ESPECIAL 30 ANOS: Qual é a "essência" de Final Fantasy?

Vou começar dizendo que amo essa arte de FF II:
Eu amo essa arte de FF II!


Do meio para o final dos anos 80, o mundo dos VIDJOGUEIMES vivia o seu gênese com títulos que definiriam algumas das franquias mais longínquas e bem sucedidas de toda a indústria.

Como exemplo, podemos citar Mario ou Dragon Quest, que não só venderam milhares de cópias por aí, como consolidaram os nomes dos seus respectivos responsáveis merecidamente pelas últimas décadas.

Olhem, é o Kid Gohan usando a armadura do Warrior of Light
Ok, não... WoL ainda nem sonhava em nascer nessa época. Nem o Gohan...

Essa capa japonesa é TÃO MELHOR, Jesus. QUEIMEM A CAPA AMERICANA!

E como é de costume, empresas ordinárias investindo em "fórmulas de sucesso já testadas" (lê-se copiando jogos que venderam muito) surgiam tão rápido quanto morriam, na busca de angariar dinheiramas com seus joguinhos eletrônicos que geralmente possuíam pouca qualidade ou pouco apelo de marketing.

Oh, e adivinhem só? A SquareSoft, nessa época, era uma dessas.


Após acumular lançamentos inexpressivos em sua recém trajetória, a empresa estava prestes a fechar suas portas, e foi aí que o bigodão mais respeitável do ramo, o Sr. Hironobu Sakaguchi,  que nessa época era um simples desenvolvedor contratado tão famoso quanto o Josefino dos Teclados do barzinho RiscaFaca, resolveu pegar Dragon Quest, o sucesso estrondoso do momento, joga-lo até "achar papel gostoso", copiar suas características positivas, melhorar as negativas, e criar o primeiro ripoff bom da história da empresa até então, junto de uns 7 assistentes pagos com chamequinho.

foto REAL do momento em que Sakaguchi entra em colapso após MIL horas de griding penoso em Dragon Quest e resolve comer papel.

Ok, nessa época um jogo desse era zerado em menos de 20 horas, mas a equipe deve ter rezerado umas 50x no mínimo.
...

Logicamente, todos comeram papel.


E como assim você acha que a foto não é real?  INCRÉDULO MALDITO!! Fui eu que tirei a foto, por sinal, em 1986.

E esse é o background por trás da história que todo mundo já deve estar cansado de saber, pois sites de "gueimes MUITO profissionais" curtem expor o fato todo ano, afinal essa é uma série popular que gerará visualizações fáceis sempre que mencionada.

Sim, falo do surgimento oficial de Final Fantasy em 1987, como última cartada messiânica para salvar a SquareSoft de uma iminente falência, com um nome que marcava o teor de última aposta de Sakaguchi e ironicamente gerava uma série que já possui mais de 30 anos de peripécias no seu gabarito.

TRINTA ANOS, SABEM O QUE É ISSO? é mais do que o triplo da idade de qualquer criatura que participe de console war na internet!

De idade mental, falo.




Como surgiu a "essência Final Fantasy"?


Primeiro de tudo, é bom ressaltar que Final Fantasy nasceu apenas como uma cópia, e mesmo que fosse melhor tecnicamente em quase todos os aspectos do original, não possuía a mesma relevância  (ainda) e nem seria ovacionado como percursor do gênero, como é o caso merecido de Dragon Quest.

Mesmo assim, o jogo era realmente bom, possuía Nobuo Uematsu como compositor, contava com as artes de Amano e salvou a empresa do fundo do poço vendendo relativamente bem.

Se Dragon Quest é o grande nome por trás da criação dos JRPGs, Final Fantasy é o nome por trás do refinamento destes, e foi sob o seus ombros e sob o gestão da FINADA SquareSoft que o gênero pôde durar fortemente por boas gerações.

É, e em 1987 a série já dava seus primeiros passos em desenvolver sua tão importante "essência".

Porque além de ser melhor tecnicamente, Final Fantasy contava uma história.


E por mais simplória que seja se compararmos com títulos mais atuais, era impressionante na época de sua criação.

Acho que vocês já tem uma ideia, mas jogos nesses tempos possuíam manuais minúsculos de apertar botões e enredos resumidos em frases que te transformavam num office boy fantasioso a fim de cumprir sua simplória missão até a tela da STAFF aparecer num fundo preto.

E o primeiro Final Fantasy trazia não só um tipo de abordagem mais profunda que qualquer outro JRPG lançado até então, como trazia fórmulas que se estenderiam inspirando toda a franquia.

Logicamente, estou falando dos cristais inerentemente ligados com o planeta e seu equilíbrio, base de roteiro mais nostálgica possível quando falamos dessa franquia.



Pouco tempo depois, Final Fantasy II foi lançado, e na tentativa de se reinventar tecnicamente, acabou criando um dos sistemas de evolução mais intragáveis da série, consequentemente sendo bem menos divertido que o seu irmão mais velho e causando uma concussão em todos aqueles que ousaram joga-lo uma vez.

Não, sério... quem diabos ficou responsável por esse aspecto do jogo?

O Ono?

PRO INFERNO, VOCÊ, ONO!

Em contrapartida, o elenco de FF II trazia personagens que interagiam, possuíam backgrounds e personalidade, definindo arquétipos que dessa vez não seriam usados só por toda a franquia através dos anos, como por basicamente TODO o gênero JRPG.

O jovem protagonista herói cheio de boas intenções, a jovem determinada de bom coração, o brutamontes edgy que na verdade é bonzinho e o PRIMEIRO Cid da franquia, eram alguns dos exemplos.

E o primeiro CHOCOBO!


O mesmo podemos falar do seu antagonista, Emperor Mateus, que oficialmente definia a tradição de por um vilão atingindo os níveis mais absurdos do famoso "GOD COMPLEX" do MAAAAAAL dentro de algum mundo da ficção, explorando forças místicas obscuras do passado para evoluir e se tornar ainda mais poderoso.

Sim, vocês já viram isso em MIL outros títulos do nicho, desde então, não só em Final Fantasy.

Vender a alma ao diabo, ir para o inferno, dominar o inferno, e tentar destruir o mundo depois, é algo para poucos.

Provavelmente, vendo a cagada que havia cometido ao tentar explorar novas mecânicas, a Square resolveu voltar a sua zona de conforto de simplicidade com Final Fantasy III, que marcava o último, porém melhor tecnicamente, game em 8 bits da série, com uma trama um pouco mais simples do que seu antecessor, personagens aleatórios sem individualidade, mas que ainda contava uma história interessante que se unia com a dificuldade de gameplay mais expressiva de todos os títulos da empresa, e que jamais foi vista novamente na série desde então, se tornando um título libidinoso para todos aqueles fanáticos por desafios, grinding e turnos!

Ora, e se FF II nos trouxe chocobos, FF III nos trouxe o job system eeeeee...

Moogles!





FFIII merece respeito, e é isso que tenho a dizer sobre ele.

Pois agora chega a hora de falar daquele que sucede os elementos criados da franquia e dá mais um passo para atingir a tão citada essência de Final Fantasy.


Final Fantasy IV não trazia apenas os maiores backgrounds de personagens na série até então, como trazia seu personagem principal, Cecil, vivendo o dilema de seguir o seu senso de justiça ou seguir as ordens de seu rei, boas ou más, sem pestanejar, enquanto exerce o papel mais legal de protagonista em FF (até então) desde sua concepção, um Dark Knight, uma maquina de matança de visual MUITO MANEIRO.

Entretanto, nossa felicidade dura pouco, pois nas primeiras horas de jogatina, Cecil abandona sua armadura negra após uma jornada de auto conhecimento e metamorfose cheia de monstrengos, escaladas e uma batalha com o seu lado "malégno", para no final se tornar um paladino brilhoso justiceiro de cabelos esvoaçantes e um olhar 43 de bishounem capaz de deixar qualquer garota oriental com os faróis apontados para marte.

Ah, qualé...

Você poderia ser um paladino da justiça com aquela armadura!

Mas que diabos, Cecil!

Ok, quando eu falo que FF IV desenvolve mais uma vez a "essência" da série, é porque daqui em diante, a Square não voltou a usar mais personagens "sem individualidade" como a escola dos RPGs ocidentais  tanto influenciaram os orientais, no início de sua concepção. 

Depois de FF IV, ou melhor, depois de Final Fantasy V, a série cavou cada vez mais fundo em busca de desenvolver a complexidade de seus personagens e atingir novos limites ao se contar uma história. 

No divertido Final Fantasy V, que eu pessoalmente adoro, a trama consegue ser imensamente simples, mas ainda contamos com nossos heróis cativantes que se desenvolvem de forma minimamente expressiva, além de serem sempre rodeados de um digníssimo bom humor.

Cadê que colocam a Faris num Dissidia?!
Ou o Zack?!
Ou a Fran?!
Ou a Celes?!
Ou o Vincent?!
 Bando de infelizes!


Sem falar que FF V tem o vilão da série mais PORRA-LOUCA de todos os tempos: Ex Death, uma arvore (?) cósmica do mal com o objetivo de destruir tudo, até mesmo a EXISTÊNCIA!! Que tipo de carambolas escalafobéticas de criatura é essa, e por que berinjelas ela teria um objetivo tão insanamente obscuro que destruiria tudo, inclusive ele mesmo?

É um mistério que essa história escrita por roteiristas viciados em entorpecentes e fitas cassetes do Jiban jamais nos revelará.

Entretanto, para mim, esse ainda é o vilão mais interessante destes VIDEOJOGOS.

Acharam que era o Kefka, Sephirot?

NÃO!


Daí, chegamos em Final Fantasy VI, suprassumo narrativo não só da série, como do gênero, e dono de um artigo dedicado aqui no blog que mais elogiei algo na minha vida. 

Tudo que eu tinha pra falar de FF VI já foi dito naquele texto, então cliquem AQUI caso ainda não o leram.



Pois foi daqui que a série definiu finalmente a bendita essência que tanto foi mencionada nesse texto como um grande mistério, quando na verdade é algo (talvez) óbvio demais para todo mundo.

Vou pedir para que um fã de longa data que jogou imbecilmente basicamente todos os títulos principais da franquia e a considera a sua coisa favorita no mundo dos games, tente expressar o que é essa tal essência em palavras desconexas pretensiosas que podem fazer sentido ou não, o qualificando como idiota em qualquer instância.


...


Sim, todos os jogos.

Que foi, acham que eu saio de casa? MAS É CLARO NÃO!

Digo... acham que esse fã sai de casa? Eu aposto que não!



Final Fantasy é uma série onde personagens carismáticos e seus pensamentos, filosofias e desenvolvimento se entrelaçarão com uma trama homérica que envolverá um universo fascinante lotado de criaturas incríveis, realidades dimensionais e equilíbrio mundial em busca de salvação e conhecimento pessoal tanto do elenco, como do jogador, até o seu final, enquanto se une com um gameplay equilibrado, divertido, não necessariamente linear, com desafios, heróis a se recrutar, itens a se conseguir, criaturas poderosas a se invocar, dramas a se entender, mistérios a se descobrir, cidades a se interagir, minigames a se jogar, dinâmicas a se aperfeiçoar, naves enormes a se voar, até chegar no seu poderoso chefão final que pode destruir mundos com arrotos e será iminentemente derrotado pelos protagonistas que foram upados incessantemente nas últimas 120 horas de gameplay por um individuo que mora no porão da mãe e não deu as caras para a civilização pelos últimos 12 dias, num final emocionante com uma trilha sonora belíssima e marcante.

Faltou algo?

OHHH, CHOCOBOS, sim.

Moogles também? É... okay.

Um bom FF não precisa só ter todos esses elementos, como precisa executa-los bem.

Ou pelo menos é isso que um fã da franquia espera.

Certo?


Antes de DBFZ, Dissidia foi o sonho molhado de jogo de luta que virou realidade.
Pena ele não ter um "porte" de jogo de luta de verdade, se é que me entendem.
Espero que isso mude com o mais novo.


Qualquer título da série que não possua todos esses elementos será alvo de algum espinhento que irá reclamar de "falta de essência".

Correto?

Mais ou menos.

Final Fantasy é uma série absurdamente mainstream, e qualquer infeliz na internet que acha sua opinião relevante irá julga-la com a ferocidade de 27 chinchilas esfomeadas em alguma tentativa frustada de pagar de espertão dos "VIDJOGUEIMES OLDI ESCU" sem ao menos ter jogado metade dos malditos títulos.

Oh, e ainda tem o fato de OPINIÃO. Nem todos compram a mesma história, nem todos compram o mesmo drama de personagens, e é completamente NORMAL que existam opiniões diferentes. Entretanto, mesmo que você não goste de algo, se você quer ter uma opinião relevante, você precisa saber ao menos RECONHECER feitos, e pra isso você precisa ter o mínimo de referência, até desenvolver um senso crítico.

Mas como sempre digo, de tudo que já percebi, a razão para brigas na fanbase é quase que um só.:

Pessoas que não jogam os jogos ADORAM FALAR DE FINAL FANTASY.

Pois é, e eu odeio isso.

Na virada de geração, migrando para o ps1, Final Fantasy VII veio ao mundo, e marcou a primeira vez que a qualidade da série é mantida com excelência de um título para o outro. 

Este também ganhou os 2 artigos que mais me diverti escrevendo no recinto, e deixarei linkados AQUI E AQUI, pois foi o local do universo onde eu disse TUDO que queria e precisava sobre o tema na vida, me sinto leve como nunca desde que os escrevi, vou te contar...



Pra resumir, FF VII foi importantíssimo para enraizar não só a essência da série, mas deixar em evidência o gênero dos JRPGs pelo resto do mundo.

Não há exagero algum em dizer que esses dois são os maiores pilares que caracterizam a "qualidade Final Fantasy" no mundo. Não é atoa que estrelam as posições mais altas no meu topzinho pessoal  e técnico dessa série.

FF IX, você é o terceiro.

Dito isso, vimos quais são as particularidades (sob a visão de um fã pretensioso bobão) que engendram as qualidades que evidenciaram a série durante seus vários anos de vida, huh?

De qualquer forma, deixe-me dizer que eu não concordo com fãs espinhentos. Um FF não precisa ser excelente em todas estas citadas particularidades pra expressar sua qualidade, quanto mais pra definir se é um bom jogo. Existem casos e casos.

Veremos exemplos disso a seguir.

Como os novos títulos lidaram com a tal "essência"?

Com tamanho do absurdo sucesso, a Square estava extasiada e provavelmente perdida demais buscando os elementos que fizeram o sétimo jogo da franquia decolar e garantir dinheiros exorbitantes que dessa vez não pagavam só fitas cassetes do Jiban, mas sim o PRÓPRIO JIBAN DANÇANDO PAGODINHO NO QUINTAL DA CASA DO DIRETOR DA EMPRESA.

Agora ela tinha um nome a zelar, uma fama de potência mundial no mundos dos videojoguinhos eletrônicos com designers, programadores e produtores de respeito.

Dá pra imaginar a pressão da equipe por trás de Final Fantasy VIII?

Eu tenho uma foto pra ilustrar, pois estava lá no dia.

Essa foi a segunda vez que Sakaguchi comeu papel.
Posso garantir que não foi a ultima. (FF Spirits)

O que? Claro que não é a mesma foto, deixem de bobalhice.

E com o intento de criar um novo jogo de sucesso absurdo que abalaria todas as estruturas "certamente não gerando nenhum estresse traumático nos envolvidos", a Square lançou  Final Fantasy VIII, o título com a opening mais fodástica de todos os seus irmãos de franquia.


                                               PIPOOOOOS, PIPOOOOOOOS, VI VOCÊ!
        


Infelizmente, a opening não traduz a qualidade do jogo.

Olha, eu nunca fui um "hater" de FF VIII. Dentre o meu círculo social, que se resume no meu walkman e meu cachorro, sempre fui o que menos fez piadas dos seus defeitos. CONTUDO, eu realmente entendo os motivos de alguém o odiar, mas ainda assim, devo dizer que entendo os motivos de alguém ama-lo também.

Pra resumir, FF VIII  pode muito bem ser a escolha pessoal de qualquer um como o favorito entre seus irmãos. Mas, tecnicamente, FF VIII possui erros grotescos,  o jogo peca, e se você insiste em dizer que ele é melhor nesse aspecto do que algum FF realmente bom no ASPECTO TÉCNICO, você estará sendo um grande BOBALHÃO.

Olhe que xingamento PESADO vocês me fizeram dizer.

Estão satisfeitos?!?!?

FF VIII sofre o mesmo mal de FF II, e nos "presenteia" com um sistema de evolução e combate tão retardadamente ruim, que eu imagino que Sakaguchi não conseguia ouvir direito as sugestões de seus subordinados, pois o Jiban estava cantando muito alto exaltasamba no seu quintal, em pleno domingo de cerveja, churrasco e 51, assim este Sr. de bigode respeitável visivelmente embriagado gritou BANZAI, fazendo com que a ideia fosse aprovada.

Ou talvez o Ono foi o responsável por isso.

PRO INFERNO, VOCÊ, ONO!


Sério, equipar magias? Inimigos que upam de acordo com o meu griding?

QUE RAIOS DE IDEIAS SÃO ESSAS?!

Acho que não é "questão de opinião" reconhecer que um jogo onde gridding é parte de sua alma, desencoraje a evolução de seus players, por lógica...

Nem o Squall entende

Ok, ok, FF VIII buscou se reinventar, há algum mérito nisso.

Infelizmente acabou tropeçando no caminho.

essa é a imagem que me vem na cabeça sempre que alguém diz que FF 8 é o melhor da franquia.

Mas não quer dizer que o jogo não tenha pontos positivos!

Gráficos que explodiam a mente dos jogadores, na época, eram seu cartão de visita. Animações do Squall cortando o mundo em 2 estão nas minhas memórias até hoje. Eu gosto parcialmente de metade do elenco, e acho que o questionamento/desfecho não só do enredo dimensional/temporal, como da vilã e o e sua real identidade são inteiramente fascinantes, e fazem desse jogo um dos títulos que mais aprecio a ideia de dedicar um artigo todo só pra ele.

E qualé, a Gunblade é mó legal.

Ao mesmo tempo, a história de amor de FF VIII convence tanto quanto as pegadinhas do João Kleber, eu odeio Eyes on Me com todo meu coração e acho que tentativa de criar Squall para ser um edgy guy que nem Cloud EXTREMAMENTE medíocre...

Afinal, querem mesmo comparar os traumas mutantes do Nuvem com a birra infanto juvenil do Squall? Puta que pariu, né. EU EXECRO qualquer ser humano que tente fazer isso.

Oh, não posso esquecer, Laguna é um dos melhores personagens de toda a série, e que sempre me deixava feliz quando aparecia.

Não é atoa que é o meu main no Dissidia.

Ohhh, acharam que era o Cloud?

Ele também é.

Que foi? sou um fanboy sem vergonha.

Suas interações com A Cloud of Darkness, que é dublada por aquela  voz sensual americana, são legais.

Por que estou falando de Dissidia no tópico de FF 8? Que desrespeito.

...

Sério, já ouviram?

SENSUAL DEMAIS!

E então, o que acontece, ou melhor, o que acontecia com Final Fantasy quando a Square sabia que tinha feito uma cagada?

HERE GO AGAIN PRA ZONA DE CONFORTO!!!




Final Fantasy IX não só voltava com sistemas clássicos de combate da série, mas voltava com os CRISTAIS e com o ar descompromissado de uma aventura sem precedentes com personagens incríveis que fugiam bastante do padrão edgy e soturno que a franquia tinha construído nos últimos jogos recentes.

Mas esta não era uma simples aventura. FF IX se desenvolve pra uma trama tão bonita e complexa, com tantas nuances, não só do elenco, mas de universo,  que me deixa  revoltado saber que tantas pessoas não a reconhecem devidamente.

Será que pelo efeito de falar dele sem jogar? Vai saber...

Talvez alguns achem que parte da essência de Final Fantasy é "mudar" o seu universo radicalmente a cada título, e nunca retroceder.

Mas eu discordo.

Final Fantasy IX é a prova que voltar às raízes pode fazer muito bem pra qualquer franquia.

E digo mais, essa é uma série de mundos fantásticos, eles possuem o direito de reviver seus conceitos antigos sempre que quiserem. E DIGO MAIS AINDA, não reclamaria se fosse feito de novo, acho que qualquer tentativa é válida pra reviver essa franquia hoje em dia.



De qualquer forma, o belíssimo artigo escrito pelo Uor, aqui no Blog MIL, consegue traduzir nossos sentimentos por essa masterpiece muito bem.

Cliquem AQUI  caso ainda não leram, não tenho mais nada a acrescentar. 



Então chegamos ao décimo título da franquia, Final Fantasy X, o jogo que marca a mudança de geração, e serve para mostrar não só o poder gráfico da plataforma, mas as habilidades extremas de seus desenvolvedores em criar jogos de gráficos estonteantes e roteiros complexos embalados por uma trilha majestosa, mais uma vez.

E uma dublagem ruim.

Muito ruim.

Pra resumir, FF X possui a tão citada essência, mesmo falhando tecnicamente em alguma delas, como parcial linearidade, minigames chatos e uma sistema de upgrade desnecessariamente complexo que afastava jogadores, o que podia ter sido evitado facilmente. De qualquer forma, deixem-me dizer que este estaria em quarto entre os melhores da série, com um enredo "mirabolantemente" incrível e o meu segundo final favorito desta longa franquia.

Eu amo esse jogo.

Infelizmente aquele final agridoce foi estragado por FF X-2.

Quem foi o responsável por FF X-2?

O ONO?!?!?!

PRO INFERNO, VOCÊ, ONO!

FF X já teve um texto todo dedicado aqui no Blog, entretanto, no momento, este encontrasse FORA DO AR por questões técnicas. Mas voltará em breve.

É sério, não me olhem assim.

Então serei sucinto e partirei para o próximo tópico, mas antes, deixe-me expor a única contribuição de FF X-2 pra humanidade.

Eu acho que essa é a ost mais bonita da franquia...

Talvez vocês já viram que existe uma falácia entre os bitolados da fanbase, onde dizem que a série morreu em FF X. Alguns são mais extremos e dizem que acabou no IX.

Logicamente, eu discordo de ambas opiniões imbecis.

Essa arte me faz feliz por existir. Mas ainda não estou disposto a pagar tantas dinheiramas por um jogo que já gastei 200 horas no ps2.

Tem o o fato de eu não ter um ps4 ainda também... MAS É UM MERO DETALHE.
Final Fantasy XII acabou parando nas mãos capazes do "Team Ivalice", que pra quem não sabe, é a mesma galerinha de Vagrant Story e FF Tactics, e qualquer semelhança entre estes não é mera coincidência, afinal, eles se passam no mesmo universo, porém em eras diferentes, claro.

E acredito que vocês saibam que estamos falando de um dos universos mais incrivelmente bem arquitetados do gênero, certo?

Não é atoa que FF XII seja tão magistral nesse aspecto. Ainda mais quando lembramos dos gráficos inacreditáveis que embalavam a sua jogatina.

Como conseguiram fazer aquilo rodar num ps2 em 2006?

MAGIA!!!

Apesar de gostar e reconhecer a grandiosidade de FF XII, devo reconhecer seus defeitos também. Seu enredo político é interessante, mas o desenvolvimento dos personagens praticamente é abandonado do meio para o final da jogatina, e isso é a coisa que mais me frusta nele para sempre. O protagonista inicial, Vaan,  é mais aleatório na trama do que o Thor em Vingadores 2, e o desfecho que envolve o mundo político de todas as nações me deixou com a sensação de... "eu não poderia me importar menos".

Quem deveria ser o protagonista era o Bash, carambolas!
Pior que além de tudo, esqueceram o desenvolvimento dele também.

Ainda assim, a diversão de se aventurar naquelas localidades, se desafiar lutando com monstrengos dimensionais, explorar as opções apelativas do job system com aquele sistema de batalha que é tão estranho quanto excelente, formam uma das experiências mais divertidas que tive em relação a jogatina nessa franquia, e guardarei um imenso carinho para sempre.

Sobre o elenco, temos  Fran e Balthier pra exalar algum carisma na união desses confrades, então tá tudo certo.

Uma hora esse jogo terá texto dedicado por aqui.

Dito isso, falemos da ovelha negra da série.



       TANANANA TANANANATANAN pode falar o que quiser desse jogo, mas essa ost é SUPIMPA!

Confesso que aquela vertente de pensamento que diz: "cada FF é como um filho, e a gente acaba amando todos de um jeito ou de outro", fez sentido pra minha pessoa por um bom tempo.

Sabem, eu entendo que Final Fantasy XIII foi feito sob prazos de produções ardilosos para com seus desenvolvedores, que isso eventualmente pode ter gerado os vários defeitos, mais precisamente a tão reclamável linearidade que esse título exala pelos poros, fazendo com que todos os apelidem de CORREDOR, the game.

Eu também admito que o desenvolvimento de characters não é o ponto forte do jogo, que a metade do elenco é desinteressante, que foderam a Shiva friamente (badun tss) transformando-a numa moto transformer tosca, que a Lightining é tão linda quanto inexpressiva, que o vilão é esquecível e que a trama não conseguiu me comprar, por ser complexamente cansativa.

Que é o lado mal da complexidade.

Tão ligados, né? Tem a complexidade boa e a ruim...

Essa é a ruim...

Ok, estou sendo prolixo demais.

Pra resumir, dá pra dizer que FF XIII tenta pegar a essência da série, mas falha em tantas delas que é impossível considera-lo um bom Final Fantasy. Apesar de, ainda assim, ser um jogo legal.

Melhor personagem sim ou claro?


Eu acho a sua mecânica de turno muito boa, e eu acho que cheguei perto de me divertir com esse título, ou talvez seja apenas uma resistência fanboy da minha parte em me auto hipnotizar.

Pra ser sincero, não tive rancor algum desse game por um tempo, até que...

A Square simplesmente resolveu passar uma geração INTEIRA focando-se em continuações e marketing de FF XIII.

Tivemos até o FF 13-3.

2 CONTINUAÇÕES DE UM TÍTULO PRINCIPAL, isso nunca tinha acontecido antes, e acontece LOGO COM FF 13, MEU DEUS, SQUARE ENIX, QUEM ESTÁ GERINDO A EMPRESA HOJE EM DIA??!?!

O ONO?!?!

Pro inferno, você, ONO!

Após uma geração toda engajada em repetir o erro, com a Lightining estampando ações de marketing diversas, eu acabei ficando puto, não tinha como fugir.

Meus sinceros ENFIA FF13 NO CU, SQUARE.

...

Eu precisava por isso pra fora.

Espero ter deixado claro minha opinião e experiência com Final Fantasy XIII.

Sobre suas continuações, eu diria que elas tentam tapar o sol com a peneira.

Tem coisas boas, sim, mas acho que esse universo já tinha me desinteressado demais para revitalizar o meu interesse pela trama.

Não estou dizendo que FF XIII tenha enredo ruim, ele é o único motivo que eventualmente irá me fazer joga-lo com o coração aberto quando eu inventar de fazer um artigo dedicado, num futuro distópico distante.

Mas o enredo não me comprou, e ISSO é questão de opinião pessoal.

Espero que mude no futuro.



TIVE UMA IDEIA GENIAL, PRODUTOR-SAN!
Diga, jairo, o ajudante.
Vamos colocar trajes de Cloud na nossa personagem, isso com certeza fará com que todos queiram jogar e adorar nosso GUEIME!!!
QUE GENIAL, JAIRO, O AJUDANTE! ISSO COM CERTEZA SALVARÁ NOSSO TÍTULO!


Eu não sei o porquê de não detestar FF XIII logo de cara, talvez o fato de esperar o jogo que nunca foi e nem será lançado, desde 2006, Final Fantasy Versus, me distraiu por uns anos.

Bom, eu ainda não joguei FF XV, quando ele sair para PC, irei atrás de joga-lo e certamente ele ganhará texto só pra ele, assim como os outros títulos dessa franquia que sou um irremediável fanboy.

Considerações finais

A essência de Final Fantasy não só existe, como define sua identidade que tanto a marcou como uma das obras mais impressionantes da industria. Entretanto, por mais clichê/senso comum que isso seja, eu tenho que dizer que o óbvio, a franquia realmente está perdida na sua gestão atual.

Talvez o afastamento de Sakaguchi seja um dos grandes culpados, mas certamente a mudança de mentalidade do público gamer e a própria falta de conhecimento sobre seus consumidores por parte desta empresa tradicionalista de uma figa contribui bastante pra isso também.


Eu sei, os fãs são chatos, birrentos, inconformados e tenderão a reclamar a qualquer deslize.

Eu juro que tentei ter bom senso com FF 13 e suas continuações, mas a Square abusou...

Eu não acho que a essa infeliz sequer se esforce hoje em dia, não...

Bom, torçamos pra que isso mude, toda saga possui tempos difíceis, Final Fantasy não está imune a isso.



Aqui termino o primeiro artigo do ano!

Eu demorei horas nele, mas devo dizer que simplesmente sentei na cadeira, comecei a escrever e... BAM!!!

Ele estava pronto.

Tipo de coisa que só acontece quando falo de FF mesmo...

Enfim, voltamos em breve!



Nos sigam no TUÍDES ou no FEICEBRUK, pois postamos nossas atualizações sempre lá.

"MAS, FLAMES, E SOBRE OS FF ONLINE, VOCÊ NÃO FALA?!!"

Não. Só joguei o FF XIV, mas nunca me aprofundei, não estou apto a dar qualquer opinião relevante pessoal, muito menos técnica.

"E sobre os outros títulos com o nome FF??!?!"

Falarei em outra ocasião!

"Eu não joguei os outros Final Fantasy's, mas amo FF 13, e aí?"

Ora, FF 13 é um bom jogo.

"POIS EU JOGUEI TODOS OS FINAL FANTASY, E ACHO FF13 E 8 OS MELHORES, SUA MERDA FLAMEJANTE!"

Bom, você também tem todo direito de acha-los os melhores para VOCÊ, mas reconhecer os seus defeitos é o mínimo que pode fazer, huh?

O que há de errado em amar algo com defeitos? Eu gosto de SF V, mesmo sendo uma porcaria.

Pense nisso, jovem educado leitor!


Opiniões e xingamentos são bem vindos nos comentários, usem a criatividade!


E até DIA MIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIL procês!









Começando o ano provocando fanbases fortemente, ein? Corro risco de vida nas internetxis!

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