É uma forma estranha de começar um artigo, mas acho que as pessoas subestimam o poder de um momento de tédio. Sabe, aquele momento que você não tem nada pra fazer, mas ao mesmo tempo quer fazer tudo que está pendente, só não sabe por onde começar. Nesse momento de confusão mental, procuramos algo para focar nossa atenção e nos tirar daquele marasmo, e o que se pode encontrar no final desse túnel de possibilidades pode ser recompensador.

Foi isso que aconteceu comigo em uma noite fria e tediosa, em que decidi finalmente assistir Avatar: A Lenda de Aang, um desenho que ignorei por muito tempo por puro preconceito ou preguiça, e agora, estou completamente investido no seu universo, tendo assistido ambos A Lenda de Aang e de Korra seguidamente em duas semanas.




Não é a toa, com uma mistura tão convincente e caprichada da cultura e filosofias orientais é extremamente difícil não ficar fascinado pelo seu universo. Fascinou tanto que me deu motivação pra voltar do limbo e escrever esse artigo, onde pretendo falar sobre as duas animações e o seu mundo em geral, tentando ao máximo não soltar nenhum grande spoiler no processo — além de tentar descobrir por trás de todas as suas qualidades, qual o ''elemento'' central que torna Avatar essa obra tão sublime (algo que talvez o título do artigo spoile).

Lembrando que não é exatamente uma ''análise'', e sim apenas impressões de alguém assistiu e quer falar sobre — chamamos isso aqui no blog de análise pouco convencional.