Final Fantasy VII Compilation - Uma digna ou desnecessária expansão do universo da série?


Voltemos a falar deste que é responsável por divergir opiniões de forma tão extrema e criar um dos fenômenos sociais mais divertidos e interessantes de se observar em qualquer instancia que seja mencionado. Também pudera, esse deve ser o jogo que mais define o que é sucesso no ramo do qual pertence.

Como sabemos, a Square não foi besta e aproveitou esse sucesso descomunal explorando de várias maneiras em diversas mídias. Sem falar de ficar inventado qualquer desculpa ordinária para enfiar referências ou personagens de FF VII em algum título mesmo que não tenha qualquer ligação com o roteiro do jogo original.

Tudo bem, a Square só estava tentando ganhar suas dinheiramas, não é como se pudéssemos julga-la por isso...

mentira, é sim.

Mas hoje vamos nos focar em algo mais específico, a sua compilação, que nada mais é que um conjunto de conteúdos adicionais em várias mídias baseados no universo do jogo original. Se isso é necessário ou não, se isso entrega produtos vazios sustentados apenas pela nostalgia ou obras que complementam ainda mais nossa experiência na trama, é o que eu pretendo expor nesse artigo.

E não, não vou considerar títulos relacionados,  apenas a compilação principal. Então, sem enrolar, comecemos de uma vez a segunda parte da vibe FF VII no Blog MIL. Pra quem ainda não viu a primeira, só clicar AQUI.

E nem preciso avisar sobre SPOILERS, SPOILERS e SPOILERS. Vocês sabem, gostamos de discutir enredo por aqui. Quem reclamar disso nos comentários, vou logo dizendo que irei ligar pros vossos responsáveis e dizer que estão aprontando peripécias na internet. TEMAM!


Crisis Core

Ah... como eu amo o traço do Nomura quando ele esquece sobre zíperes e cópias da Lighting.

Em 2007, o ano que marcava a primeira década de existência de FF VII, Crisis Core veio ao mundo. Ele era uma prequela que não só expandia a franquia explorando dezenas de elementos misteriosos e cativantes sobre a trama do clássico original, mas também agia como um tributo e emergia players de longa data e até mesmo novatos ao emocionante trajeto dos últimos 7 anos da vida de Zack Fair, o amigo do Cloud que o encarregou de usar a icônica Buster Sword e morreu numa das cenas de polígonos mais tristes de todo o mundo. Claro, isso não deveria ser spoiler pra ninguém que pretendesse joga-lo, supostamente.

O jogo trazia personagens extremamente bem dublados, cenários clássicos remodelados completamente em 3D que usavam bem as capacidades técnicas do melhor portátil que a Sony já fez na vida, o PSP. Dá pra notar o esforço da equipe em manter uma conexão bem direta com os elementos do jogo original do PS1, nos causando uma sensação de nostalgia ao andar pelos cenários e reconhecer uma boa parte deles. Já a premissa do enredo se concentrava no crescimento de Zack, um jovem buscando amadurecimento e o seu lugar ao sol, mas logo se estendia pra algo mais complexo envolvendo a existência do planeta, afinal isso ainda é FF VII.

Aqui vemos nosso protagonista interagindo com velhos conhecidos. Pra citar alguns exemplos, podemos começar com Sephirot, ainda trabalhando na Shinra, sendo reconhecido como um herói e nos dando uma ideia de que o infeliz já foi gente boa em uma época, o que realmente deixa uma sensação de lamento pela involução mental do sujeito. Também temos um saudável Cloud, que nessa época era soldado de infantaria e ainda não tinha presenciado toda as desgraças que estavam pra acontecer na sua vida. E não posso esquecer de Aerith na sua melhor versão de todos os tempos.

"E eu lá tenho idade pra ser tua mãe, seu marmanjo."
Pra ser sincero, eu nunca fui de gostar muito da Aerith, mas nesse jogo ela foi categoricamente roteirizada pra mudar essa visão. Aqui a vemos a mesma garota "traquina", energética e cheia de boas intenções em lidar com o mundo e a vida. Porém é na sua interação com Zack que ela se destaca. Pra resumir, a relação deles nos remete bem a clássica e costumeira de um jovem casal. Vocês sabem, piadinhas internas, empatia, companheirismo e até mimos, algo que é bem verosímil e nos traz uma sensação de identificação bem grande.

Pois é, possivelmente ela vai te lembrar "namoradenhas".

(O fato de não terem colocado nenhuma das dubladoras de KH ajudou bastante em gostar mais dela também. Que raios de dublagem eram aquelas...)

Da galerinha menos conhecida, podemos citar Angeal, o honrado tutor de Zack e real detentor da Buster Sword. Genesis Rhapsodos, o antagonista da trama que fica citando Loveless feito um retardado em toda, TODA, ABSOLUTAMENTE TODA cena que aparece, ou a Cissnei, uma admirável integrante dos Turks que desenvolve uma amizade/flerte com nosso protagonista.

"Meu nome de batismo é Shuriken Girl."

O jogo foi esperado e causou comoção de seus fãs, afinal isso ainda é FF VII. Mas eu tenho que dizer que estava extremamente ENCAFIFADO com esse título. Lembram da minha reação com o remake? Aqui eu fiquei ainda mais alvoroçado.

"Eu preciso dum presteixaon portaruburu!" Era o que eu pensava TODOS os dias.

Eu não sei pra vocês, mas Zack sempre foi um elemento lendário pra mim dentro dessa trama. A própria Soldier era um elemento assim. Imaginar como funcionava o mundo naquela época, a Shinra e a interação entre os personagens, sempre foi algo recorrente na minha cabeça. Quando soube que um jogo de tal temática iria surgir, meu hype foi pras alturas. PRAS ALTURAS! Talvez o excelentemente bem animado Last Order tenha ajudado nisso também.

Mas então, qual é a de Crisis Core? Ele honrou o hype?


Pra começar, este é um "Action RPG", em outras palavras, temos batalhas em tempo real com inimigos aparecendo na tela em fileiras para terem suas bundas chutadas na sequência. As lutas ainda acontecem de forma randômica durante nossas andanças pelo cenário, e quando ativadas, criam uma espécie de arena que nos dá uma outra perspectiva do lugar que estamos e de como se mover para derrotar os inimigos. Elementos antigos estão de volta, como equipamentos, materias e grinding, que possuem basicamente a mesma ideia original (de fusões, evocações, level up, habilidades etc).

Atenção especial para as CGs de evocações ao nível gráfico de Advent Children. O que é sempre DAORA de ver.

A novidade evidente desse jogo é o DMW (Digital Mind Wave), um sistema de slots que gira através da sorte e simula o pensamento e o sentimento que Zack pode ter durante uma luta. São eles que nos permitem passar de level ou simplesmente ativar um Limit Break, que vai de massivo poder de cura até meteoros caindo do céu que transformam nossos inimigos em pastel. Sim, é bastante esquisito e nem um pouco prático upar, ativar um Limit ou um Summon "pela sorte". O Hajime Tabata, diretor responsável, tem umas ideias bem esquisitas. Mais esquisito ainda é ele ter mantido conceito parecido em FF XV.

Porra, Tabata.

Ok, apesar de não ser algo positivo, devo dizer que não é um elemento que nos impede de avançar no game, de forma alguma, com um tempo você até se acostuma, mas claro, poderia ser melhor se não fosse assim.

Há também a opção de controlar o uso de Limits, se tivermos materias específicas de ativação, o que nos dá uma amplitude maior de estratégias e apelações. De complemento, temos a área de missões secundárias, CENTENAS de missões que, eventualmente, servem pra grinding e aumentam a vida útil desse jogo consideravelmente, nos fazendo passar fácil das 150 horas de gameplay enquanto buscamos otimizar todas as nossas "apelagens".





A trilha sonora ficou em cargo de Takeharu Ishimoto, e devo dizer que esse senhor fez um trabalho MAGISTRAL. São tantas músicas boas que não dá nem pra citar tudo, uma que gosto em especial vou deixar por aqui.

Esse piano vai na alma...

Crisis Core é embalado ao naipe de "grande história jamais contada", e se vocês não sabem o que isso quer dizer, é basicamente um grande e importante evento que acontece dentro de um enredo, um evento oculto que molda um herói de atos silenciosos, mas inteiramente dignos. Se querem um exemplo, só lembrar de  Majora Mask ou... a trama do Artorias, são os únicos que consigo pensar agora. A narrativa flui muito bem e ainda contamos com as CGs do já citado "nível Advent Children de qualidade" para ajudar a contar os emocionantes incidentes que circundam essa trama.

Enquanto acompanhamos Zack evoluindo como soldado e como pessoa, arranjando amigos e namoradinhas, descobrimos que a razão para os problemas do mundo de Gaia nessa época se resumem nas filhadaputices da Shinra, pra variar. O pivô do desenvolvimento do enredo desse jogo é Genesis, aquele cara baseado no cantor Gackt que aparece na ending secreta de Dirge of Cerberus e não para de citar Loveless... Ele é um soldado de primeira classe que possui uma origem genética muito semelhante a de Angeal e Sephirot, seus grandes amigos, apesar de nutrir inveja por esse último. Os 3 construíram sua carreira juntos na Shinra, até que Genesis descobriu que seu corpo estava se degradando, pois diferente do seus "irmãos", ele era um projeto falho.

"Inifnity in mistery is the gift of the goddess. Wee seek it thus, and take to the SKYYYYY."


Ao descobrir sobre sua origem, (algo parecido com o que aconteceu com Sephirot) Genesis se volta contra a Shinra e começa a traçar seus planos egoístas de vingança contra tudo e todos. Apesar dos seus amigos tentarem ajuda-lo, nada parece funcionar, e aos poucos Genesis começa a influencia-los, consequentemente os fazendo enxergar as obscuridades da Shinra também. Até mesmo o honrado Angeal entra em crise após saber de tais patifarias, e o jovem e inocente Zack acaba ficando no meio desse fogo cruzado enquanto tenta entender e ajudar as pessoas que ele admira.

De fato, "retcon" define Crisis Core, e olha que esse jogo não tem nada a ver com o Sr. Kojima. Mas levando em consideração que o backstory de FF VII sempre teve dezenas de lacunas inexploradas e que os eventos desse jogo são ocultados como erros internos de uma grande corporação que controla o mundo todo, é inteiramente plausível e aceitável tudo que rola por aqui. Na verdade, a narrativa é tão bem feita que muitos nem tem a necessidade de se perguntar sobre isso.


Uma coisa que muito admiro nesse game é que, além dele fomentar uma conexão entre personagens de forma coesa e bem feita, ele também explora o misterioso e mistico universo de FF VII. E o modo como arquitetaram isso é deveras curioso, afinal usaram LOVELESS, um poema épico dentro do universo de FF VII, como gancho narrativo que faz sentido... ou quase, afinal seu real significado é bem subjetivo. É interessante e eu acho inteligente a forma como foi usada, mas algo que realmente me fascinou nesses elementos foi a existência de uma "Deusa" no mundo de Gaia (ou Minerva pros mais íntimos que tomaram inúmeras porradas enquanto a enfrentavam como boss opcional).

Seria ela a personificação da consciência do Lifestream? Um avatar que representa a vontade daqueles que existiram durante todos esses ciclos de vidas, ou até mesmo uma existência primordial do planeta, não dá pra saber. É mais outro elemento que o universo desse jogo nos deixou pra refletir.

De qualquer forma, é um retcon aprovado.



Uma coisa legal de se abordar sobre nosso protagonista é que ele nunca foi um personagem movido por ódio ou vingança. Por mais que ele seja a personificação do clichê de um herói, sua jornada se resume nele crescendo e mantendo suas boas intenções ao ajudar seus amigos. Por mais que ele tenha momentos de cambalear em dificuldades, ele as enfrenta de bom humor olhando pra frente. Esse é o tipo de personagem que tender a me cativar por sua simplicidade. Até mesmo a desesperada batalha de Angeal para findar sua vida com honra, ou a batalha com um insano Sephirot em Nibelheim, foram embaladas com grande pesar, mas empatia ainda assim, por parte de Zack.


E o mesmo pode ser dito da sua "luta final" com um ensandecido Genesis, que estava munido com uma grande quantidade de Lifestream para ser usado em seus propósitos tortuosos. O cara tinha se tornado uma existência além da compreensão que poderia destruir todo o mundo, e Zack o enfrentou querendo ajuda-lo, e ainda o venceu sem absurdos problemas, sem nenhum sentimento de vingança que o motivasse, apenas a vontade de ajudar. O que não mostra só o caráter dele, mas também o quão hábil era em combate. E pensem na importância e o perigo dessa batalha que foi enfrentada pelo mesmo sozinho e sempre será uma história oculta dentro desse universo!

É algo pra se refletir...

Supostamente, Zack deveria ser o protagonista real de FF VII nas primeiras concepções do game. Apesar deste ser meu provável personagem favorito de toda a série, (junto de Celes) e ser um dos, senão o mais querido da franquia por UNZIBILHÃO de fãs, vejo que Cloud já fez um ótimo trabalho em desempenhar esse papel, acho que estruturaram o plot de uma forma que não tenho como por defeito, afinal a importância e as ações desse Sr. 1st Soldier em seu passado que o tornam tão legal.

Enfim, nos eventos finais desse jogo, aquele que marca o preço da liberdade, o já tão citado Zack está levando Cloud no seu estado catatônico de praxe, enquanto foge de todo um esquadrão imenso de soldados da Shinra. Ele tem planos para trabalhar, reencontrar Aerith e expectativas boas pra sua vida e de seu amigo, até que a dupla é emboscada.

A história já sabemos, nosso herói vê que toda a comoção só se dá pelo fato dele ser um 1st Soldier, da qual Shinra nunca largaria o pé, e assume a tarefa de se sacrificar em combate contra os INFINITOS soldados de infantária, para que Cloud sobreviva e seja o seu legado de vida e sonhos. Ele lutou por sua vida, mas também tinha a de seu amigo em mente. É triste demais ver tudo que Zack abriu mão, mas também inspira muito respeito.

Os soldados o matam e deixam Cloud vivo por não se importarem com sua existência, e assim temos a famosa cena de polígonos mudos refeita no já conhecido "nível de qualidade gráfica de Advent Children". Esses momentos finais com o DMW quebrando e nos trazendo flashbacks são realmente uma shuriken no olho...

Vou deixa-la aqui para dividir tais shurikens.


Crisis Core honrou todo meu hype e é a mais digna expansão do universo da série nessa compilação. Tenho uma conexão sentimental bem forte com esse game em especial, pois ele marcou uma época da minha vida muito boa. Eu perdi as contas de quantas vezes o zerei, assim como Dark Souls 1 ou FF VII clássico, de longe os jogos que passei da cota de horas seguidas nessa vida.

Por sinal, zerei Crisis Core de novo só pela desculpa de fazer artigo.



Vamos ao próximo!

Before Crisis

Esse é um game de ação em tempo real lançado em 2004 para mobile que narra eventos que antecedem o jogo original em 6 anos. Toda sua trama é baseada nos Turks e contamos com a aparição de alguns rostos conhecidos, junto com explorações de detalhes interessantes sobre o enredo também. O resto eu não sei, até porque nunca o joguei.

É, eu sei... que tipo de fã sou eu, certo? Me julguem. Mas não tô a fim de zerar por youtube....


Adoro as concepts desse título

Ele nunca foi lançado fora do Japão, parece que a Square desistiu de investir no mercado ocidental por questões técnicas. Provavelmente os celulares orientais estavam muito à frente dos nossos nokias tijolões adeptos do GOTY Snake Shenzia.


Pelo que sei, Before Crisis parece usar as funcionalidades do aparelho celular de forma bem original em seu gameplay. O jogo aparenta ser bem feito, tem gráficos interessantes pra um título de mobile e sua época. Se alguém souber como posso fazer pra joga-lo, me avise.

Apesar que meu celular é tão ruim que talvez nem rode.

Enfim, PRÓXIMO.

Advent Children

OLHA COMO TÁ A BUSTER, SEU INFELIZ. Se Angeal ou Zack estivessem vivos, iam te encher de porrada, Nuvem.
Certamente o mais famoso da compilação, o filme em CG com gráficos espetaculosos que narram os 2 anos seguintes dos eventos finais do jogo original. Ele foi lançado em 2005 e posteriormente teve uma "versão final" em 2009 com melhorias gráficas e cenas adicionais. Sua narrativa é sútil e só flui bem para os fãs que realmente estão inteirados sobre o universo da trama. Como ele não mastiga nada pro expectador, a garotada que nunca tinha ouvido falar de FF na vida e inventou de assistir o filme porque parecia legal está até hoje pensando no que carambolas fala o enredo dessa joça. De certa forma, eles não tem culpa.

Em Advent Children, temos a ideia do que aconteceu após o... "quase choque" do meteoro com o planeta que abalou bastante tudo que nele vive. A cidade de Midgard está lentamente sendo reconstruída e um novo problema assola a sociedade, este que é chamado de Geostigma, uma doença que afeta gradativamente o organismo das pessoas. O enredo se concentra em um Cloud Strife atormentado por seus demônios internos que se distanciou de seus amigos e no perigo iminente da ressurreição de Sephirot, que permanece como uma existência consciente e manipuladora dentro do Lifestream, afinal ele é um ser munido com os genes de Jenova.

Okay, com isso já puxamos as críticas mais comuns e genéricas de uma certa galerinha da pesada que assistiu o filme e é "fã desatento" do jogo original. A primeira é a que "Cloud está emo, ele não é assim, isso está errado" (???) . A segunda é "Sephirot voltando mais uma vez? Isso é forçado, tá errado" (???).



Vamos ao contexto. Após os incidentes finais do jogo, Cloud não se resolveu, na verdade ele guardou remorso e principalmente culpa por nunca poder ter conseguido proteger alguém que amava. Isso o deprimiu e o afastou de seus amigos. E ele é realmente assim, não vejo o porquê do espanto.

Vejam bem, em Crisis Core ele é um rapaz com alguma garra e perspectiva, ( principalmente se tiver o apoio certo de seus amigos). Mas, ele é negativo por natureza! E isso não é algo inventado pra Crisis Core, já víamos desde os flashbacks no clássico. E falando no clássico, o vemos retroativo e babaca por motivos já explicados, mas ainda com aquela personalidade recessiva de sempre. Em Advent Children, ele não é mais um babaca, afinal agora ele sabe quem é e evoluiu como individuo, mas exatamente por tudo que ele passou, por ele ter esquecido por uma época de Zack, deixado Aerith morrer em seus braços, o infeliz ainda se culpa todos os dias. Ter "adotado" Denzel, um garoto órfão que ainda está doente, ajuda ainda mais no medo da incapacidade de salvar alguém querido. Então ele se mantêm distante, por mais que ele se importe e tente ajudar da sua forma, o medo da falta de capacidade o persegue.

Entendam, a personalidade pau no cu metida de Cloud de FF VII não é a dele. É só uma das fases diferentes da vida do personagem, e por sinal, a mais diferente. Dizer que Cloud está "emotivo demais em Adventxi Childris" é uma reclamação retardada, muito retardada. Ele só está sendo do jeito que sempre foi, um cara inseguro, só que acentuado com as desgraças que ocorreram na sua vida. Ver o tanto de pessoas que não enxergam esses malditos detalhes chega a ser desanimador.

Mas okay, vamos à próxima.

Sobre a volta de Sephirot "ser forçada"...


Bom, eu creio que... sim, tem uma certa forçada de barra aí. Mas sinceramente? Sephirot já fez isso no passado. O próprio enredo sustenta esse elemento de ressurreição dele. Até onde eu sei, Sephirot pode reviver quantas vezes quiser se as situações ESPECÍFICAS forem favoráveis, e pode ser um pé no saco pro mundo dentro do Lifestream, se também for conveniente pra ele. Entendam, Sephirot pode ser uma existência MALÉGNA cíclica até onde der... acho que o certo até seria sela-lo, e não "mata-lo", assim como os cetras fizeram com Jenova.

Então, não, não é um grande problema pro enredo do filme. Lembro que os roteiristas consideraram que Sephirot seria apenas uma alucinação dentro da cabeça traumatizada de Cloud, eu acho que essa era uma ideia curiosa, talvez funcionasse de forma legal, porém resolveram realmente trazer o maluco da espada de 200 metros de volta. E não, não fizeram isso mal. Pelo menos, agora com o provável fim dos últimos resquícios das células de Jenova, nunca mais teremos Sephirot com pirraça pra sair do cemitério.

"Ora, Flames, seu infeliz de uma figa, mas a forçação de barra tá justamente nessas células ainda existirem, elas deveriam ter desaparecido!" Bom, que eu saiba, não tivemos ninguém do elenco principal checando a arena depois do combate pra queimar os restos dessa alien dos infernos. Sobrar resquícios na Cratera do Norte é muito plausível.

Uma coisa a se ressaltar. Quando você vai consumir um conteúdo, seja ele qual for, veja a proposta do que ele é, e veja se ele a CUMPRE. É fanservice? É marketagem? O que importa é se foi feito  minimamente direito, se é plausível. Agora, se você gosta da ideia, se era necessário pra trama, isso vale pra o filme todo também, acredito que seja pessoal. Eu acho o final de FF VII perfeito, não reclamaria se ele tivesse acabado ali, porém...

Lembrando, isso é um filme para os fãs, "uma REUNIÃO", julgar que o filme não é claro em sua narrativa para criar contexto pro expectador, é coisa de bobão. Não seja um bobão.

Eu pessoalmente gosto do filme. Acho que todo o elenco tem uma importância e um tempo de tela pertinente, dado ao motivo de Cloud ser o protagonista dessa trama. Tifa ganhou um pouco mais de roupa pra não pagar calcinha em cenas de CGs de milhões de dinheiros, mas protagoniza momentos em luta muito bons. Acho que desenvolveram bem a mudança da Shinra, de Rufus e dos Turks arrependidos por tudo que fizeram. Reno e Rude são ótimos como alívio cômico, pra variar, e a animação é toda espetacular, óbvio. A trilha também não deixa nada desejar e aquele clímax da batalha entre Nuvem e Seph é ESPETACULAR.

Fato curioso é que os roteiristas disseram que Sephirot só perdeu porque estava "brincando" e foi surpreendido. Acho que pra deixar claro que o arrombado é uma força descomunal conjunta dentro de um só ser nesse universo.

Levando em consideração que Zack possui as células de Sephirot, o fato dele manter uma consciência pra se comunicar com Cloud é plausível, huh? Sobre a Aerith nem precisa comentar. De qualquer forma, cena sensacional.

*costume de imaginar os números de damage do lado porque sou bobão*
Mas o ponto que creio ser mais admirável nesse filme é a evolução de Cloud, pois é em seu final, naquela cena da igreja deveras bonita cheia de "EMOSAUN", que ele mesmo finalmente se perdoa e segue em frente ao lado de sua família e amigos, se despedindo de Zack e Aerith, pela última vez. Em outras palavras, é aqui que vemos a redenção de Cloud Strife. É irônico que o filme deixe a impressão errada pras "pessoas especiais" que provavelmente não prestam atenção nas drogas das nuances!

Enfim, peguei o DVD de Advent Children em 2005 ainda em japonês e acabei me acostumando com suas vozes, mesmo gostando da dublagem em inglês também. Devo dizer que me marcou, é uma expansão digna do universo da série, sim, na minha opinião. Talvez não tão necessária, mas boa mesmo assim.



Nos últimos minutos do filme, Denzel está com Cloud no penhasco onde Zack morreu, que agora está florido, assim como Aertih desejava o mundo quando estava viva. Denzel pergunta de quem é o túmulo, e Cloud simplesmente responde que não se trata de um túmulo, mas sim de um lugar onde a jornada de um herói começou.

O que vemos aqui? Cloud aceitando o seu legado, suas responsabilidades, confiados por um amigo que se sacrificou por ele, finalmente.

E é por isso que se você ver alguém falando que Advent Children estragou o Cloud, chame-o de bobalhão. Pode pegar pesado nas ofensas assim mesmo.

Finalmente... o próximo!

Dirge of Cerberus

O primeiro e único "grande título" da compilação a ser lançado num console de mesa, chegou em 2006 para o PS2. Trata-se de um "shooter RPG" em terceira pessoa focado no passado turbulento de Vincent Valentine e na sua atual luta contra a "Deepground", após 3 anos dos eventos finais de Advent Children. Aqui temos a primeira tentativa de remodelar os personagens do clássico totalmente em 3D, e não é de se surpreender que a Square fez um trabalho excelente nesse aspecto.

Melhor versão de Vincentino Valentino

Apesar de ser bem feito graficamente, não há muita variedade de cenários, a maioria deles possuem áreas vazias que nos dão a sensação de exploração mais monótona que No Man's Sky. A variedade de inimigos é pobre, basicamente subbosses se resumem em aranhas robôs e... aranhas robôs. A trilha sonora é depressiva e EDGY, o que é de se esperar de um jogo que se foque em Vincent Valentine, mas que aumenta ainda mais o clima de monotonia. Creio que os poucos momentos de humor aqui (ou nem tanto de humor assim) são protagonizados por Yuffie, ou talvez pelo celular de Vincent (que é uma piada tão oculta e sorrateira originada desde Advent Children que nem deveria contar como uma).

Porém, acreditem ou não, acho o gameplay de Dirge of Cerberus bem divertido. Eu sei, talvez você pense que é estranho um fanboy cheio de "UI, UI, UI não me toque" com a tradição e a honra da série não achar ruim tais mudanças extremas de gameplay, mas eu comprei a ideia e acho que qualquer um deveria fazer o mesmo.

Dirge of ARANHAS ROBÔS*
A forma com que você precisa usar a mobilidade e os saltos de Vincent para desenvoltura de seus tiros e habilidades, mais ou menos tentando simular sua aparição em Advent Children, em que ele pula de prédios atirando jujubas no Bahamut mais feio da série, formou  uma dinâmica inteiramente viciante pra mim, o que me fez zerar esse jogo em todas as dificuldades possíveis. Pode ser um tanto complicada e atrapalhada no começo, afastando alguns, mas batatas, pessoas que são afastadas de jogos por dificuldade de gameplay não merecem ser levadas em questão.

Elementos antigos estão de volta e se unem com os novos. É possível equipar materias em sua arma e até mesmo modifica-la com variações e tamanhos de cano e mira, o que aumenta a precisão ou a potência dos tiros e são essenciais pra determinados momentos onde você precisar usar a estratégia. Também há a possibilidade de ativar os famosos Limit Breaks de Vincent no meio das batalhas.

Infelizmente não temos Hellmasker ou Death Gigas aqui, mas dá pra se divertir.


É nesse jogo onde fica mais evidente que a "roupa" de Vincent na verdade é sintética e faz parte do seu corpo. Eu pessoalmente gostei do re-design do Galian e Chaos, apesar de gostar mais dos originais.

O jogo funciona em seus aspectos de gameplay, não é algo incrível mas é... okay. Na verdade, pra primeira grande aposta desse gênero, a Square foi razoavelmente bem. Todo o elenco principal clássico tem seus momentos aqui, os maiores destaques ficam pra Yuffie, Cid e Reeve, que formam a mais conhecida patotinha de FF VII com o Vincent. Alguns elementos ocultos nos permitem saber que Rufus e cia tornaram-se agentes da paz e percursores na tentativa de reconstruir e melhorar o mundo, e isso é bastante interessante de saber.


Agora falemos da história, que sofre de um mal de "dois extremos". Comecemos com a parte boa.

Há umas duas décadas antes dos eventos do clássico FF VII, Vincent Valentine foi um Turk (nessa época ainda não eram chamados assim, mas quem liga) designado para supervisionar as pesquisas do "Projeto Jenova", em Nibelheim.  Lá ele conheceu uma linda cientista chamada Lucrecia Crescent, e com a rotina do trabalho, ambos acabaram se aproximando e criando aquele atrito de hormônios entre homem e mulher.

Momentos da "rotina" imaginada por fãs, eu mesmo nunca imaginei algo assim...
...
claro...

Porém, Vincent descobre que ela já tinha trabalhado com seu pai, Grimmoire Valentine, um cientista morto num projeto que a mesma estava envolvida, a descoberta de "Chaos". Lucrecia abruptamente se afasta de Vincent, pois se acha culpada pela morte de seu pai. O apaixonado rapaz tenta insistir numa aproximação e que ela não tem culpa, mas a mulher corta as suas asas se envolvendo com o maior e mais nojento filho da puta da franquia, o cientista Hojo. Okay, eu entendo, ela se sente culpada e quer se afastar da fonte desse sentimento triste... mas se relacionar com o HOJO?!?!

WOT!?

...

Mas as coisas pioram, pois Lucrecia é convencida a usar sua recente gravidez (daí alguns alimentam a teoria de saber quem realmente é o filho, se é de Vincent ou de Hojo, mesmo que o jogo não tenha brecha pra isso) em um projeto de inserção de células de Jenova em fase embrionária. Sim, estamos falando de Sephirot aqui.

É mais consensual que o filho seja do Hojo mesmo, apesar que às vezes me custa acreditar que a Lucrescia...

Bem, vocês sabem...

COM O HOJO, LUCRESCIA?!?!?

Enfim, daí já dá pra imaginar a sequência de desgraças que virão a seguir...

A IMBECIL da Lucrecia sofria constantemente com dores e visões causadas pelas terríveis experiências que tais células podiam gerar num humano, o que fez com que Vincent fosse atrás do Hojo puto da vida. E no que isso resulta? O cientista o surpreende e dá um tiro no jovem Turk, que "MORRE" e tem seu corpo transformado em cobaia pra experimentos. Algo como uma morte "cerebral" ou qualquer coisa do tipo, até porque quando alguém morre "completamente" no mundo de Gaia, este se "dissolve" em lifestream, certo? Ou será que estou por fora de algum detalhe? Humm... alguém me corrija se eu estiver errado.

Enfim, isso me lembra quando Tseng vai fazer uma checagem nos túmulos da família de Genesis, lá em Crisis Core. Zack até se surpreende e diz que Turks fazem coisas estranhas e "obscuras"...

Mas o que há pra se encontrar lá? É um caixão vazio, carambolas! Erro de roteiro ou não, é isso aí.

Voltando.



Lucrescia, que estava devastada com a ""morte"" de Vincent, tenta desesperadamente revive-lo com seus conhecimentos sobre "Chaos", inserindo-o dentro do seu corpo. Normalmente isso não poderia ser possível em um humano normal, mas graças às experiências de Hojo, o corpo de Vincent tinha ficado "forte" o suficiente pra aguentar o processo. Dessa forma, nosso protagonista é supostamente revivido e vira um vazo para Chaos, uma criatura poderosa e instável que constantemente se descontrolava e ameaçava destruir tudo. E assim permaneceria se não fosse pela "Protomateria", um paliativo criado pelo planeta para acalmar o Chaos, que é uma poderosa Weapon também criada pelo mesmo.

Gaia e sua mania de fazer coisa destrutiva e ter uma outra pra amenizar...



Lucrecia, que descobriu a Protomateria com Grimoire, tem a ideia de coloca-la em Vincent, finalmente acalmando a criatura. Porém, o rapaz não "ressuscita" imediatamente, e enquanto está desacordado, as coisas acontecem. Pra resumir, Lucrecia dá a luz a Sephirot, Hojo dá um foda-se e vai embora. Cheia de remorso e culpa, ainda mais sem seu filho, a mulher tenta se matar, mas como é impossível graças as células de Jenova que nela residem, ela desiste de conviver com essa dor, desiste de tentar "reviver" Vincent, e se "cristaliza" selando seu corpo para tentar cessar seu sofrimento.

Na moral, Lucrecia... que porra toda foi essa que você fez durante sua vida, sua maluca burra dos infernos?!?!?!?!?!?!?11!1

11 de cada 10 falas da dita cuja se resumem em "eu sinto muito" depois disso.

Temos uma certa e pequenina dose aí de RETCON, eu sei. Talvez seja redundante usarem esse backstory, mas entendendo a proposta do que era pra ser esse jogo, (basicamente aproveitar a popularidade e prostituir o título mais uma vez, fomentando a conexão nostálgica com os fãs, o universo de FF VII e o famoso Vincent Valentine). Creio que fizeram algo plausível, pelo menos. Não ficou ruim.

O resto da história já sabemos, Vincent acorda, vê todas as merdas que aconteceram e dorme de novo por não ter mais vontade de viver, aproveitando seu metabolismo alterado. Aí é acordado por Cloud e sua turma depois de anos e resolve dar um fim em Hojo e Sephirot, as duas marcas terríveis do seu passado que estão aprontando altas confusões no mundo de Gaia. (Se não me engano, ele é rapidamente acordado antes em alguma situação específica, mas não vem ao caso)


Daí, após 3 anos de Advent Children, um conflito nasce entre Vincent e a "Deepground", uma extensão "SECRETA" da Shinra que consequentemente acabou virando mais um campo de explorações genéticas. Logo um exercito nasceu e permaneceu às escondidas até finalmente sair em busca de atingir seus planos de ideais tortuosos que só fazem sentido pra eles, afinal estamos falando de FF VII.

Lembram dos dois extremos? Essa é parte ruim.

Deepground é... "meh". Na verdade, ela é a definição de forçação de barra na compilação de FF VII. Não há nenhum personagem carismático pra salvar... Certamente, se Hojo fosse apenas o vilão tramando alguma coisa "malégna" pra o protagonista seria bem melhor, mas ele nem mesmo é o antagonista principal aqui...

Pois é...


Pelos menos gosto da Rosso... por motivos de sim. O resto dessa turma é tão nhé que nem vou discorrer sobre.

O grupo tem a ativação de Omega, o "pendrive" de Lifestream do planeta como principal objetivo, o que mais uma vez ameaça a existência de todos os seres viventes de Gaia. E essa é uma exploração interessante do universo místico do jogo, algo que eu gosto e que já foi explicado na primeira parte desse artigo. Como Chaos é outro elemento diretamente envolvido com Omega, temos o ápice da trama focado em ambos, ao som da música chiclete Redemption, que é cantada por Gackt, aquele cara que parece ter alguma ligação bem amigável com algum gestor da Square Enix, afinal basearam até um character nele. O cara do Loveless, sim. Ele é o equivalente a Amy Lee oriental, basicamente.

EDGY!

RENDEEEEPIXON!!  "redenção" é um tema que define muitos derivados que esse jogo tenta nos mostrar, pelo menos faz sentido. 

Tenho uma relação de amor e ódio com Dirge of Cerberus. Apesar dele ter me divertido e viciado, muitos dos seus elementos são falhos e me incomodam profundamente. Entendo qualquer crítica negativa em torno desse título, sinceramente, mas ainda gosto dele, me julguem.




Algo que me deixa frustado também é o fato de não terem aproveitado bem a Shalua. Porra, Square!

Oh, isso me lembra de Weiss e Nero aparecendo em Crisis Core para resgatar Genesis, juntando a parte da cena secreta de Dirge em que o mesmo aparece numa situação parecida, só que segurando Weiss, o que pode ressaltar uma possível volta desse antagonista na série.

Parece que vamos poder soltar um Ominilash nele durante alguma citação de Loveless. O que é muito, muito bom para aliviar o estresse.

Nomura e seu talento pra fazer genéricos de Sephirot, né, Weiss?

Mas o que diabos ele iria querer agora? Não faço ideia, espero que se um dia houver algo assim, que seja feito direito.


E me abstenho de falar sobre o jogo de celular de Dirge of Ceberus. Eu sei, ainda existem vários títulos relacionados ao FF VII, mas deles eu falo outra hora, talvez. Hoje fiquemos apenas com a compilação principal.

Considerações finais

Por mais que a Square tenha seus tropeços ao gerir o nome de FF VII enquanto explora o título de formas distópicas, eu devo elogiar o cuidado que eles têm em expor a evolução dos seus personagens, respeitando a linha do tempo dos seus desenvolvimentos.


O melhor exemplo disso, como eu já expliquei, é Cloud. Por exemplo, temos um Cloud em Crisis Core, um no FF clássico, no Advent Children e claro, em Dirge of Cerberus também. São transformações de personalidade, com seus devidos devaneios pelos trágicos acontecimentos.

Na verdade, é em Dirge que vemos que ele finalmente mudou, indo pra frente da batalha sem exitar (naquela CG breve que vemos de todo o elenco). Ou quando ele conversa com Vincent e o incentiva, até mesmo com piadinhas. Vincent sempre agiu como um amigo maduro e conselheiro para Cloud, o que pode ser observado no clássico e até mesmo no filme, e ver essa interação deles é bem legal.

Já sobre o Nuvem, dá pra ver que finalmente ele amadureceu também, ficou saudável no futuro e começou a honrar o legado que deixaram pra ele, assim como o final de Advent Children nos alude. Espero que mantenham e respeitem a narrativa sobre o personagem no remake. Pelo que vi dos trailers, estão respeitando,  então podemos ter boas expectativas quanto a isso, pelo menos.

Se eu acho a compilação uma expansão digna do universo da série? Sim, acho, creio que me fiz entender no texto. Ela não é toda perfeita, claro, mas cumpre o seu papel de expandir nossa experiência junto de nosso entendimento sobre o mundo e os personagens desse universo. Lembrando que elas são ADICIONAIS ao universo. Elas só acentuam a nossa experiência, não são essenciais para se entender os elementos do enredo no jogo clássico.

Existem seres vivos que acham que o jogo original tem uma narrativa pobre e precisa de vários games extras pra se explicar. Mas esses seres são esquisitos, não liguem pra eles.

Como adoro essa Fanart.

Então,  encerro a minha vibe FF VII aqui no blog! Pelo menos até saírem news sobre o remake e eu achar motivos para xingar ou não. Espero que pra não xingar. COMO ESPERO ISSO MEUDEUSDOCÉU.

Comentei disso no começo do texto, mas vou repetir. É uma experiência divertida falar de qualquer coisa relacionada a esse título, só de cita-lo na internet, pessoas saem de portais do além só pra dizer que o odeiam de coração ou que ele é a melhor coisa já feita na história, são opiniões tão distintas e usuais que chega a ser engraçado. Ah, e não posso esquecer dos meus favoritos, aqueles que dizem que não dão a mínima para o jogo, mesmo perdendo tempo pra digitar isso e expor a opinião para todos. 

Sem duvida, são momentos curiosos.


Xingamentos, correções ou ameaças são coisas bem vindas nos comentários, sintam-se à vontade.  


E até dia MIL!

Agora fiquem essa ending sorrateira de CG e realidade.

Prefiro a CALLING, mas não achei numa qualidade okay.

Postar um comentário

[facebook]

Flames

PedroTreck

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget