A origem dos "Orcs" e como foram retratados na fantasia moderna


"Orc" é um termo conhecido para denominar uma raça de criaturas humanoides, agressivas e monstruosas em inúmeras obras de fantasia pelo mundo.  Vocês provavelmente estão familiarizados com esse nome, afinal, o injetaram na cultura pop nas últimas décadas graças à "SINGELA" contribuição do Sr. J. R. R. Tolkien, com sua fantástica série de livros da qual sou um irremediável fanboy. Porém, antes de nos aprofundarmos no tema desse artigo, acho que precisamos tentar entender como os "Orcs" surgiram. Ou melhor, como o termo "Orc" realmente surgiu.

A palavra "Orc" já aparece no "Inglês Antigo" e parece suceder a palavra "Orcus", do Latim, que designava-se ao Deus do Submundo na mitologia romana.

"Nas crenças populares romanas, Orcus é o espírito da morte, que dificilmente se distingue dos Infernos, morada dos mortos. Nas pinturas funerárias dos túmulos etruscas sob a forma de um gigante cabeludo e barbudo. Pouco a pouco esse espirito foi se aproximando dos deuses helenizados e Orcus passou a ser apenas um dos nomes de Plutão ou de Dis Pater'. Mas Orcus permaneceu vivo na língua familiar, enquanto as duas outras divindades pertenciam à mitologia erudita." 

Ainda falando da antiguidade, podemos observar que a palavra "Orcnéas" é usada para designar criaturas amaldiçoadas e monstruosas num poema épico anglo-saxão, datado em meados do ano MIL depois de cristo. Trata-se de Beowulf, um pilar de influencias para a literatura medieval e uma grande inspiração para Tolkien também, claro.



Lembro de ter visto a adaptação passando no SBT numa sexta à noite Me salvou em momentos de tédio sem internet. Sim, sexta à noite. Acham que saio de casa?
MAS É CLARO QUE NÃO. (Beowulf - 2007)


Nos séculos 16 e 17, o uso de palavras correspondentes em trabalhos literários europeus também referem-se a criaturas que viviam em florestas e, às vezes, podiam atacar humanos. Acho que o caso mais relevante nesse sentido vem de Orlando Furioso, um poema italiano de 1516, escrito por Ludovico Ariosto, que designava o nome "huerco" para uma criatura com olhos e presas de porco, o que se encaixa parcialmente na fisionomia de um orc atual.

Se "Orcus" realmente originou o termo "orc" em culturas ou obras literárias durante o último milênio, é realmente algo nebuloso para se afirmar, mas suspeitas existem. Pra resumir, o que podemos afirmar com certeza é que a concepção atual de "orc" foi baseada numa variedade de mitologias pré-existentes da cultura popular/literária e que tomou sua real forma nas mãos capazes de Tolkien.

Como ele mesmo deu a entender em uma de suas cartas, a ideia também teve uma "considerável quase indireta inspiração" de  The princess and the Goblin, trabalho de George Macdonald. E que adaptou a palavra "orc" do "Old English", que significa "Demônio", mas apenas pela adequação fonética, não pelo significado. Como vocês devem saber, Tolkien usava muito da linguagem e fonética em seus trabalhos.

Como "Orcus" era tido como uma entidade punitiva e maligna, faz sentido a adaptação em "Inglês Antigo", "orc", trazer a palavra "demônio" como tradução. Mas é apenas uma suposição, nada confirmado. Etimologia é uma coisa complicada...

Isso tudo resulta na moldagem de um dos muitos elementos narrativos pertinentes para suas obras tão famosas. Elementos relevantes o suficiente para popularizar conceitos de ficção medieval pelos últimos dois séculos!!!

E que com certeza ecoarão pelos próximos.

Agora que já resumimos sobre a concepção do termo, vamos discorrer sobre o tema deste artigo, sim?

Chequem os links recomendados no texto, seus infelizes!!! Este artigo é fortemente baseado neles.

Os Orcs de Tolkien

Como o excelente artigo intitulado A história Não Natural dos Orcs de Tolkien diz: na criação dessa raça, ele estava literalmente inventando seus próprios monstros. Se você pega conceitos de elfos, anões, dragões e reinos medievais que foram usados em sua obra, você observa que todos estes já eram fortemente estabelecidos em mitos europeus antes mesmo de Tolkien escrever sobre eles. Mas com os orcs, isso é um pouco diferente. Não existia um equivalente exato para eles nesses mitos. Era possível observar criaturas malévolas pequenas como "bogies" e "goblins" ou até mesmo monstros temíveis como Grendel (de Beowulf), mas não existia uma raça de criaturas estabelecida que estivesse paralela aos humanoides "culturalmente", como foi o caso dos orcs.

Orcs, que são fundamentalmente uma raça de criaturas pensantes, ainda que horrivelmente corrompidas, se não mais que tantos Homens que se encontram hoje.


Segundo Tom Shippey, um estudioso dedicado aos trabalhos de Tolkien, essa raça possuía um propósito. Ele acreditava que ela existia em suas obras para criar um suprimento contínuo de inimigos que poderiam ser mortos sem que nós sentíssemos qualquer remorso. A ideia de serem criaturas baseadas em folclores obscuros com conceitos violentos, sem inteligencia e regidas pelo mal só reforçam essa análise.  Podemos observar um paralelo dessas características em mitos da antiguidade, como era o caso dos Demônios Rakshasa, comandados pelo Senhor Ravana na mitologia Hindu.

Os protagonistas de Tolkien também eram bem mais heroicos e possuíam motivações, enquanto os orcs obedeciam seus superiores apenas por medo, pela diversão com a violência ou simplesmente para propagar o mal porque sim. Se como "minions" eles já eram tão aterrorizantes, qualquer vilão de casta superior que pudesse pensar melhor que os infelizes (ou comanda-los) já eram automaticamente classificados como realmente perigosos. Em outras palavras, os orcs tornaram-se uma ferramenta narrativa muito confortável para seu criador, única no mundo da literatura e que claramente foi bem sucedida.

Interessante notar que a concepção dos orcs como uma ideia já tem um certo teor de mistério. O mesmo acontece dentro do próprio lore dos livros, e é sobre isso que vamos discorrer agora.

Essa caracterização > qualquer CG
A origem destas criaturinhas simpáticas é parcialmente exposta no penoso, mas excelente livro, O Silmarillion, que remonta as origens do que conhecemos sobre a terra média em Hobbit e Senhor dos Anéis. Pra ilustrar isso, vou narrar... ou melhor, resumir cronologicamente alguns fatos. Vocês que acompanham o recinto sabem o quanto adoro organizar as coisas dessa forma...

A entidade suprema do universo do Tolkien chama-se Eru Illúvatar, criador onipotente e um "motor da vida", criando entidades (os Ainur) e delegando deveres e "cargos" para as mesmas durante sua existência. Eru também é possuidor da "Chama Imperecível", elemento que o torna único em poder criar uma vida independente, com livre arbítrio. Criaturas que nascem sem o "benção" da Chama tornam-se simples marionetes de seu criador.


Eru a usou para criar aqueles que iriam povoar "Arda", que é como chamam o "Mundo/Terra". Os primogênitos eram os Elfos, e os Humanos seu sucessores. Os anões são dados como "filhos adotivos de Eru", pois foram feitos impertinentemente "antes da hora" por Aulë (que era um Ainur impaciente com a construção de Arda), antes até mesmo dos elfos. Logicamente que Eru não gostou e pensou em destruí-los, mas como eram criaturas sem maldade, os deixou dormindo até quando ele achasse conveniente despertarem.

Okay, okay, mas e onde os Orcs entram nessa história resumida levianamente pelo maluco que vos escreve?

Muitos acreditam e difundem bastante que um dos Ainur, Melkor, que era conhecido por ser o mais poderoso entre eles, é a razão da origem dos orcs. Por ambição e inveja, este se rebelou contra Eru, e tornou-se o primeiro Senhor da Escuridão, (sucedido depois por Sauron). Melkor ficou conhecido pelo nome amaldiçoado "Morgoth", e como ele era incapaz de criar seres independentes, pois não tinha o poder da Chama, capturou, mutilou e torturou elfos, até que ficassem corrompidos.

Essa arte é sensacionalmente impactante...
“É, porém, considerado verdadeiro pelos sábios de Eressëa que todos aqueles  que caíram nas mãos de Melkor [depois Morgoth]… por lentas artes de crueldade, corrompidos e escravizados; e assim Melkor gerou a horrenda raça dos orcs, por inveja dos elfos e em imitação a eles, de quem eles mais tarde se tornariam os piores inimigos.”

A ideia dos orcs representarem a aversão de tudo aquilo que os elfos, os primogênitos de Eru, são realmente, faz muito sentido e funciona narrativamente.

Mas os orcs poderiam ter conexões com outras raças também?

Os Uruk-Hai

Esses são de uma linhagem maior e mais forte que os orcs comuns. E com as adaptações genéticas de seus soberanos, poderiam até mesmo caminhar mais facilmente sob a luz do sol, algo que Orcs ordinários possuem dificuldade ao fazer.


Como já citado no começo deste texto, o artigo The Unnatural History of Tolkien's Orcs discorre de forma bem mais detalhada sobre esse tema, e pode ser acessado AQUI. Para os que preferem a leitura no nosso lindo idioma, podem acessar a versão adaptada para português no exímio site "www.valinor.com.br", clicando AQUI . Por sinal, para fechar o tópico, irei transcrever uma parte diretamente dele.

Sobre a conexão dos orcs com outras raças:

“Isto é fortemente sugerido no diálogo dado ao Ent Barbárvore.

“Os seres malignos que vieram na Grande Escuridão têm como marca a característica de não suportarem o sol; mas os orcs de Saruman suportam, mesmo que o odeiem. Fico imaginando o que ele terá feito. Seriam eles homens que ele arruinou, ou teria ele misturado as raças dos orcs e dos homens. Isso seria uma maldade negra!”

E é confirmado fora do romance em uma citação independente dos escritos posteriores de Tolkien:

Homens podiam, sob o domínio de Morgoth ou de seus agentes em poucas gerações ser reduzidos quase ao nível de um orc, e então iriam, ou seriam obrigados a se acasalar com orcs, produzindo novas raças maiores e mais astuciosas. Não há dúvida que muito depois, na Terceira Era, Sauron redescobriu ou aprendeu por si mesmo, e em sua cobiça por poder, cometeu seu ato mais perverso: o acasalamento de homens e orcs.”

A idéia mais importante é que orcs não são uma forma de vida original. Orcs são uma forma de vida previamente existente que foi corrompida. Sua vontade está inextricavelmente ligada à dos principais poderes do mal – primeiro o de Melkor, posteriormente conhecido como Morgoth, e então o de Sauron.”  


"Os Orcs debandam" 



Depois do estrondoso sucesso que as obras de Tolkien fizeram, ainda no meio do século XX, os orcs começaram a se estabelecer nas obras de ficção como um elemento tão comum quanto outros que estavam enraizados na cultura popular há séculos, como elfos, por exemplo. Uma das aparições mais relevantes onde podemos ver os orcs ganhando espaço é nos anos 70, em  Dugeons and Dragons, que trazia descrições destes monstrengos junto de tantas outras criaturas e suas particularidades, como é de praxe.

Em suas primeiras aparições, assim como os orcs de Tolkien, suas características eram tremendamente bárbaras, seu ódio por luz continuava e seu manejo social era baseado na lei do mais forte, sem falar da sua rivalidade com elfos ser sempre reforçada. Em 1982, os Orcs começaram a ganhar mais detalhes com suas próprias mitologias. E em 1989, eles já eram apresentados como raça de personagens jogáveis, juntos de outras, como goblins, por exemplo. No processo, trouxeram duas novas classes ao game, o "Shaman" e o "Witch Doctor", e devo dizer que combinavam bastante com as particularidades tribais que foram impostas desde a concepção primordial dessas criaturas.

Foi assim que eles começaram a possuir uma individualidade mais explorada, afinal, finalmente eram diretamente ligados ao jogador.

Se você tropeçar por cima dum Orc do Warhammer, cê já morre na queda, já...
Eu sinceramente não explorei D&D como devia (e gostaria) em gameplay, mas li os livros de forma quase que didática e dedicada para entender tantas informações sobre aquelas criaturas que me fascinavam e fascinam desde pirralho. Sobre Warhammer, eu explorei menos ainda. O que posso afirmar é que ambos, narrativamente falando, foram grandes influências pra "humanizar" os orcs de acordo como essa raça foi sendo retratada através dos anos.

E isso nos leva aos populares...

Orcs de Warcraft


Pra quem não sabe, se é que alguém não sabe, Warcraft é uma série de jogos da Blizzard, que teve seu primeiro jogo lançado em 94. Basicamente, seus elementos são todos baseados em Tolkien, Warhammer e D&D.

 A trama da série se desenrola no reino de Azeroth, onde humanos vivem com outras diversas raças e administram o lugar, que é um paraíso próspero e com paz duradoura... o que já é algo de se espantar quando lembramos que existem humanos nele. As coisas mudam quando hordas de Orcs aparecem, pilhando e atacando os reinos em busca de se instalar e dominar essas terras.




"Na era do caos, duas facções lutam pelo domínio. O próspero reino de Azeroth, onde os humanos que lá vivem tornaram a terra num paraíso, onde os cavaleiros de Ventobravo e os clérigos de Abadia de Vila Norte rumavam longe, servindo ao povo do reino com honra e justiça e na qual os bem treinados exércitos do rei mantiveram uma paz duradoura por gerações.

Então vieram as hordas de Orcs. Ninguém sabia de onde vinham tais criaturas e ninguém estava preparado para o terror que espalharam. Os seus guerreiros empunhavam machados e lança com uma maestria mortal, enquanto outros montavam lobos negros tão escuros como uma noite sem lua. Inimagináveis eram os poderes destrutivos das suas malignas magias oriundas do fogo do submundo. 
Com um engenhoso arsenal de armas e magias poderosas, estas forças colidiram numa disputa de astúcia, inteligência e força bruta, em que o vitorioso reclamará o domínio de toda Azeroth. Bem vindo ao mundo do Warcraft.”


Apesar dos orcs representarem o lado da Horda, que se opõe a Aliança, e que além de incitar guerras centenárias entre raças pelo globo, incitam jovenzinhos a exporem seus lados na guerra em redes sociais defendendo seu respectivo herói, devo dizer que os monstrengos verdes ainda possuem um background expressivo, pois é aqui onde vemos o passo mais popular em humaniza-los desde sua concepção.

De forma figurada, claro, eles ainda são os mesmos trogloditas de sempre...


Eu particularmente tenho grande amor e carinho por Warcraft, joguei todos os jogos da série principal de forma alucinada, apesar de não ser chegado muito a WoW e ter uma carreira bem curta em Dota... afinal não posso me dedicar a nada que me consuma tanto tempo, já que ele está direcionado para Street Fighter, huh? Digo, estudos e trabalho!

Porém, vamos a mais um dos meus resumos levianos da história: Os orcs viviam em "Draenor", uma terra de uma dimensão diferente de Azeroth. A cultura religiosa dessa raça estava ligada ao xamanismo, e a social era regida pelos chefes da tribos, os melhores em força e liderança. Seu idioma é exclusivo e eles continuam com atitudes rudes e pouco inteligentes. Porém, ligam claramente para sua raça, sobrevivência, legado e honra. Como já disse, essa "humanização" era embasada por autores de grandes séries exemplificadas anteriormente. O que foge bastante da visão inicial de Tolkien.

"Age of Empires de monstros, isso só pode ser FODA" - meu primeiro pensamento ao jogar Warcraft, há mil anos.

O ataque à Azeroth é motivado pela falta de recursos que Draenor sofrera graças às atitudes ambiciosas e tenebrosas de Gul-dan, um orc bruxo que liderou os da sua raça na "primeira grande guerra" contra os humanos, e os manipulou para atingir seus objetivos mesquinhos. Mas isso é o começo do começo, e essa é uma história longa que foi muito bem explorada com o passar da série. E não é uma exclusividade dos orcs. O mundo de Warcraft é consideravelmente muito bem construído em todos os seus elementos e merece nossa atenção. Recomendo pra você interessado e quem sabe  artigos dedicados no recinto saem uma hora.

Posteriormente, os orcs se rebelaram contra seu maníaco líder, recuperando sua força e honra. Fundaram seu próprio reino e agora lutam pela sobrevivência de permanecer em seu novo mundo adotado.


Adicional: Análise impertinente do filme Warcraft

Pra ser breve, o filme não supriu meu hype. Ainda é um filme útil em contar sua história, mas nada marcante. Ele é apressado, muito conteúdo pra apenas duas horas dá a sensação de um filme raso. A trilha e as lutas também passam longe de serem memoráveis. Nem o Alduin Lothar (com seu ótimo ator, Travis Fimmel) conseguiu levar o filme nas costas.

As animações em CG ficaram ótimas, pelo menos. E a caracterização da maioria dos personagens está muito boa também. Os Orcs, cara, foram muito bem retratados. A animação e as feições são excelentes, e gostei de como foram narrativamente expostos para mostrarem seu lado mais "humano", no bom sentido.

Eu aproveitei o filme como fã bobão que sou, mas reconheço que ele não é lá essas coisas.

PS: gostei dessa versão da Gamora

Orcs de The Elders Scrolls

Falemos da série de games da Bethesda, que trilhou um caminho um pouco semelhante ao de Warcraft. Foi iniciada em 1994 e uniu os conceitos mais básicos do medieval em suas tramas com um prático gameplay unido com uma trama funcional, conquistando muitos espinhentos apaixonados por todos esses elementos até os dias de hoje.

Mais recentemente (ou nem tanto) causou um dos maiores estardalhaços na indústria dos joguinhos eletrônicos com o seu ÓTIMO (sim, vocês leram muito bem) jogo, Skyrim. Que tornou-se tão popular e atingiu tantos públicos novos que muitos assumem que esse é o primeiro jogo da série e esperam ansiosamente um "Skyrim 2". Uma particularidade que sempre me absorveu em TES foi o quanto seus lores são tão bem feitos, pesados e cheios de informações. Eu diria que ele é o mais exímio nesse sentido, no mundo dos games m. E sim, foi consideravelmente frustante ver o tanto de pessoas ignorando completamente essa tremenda qualidade para criticar Skyrim das formas mais dúbias que já vi durante esses meus anos como fã da série, afinal esse é o carma dos "gigantes do mainstream".

Não que Skyrim seja um jogo sem defeitos, longe disso, ele não é nem o melhor da série (tampouco o pior). Mas esse é um tema pra ser discorrido em outro artigo... lá pro dia mil.

Enfim, o que podemos falar dos orcs de TES?

Assim como Warcraft, TES faz uso dos orcs "humanizados" pelos antecessores de Tolkien, e os insere como uma raça comum e selecionável para seus jogadores. Aqui, eles são conhecidos por sua coragem, habilidade em combate, costumes tribais, e sua notável habilidade como ferreiros, o que geralmente fica por conta quase exclusivamente dos anões em outros mundos medievais. Mais interessante é ver que esse costume é mais designado às fêmeas. A sociedade orc é vista como áspera e cruel por outras civilizações, e tem um grave histórico de preconceito. Também devo mencionar que eles são famosos pelo seu modo "berserker", uma forma de usar sua raiva descontrolada para o combate, os qualificando como uma das raças mais apelonas pra se usar.

APELONAS!!


Assim como é de praxe, o surgimento dos orcs é um tanto nebuloso em TES também. O que podemos afirmar com certeza é que eles tem habitados as regiões desse mundo medieval desde os primeiros anos da "Primeira Era". O começo de sua história foi ser visto como ameaça por outros povos, devido ao seu costume bruto e suas atitudes de guerra violentas, e assim sofrerem preconceito e foram considerados como párias pelas demais raças. Com o passar dos anos, a sociedade orc se estabeleceu na civilização do mundo de TES, apesar de estar sempre mudando de acordo com sua desenvoltura política em cada época.

Western + Orcs...?


É certo que os orcs atingiram sua confortável popularidade na área dos games, o que acabou desenvolvendo sua personalidade e seu peculiar carisma. Eles também caminharam no literário e evoluíram da mesma forma, porém o exemplo mais irreverente que posso (e mais quero) exemplificar no atual tópico deste artigo é o livro do autor Ashe Armstrong, "A demon in The Desert", que teve seu primeiro volume lançado em 2015, e continua em publicação. Não sei se já chegou em nossas terras brasileiras, mas se um dia chegar, parece uma leitura WTF demais pra se passar em branco.


"A cidade mineradora Greenwich Bluffs está lentamente deteriorando-se. A cada dia, seus cidadãos ficam mais temerosos e paranoicos. Algo os atormenta. Todo os povos, adultos e crianças, sofrem dia e noite com pesadelos e alucinações. À medida que os eventos se tornam mais excessivos, fica claro: a cidade está sendo vítima de um demônio. Após assassinatos na mina e dois caçadores que fracassaram, Greenwich Bluff está no limite da ruína e loucura. As pessoas precisam de alguém que possa concluir o trabalho em caçar o demônio. Grimlu, o orc, viajou para estas terras para atender o chamado da cidade para a salvação."

Ok, eu ainda não li esse livro, mas vi comentários bem positivos por aí. E fala sério, é uma fodendo-ideia legal. Um ORC COWBOY, meus amigos!

Must read.

ORC STAIN!


CONTEMPLEM ESTE DESIGN MARAVILHOSO!

E já que estamos falando de ideias absurdamente legais e foras da caixa, temos o último tópico desse texto pra falar dessa história em quadrinhos de traços sensacionais! Originalmente publicado pela "Image Comics" em 2010, trata-se de uma trama ambientada em um mundo fantástico atormentado por guerras terríveis de hordas de orcs. Seu criador é digníssimo James Stokoe e... adivinhem de onde vem sua principal inspiração?

SIM, TOLKIEN!


O protagonista, One-Eye, é um orc do norte excepcionalmente inteligente dotado com a capacidade de localizar o ponto fraco de qualquer objeto para abri-lo.

A trama se desenvolve quando um chefe de guerra, "O Octzar", unificou um exército escalafobeticamente grande no sul, e está o levando para o norte. Quando o mesmo recebe a profecia que One-Eye será o responsável pela queda do seu império, começa a caça-lo.

Uma aventura, com humor, artes legais e personagens irreverentes. Cara, recomendo MIL!


Considerações finais

E aqui chegamos ao fim deste artigo de ideia maluca da qual dediquei algumas dezenas de horas pra concluir. Orcs não são minha raça favorita, mas são interessantes demais de se explorar. Ressalto que meu objetivo aqui era mostrar ALGUMAS das formas como essas criaturinhas foram retratadas através da fantasia moderna, se acha que faltou alguma relevante, sinta-se livre para puxar minha orelha nos comentários. Mas se você for muito chato eu vou ligar pra sua mãe e ela irá te botar de castigo por estar cometendo galhofas na internet.

Acho incrível como é possível criar concepções a partir de conceitos pré-existentes de culturas da nossa civilização. E viajar nesses conceitos sempre foi algo natural pra mim, quando era moleque lendo livros de D&D, até hoje pesquisando minuciosamente sobre os fragmentos de Dark Souls.

É, vocês devem imaginar o quanto gosto disso.

Agora que estou percebendo... quantas vezes repeti a palavra "orc" e "tolkien" nessa bodega? Enfim, quem sabe uma hora continuo com a ideia desses textos, seria uma boa falar de elfos também. Os NightElves do Warcraft ainda são minha raça favorita dele. No mais, gostaria de reforçar que usei muitas fontes para concluir a ideia do meu artigo. Como última indicação, vos apresento scifi.stackexchange.com, uma comunidade onde fãs de ficção se dedicam às suas séries favoritas, e foi por aqui onde eu comecei as minhas MIL pesquisas do tema. (LINK AQUI)


Aqui me despeço e até dia MIL procês!


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