No final dos anos 90, tínhamos o costume de ir em locadoras para jogar o que hoje baixamos num minuto em qualquer emulador na internet. Lembro de um antro cheio de PS1's carrancudos ligados à TVs TUBÕES, alguns desses ficavam emborcados, pois essa era uma artimanha milenar de monges asiáticos para fazer com que o console não entrasse na temida blue screen, coisa que nos dava um delay mental a cada inicio de jogo enquanto torcíamos pra ela não aparecer.

Nessa época, quem tinha um memory card com muitos saves tinha respeito, detonados valiam ouro e revistas sobre videogames existiam a rodo disseminando lendas urbanas dos mais variados tipos. Também lidávamos com o famoso e lazarento moleque random, que aparecia sorrateiramente por um portal interdimensional do além toda vez que você tinha dificuldade em alguma parte de ABSOLUTAMENTE qualquer jogo. Sua famosa e mística frase era mais ou menos algo como “QUER QUE EU PASSE PRA VOCÊ AÍ, VÉI?”. Uma entidade extinta hoje em dia, creio.

Foi numa dessas idas tranquilas à locadora que vi uma galera jogando um tal de Final Fantasy VII, e foi assistindo o jogo alheio, meio que por tabela, que eu fiquei extremamente interessado em jogar também.