Dragon Ball FighterZ devia ser mais difícil?


O grande protagonista dos meus sonhos molhados no mundo dos vidjogueimes, como já mencionei antes AQUI, finalmente foi lançado.

Ele honrou o hype?

Ele é fácil demais?

Pessoas que pedem mais um "Budokai Tenkaichi 3 da vida" são de outro planeta?

E o mais importante, o que DBFZ significa para o gênero dos jogos de lutinha?

Para essas e mais outras perguntas que também ninguém me fez, teremos mais um texto de qualidade questionável com devaneios e desvios de assuntos que só esse recinto sabe fazer!

...

O que não é algo necessariamente positivo, mas enfim.

Quero explorar alguns tópicos PERTINENTES sobre o tema, e fiquem tranquilos, SEM SPOILERS dessa vez.

Dito isso, comecemos!

       Eu duvidei, mas não é que esses rockzinhos genéricos da Arc combinaram com DBZ?

Quebrando a quarta barreira do melhor "jeito Dragon Ball"




Sabem o que é definição de "jeito Dragon Ball"?

Ser despretensiosamente divertido!

O enredo do jogo nos entrega a terra em crise, pois clones usuários de crack dos nossos heróis e vilões estão por toda parte do planeta com intenções maliciosas em mente. Como se não bastasse, os únicos que poderiam derrotar esses descerebrados estão impossibilitados de lutar, pois "ondas" dos quintos dos infernos inibem seus verdadeiros poderes.

Qual a solução para tal problemão?

Uma "alma" ser colocada especialmente dentro de um personagem do jogo, pois essa é a única forma dele poder usar suas habilidades de combate e ir atrás do responsável por essa bagunça.

Claro, existe todo um background com conceitos de universo por trás que deixam tudo mais interessante ainda.

E aí, pegaram a sacada? A "alma" mencionada é nada mais, nada menos, que o player, e a nossa conexão com o personagem que controlamos que definirá o quanto de poder poderá ser liberado durante cada luta.

Traduzindo, depender de sua habilidade de dedilhar botões durante uma peleja não é algo extremamente importante só para que você evolua como jogador e derrote seus coleguinhas, mas também é importante  narrativamente dentro do universo de DBFZ, vejam só que maravilha!

Os personagens conversam com você, confiam em você, xingam também, mas sem dúvida te deixam imerso nessa trama e de bônus colocam um sorriso gigante na sua cara, caso você seja um fanboy bobão sem vergonha.

Não que eu sejaaa...



Dá pra ver que a galera da Arc teve cuidado e carinho, seja pra colocar Goku e cia para conversar conosco, ou nos próprios diálogos entre eles.

Se editarmos o elenco que compõe nossos trios, abrimos a chance de explorar novas interações, e é deveras divertido.

Eu não sei vocês, mas eu zero esses títulos do gênero PARA VER ELENCOS QUE TANTO ADORO INTERAGINDO. Seja na intro das lutas, no modo história ou arcade, tanto faz, acredito que isso dá uma vida imensa pra qualquer game de luta que se preze.

OUVIU, Street Fighter V?!?!? OUVIU?!?!?!

Querem um exemplo? Deixarei Gotenks tentando ensinar o PODEROSO NAPPA a se transformar em super sayajin.

                                         
É disso que tô falando.

Existem reclamações de pessoas que se incomodam com o fato das cutscenes serem lentas, algumas vezes até o design dos personagens fica estranho.

O cabelo do Goku, por exemplo, é o grande campeão em bizarrices 3Dzeiras... mas acredito que é bem difícil deixar esse cabelo em 3D, a forma dele não ajuda, não... ou vai ver é falta de costume mesmo, a gente só vê o cabelo do Goku quase sempre do mesmo ângulo.

Enfim, realmente esses defeitos existem, afinal as cenas são geradas em tempo real com a engine do jogo, e sabemos que isso é ingrediente certo para inconsistências em CG.

Mas não é nada que atrapalhe a experiência, claro.

Sabem, eu achava que depois de Xenoverse não teríamos um fanservice (de forma narrativa) tão legal num game oficial da franquia, fico feliz que a ArcSystem me provou do contrário e criou uma historia que se une com o sistema de combate e torna crível que Freeza enfrente o Yamcha de igual pra igual sem que isso pareça algo retardado.

É sério, o Yamcha é apelão nesse jogo.

Enfim, palmas.

Só aceite, Freeza.

"Facilidade" demais? 

Eu só apertei triângulo e fiz 399 MIL hits?!?!?


Quando a beta de DBFZ foi disponibilizada, uma galerinha da pesada que apronta altas aventuras na internet começou a criticar negativamente o game pois ele possuía AUTOCOMBOS e isso... "iria destruir totalmente e irreversivelmente a experiência deste videojogo, OHHH CÉUS, TENHAM PIEDADE!!".

Hoje, depois de lançado, acredito que muita gente deixou esse pensamento... INOCENTE, que ecoou tanto pelas redes que até eu fiquei com medo da comoção generalizada.

Sim, autocombos existem em DBFZ, o jogo é extremamente acessível pra qualquer pessoa que não seja um entusiasta de lutinha, e lhes dá a oportunidade  de atingirem os prazerosos números altos de hits subindo na tela.



Aperte triangulo ou quadrado algumas vezes e BAM! Você tem um combo razoável e visualmente divertido.

Não que eu seja adepto de facilidade nesse nicho, mas sinceramente?

Eu entendo.

Jogos de luta são definitivamente difíceis. Se você quer ter o a mínima chance de enfrentar alguém sem tomar um chute nos bagos toda hora, você precisa treinar feito um condenado, estudar movimentos, técnicas, criar uma "conexão com o personagem que você joga" (pois é) e ainda conhecer como todos os outros personagens funcionam.

E o processo de evolução é bem lento.

Eu acho essa dinâmica extremamente divertida e pode até parecer besteira pra muita gente, mas ela me beneficia em inúmeras áreas da minha vida, principalmente em filosofia pessoal.



Mas imaginem um cidadão que chega em casa depois de um dia inteiro de trabalho e trânsito infernal onde o mesmo teve sua mãe xingada mais de 27 vezes e quer só tirar os sapatos apertados, deitar no sofá e relaxar com o jogo que ele comprou com 20% do seu suado salário.

Ele vai preferir entrar numa sala branca pra treinar o mesmo combo repetidamente por horas de puro esforço ou juntar a galera pra caçar monstrengos com porretes do tamanho de um ônibus embalado por bagunças e risadas?

Eu que sou adepto da lutinha quase como um estilo de vida, muitas vezes chego em casa tão cansado que nem o jogo abro, imagina quem não é?

Pra resumir: jogo de luta afasta.

A galera profissional sempre tá firme e forte, mas quem sustenta as franquias é o público casual, e são eles que precisam ser conquistados.

Dá pra ver que a galera da ArcSystem, assim como outras empresas focadas nesse nicho, tem criado seus jogos com essa visão e com o intento de mudar.

Temos o caso do último KoF, que também já aderiu aos autocombos, apesar de uma forma bem mais amena que DBFZ.

Que é minha deixa pra colocar a King em mais um artigo de lutinha.

E temos o caso especial e que tanto adoro de SF V.

Sabem, eu sempre tô zoando e reclamando do dito cujo, porque realmente merece, mas é o jogo de luta que mais jogo atualmente, ele tem um sistema de combate bem mais simplificado que seus irmãos, facilita combos de forma quase natural, mas não deixa de dar a opção dos jogadores dedicados explorarem combos cada vez mais complexos.

E pra mim ao menos, é uma ótima alternativa pra o público de hoje.

Também há um foco imenso em footsies e tática durante uma peleja, que deve ser o que mais prezo num jogo de luta NA VIDA, e ele faz isso bem. SF V pode ser uma grande bosta em muitos aspectos, mas pelo menos em gameplay, me deixa feliz.



Talvez essa seja uma postura que a franquia abrace. Talvez ela realmente deva fazer isso.

Enfim,  apenas aceitem e compreendam.

A tendência é que isso exista cada vez mais.

Porém, entretanto, todavia, lembrem-se: alguém que joga e se dedica não vai depender de autocombo, provavelmente nunca vai nem usar, e dificilmente será vítima de alguém que só manja disso.

Existem muitas formas mais eficientes e divertidas de quebrar a cara dos coleguinhas, e é algo tão evidente, que mais uma vez eu ressalto, quem pensou que autocombos estragaria DBFZ atingiu os níveis mais altos da bobalhice.

Então respondendo o título do texto... NÃO, DBFZ não precisa e nem deve ser mais difícil.

O que ele podia era ser mais barato... ter dublagem brasileira e trilha sonora clássica...

NÉ NÃO?

Just saying...




Experiência definitiva pra qualquer fã de Dragon Ball.... e uma proveitosa para fã de jogos de luta

Passamos mais de uma década sendo bombardeados por títulos da franquia que se focavam exclusivamente em batalhas 3D.

Claro, com algumas exceções, uma em especial tão boa que merece ser citada, lembrando que é um jogo feito por fãs: Hyper Dragon Ball Z:




Enfim, tivemos muitos exemplos bons e ruins durante essa trajetória.

Mas a questão de qualidade nem é o meu ponto aqui.

O ponto é: tivemos 3D fightingames DEMAIS.




Daí, a ArcSystem, dona de um exímio currículo de títulos de jogos de lutinha, detentora de uma das, senão a engine mais estilosa do nicho de todos os tempos, resolve pegar Dragon Ball, transforma-lo num jogo de luta aos moldes próximos de Marvel Vs Capcom de 3x3, afinal DB é uma série que realmente combina com batalhas em grupo, nos possibilitando não só combos homéricos, como uma considerável acessibilidade e especiais cinemáticos que dão de 10 a 0 na animação de um anime OFICIAL, como é o caso Dragon Ball Super, por exemplo.

O jogo conta com cenários soberbos, momentos emblemáticos do anime sendo referenciados, e especiais visualmente fantásticos que se combinam com um sistema de batalha rápido e prático e até mesmo referenciam a trajetória 3D da franquia nos mundos dos joguinhos eletrônicos.

É sério, finalizar um oponente usando especial nunca foi tão ORGÁSMICO.


Orgasm
As lutas fogem bastante do que muitos podem estar acostumados, comandos de shory e tatsu ganham uma sensibilidade diferente. Na verdade, em comandos, DBFZ muito se assemelha ao EXCELENTE primo de Street Fighter 3, JoJo' Bizarre Adventure Heritage for The Future.

A luta será focada em dashes, air combos de dezenas de hits e combinações de golpes fracos e fortes com cancelamentos de pulo, que se finalizam com rajadas de ki, assistências de trio ou com os gloriosos especiais cinemáticos.

O jogo recompensa a forma tática defensiva e incentiva a ofensiva.

E honestamente, faz um ótimo trabalho.

Há também de falar do "esquema das 7 esferas", que, de forma muito específica, ao acertar sequências de combos, nos possibilita coleta-las durante a luta, resultando no grande dragão escalafobético Shen Long aparecer e fazer algum desejo, como reviver aliados, por exemplo.

Algo único porém com a característica que party fighting games geralmente tem, e que dá toda dinâmica exclusiva pro jogo.

E eu ainda não vi ninguém usando em partidas por aí...

Que maravilha, não é? DBFZ não só nos tira da mesmice, como nos dá um incrível caminho para o novo, quando falamos dos jogos da tão citada franquia, ou quem sabe até mesmo no gênero.

Ainda assim, teve gente reclamando porque queria Budokai Tenkaichi 3...


...


...


...

                    POR QUEEEEEEE??!?!?!?!




E pra vocês que reclamam que tem pouco char... eu prefiro que tenha DOIS, mas que me possibilite explorar o jogo de forma digna.

Pra terminar, quero dizer que DBFZ me fez feliz, o modo história é legal, online é extremamente competitivo e mesmo que o jogo não vingue nas competições mundiais, não tem problema, ele já cumpriu sua missão, pelo menos pra mim.

No mais, deixo minha última reclamação sobre esse título: é muito difícil escolher um trio só, que DIABOS. Todos são divertidos!

IEAHAHEIAH



Eu não vou abandonar SF V, mas devo dizer que ele ganhou um exímio companheiro para dividir minhas horas de jogatina. Honrou o hype, sem duvida!

Agora só nos resta esperar o anúncio do MESTRE.

Hoje foi um artigo curto, mas na próxima quero dedicar mais palavras pra DURAGON BORU.
Aqui me despeço e até dia MIL procês.

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PedroTreck

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