ela poderia estragar tudo, principalmente se ela jogasse na cara a verdade que ele sempre soube.



Não é só essa a convicção que ele não quer jogar fora. Lembram-se da bota? Então, a mesma coisa. Aliás, todos tem convicções que no fundo eles sabem que estão errados, por isso o tanto de Intervenções que já houveram na série. É um mal do ser humano, ele sempre toma atitudes no mínimo questionáveis, pra não dizer burras, mas nunca tem coragem de tirar a prova, prefere manter a ilusão, parece menos dolorosa.

Sonhos ou Ilusões?


Talvez um dos pontos mais pesados da série toda se passa mais próximo do final. Se formos notar, praticamente o sonho da maioria dos personagens ainda jovens se perdeu pelo caminho. Eles fizeram faculdade, tinham um plano de vida perfeito pelo caminho, mas a real é que tudo ocorreu bem diferente, ou não do modo como imaginavam. Ted acabou sendo professor, Marshall juiz, Barney seguindo totalmente o oposto do que acreditava quando jovem... Mas acho que nesse ponto, prefiro focar na minha personagem favorita: Lily.

A Lily acaba sendo a personagem que, quando é trabalhada de forma dramática, mais demonstra a insatisfação pelo “fracasso” em relação ao que sonhava. Ela tinha uma vida feliz, com um casamento perfeito, filhos, mas o peso de nunca ter conseguido ser uma artista sempre doeu pra ela. Logo na primeira temporada, ela abandona tudo pra tentar seguir esse rumo, até mesmo um casamento que faltava poucos meses pra ocorrer. Acabou voltando se sentindo pior, mesmo notando que entre os amigos que era o seu lugar. Esse sentimento guardado é realmente interessante de se notar, já que ela sempre aparentou ser uma das mais felizes.

"As vezes eu desejo que eu não tivesse sido mãe.
As vezes eu quero pegar uma mala e ir embora no meio da noite e não voltar." 

Nesse detalhe, é bom destacar esse ponto alto da série. A Lily mais pro final começa a ter uma relação ainda mais próxima com o Ted, com basicamente os dois dividindo sofrências. Ela começa a revelar essa face de alguém angustiada, que apesar de sempre ter aparentado estar feliz, no fundo era amargurada. É algo mais do que comum na sociedade, aquela pessoa extremamente alegre por fora, no fundo ter uma grande tristeza.

É claro, ela também conseguiu achar seu local ideal na sociedade, assim como os outros, sendo assistente do Capitão, podendo utilizar seus dons envolvendo conhecimento de arte, mesmo não a fazendo.


As Pessoas São Passageiras


Apesar da última temporada ser bem questionada, ela ainda tem ótimos momentos. No episódio 9x21, “Gary Blauman”, entra uma discussão bastante pertinente sobre as pessoas que queremos manter próximos. Eles acabam se desfazendo de Gary no casamento, e com isso notam o quão passageiro pode ser a sua relação com alguém. Claro, amigos mais próximos você até consegue manter, mas e aquele colega de trabalho? Ou de escola ou faculdade? Você tem certeza que ainda vai conseguir ver eles daqui algum tempo? Aposto que a maioria não ter contato com vários colegas antigos os quais tinham boa relação.

O episódio preza bem por isso de saber manter aquela pessoa que você quer que continue próxima a você. Normalmente você revê esses conhecidos em eventos como casamentos, é o tipo de momento a se aproveitar. As vezes uma simples mágoa que você causa, pode fazer com que JAMAIS você veja aquela pessoa. É algo duro de se pensar, mas é a triste realidade.

Isso já havia sido pensado no segundo Slapsgiving, aonde Lily guarda um enorme rancor de seu pai, e não quer mais vê-lo por causa de suas atitudes. Ela acaba notando o quão errada pode ser essa atitude quando descobre que o dono de uma lojinha o qual ela também guardava rancor, morreu, simplesmente assim. Se é um choque pensar que você guardou mágoa até a morte de um “desconhecido”, imagine uma situação dessas com seu pai?

Aliás, o mesmo ocorre com Barney não querendo manter contato com seu pai, por não cumprir as suas expectativas, o que leva à uma das frases mais fortes do Marshall em toda a série:



Isso faz um grande contraste com a relação do Ted com a Tracy. Ambos aproveitaram ao máximo o tempo que tiveram e, mesmo com a Tracy à beira da morte, eles sempre fizeram questão de aproveitar cada segundo trocando histórias. Isso fica ainda mais profundo no final da oitava temporada, no episódio “The Time Travelers” (8x20), aonde Ted em sua imaginação corre atrás de Tracy 45 dias antes, pra aproveitar esse tempo à mais.




Esse mesmo episódio, por sinal mostra como as coisas mudam. Ted se encontra em uma situação aonde todos já encontraram seu lugar e ele ainda não, está sozinho, vivendo de lembranças do passado e de ideias sem noção sobre possibilidades que poderiam acontecer de coisas que até mesmo não aproveitou, como uma guardadora de casados de uma boate, ainda da primeira temporada. 


O Importante é a Jornada


Esse é um ponto que o Ted do futuro sempre gosta de reforçar. Não importa realmente se você conseguiu chegar no topo, o mais interessante está em COMO você conseguiu isso. Por esforço ou coincidências, a caminhada é o verdadeiro desenvolvimento de uma história, nada acontece pelo simples acaso.

Ted precisou de uma jornada de 8 anos pra conseguir achar a mulher de sua vida, que ele diz que foi algo extremamente simples, apesar dos 208 episódios. Enquanto isso, a Tracy teve uma jornada igualmente extensa (apesar de resumida em 1 episódio, o 200). Muita coisa foi necessária para que os dois se encontrassem e dividissem coisas tão relevantes pra tornar aquela conversa algo curioso.



Barney precisou ter várias experiências para enfim notar o que sentia pela Robin, essa com a qual ele também teve várias experiências: ficada, namoro, amantes... Tudo isso acabou levando ao ponto da “The Robin”, a “cantada” suprema do Playbook.

Aliás, esse ponto da jornada é o que justifica de Ted ir atrás da Robin. Apesar de, pra maioria, isso não é um dos melhores finais, em toda sua narrativa o Ted mostrou o quão importante Robin foi pra sua jornada. Ela não foi a conquista final, muito pelo contrário, mas a relação dos dois que acabou levando ele a conhecer a Tracy. Ted amou a Tracy o quanto pode, agora estava 6 anos sozinho, e sempre lembrando dessa jornada a imagem da Robin soava como a mais essencial para tudo o que aconteceu. Aliás, os dois só se conheceram pela ideia do Ted de tentar arranjar uma esposa. Claro, podem ver a narrativa do Ted mais como algo para manipular os filhos para fazerem que eles aceitassem que ele fosse atrás da “tia Robin”, mas é algo pra se pensar bastante, sem o calor da emoção.

O Ideal de Perfeição


Talvez algo difícil de se discutir. O que realmente seria a pessoa perfeita? A pessoa que é basicamente idêntica a você em gosto, ou aquela que divide gostos semelhantes, mas que possui diferenças suficientes para conflitos, mas que não impedem o apreço de um pelo outro?


O primeiro, apesar ir bem na ideia de alma gêmea, também pode ser visto como querer basicamente um espelho seu. Alguém que é quase você, que não há muito o que se contrariar. Obviamente a Tracy é uma versão feminina do Ted, com poucas diferenças. Ambos extremamente nerds, com humor “tiozão”, adoram falar demais e explicarem as coisas de forma exagerada, viciados em velharias, entre outras coisas. Quando Tracy aparece, ela é totalmente familiar, por isso você a aceita tão facilmente, mesmo sendo algo bem complicado de se imaginar que daria certo (uma personagem que só aparece na nona temporada, sendo na verdade a mais importante da série).



Em compensação, a pessoa que tem suas particularidades mais claras pode ser justamente a peça que falta no quebra-cabeça. As vezes, não é exatamente necessário alguém que seja igual a você, mas sim alguém que mesmo com diferenças, você admire essas diferenças, e saiba trocar pontos de vista e experiências. Basicamente a situação da Robin. Marshall e Lily também possuem várias diferenças, mas se completam.

Como falei, é extremamente difícil de ver isso. Vejo mais como uma situação a ser debatida, pois ambas pareciam completar o Ted. Claro, a Robin acaba saindo mal na fita por tudo que acabou fazendo e dizendo, mas eu falo muito mais na perspectiva do Ted do que na relação mutua.



Detalhe pra música Mother of Pearl do Roxy Music na primeira temporada que se encaixa perfeitamente como uma idolatria à Robin que, juntando ao fato do final ter sido gravado ainda durante a segunda temporada, mostra que ao menos na visão dos roteiristas, as 2 seriam perfeitas pra ele, de modo diferente, como falei no lance da trompa e do guarda-chuva.

E assim, crianças, é como termino o artigo


É, por hoje é tudo. Acho que consegui passar os principais pontos que gostaria de discutir. Acabei até sofrendo um certo hiato durante a produção, mas acho que consegui manter o foco do que queria.

É sempre bom notar como boas obras possuem mais de uma característica de gênero. Apesar de How I Met Your Mother ser obviamente uma série de humor, ela é uma das obras com maior carga dramática dos últimos anos, e sabe muito bem usar isso. Pretendo escrever mais sobre HIMYM mais pra frente, por ser uma série que rende bastante coisa pra se discutir, mas por hoje é só.



Bônus


Não sei se vocês sabem, mas o David Bowie, pouco antes de morrer, produziu e roteirizou uma peça musical chamada Lazarus, o mesmo nome do álbum que estava para lançar, como uma sequência de O Homem que Caiu na Terra, história o qual ele protagonizou no cinema nos anos 70.

A peça é toda formada por reinterpretações das músicas do Bowie, com desde músicas mais antigas dos anos 70, até as mais recentes de 2013 e 2015/2016. No papel do Newton está o Michael C. Hall, o Dexter Morgan, da série Dexter. Além dele temos a Cristin Milioti, a Tracy de How I Met Your Mother, que como muitos devem saber, é cantora, assim como na série. Ela participa de 3 músicas da peça (Always Crashing in The Same Car, Absolute Beginners e Changes), essa que recebeu um álbum recentemente. Compensa dar uma olhada pra quem ter mais curiosidade pelo trabalho dela.



BYE

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