Novembro 2015




Era o final dos anos 90 e a Squaresoft ainda não havia se fundido com a Enix e virado esse jaburu que conhecemos hoje em dia. Ela tinha acabado de causar uma revolução insana em 1997 com aquele tal de Final Fantasy VII, solidificando o gênero JRPG aqui em terras ocidentais e mudando para sempre os rumos de sua principal franquia.

Dois anos depois mesmo com alguns problemas, Final Fantasy VIII deu continuidade a esse sucesso, mas se afastando cada vez mais daquele jeitão clássico dos FF’s antigões.

Pois é, parecia que Final Fantasy nunca voltaria atrás e aquela temática retrô estaria morta e enterrada nas memórias dos poucos doidos que conheciam os antigos.  Até que para a alegria desses e pra desconfiança de todo o resto, em 2000 foi lançado Final Fantasy IX, trazendo de volta castelos, cavaleiros, princesas, cristais, e todos esses elementos que fizeram Final Fantasy ser ignorado aqui no ocidente até Final Fantasy VII chegar.

Infelizmente por isso o jogo é rotulado até hoje por uns ‘’fãs’’ BOBOCAS (sim, apelo pra xingamento pesado mesmo) como apenas um Final Fantasy para agradar os fãs mais antigos as custas de um ‘’retrocesso’’ pra franquia.

Claro que não há como negar que seu design caricato e premissa simples remetem sim aos primeiros jogos, e não há problema NENHUM nisso, até porque é  justamente essa vibe que me deixou fascinado de longe por ele durante anos até tomar vergonha na cara e ir zera-lo, resultando em uma das melhores experiências gamisticas que já tive em toda minha vida.

Mas reduzir esse game a apenas um descartável oportunismo nostálgico safado é muito... muito ERRADO.

Apesar desses larápios merecerem um texto de xingamentos inteiro dedicado só pra eles, vou tentar deixar meu rage de lado e apenas falar do jogo em si — que apesar de sua simplicidade também consegue tocar em temas que me fizeram refletir mais do que imaginava.

Enfim, chega de enrolação e vamos começar!



"Um sonho... Uma memória... coisas lembradas quando estamos dormindo. Coisas esquecidas quando estamos acordados... Onde as camadas mais profundas das memórias se tornam as camadas mais externas dos sonhos.

 Quais são realidade? Quais são ilusão? Não se pode dizer até que se acorde... Ou talvez eles são, ao mesmo tempo, realidade e ficção. Uma vasta nebulosa... sem limites... 

Um vazio equivalente a minha própria existência."


Muitas das obras da ficção são como portais para se trabalhar com temas mais complexos que abrangem muitas vertentes do conhecimento humano ou da busca dele. Muitas vezes responsáveis por nos causar epifanias e incitar pesquisas, mas não sem antes nos deixar com cara de tacho olhando pro nada por um tempo.



Elas são como “atalhos” para expor certas informações, as mesclando com seus enredos e criando mensagens em cima deles, somando muitas vezes para nosso crescimento pessoal. Vemos muitos exemplos assim em nossa cultura pop. Livros, filmes, quadrinhos, cada um de sua forma única. E um em especial, do qual possuo absurda admiração, são os games, capazes de nos causar uma sensação de imersão mais do que singular.  

São experiências incríveis.
Algumas das maravilhas.

Eu já divaguei sobre isso no primeiro artigo AQUI do blog, e finalmente comemorando o aniversário de 1 ano de vida desse site, irei dedicar um texto a um dos exemplos que mais sintetizam a capacidade que um jogo eletrônico — seguindo essa ideia de expressão — pode alcançar.

FINALMENTE hoje é dia de Xenogears, pessoal! YEEY!!!

"E o que esse jogo tem demais, seu infeliz em chamas, por que ele merece essa atenção especial?! DIGA-ME!".

É justamente o que iremos ver nesse artigo. Então comecemos de uma vez a falar dessa maravilha, mas vamos com calma, primeiramente, sem spoilers, depois partimos pra entender as mensagens cativantes que essa obra tende a nos passar, eu os avisarei o momento.


Sobre o jogo

O ano é 1998, a falecida Squaresoft ainda vivia com tudo nos seus tempos de ouro e a demanda dessa época era criar JRPGs com enredos e personagens bem trabalhados – certamente, a melhor era que o mundo dos games já viu, em minha humilde e boba opinião. Que diferença da demanda dos FPS genéricos de hoje, huh? Mas vamos lá, não quero dar uma de ranzinza aqui. Afinal, como já disse, mesmo com os meus poucos 85 anos, consigo observar que hoje em dia ainda sai muita coisa incrível! Estou no limiar da juventude observando as novas gerações enquanto escuto Alice in Chains no meu Walkman, tão pensando o quê?

Ai minhas costas...




"O sonho que o nosso planeta antes tinha, derrotou a escuridão e trouxe de volta um futuro brilhante.

Entretanto, esse era apenas o começo de um novo pesadelo...

A Batalha final pelo tesouro lendário, "O Frozen Flame"...

Uma batalha entre dragões, humanos, e o destino, que vai exceder até mesmo o tempo e espaço...

Está prestes a começar...

O sonho do nosso planeta

ainda não acabou..."


Qual é a coisa que mais te fascina num jogo? Diversão? Gráficos? Gameplay? Trilha Sonora? Sim, eu estou te perguntando, lazy arse!

A minha parte favorita num jogo é sempre a trama que ele me apresenta, e sim, as vezes é independente se o jogo é "meh" em outros quesitos, no fim é isso que sempre me cativa mais.

Mas não é por isso que eu não amo outros jogos também, adoro Sonic de todo coração, Mario, Gears of War, Uncha... naaah, esse só presta o segundo. Mas apesar de tudo, o que tende a me interessar é a história que eles proporcionam. Se Dark Souls fosse como 70% das pessoas pensam que é, (gameplay, gameplay, gameplay!) eu provavelmente nem estaria muito interessado no garoto, por exemplo!

Enredo, um mundo bem construído, personagens e situações interessantes, a imersão, são poucos os jogos que consegue fazer isso tão bem! Xenogears, alguns Final Fantasys, os Silent Hills, os Tales, Breath of Fire, os Shin Megami Tensei, todos esses jogos que eu amo me fascinaram não pelo gameplay e a diversão em si, mas pelo o que eles queriam me contar e me passar.

E bem, Chrono Cross é até hoje o que mais me surpreende nesses aspectos.



Chrono Cross, como vocês já estão cansados de saber, é o jogo que define a melhor parte da minha vida, e além das paradas que ele tinha me apresentado, como jogabilidade, gráficos e trilha sonora, aquela atmosfera que ele criou com o enredo dele me pegou de surpresa, e até hoje ele me surpreende com isso.

E é por isso que estou aqui hoje, se antes eu queria me reservar a apenas ao jogo em si, aqui eu quero me reservar apenas viajar e me aprofundar na sua história.

Estou de volta com Chrono, e se você não sabe muito bem do que se trata, pode começar lendo esse artigo AQUI onde eu fiz (ou tentei) um review do jogo, quem sabe eu não convenci ou convenço uma alma a conhece-lo, ou a rejoga-lo, discuti-lo, enfim!

Muitas das informações desses textos foram retiradas do site Chrono Compendium, e boy, se você é fã de Chrono, esse é o lugar certo pra tirar muitas duvidas, ganhar informações, e teorizar a respeito de Chrono!

Nem preciso falar que vai rolar SPOILER na sua melhor forma, né?

Flames

PedroTreck

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