"Jogos NINJA" que você deve jogar!


Entre os temas da cultura popular que se adaptaram ao mundo dos games, temos de concordar que o tema "NINJA" está entre os mais convenientes para se explorar JOGABILIDADE, certo?

Ora, estamos falando de agentes notáveis por suas peripécias envolvendo cambalhotas mortais, agilidade, combate marcial, lâminas, muita descrição e em alguns casos até mesmo um toque de misticismo oriental

Tudo isso com muito estilo.

Conceitos incrivelmente divertidos e presentes em jogos NINJA desde a arcaica era de ouro dessa indústria e que nos presenteia com títulos marcantes até os dias mais atuais.

Seguindo essa lógica, estou aqui para trazer mais uma rara lista temática MIL nesse recinto, meramente influenciado por uma RECENTE jogatina NINJA, mas que muito certamente não é a que vocês estão pensando ser.

Meu critério será o mesmo de sempre, escolhendo os jogos relevantes para a abóbora flutuante flamejante que vos escreve, caso achar que falte algum no processo, é só reclamar comigo de forma irreverente nos comentários!

De forma IRREVERENTE!

Dito isso, paremos de enrolar e vamos direto ao assunto.

Strider 

Pra você que conheceu o Sr. Hiryu como o ninja mais estiloso do mundo enquanto ele quebrava a cara do Wolverine com seu fabuloso hyper combo finish RAGNAROK no crossover mais legal dos anos 90, saibam que ele era assim:




Bom, isso se você foi uma provável vítima de mais uma das versões ofensivas dos EUA de títulos do entretenimento oriental, algo comum até os dias de hoje, e que eu até pensaria em perdoar se não fosse a abominação que fizeram com  Dragon Ball, mas isso é assunto pra outro artigo.

Agora sim, bem melhor.

Lançado no final dos anos 80 pela Capcom, Strider trata-se de um side-scrolling para arcade de premissa padrão, se destacando por ser consideravelmente bem feito graficamente, meramente desafiador e pelo seu gameplay "especialmente empolgante", elementos que o tornaram um sucesso na época, principalmente com seus ports, mais precisamente o port de qualidade para Megadrive, garantindo boas lembranças para todos os mancebos que tiveram a chance de joga-lo por aí.

A simples e direta trama, como era de se esperar, se passa no ano 2045 e nos insere na pele de Hiryu, um "Strider", uma casta seleta de ninjas de elite que lutam pela paz na terra.

A bagunça da vez é orquestrada por Meio Grandmaster, um poderoso alien mun-ha focado em dominar o mundo e criar todo um ambiente distópico DO MAAAAL, o que acaba sobrando para nosso protagonista resolver com suas performances acrobáticas NINJAS, que traduzidas em gameplay, tornaram-se sua assinatura.

Falo das suas "rasteiras deslizadoras estendidas", ajuda de robôs animalescos em combate e finalmente o uso preciso de sua espada de plasma, Cypher, hábia em retalhar inimigos pela tela, nos proporcionando a chance de atacar consecutivamente a maioria deles sem que eles mal esbocem reação, o que tornava a nossa vida NINJA muito mais prática.

bossdedesignmaneirojpeg.

A trilha sonora não é nada de mais, apesar de já contar com as melodias características que seriam refeitas com muito mais qualidade no final dos anos 90, fazendo ponta na trilha godlike de Marvel vs Capcom anos mais tarde.

Um ponto a se falar do jogo é que ele é curto, contendo apenas 5 fases, e levando em consideração que os chefões (que são sprites gigantes e bem desenhados na tela) podem ser facilmente vítimas da apelativa habilidade do nosso herói em retalhar coisas, temos uma experiência de gameplay bem rápida aqui.

Mas relato que há desafio no jogo, pelo menos enquanto nos adaptamos com as mecânicas de Hiryu e buscamos entender como os obstáculos das fases funcionam.

E falando em fases...

Uma  delas se passa na "Amazônia", e ela está lotada de amazonas seminuas, dinossauros e um fóssil-ROBÔ.


Accurate.
Pra concluir, o jogo é extramente divertido mesmo para os padrões 2d atuais, uma hidden gem que não deve ser jamais irrelevante para uma lista de vídeo joguinhos NINJA.

Adicional

Strider foi um clássico que fez sucesso, o que não foi necessariamente o caso dos seus descendentes:

"Strider Returns" (ou Strider II) lançado nos inicio dos anos 90, com outro protagonista, da qual a Capcom não estava diretamente envolvida.

Strider 2, lançado em 99 pra ps1, que é oficialmente a continuação da trama, certamente influenciada pelo sucesso de Hiryu como personagem em MvC (lançado em 98), e que tinha tudo pra ser uma masterpiece, mas acabou se perdendo em conceitos mal utilizados por seus criadores.

E esse me frusta especialmente.

NINJA MAIS STYLE DO ENTRETENIMENTO E TENHO DITO.

Pra ser sincero, eu adoro esse jogo.

O sprite de Hiryu e alguns characters são muito bem feitos e expressam bem a qualidade "Capcom 90s" que tanto admiramos.

A trilha sonora é boa e rejuvenesce o que há de clássico na franquia.

A história era contada com artworks fenomenais, de encher os olhos.

Os movimentos de Hiryu não só são fieis a sua versão clássica, como trazem novos elementos ao gameplay, tornando a experiência ainda mais prática do que em outrora, o que é muito bom.

Em resumo, temos a mesma fórmula que deu certo no primeiro título com uma repaginada absurdamente estilosa...

ou quase.


A parte ruim é que, por nosso protagonista ser tão poderoso, consequentemente tudo fica absurdamente fácil e curto.

A transição das fases é confusa e visualmente horrível, o que é mais negativo ainda.

Mas o que mais me incomoda é que alguém teve a "JENIAU" ideia de misturar sprites legais de personagens com aqueles famosos modelos "QUADRADÕES 3D ps1" em basicamente todo o cenário, criando um frankstein visual penoso.

Muitas vezes parece que o Hiryu tá flutuando na fase, que não pertence àquele lugar, é horrível.

Sabem quando animações legais inventam de colocar CGIs pagas com pão com ovo no meio da ação, quebrando toda a imersão das cenas?

É a definição do que eu sinto com o dito cujo.

Qualé, quando eu era novo nem percebia tanto isso... mas hoje em dia, rejogando,  isso incomoda consideravelmente.

Ser adulto é um saco.

Imaginem se tudo fosse em sprite com a mesma qualidade dos chars?
É o que eu chamo de potencial desperdiçado.
É frustante.

Incrivelmente, apesar de todas as falhas, consigo enxergar coisas boas nele o suficiente pra me divertir, quem sabe vocês também enxerguem.

Não posso esquecer de mencionar o Strider que saiu em 2014 mas... foi um hype no limbo.

Vocês sabem, a Capcom não cuidou bem de Strider nem no seu tempo de ouro dos anos 90, imagina em 2014?

É torcer pra que a fase boa atual dessa empresa nos surpreenda com algum conteúdo.

Depois de Megaman 11, DMCV e RE2 remake, ela merece um voto de confiança.


E pelo menos ainda mostra que não esqueceu dele, certo, Zeku?


Próximo!

Ninja Gaiden Sigma

Quando falamos de Ninjas do mundo dos "vidjogueimes", é fato que Ryu Hayabusa está na ponta da língua de muita gente. O que é muito explicativo porque dentre seus companheiros clássicos, ele foi o único que teve uma boa adaptação ao mundo 3d, adquirindo um destaque merecido no processo.


Ninja Gaiden tem sua origem no final dos anos 80, pra variar, adentrando no mundo do NES e já mostrando-se notável em utilizar técnicas cinemáticas enquanto explorava o "poderoso sistema de 8 bits" da época. O jogo fez sucesso, o garantido não só continuações, como um lugar ao sol quando lembramos de clássicos divertidamente dificultosos e nostálgicos de décadas atrás.

Em 2004, a franquia teve o extremamente bem quisto reboot 3D lançado pela Team Ninja no Xbox, que contou com versões melhoradas, "remakes", na verdade,  para outros consoles mais atuais nos anos seguintes, como é o caso da bela versão de PS3 lançada em 2007.

Usem a dublagem japonesa.
De nada.

Bom, esse título, assim como os clássicos, nos insere naquele famoso tipo de enredo onde um conflito ancestral de criaturas sobrenaturais se estapeiam em um ciclo infindável de atrocidades até chegar no presente da trama, onde o legado vivo desses seres protagonizarão batalhas mais uma vez.

O ponto de partida surge quando nosso herói vai visitar seu tio, Mirai, o mais próximo do Conan do Schwarzenegger sendo um ninja que nós vamos conhecer na vida, e acaba se vendo no meio do ataque do absurdo vilão "Greater Fiend Doku" e seus lacaios ao vilarejo Hayabusa, que resulta em  Ryu com o saco esfolado e a espada Dark Dragon Blade roubada, sobrando para nós apenas o objetivo de se vingar posteriormente.

Viram? Tudo que precisamos pra um jogo NINJA funcionar.

Conan ninja!
Isso é suspeito.

E estamos falando do melhor jogo NINJA do seu tempo, caracterizado por uma história simples, mas minimamente interessante, trilha sonora sensacional, linear jornada de ação violenta, progressão de habilidades e uma interação com um par de personagens que deixarão nossa vida NINJA mais prática.

            
 Estou falando de Murasama e Rachel e não do par de seios "pulosos" da Rachel!                               

    Apesar que eles parecem vivos mesmo...

                                                   E-ei, não me olhem assim!



Falemos da ação, pois é onde Ninja Gaiden Sigma mais brilha.

O combate se resume em hordas de inimigos cercando Ryu Hayabusa, mas eles são vítimas fáceis da brutal habilidade do nosso protagonista em pintar o chão de vermelho. Os controles são simples e demandam agilidade, porém são intuitivos e promovem uma boa experiência de gameplay, mais fácil do que outrora, mas ainda mantendo o tom desafiador, principalmente em chefões, gerando o intento de buscar evoluir sempre o nosso querido personagem.

Para picotar os mobs, contamos com um considerável arsenal, que se estende com katanas, shurikens, pontapés, MAGIA NINJA, entre outros, cada um especificamente direcionado para criar vantagens contra inimigos, se você souber como usar.

Não é um jogo pra se "meter o loko", a estratégia crucial se mescla com a agilidade, esquiva e bloqueios de espadas para abrir a guarda de quem entrar no seu caminho, um elemento de gameplay muito íntegro nesse estilo, e que é usado até hoje, ora vejam só.

Como é de se esperar, acrobacias NINJAS também são necessárias, e teremos momentos totalmente focados nelas, principalmente para explorar os cenários.

Mas vê-las se misturando com a ação dos combates é com certeza o grande ponto alto desse elemento.

PS: Rachel é jogável!

Toda vez que olho pra esse título, ele só melhora na minha concepção.

Ninja Gaiden Sigma, como eu disse, é o grande NINJA game da sua época, e tem a obrigação de estar numa lista NINJA como essa, isso é tudo.

Tenchu: Wrath of Heaven

Tenchu é uma série NINJA bastante tradicional que estreou no mundo dos vidjogueimes em 98, para ps1 sob a responsabilidade da desenvolvedora Acquire e a distribuição da nossa "confiável" Activision.

Muito recentemente, ele se tornou alvo de comentários na internet para aludir a fonte de inspirações de Sekiro, o mais novo trabalho da Fromsoft, fazendo com que muitos se despusessem a jogar tais belezinhas undergrounds a fim de estar por dentro do ASSUNTO DO MOMENTO, o que é um fenômeno social na cultura pop cada vez mais comum, e que traz muitos pontos positivos pra comunidade, na maioria das vezes.

Outras não, mas esses a gente ignora.

O grande às na manga de Tenchu era utilizar o stealth como base de gameplay, uma característica NINJA que ainda não tinha sido muito explorada pelos seus irmãos de tema... na verdade, não tinha sido explorada em basicamente nenhum outro jogo de grande porte 3D na indústria até então!

MGS ainda não tinha sido concebido, por exemplo.

Temos um veterano de respeito aqui.

Não preciso dizer que ele era bonito na época, né?
Mas tenho que confessar que Tenchus de ps1, no geral, envelheceram mal.
Mal...


A série trazia um conceito mais "pé no chão", com frágeis, porém mortais NINJAS que precisavam se esgueirar pelos cenários sorrateiramente na busca de finalizar seus inimigos sem alarde; que se resumiam em outros ninjas, samurais, cachorros e até monstrengos, para prosseguir em suas respectivas missões, contando apenas com simples ferramentas de trabalho como kunais, katana e uma cordinha. 

Uma leitura interessante e verossímil pro tema.
  
Lógico, você tinha a opção de "meter o loko" pra cima dos adversários mas essa tola ideia provavelmente lhe garantiria o estomago fatiado.

Tenchu se expandiu com novos títulos, e consequentemente evolui no seu gameplay, como foi o caso da continuação direta da TRAMA do primeiro jogo, Wrath of Heaven, lançado para ps2 em 2003, agora sob a responsabilidade da desenvolvedora K2 LLC.

EL ACTIVISION REVELADA

Esse título basicamente juntava todas as boas características da série Tenchu e as traduzia pra tela usando o poder de um ps2, se tornando a melhor opção para novos players adentrarem nesse universo.

Caraterísticas que certamente o tornaram o melhor da série também.

O enredo simples e direto de WoH, como era de se esperar, se inicia um ano após a trama do primeiro jogo, e foca-se nos planos do feiticeiro Tenrai  e seu exército de discípulos do MAAAL em adquirir as três jóias de poder mágico, a joia do Céu, Terra e Virtude, e assim causar peripécias malignosas no país de Gohda.

O que logicamente acaba sobrando para os protagonistas, os NINJAS da trama, resolverem.

O jogo conta com 2 personagens jogáveis, ou 3, pós zeramento, e eles são: Rikimaru com seu plot confusamente temporal, Ayame a ágil e frágil parceira de Rikimaru e Tesshu Fujioka, um assassino com ligações obscuras com a trama.

A diferença entre Rikimaru e Ayame é básica e se resume em finalizações diferentes de inimigos e eventos da história obviamente sendo contados em outra perspectiva mas que acabam nos levando para o mesmo objetivo final. Já Tesshu acaba tendo um enredo encaminhado da sua própria maneira, afinal seus objetivos são outros.

Tal dinâmica acaba gerando uma boa e extensa dose de conteúdo na jogatina.

Como já havia falado, o grande ás da série é ser DISCRETO COMO UM NINJA, e todos os conceitos de gameplay são pensados (e foram tão bem melhorados desde a sua primeira concepção) para nos incitar, ajudar e recompensar na empreitada.

o slot de itens desse jogo é curiosamente legal.

Cada inimigo abatido de forma discreta nos garante "experiência" (apontada e preenchida pelos kanjis no lado esquerdo da tela) para liberar habilidades NINJAS diferentes, que com certeza ajudarão na hora de abater um inimigo desaviado ou simplesmente se esgueirar pelos diversos ambientes. Não esqueçamos que a prática de ocultação de corpos no chão pelo cenário está presente aqui, o tipo de artimanha que ajuda bastante em infiltrações sorrateiras digitais.

Eu não sei vocês, mas jogos com foco stealth, quando bem feitos, me fazem repetir as missões simplesmente com o intento de deixar minhas infiltrações minuciosamente perfeitas, simplesmente porque me deixa uma sensação extremamente satisfatória ao final.

Eu perdi as contas de quanto fiz em Metal Gear Solid, principalmente Hitman, e devo dizer que Tenchu WoH foi hábil o suficiente para me gerar esse sentimento também.

Usem a dublagem japonesa.
De nada.


Tudo funciona consideravelmente bem, os gráficos são bons e a trilha não decepciona, fazendo de Tenchu WoH o melhor jogo de infiltração NINJA que existe, e que com certeza merece um lugar vívido nessa lista MIL.

Percebam que não há personagem algum de Tenchu na "imagem capa do artigo", entenderam por que?

HA, STEALTH!

Nah, na verdade, eu só esqueci deles mesmo.

...

Próximo!

Sekiro: Shadow Die Twice

O que dizer do título NINJA da From Software, empresa com um leque de games dos quais investi mais horas na última década?

Usem a dublagem japonesa.
De nada.

Sekiro, lançado em 2019, é um jogo ninja moldado por um enredo simples e direto, algo tradicional pro tema, como vocês já viram, e não há problema algum nisso.

Entretanto, a característica do Myazaki de deixar histórias ocultas em itens ou em pequenos relatos de personagens durante a jogatina ainda estão presentes e continuam contribuindo para o entendimento geral do universo em que estamos inseridos, o tornando não só ainda mais imersivo, mas como sempre, mais intrigante e fascinante de se observar não uma, mas várias vezes.

Dá pra se dizer que Sekiro é único nesse conceito dentre seus irmãos de tema, e mescla dezenas de referências da mitologia/cultura oriental com muita avidez e habilidade, o que provavelmente gerará algum artigo focado um dia.

Mas é notável admitir que Myazaki está reutilizando elementos já existentes em seus próprios trabalhos, apenas com outro layout.

Não falo de todos, é óbvio, mas alguns bem contundentes no enredo principal, como por exemplo, mais uma vez estamos presos em uma maldição cíclica entre a mortalidade e imortalidade.

Pois é, pela sexta vez.

Pelo menos dá pra dizer que adoro como tal conceito é desenvolvido no gameplay.

Sabem, o lance de morrer no game fazer parte do lore... isso é bacana.

Dá pra dizer que é apenas sua assinatura, quem sabe...


A trama se passa no final da Era Sengoku do Japão Feudal, e gira em torno da terra de Ashina, um local atualmente fragilizado pelo perigo iminente de invasões inimigas e por uma intrigante doença (maldição, sim) que assola seus habitantes e consequentemente prejudica seus exércitos, um combo de casualidades que geram o desespero atrás da "Herança do Dragão" a fim de criar soldados imortais, algo que só pode ser encontrado no sangue de Kuro, a "Criança Divina" da qual Sekiro, o protagonista NINJA, deverá proteger em sua jornada.

Assim como observado, Sekiro carrega as características de Tenchu em depender do stealth em dezenas de momentos na jogatina, e contamos com as habilidades do nosso herói para deslizar sobre telhados gigantes, nadar sobre rios com carpas do tamanho da sua mãe, usar misticismo NINJA ou simplesmente utilizar sua prótese absurdamente anacrônica que possui ferramentas que deixam nossa vida divertidamente mais fácil in game.




Mas o novo trampo da From Soft claramente se destaca por ter o combate como o momento em que mais brilha.

Ele consiste em entender o inimigo, repelir seus ataques, se possível ludibria-lo com técnicas a fim de expor suas fraquezas, a fim de perfurar seus pontos vitais a conseguir uma EXECUÇÃO SHINOBI bem sucedida.

Entretanto, essa é uma dinâmica penosa, descobrir o timing e a postura correta para contra atacar se mostrou difícil, e se unido com inimigos... RESISTENTES, se mostrou ainda mais.

Foi assim que uma discussão sobre dificuldade assolou a internetxi!

E nós achando que a From Software não ia causar esse borbulho depois de Dark Souls 1, hein? Impressionante.

Vi comentários como "Myazaki criando jogos injustos a fim de criar dificuldade genérica com bosses "fásicos" é um absurdo!".

E até tivemos casos específicos de jornalistas de revistas PROFISSIONAIS DE JOGOS DE VÍDEO clamando por um modo easy, enquanto esperneavam e acusavam o título ser inacessível para os vídeogueimeros desse mundão.

Eu sinceramente não sei como esse jogo ficou com uma nota tão boa no metacritic, algo a ver com aquele polêmico papo que ás vezes assola a rede internética onde certos analistas não jogaram o game todo?!?!?!

Será que só vieram jogar depois de dar a nota?!?!

Nunca saberemos.

 Myazaki, famoso por otimizar seus trabalhos como uma toupeira asmática da puta que pariu!

Mas uma coisa é certa, de fato, concordo que Sekiro tem uma dificuldade retardada, mais precisamente em seu ultimo chefão, como já havia dito na página, tão retardada que eu quase viro um hollow de tanto tentar derrota-lo.

E ela é retardada quase que unicamente por *SPOILER* trazer o Genichiro de volta toda vez. Eu sei lá...  é tão anti climático...

Acho que é o que impede dessa ser a melhor final boss fight dos jogos da From.

Poderia ser corrigido num patch? Poderia, mas hey, como diria as sábias palavras de um amigo: "O jogo é como o developer quer, se não aguenta, deixa de frescura e vá jogar outra coisa."

Tem muitas outras opções por aí, não é?

E sinceramente gosto do fato de eu ter que me debruçar pra aprender algo continuamente, torna a experiência legal, principalmente quando estamos em um setup NINJA, carambolas!

Mas muito certamente eu zerei essa bexiga de vidjogueime sem saber jogar nem 20% do que eu devia.

Pois é, não me orgulho disso, mas não é como se eu tivesse tempo hoje em dia também...

Um dia que eu fiz uma lista de melhores bosses da From,  você estará, macaco albino.
arte fenomenal de @Revujo
Info random: pra quem fez TODOS os cálices de Bloodborne, verão que o concept dele já existia ali.


Falando sobre os chefes, na maioria, são bem pé no chão, e esse pode ser considerado parte do seu charme, entretanto confesso que queria que eles ousassem mais em trazer criaturas sobrenaturais do folclore oriental, algo que Nioh fez muito bem, por sinal.

Se Nioh trouxesse uma experiência mais original e interessante, com certeza estaria entre meus jogos favoritos da vida, mas estou divagando.

Pra concluir, digo aqui que Sekiro é uma experiência com pontos negativos óbvios, mas que não foram consideráveis o suficiente para atrapalhar minha experiência final, sem dúvida é excelente.

Tem uma trilha sonora "just okay", podia ser muito melhor, se destacando apenas pela Divine Dragon.

E esse é grande título que te dá uma variedade de gameplay nunca antes vista num jogo dessa famosa empresa, suas mecânicas podem ser confusas no começo, mas quem se dedicar de verdade será recompensado ao final.

ENTRETANTO, se você pensou que este foi o responsável por eu ter feito tal mencionada lista, errou.

Lógico, ele teve sua parcela em me deixar na vibe, e eu até deveria estar no meu NG+, mas Bloodborne me roubou completamente, se eu demorei nesse artigo foi culpa dele.

Enfim, vamos ao próximo.

The Messenger






The Messenger é um indie game com um nome de aplicativo de mensagens que certamente não colaboram para sua imagem, mas obviamente não atrapalha em nada sua qualidade. Lançado em 2018 sob a autoria da Sabotage Studio, trata-se de um game NINJA retro 2d plataforma que serve como uma sátira, ou melhor, homenagem aos clássicos de décadas atrás, não só revivendo aquelas experiências de ouro, como adicionando novas ideias de JOGABILIDADE e se tornando, junto com SoTN, a experiência 2d mais completa no mundo dos joguinhos.

Motivos? Lhes darei agora!


A trama se inicia quando o Rei Demônio ataca um vilarejo de um mundo decadente, onde aparentemente os últimos sobreviventes da raça humana se escondem e treinam arduamente para fugir da morte.

NINJAS motivados unicamente em impedir o profético ataque de demônios que se instala logo no início do jogo. Nesse contexto, o lendário Herói do Oeste surge para impedir as forças mortais que ali se instalam, afugentando o Rei Demônio, mas não o derrotando. Ao final do momento, ele entrega um aparentemente importante pergaminho para nosso protagonista, o encarregando de leva-lo para o topo de uma montanha onde judas perdeu as botas, afinal é o único capaz que não virou churrasco na cena.

Assim nos tornamos O MENSAGEIRO e partimos para a curiosa e engraçada jornada de tema propositalmente clichê , pelos menos inicialmente.


Graficamente estamos falando de uma maravilha de 8bits que se entrelaça com uma maravilha de 16 bits. A mistura tem um propósito que vai além de meramente visual, sendo de total importância não só para trama, mas para jogabilidade. 

Na trama ela está precisamente vinculada com a evolução do nosso protagonista e na quebra de um ciclo imutável de mensageiros, trazendo uma sensacional reviravolta no meio da história.

Em gameplay, ela só será evidente depois que o jogo já tiver passado por sua linear e clichê primeira parte, da qual irá se desenvolver mais profundamente.

Por exemplo, enquanto viajamos no cenário, existem caminhos que no passado não podem ser cruzados, mas que no futuro podem, graças à alguma mudança geológica natural ou não, e vice e versa, criando uma dinâmica de exploração particularmente imensa e divertida.

Bom, isso se você não se perder, mas haverá um mapa pra ajudar.


O combate lembra muito Ninja Gaiden clássico em seus movimentos básicos, mas se destaca pelas maiores animações em sprite e por um salto duplo que pode ser resumido como a alma do jogo, que garante não só coletáveis para que você desbloqueie gradativamente suas habilidades, como são essenciais para que você supere obstáculos e inimigos, até mesmo chefões.

Sim, o jogo tem uma árvore de habilidades que lhe garantirão novos MALABARES, os quais você poderá desbloquear com o... "vendedor" do jogo, de longe o personagem com os diálogos que mais me fizeram rir na jogatina, e ele não está sozinho.

Os inimigos também possuem quase todos diálogos irreverentes e engraçados, e são bem únicos em seus movimentos também, mostrando-se difíceis de derrotar, pelo menos enquanto você não manjar de suas mobilidades.

Mas tudo é intuitivo, então certamente não terão problema.

Alguns dos chefões, por sinal, nem são vilões de verdade, mas sujeitos vivendo sua vida até que nosso protagonista sem querer os confunde como ameaça; o que rende risos, principalmente quando eu olho pra impagável carinha padrão de desconfiado do protagonista.

Olha a cara desse energúmeno!

A trilha sonora é outro ponto estritamente positivo, sendo de longe uma das melhores coisas para se elogiar aqui.

Gosto como a trilha "abafa" quando estamos de baixo d'água, é o tipo de característica tão simples que aumenta a imersão no jogo, mostra que fizeram a parada com esmero, nos fazendo admirar mais no processo.

Dá pra dizer que The Messenger está lotado de características assim, e outros 2d atuais deveriam estar também, mas isso é assunto pra outro artigo.

Diálogo mais engraçado e tenho dito.

Pra concluir, esse é provavelmente não só o melhor (em aspectos técnicos e narrativos) jogo NINJA que já joguei, como a minha razão pessoal para fazer o artigo, e definitivamente DEVE estar nesta lista.

Vão joga-lo.

PRÓXIMO!

Shinobi III: The Return of Ninja Master

Lembra-se do primeiro jogo “favorito” da sua vida? Aquele que era guardado separado dos demais e que você aprendeu todos os segredos por jogar até seus dedos caírem e nascerem de novo?

Pois Shinobi 3 foi esse jogo pra mim e que consequentemente despertou um interesse absurdo por esse mundo maravilhoso dos games.



A trama tem início com a Neo Zeed, uma organização criminosa NINJA, procurando vingança contra o homem que chutou a bunda deles em outrora:

Joe Musashi, o primeiro protagonista da série, treinado no dojo ninja do clã Oboro, que no começo era o mais fraco dos alunos, porém acabou se tornando o fuckingboss entre eles, com muito treino.

Além de ser noivo de Naoko, a filha do seu próprio mestre.

Ser o melhor e ainda pegar a filha do mestre, isso é coisa de NINJA mesmo.

Então um dia, quando Joe estava treinando suas habilidades que literalmente exterminam dinossauros gigantes, lá nas montanhas isoladas, ele percebe que Neo Zeed está ativa e quer vingança.


Como? Eu não sei.

Mas ele é um NINJA! Explicações são desnecessárias.

Joe Musashi é obrigado a parar o seu treinamento e descer a montanha, dando de cara com uma trupe de ninjas e samurais mutantes genéricos que vieram atrás dele em busca de vingança por todos aqueles anos de bundas chutadas.

E é assim que iniciamos nossa jornada.


Graficamente, o jogo era um destaque e tanto, usando todo o poder de processamento que um lendário Megadrive podia aguentar.

O gameplay era bem intuitivo e linear. Existiam itens para pegar no cenário, algumas passagens secretas, sequências de golpes e as incríveis magias ninjas. Esse título também inseriu a famosa "corrida" do Shinobi, o que estendia nossas opções de mobilidade e finalização de inimigos na empreitada.

A dificuldade é equilibrada, nada absurdo como em Ninja Gaiden, porém ainda é desafiador, principalmente nos seus momentos finais. 

Também é exímio num fator que todos os jogos deveriam ser: é uma delícia de jogar!



Mas não é apenas a ambientação ninja com uma mistura cyberpunk que faz com que eu seja tão extasiado com esse game.

Sua trilha sonora contribui bastante pra isso também, ela é ESTUPENDA.

E apesar de Yozo Koshiro ser bem famoso pela trilha sensacional que ele fez pra The Revenge of Shinobi (principalmente aquela da primeira fase, que eu amo) ou a de Street Rage, que é outra coisa linda, em Shinobi 3 outros assumiram, sendo Hirofumi Murasaki o maior responsável.

Palmas pra ele e sua equipe.


Definição de um NINJA

Inicio dos anos 90, "cultura ninja" vivia muito provavelmente seu melhor tempo na mídia pop. E Shinobi além de usar esse tema, ainda unia várias coisas legais de outros gêneros de ação/ficção, e o engendramento dessas culturas acabou gerando essa obra prima da diversão:

Shinobi e seu cavalo!


Shinobi surfando e sendo perseguido por ninjas genéricos em jet skis voadores!



Shinobi enfrentando samurais!


Shinobi enfrentando um mecha no mar encima de uma prancha enquanto lança kunais!



Shinobi usando dragões de fogo que limpam o cenário!


Shinobi peitando um Godzilla mecânico de unzibilhão de dólares controlado por uma azeitona do mal!

Godzillas não são novidade pra Joe!

Shinobi enfrentando... Isso...


E Shinobi no seu embate final com o Mestre das Sombras, que em seu plot twist  mostra ter sangue sayajin.

Um Super Sayajin numa suit armor cyberpunk  ninja!



UOOOW!!!!!!!!!!!

E vocês achando que o enredo era simples, huh?

E esses elementos são geralmente usados em todos os jogos da série, o que só prova o quanto ela é LEGAL. Mesmo que nem todos os jogos da mesma mantenham essa qualidade...

Pois é, o artigo de Shinobi saiu do ar e eu realoquei aqui na maior cara de pau do mundo, espero que não tenham percebido.

Hey...


Menções honrosas

Como vocês devem imaginar, existem muitos jogos ninja nesse mundo e eu não posso dedicar tantos parágrafos para todos sem ter uma cãimbra no cérebro, então mencionarei alguns aqui para tentar desviar o máximo de pessoas reclamando comigo nos comentários.

Aragami, que sinceramente eu não joguei, mas que tem um  design bem atrativo e e que parece ter todo o gameplay focado em stealth.


Legal.

Mark of The Ninja, 2d com design ocidental, história direta e elaborada com foco em STEALTH.


2d com foco stealth, isso é bacana demais, mas que não entrou na lista principal porque... eu não quis.

The Legend of The Kage


Hum... sério, eu tenho uma teoria pessoal que esse é o pai dos HACK'N SLASHS... e seus argumentos lógicos não me convencerão do contrário!

Shadow of The ninja


Supostamente esse é o primeiro jogo com uma mulher e um homem protagonizando peripécias juntos. PERIPÉCIAS NINJAS!

Tartarugas Ninjas - SNES



Eu sou um nostalgeiro de uma figa às vezes, né?
Considerações finais


Sabem porque listas são raras aqui no recinto? Porque elas são "intrigantemente trabalhosas".

Por que "intrigamentemente"? Essa palavra nem deve existir.

Bom, listas geralmente precisam ter muitas informações técnicas precisas e chatas, coisas que eu tento o máximo evitar para deixar o texto mais leve e com mais cara de blog MIL, e não uma wikia.

Há o fato também de eu ter que me controlar em não me aprofundar muito em nenhum tópico, para evitar spoilers, e ao mesmo tempo ter cuidado o suficiente para não fazer algo raso demais...

Se eu consigo ou não, é um assunto questionável.

MAS HEY, artigos com temas mais leves são legais de fazer também, então é divertido. O importante é fazer algo que eu sinta que eu "leria", eu acho...

Sabem como é?

Enfim, espero que eu convença algum ser internético a jogar estes títulos, se ainda não o fizeram.

Bom, é o objetivo aqui.

Agora ficarei esperando os jogos que não coloquei na lista aparecerem nos comentários, ME SURPREENDAM!

Até dia MIL procês, fiquem com a ost de zeramento suprema.



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