Dragon Ball: O potencial desperdiçado de "Xenoverse" e o novo patamar que está por vir com o "Fighter Z"



Esse é com certeza o artigo com o maior título desse blog.

...

Enfim, vocês já tiveram ou tem um daqueles jogos dentro da imaginação considerados um "sonho inalcançável" pois por mais que sejam uma óbvia e ótima ideia, a probabilidade de que empresários vão, alguma vez em suas existências, investir seus milhões em um desses projetos imaginários é de menos de MIL porcento?

Por exemplo, vejo muita gente que clama por um CrossOver ao naipe de Marvel Vs Capcom, só que com personagens da DC Comics. E eu pessoalmente gosto dessa ideia. Mas as razões pra isso dificilmente acontecer devem envolver contratos, falta de pesquisa de público, orgulho de produtores e sei lá... burrice? Vai saber...



Outro exemplo, agora daqui da galera do blog, é que vez ou outra discutimos sobre um possível jogo de luta 2D de "Avatar". É, imaginem como ia ser legal uma batalha de dobradores com combos de 50 hits na cara dos coleguinhas.

Imaginaram?

Pena que fica só na imaginação...

Num desses MIL sonhos, eu tinha delírios de uma NOITE DE VERÃO sobre um jogo de luta bem trabalhado de Dragon Ball, próximo do estilo Budokai Tenkaichi, com grande elenco, parciais explorações de cenário e a maravilhosa possibilidade de criar o seu próprio personagem, inserindo-o no enredo clássico de alguma forma.

E olhem só, os deuses do acaso "parecem" ter gostado dessa ideia porque Dragon Ball Xenoverse foi anunciado em 2015 com exatamente a mesma premissa e com uma solução pra nos colocar no enredo boa o suficiente pra agradar qualquer fanboy:



E OHHH, O HYPE... é perigoso.

Assim como a maioria esmagadora dos moleques que cresceram vendo as tardes da band nos anos 2000, eu gosto muito de Dragon Ball. Dá pra dizer fácil que ele correspondeu 90% da minha atenção e vício durante aqueles anos. Basicamente o "Dark Souls" da minha infância.

(Os outros 10% estavam com YuYu, CDZ, Bucky, Pokemon, suamãe etc.)

Sobre os pontos positivos e negativos da obra, esse é assunto pra outro artigo. Uma hora eu falo deles.

Ah, e antes que me esqueça...

SAUDADES, KIRA!

Mas então, discorramos sobre Xenoverse de uma vez.

O jogo foi desenvolvido por uma empresa com sua devida carga de experiência em games de anime, inclusive do próprio DBZ, a Dimps Corpotarion. E obviamente, foi publicado pela Bandai Namco. A época do seu lançamento foi quase conjunta do melhor filme da série em suas 3 décadas de existência, a Batalha dos Deuses, e meus hormônios nesse período estavam com a fúria de 27 chinchilas esfomeadas de puro hype e vibe Dragon Ball.

Logicamente, recebi Xenoverse com os braços abertos e devo confessar, eu me diverti...



E não é pra menos, o objetivo do jogo, como eu já disse mais de uma vez nesse artigo, era fazer com que o player fosse introduzido nos clássicos momentos decisivos de Dragon Ball Z, coisa que dezenas de outros jogos já tinham feito, mas agora com um personagem exclusivamente seu interagindo com os ídolos desenhistícos de sua infância. INOVAÇÃO!

É, esse é com certeza um tipo de fanservice que VENDE, e a ideia era tão obviamente boa, que na verdade demoraram DEMAIS pra fazer.

A trama gira em torno da "Patrulha do Tempo", liderada pelo "Trunks do Futuro" e a "Suprema Kaioshin do Tempo", que juntos trabalham para consertar distorções temporais que estão acometendo o multiverso de Dragon Ball e logicamente trazendo grandes transtornos.

Cadê a sua jaqueta legal, Trunks? Você não é o mesmo sem ela.

As distorções estão sendo causadas, mas é claro, pelos VILÕES. Pra resumir, eles tentam alterar a história mudando detalhes relevantes de acontecimentos importantes. Como tunar Vegeta e o PODEROSO Nappa, fazendo com que ambos se transformem em macacos gigantes com auras roxas e olhos vermelhos genéricos do MAL, que com certeza fariam sopa de Goku e transformariam a Terra numa crackolândia.

É... DBZ teria bem menos episódios se isso acontecesse.
Nesses momentos decisivos, o patrulheiro viajante do tempo (NÓS) entra em ação para ajudar os protagonistas a derrotar os vilões tunados com o poder do mal genérico, devolvendo a história aos seus trilhos de uma forma sorrateiramente conveniente.

E é assim que a trama é conduzida, saga por saga, pelas próximas 20 horas de gameplay, ou se você não tiver nada melhor pra fazer da vida, umas 60 ou 100 horas. E sim, eu tive coragem pra chegar próximo disso...

Não me olhem assim, eu sempre quis ser um sayajin! Vai me dizer que vocês também não?


Não sei o porquê, mas me sinto ainda mais julgado ao dizer isso...


Enquanto passamos por todas as sagas, descobrimos que o principal vilão do jogo é chamado de Demigra, um "Deus Demônio" que tem como objetivo reescrever a história de TODA A EXISTÊNCIA, colocando a sua própria como a de um deus absoluto de tudo que existiu, existe e existirá.

...

Lembrando que essa é a série onde o planeta terra quase foi destruído por causa de pudim. Então dá pra dizer que Xenoverse tem a história mais pretensiosa envolvendo DBZ de todos os tempos.


Particularmente, gosto do Demigra.

Entre outros novatos, mas nem tão novatos assim, estão os vilões secundários, a diaba irmã de Dabura, Towa e seu... "companheiro" Mira, personagens saídos do universo expandido de Dragon Ball Online.

Na verdade, todo o Xenoverse é um produto dessa "expansão MMORPGistíca" lançada em 2010.

Towa underboobs!

Lembrando que esse universo expandido, apesar de ser fruto de um MMO, é muito interessante e faz bastante sentido levando em consideração as desavenças temporais que nosso querido Trunks do Futuro gerou em suas decisões totalmente egoístas, porém humanas, em salvar sua linha do tempo. É a melhor coisa noncanon da série desde a existência de Broly e o SSJ4.

Como vocês viram, a trama de Xenoverse não tem nada que possa ser considerado um problema.

O problema está na execução, chegaremos lá.


POIS É... irmãos... quem diria.


Conceitos técnicos

O jogo nos dá um leque de 5 opções de raças para criar nosso personagem. Majins, sayajins, humanos, namekuseijins e os... "freezas" respectivamente.

Inclusive, podemos escolher seus tipos de cabelos, peles, cores, olhos etc. Cada um também possui habilidades exclusivas (ou quase) e outras que podem ser liberadas durante a jogatina.

Há uma variedade até pertinente.


Uma trivia importante é que os majins são originados do primeiro de sua raça, o "Majin Boo" primordial que nós conhecemos, um demônio de tempos ancestrais que causava um ciclo de destruição e que ficou gordo, parcialmente bondoso e com a voz engraçada por absorver um Supremo Kaioshin gordinho gente boa.

No universo expandido de Dragon Ball Online, nos é revelado que ele criou uma "Miss Boo" no futuro para procriar, e acabou gerando descendentes, onde sua forma masculina é gorda e a feminina magra, lembrando o "Kid boo".


Não me perguntem o porquê, mas a majins fêmeas são criadas para serem sexys.




O sistema de combate acaba sendo uma mistura de MMO com rasas influências de Tenkaichi. Em outras palavras, não há nada de complexo, muito menos impressionante no gameplay. Ele é simples e teoricamente de fácil acesso para os players.

Digo "teoricamente" porque o jogo é confuso e pouco intuitivo, então no começo, até você se acostumar com suas imensas opções de desbloqueio de itens e personagens, telas de loadings odiosamente demoradas e interações vazias com NPCs , pode demorar e ser um pouco frustante.

Falando em NPCs e interações offline ou online, o grande palco para que tudo isso ocorra é a cidade de TokiToki, um local interdimensional ligado diretamente com o equilíbrio e a memória do próprio "Tempo".  Apesar do conceito ser legal, é aqui onde Xenoverse mais peca, no sentido de design de gameplay. Andar na cidade não é divertido, é entendiante, na verdade eu considero "andar na cidade de TokiToki" o grande FINAL BOSS da série.

Puta que pariu como é chato.

Vejam ali, o USER1 com certeza está querendo fugir desse martírio de cidade.

Eu até entendo que o jogo foi criado com parâmetros de MMO e é por isso que ele tem tantas limitações. Mas E DAÍ, esse é um jogo de console de MESA, pelo amor de deus façam algo decente.


Na verdade, eu acho que limitação é a grande definição de DBZ Xenoverse. Ele é legal, com muita ideia bacana, mas as limitações ferram com a vida dele e do jogador. Seja em seus sistemas de combates repetitivos e pouco inovadores, sua iluminação maluca de óleo de Hakan nos modelos 3d ou simplesmente na droga da transformação de super sayajin, o que tenho pra dizer é que Xenoverse é limitado pra caramba.

Por sinal, narrativamente, de nada adianta o grinding no seu personagem, pois não importa qual seja sua transformação ou quão poderoso você esteja, ninguém vai ligar e... bem, isso me incomoda abeça, afinal, esse não é o jogo que promete interações?

Ou talvez quando falaram de interação, estavam comentando sobre as incríveis poses e conversas aleatórias em balõezinhos que são totalmente possíveis no multiplayer do game, enquanto você reside na maravilhosa e inigualável cidade de TokiToki.

Mas okay, talvez eu esteja querendo coisas demais, huh?

Porém, deixem-me ilustrar o momento mais broxante do jogo pra todos vocês, selecionei essa personagem randômica que achei na internet:


 Vou chama-la de Maria Chang, uma sayajin na sua forma normal.


Esta é a mesma Maria Chang super sayajin com seu ki se expandindo ao máximo... e a PORRA DO CABELO NÃO MUDA NADA ALÉM DA COR! NÃO SUBIU UM FIO DE CABELO DESSA ABENÇOADA!

Se estão curiosos sobre SSJ2, é a mesma coisa...

Eu já vi gente dizendo que colocar várias opções de cabelo daria "muito trabalho para os programadores"... ah, pra puta que pariu com uma desculpa dessas, né. É a droga de um modelo de cabelo, se vocês tão vendendo um jogo onde é possível se transformar em SSJ, que façam minimamente direito seus filhos de uma capivara mutante.

Mas enfim, mesmo com todo esse rage, e apesar de todas as desavenças, eu me diverti bastante com Xenoverse, gostei do jogo e esperei, com muita fé, que melhorassem na sua próxima versão, pois este título polido seria uma das melhores coisas já feitas com essa série no mundo dos VIDJOGUEIMES.

Não estou exagerando.

E aí em 2016 saiu Xenoverse 2.

E se o primeiro da franquia era um jogo um tanto preguiçoso, Xenoverse 2 veio mostrar quem é que coça o saco no sofá a semana toda de uma vez.

E nada melhor pra ilustrar essa parte artigo do que com esse modelo 3d de goku feio em plena oitava geração de consoles. E prefiro não comentar das openings desses jogos animadas com 2 frames numa cena que precisava de 10.
Preguiçoverse 2 vinha com um trailer "puro hype", onde agora os sistemas de batalha pareciam ter sido melhorados (em 3%) e finalmente era possível conseguir a transformação de Super Sayajin 3, pois eles tiveram pregui... dificuldades de colocar no primeiro. Junto de outros adicionais de habilidades e transformações de outras raças e itens tão pequenos que vocês nem acreditariam como tiveram coragem de lançar outro jogo pra adiciona-los.

Ou acreditariam, sim, pois jogos de luta tem esse costume mesmo.

Mais uma vez, eu fiquei ansioso pelas melhorias... eu sei, não me julguem. E  pra resumir uns 15 parágrafos de texto, vou logo dizer que Xenoverse 2 é um grande patch que deu errado... É basicamente o mesmo jogo, com uma trama rechumpinhada do primeiro e o upgrade SUPREMO na chatice da cidade de TokiToki.

Os caras conseguiram deixa-la ainda pior, com o dobro de loadings e movimentação bugada, DEUS DO CÉU. Que programação é essa, acho que não funcionaria nem num jogo online. O segundo título da franquia conseguiu ser pior mecanicamente que o seu primeiro, e supostamente esse deveria ser exatamente o mesmo jogo "com melhorias". Eu não sei como eles conseguiram.

Seria parte do seu plano maligno, Towa?

Mas enfim, eu sei que estou sendo bem "ui ui ui", mas tem algo que eu realmente gosto na série de Xenoverse, e claro, falo da trama, jamais elogiaria o gameplay disso.

Nos momentos em que o patrulheiro do tempo (NÓS) interagimos com os personagens clássicos, ele sempre é tratado como uma ferramenta que os ajudam. Não tomamos seus protagonismos, estamos lá como fãs quebrando a "quarta parede" para ajuda-los, e depois sumimos como um bom samaritano viajante temporal.

E de uma forma pouco limitada, eles nos notam e lembram de nossa interação com eles.


E isso é interessante, não estamos lá para roubar a história e vive-las como aqueles heróis, mas sim como colaboradores que "fizeram parte disso", entendem?

Só acho que faltava um arco próprio mais elaborado e que desse mais evidência, interação e relevância para o nosso herói customizável... mas estou pedindo demais para os criadores dessa joça, huh? O máximo que conseguiram dar pra ele foi um cabelo de SSJ3 idêntico ao Goku, não importa se você é macho ou fêmea. Ou uma transformação dourada da raça... "freeza" entre outros bagulhos...

É... okay.

Raça com a melhor edição de personagem

Outro momento que eu acho FODA, particularmente de Xenoverse 2,  é o fato de Trunks reviver o momento trágico da morte de Gohan, no futuro. E o trauma do personagem é tão grande sobre o fato, que ele pondera em arriscar destruir o equilíbrio completo do tempo e a existência que ele mesmo protege para tentar salvar seu amigo, mas claro, ele reluta e revive esse momento tão triste mais uma vez em sua vida. E esse, na minha opinião, é o grande ponto alto nessa série de jogos e em toda a obra noncanon envolvendo DBZ.

Palmas pro PREGUIÇOVERSE 2, de verdade.


Bom, acho que deixei claro que Xenoverse é um grande potencial desperdiçado e que poderia ter sido algo maravilhoso se não estivesse nas mãos de produtores que pensaram o jogo "MMOrpgzeiro" demais, então vamos ao próximo tópico desse artigo, pois sim.

Voltando ao assunto de SONHOS IMPOSSÍVEIS do começo do texto, existiam imaginações minhas e dos meus amigos sobre a Arc System, dona da engine atualmente mais impressionante usada no jogo que mais respeito na vida desde Street Fighter 3, Guilty Gear Xrd, produzir algo com a qualidade que só ela é capaz de alcançar.

Já tínhamos visto algo sem igual com os jogos de luta de Sengoku Basara e Hokuto No Ken no PS2, então chutávamos novas franquias que estes responsáveis podiam pegar atualmente.

Mas acho que ninguém esperava que iam nos mostrar isso:


Meu maior hype dessa geração e acho que ninguém superará. Ok, Remake Final Fantasy VII, você não conta.

Como vocês devem saber, eu gosto... um POUCO de jogos de lutinha, e DBFZ promete FINALMENTE trazer um cenário profissional e competitivo pra série, deixando-a no mínimo no porte de um Marvel Vs Capcom de relevância.

 E NOSSA CARA, isso é muito, muito bom.



O jogo tem gerado comoção, claro. Afinal é DBZ, e sem duvida até o mais incrédulo consegue ver qualidade nesse projeto. Por exemplo, é a primeira vez que vejo pessoas fazendo comparações dos movimentos de um game da série com movimentos originais da obra do Sr. Toryama. E aqui entre nós, isso não é novidade alguma em jogos de DBZ... mas me deixa feliz saber que pessoas estão notando esses elementos dessa vez.

E nada contra batalhas 3D mas... DESSA VEZ É FUCKING 2D, então tudo fica ainda mais legal.

Quanto as pessoas que reclamaram pois estavam querendo um Xenoverse 3... bom, não sou ninguém pra julgar pessoas que gostam de jogo de luta com qualidade questionável, afinal amo SF V, mas puta que pariu, PUTA QUE PARIU, como um ser humano consegue reclamar de DBFZ? Eu entendo que Dragon Ball Z Budokai Tenkaichi 3 foi fenomenal, entre vários outros, mas... por que depois de tanto anos com jogos de gameplay 3D, algum diabo iria reclamar de um jogo 2D DESTA QUALIDADE?

É com essa pergunta filosófica da qual a resposta nos traria a razão da existência neste universo que eu encerro esse artigo/critica MIL.



E por enquanto que essa belezura não chega, fiquemos com HYPER DBZ, o game criado por fãs que respeita mais a série do que qualquer uma empresa grande do passado.

Bonus/Explicações 

Se alguns seres internéticos se perguntaram sobre o porquê do blog ter parado nos últimos meses, a resposta é muito simples:

Responsabilidades de adulto, mas é claro!


Que... que foi? Pfff, vocês jamais entenderiam!

Okay, okay, sem sarcasmo. Os últimos meses foram... corridos. Ainda não consegui chegar nem perto da metade de Persona 5 ou sequer encostei em Nier Automata, por exemplo. E não, nem mesmo pude manter minha rotina de Street Fighter adoidado, a imagem acima é apenas um artifício para tirar o teor de seriedade que existe em dizer que estive trabalhando que nem uma toupeira reumática, ao mesmo tempo que tento entreter leitores (o que certamente não terei sucesso, afinal estou explicando as minhas piadas fuleiras).

Pra ser sincero, minha vida ainda está corrida, mas nos momentos que respiro tento resolver minhas pendências. Comecei voltando com o Blog porque sim, me divirto abeça escrevendo aqui, e em breve partirei para voltar a minha rotina de SF, além de buscar jogar minha vida fora enquanto zero Persona 5 sem DORMIR.

Com essas explicações esfarrapadas, eu me despeço de vocês.

Aguardem novos textos nesse blog MUITO SUPIMPA e... CHARMOSO.

Até dia MIL!



PAREM DE TARAR MEUS UNDERBOOBS SEUS INSETOS!

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