"Imortalidade" é apenas uma palavra. Tudo que existe pode morrer. Pra cada coisa viva, há uma arma da que se não tem defesa. Tempo, doenças, ferro, culpa."



ALRIGHT, Imagine que você está destinado a viver em um eterno ciclo de "vida e morte". Onde a cada "vida" perdida, suas memórias são apagadas, o fazendo recomeçar do zero em cada reencarnação, e repetindo o processo milhares de vezes. Numa busca sem fim de resgatar seus conhecimentos perdidos e saber o porquê de ser assim. Uma eternidade de tormento.

Podemos dizer que essa é a premissa de Planescape: Torment.

Nameless One, o protagonista que você encarna, acorda mais uma vez de sua morte, e paira num mortuário, sem lembranças, confuso, cheio de cicatrizes, com uma cor de pele de pão mofado, uma tanga e adereços pouco cristãos, enquanto está cercado de zumbis que murmurram, corpos dissecados em mesas com tripas e músculos para fora. Até que um crânio flutuante, prolixo, bem humorado com olhos esbugalhados, chamado Morte — que parece saber pelo menos um pouco sobre você — surge para auxiliar na saída desse lugar que provavelmente deve feder a bacalhau podre. 

Um jogo digno pra se jogar na sala com a família, huh?




Daí você deve estar pensando: "WHAT?!"

A priore, podemos pensar "nossa, um protagonista acordando sem memória, MAS QUE ORIGINAL, UR DUR", mas a falta de memória se conceitua com a ideia que foi formada pra concretizar TODO o grandioso enredo. Carambolas, ainda se tem muito conteúdo pra consumir. Não vá julgando nada por enquanto, ou se não você estará atingindo os níveis mais altos e perigosos de BOBALHICE.